30.12.04

Highlights do fim-de-ano

Tenho um tio que não dá presentes, mas dinheiro em envelopes. O mais legal é que é corrigido, no mínimo, pela taxa Selic: 40% de aumento desde o último Natal!
* * *
O amigo-oculto da casa da minha avó foi a maior marmelada: a família com todos os tios e sobrinhos está incluída, mas eu tirei a Dani, o Leo tirou meu pai e o Marco me tirou. Ficou tudo em casa.
* * *
Vocês ficariam espantados em saber como o fato de ler a revista Cosmo ajuda em jogos de tabuleiro. Tenho que agradecer a ela minhas repetidas vitórias no Perfil. E à Isa, por deixar escapar um "pão-de-queijo" em um momento crucial.
E respondendo ao Leo... Granito. Granito! (Quem teve lá vai entender.)
* * *
Nunca comi tanto strogonoff e batatas-sorriso em um único feriado. Eu sei, nenhum dos dois é um prato tipicamente natalino.
* * *
Em teoria hoje seria um belo dia de descanso, mas tive que 1) criticar um original; 2) correr atrás do conserto de uma bobagem que eu fiz. Nada preocupante, não se desesperem. E também não perguntem porque o Leo jurou sobre O Senhor dos Anéis, volume completo, que não vai contar pra ninguém.
* * *
A propos, criticar obras não é uma função muito divertida. Acho que atraio escritores muito, muito ruins!
Agora, se você é meu cliente e está lendo esse blogue, saiba que você é a única exceção.

Lud :-)

Fim-de-ano

Correria geral no fim-de-ano.
Saímos sexta meio-dia de Timóteo. Chegamos em BH quatro horas mais tarde, depois de muita chuva e muito trânsito nas estradas. Para a noite de natal pit-stop em três lugares. Casa da minha madrinha, casa da minha tia Dayse e casa da vó da Lud. Todos os lugares foram ótimos. Pena que tivemos que ficar pouco tempo em todos. E no corre-corre acabamos comendo pouco. E em todos os lugares a comida estava ótima. Pelo menos o que provamos. Foi ótimo também rever o povo todo. Tamos com muita saudade. Pontos altos foram os amigos-ocultos e o meu dois sobrinhos brincando um com outro. Na verdade, o Gui brincava com o Bruninho. Foi muito fofo. Natal com crianças tá sendo super divertido.
Dia 25 almoço na casa dos meus pais seguido de comemoração do aniversário da Isa. Jogamos o Perfil novo que ela ganhou. Só deu Lud. Tá certo que duas vezes eu era do time dela e decididamente ajudei na vitória. Samambaia... (Quem teve lá vai entender).
Domingo fui para casa do Ricardo pajear meu afilhado. O Bruno tá super fofo. Hiper fofo. Quem dera desse para colocar fotos aqui. Todos iam adorar. De noite, casa do Alexandre para comemorar o natal da Turma. Foi excelente. Pena que a gente encontre o povo pouco agora. Torcer para pelo menos no natal a turma continuar se encontrando.
Segunda foi dia de visitar o pessoal da ex-empresa e fazer compras e troca no shopping. De noite, Eddie para encontrar o Maurício e a Thaís. Outro ponto alto.
Terça: trabalho. Quem dera continuar sem trabalhar. Pelo menos foi em BH, e reencontrei o Marcus que também saiu da ATT e foi para a BMS. Coincidência, né? Até parece que tenho algo com isso. Depois do serviço, aniversário do Ricardo. Mais comidas boas, mais pessoas que eu não vi a muito tempo e mais Bruninho!!!
Quarta acabou tudo. Viagem de volta pela madrugada e serviço super-pesado. Só saí da empresa 19:30 e sem sair nem para almoçar. E para variar o bicho tá pegando. Hoje só piorou e vamos ver se amanhã vou conseguir sair para o ano-novo. Se não, virada vai ser comemorada no CPD. Pelo menos tem um jantar da galera do serviço hoje para compensar.
Como deve ser o último post do ano, feliz 2005 para todos. Muito dimdim e saúde. O resto a gente consegue com os dois primeiros.
Inté 2005,

Leo

23.12.04

Informática, redes e sistemas

Normalmente os usuários de informática só lembra dos sistemas e das redes quando este dá pau. O que acontece. Praticamente impossível que qualquer sistema funcione 24/7 durante um ano inteiro sem parar. E olha que dá para chegar perto disso. Mas lógico que usuários só lembram da gente quando para de funcionar. Sem contar os comentários do tipo "essa jóça nunca funciona" ou "sempre que preciso está assim, fora do ar.
Primeiro, não é jóça. Custa caro, é super avançado e complexo de manter.
Segundo: não é para estar no ar. Não é uma estação de rádio ou tv. É uma rede de computadores. Deve estar disponível. Funcional.
Por falar em redes e usuários, ontem fiz atividades extra-curricular. Ou seja, tive que entrar debaixo do fundo falso do CPD para passar cabos de redes. Sinceramente, não vejo estas habilidades como uma das citados no meu curriculum. Mas fazer o quê? Se não fizesse o sistema estaria "fora do ar".
Hoje também foi divertido. Tinha uma parada programada para um servidor na hora do almoço. Sempre é na hora do almoço para não incomodar os deuses-usuários. Todo mundo sabia. Quando falo todo mundo me refiro aos 2000 usuários que acessam o servidor em quetão. Horário agendado para a parada: 12:45. Retorno programado: 13:00.
11:45: número de usuários acessando o sistema - 110
12:30: número de usuários acessando o sistema e engordurando teclados comendo algo em cima deles - 150
É um complô? Ela para saírem do sistema e não entrar no mesmo.
Quis nem saber. Tirei todo mundo. Reiniciei. Tempo parado: 3 minutos e 15 segundos. Número de reclamações: 151...


A Discórdia

Ontem eu e o Leo tivemos a primeira discordância a respeito deste blogue. Ele falou que o meu último post era pura enrolação. Eu falei que posts não precisavam ser relatórios oficiais dos acontecimentos diários.
Em suma: ele faz parte da corrente "publique a realidade". Eu faço parte da corrente "divirta a audiência com mensagens engraçadinhas".
E, aparentemente, muito poucas pessoas fazem parte da corrente "audiência desse blogue".

22.12.04

Presentes 2: A missão

Se alguém ainda tá atrasado para comprar algo para mim, novos presentes para a lista:
- Guarda-chuva. Não aguento mais me molhar todo dia para chegar e sair do serviço
- Caneta para escrever em cd/dvd - Tá fazendo muita falta. E não acho isso no interior. Acho que ainda não chegou por aqui estas maravilhas modernas.
- Meias. Descobri que tô quase sem.

Amanhã com mais calma reclamo do post da Lud. Tenho que defender a classe dos analistas de rede.

Leo

Trabalhar...

...em um lugar em que o sistema sai do ar e se recusa a voltar é o fim da picada. Não dá para trabalhar! Acho que isso vai convencer meus difamadores que eu não sou "o sistema" (aquele em que o juiz Nicholas Marshall acreditava enquanto causas eram perdidas e criminosos saíam livres, mas parou de acreditar quando explodiram o filho, a mulher e o carro - acho que o Clênio entenderia - dele).
Se eu fosse "o sistema" eu me entenderia com o sistema daqui. Ele aceitaria minhas senhas e obedeceria aos meus comandos. Quando eu deixasse de trabalhar nele por 47 segundos, ele não cairia, mas ficaria aguardando meu retorno. E jamais se recusaria a abrir, alegando que não estou autorizada para efetuar a ação.
Teríamos um belo caso de amor.

20.12.04

Fim-de-semana

Foi agitado. Começou sexta cedo. O Baldo com a Cáthia e as duas filhas voltaram de Guarapari e passaram o fim-de-semana aqui em casa. Sexta 16:00 já estávamos lá em casa. Para começar o fim-de-semana fomos para uma Sorveteria-pizzaria chamada Petrópolis. Super rural. Mas tava muito bom. A galera da IBM apareceu toda, com as famílias e os filhos. Foi uma folia para os meninos.
Sábado depois do almoço Lud e eu aproveitamos para dormir. O calor foi insuportável. O pessoal foi para o cinema ver Bob Esponaj (ter filhos não é fácil) e depois para o parque. À noite fomos para Timóteo ver a cantata de natal da Fundação Acesita. Foi muito bonito. As fotos ficarma ótimas.
Domingo foi mais tranquilo. Apenas almoço bem tarde seguido do drama mineirão. Ainda bem que vencemos e ficamos na primeira divisão.
Em homenagem a Isa que fez aniversário ontem, deixo aqui os Parabéns e os desejos de muito felicidade.
Ah, as filhas do Baldo chorando porque estavam indo embora e não iam mais ver a Lud foi super triste. Agarraram nela e não queriam ir embora. Igual a mim :)

Leo

17.12.04

Porque morar no interior é como viver permanentemente de férias

- Porque tem sol batendo na cabeça o dia todo, então é sempre verão;
- Porque as ruas são planas e de paralepípedos, igual cidade de praia;
- Porque não tem televisão nacional (na minha casa), portanto não tenho idéia quem matou quem e quais políticos se apropriaram dos bens públicos;
- Porque dá para trabalhar de vestidinho estampado, que ninguém acha nada;
- Porque não tem trânsito (essa é auto-explicativa);
- Porque vem um vento do rio que parece que é do mar.

16.12.04

Na saúde e na saúde

Quanto a mim, estou ótima desde que me casei. Nem o resfriado galopante do Leo conseguiu me pegar. O que quer dizer que:
- a felicidade aumenta a resistência;
- os anticorpos que o Leo me passa são muito eficientes!

15.12.04

Na saúde e na doença

Hoje tive a prova dos votos de casamento. Depois de seis meses e uma semana de casamento amanheço muito, mas muito ruim. Náusea terrível. Não conseguia nem abrir os olhos. Lógico que não deu para ir trabalhar. O que não impede o pessoal de lá me ligar umas sete vezes.
Mas voltanto ao assunto, a Lud cuidou de mim super bem. Melhor enfermeira/médica impossível. Ainda tô semi-ruim mas é questão de tempo. Acho que amanhã consig até comer alguma coisa de novo. Tirando um resfriado e algumas dores de cabeça, foi a primeira vez pós-casamento que fico ruim de verdade.
Meu amor, aprovada no teste com louvor.

Leo

Coisas bizarras do interior

- Você vai no cabeleireiro mais chique da cidade. Você avisa que já lavou o cabelo. Mesmo assim, lavam seu cabelo antes E depois do corte, e não secam. Você sai de lá com o cabelo pingando. Mas você tem 5 dias para reclamar de alguma coisa depois que você chega em casa e SECA SEU PRÓPRIO CABELO!
- A Cemig avisa que vai faltar luz de 6 às 8 da manhã, hora em que começa o expediente. A luz volta de verdade às 9. Os computadores ligam às 10.
- O restaurante mais metido a besta da região tem carta de vinhos, mas sobremesa é no bufê. Cozinha internacional, dizem eles, e você tem que se contentar com pudim de leite condensado, musse de chocolate e doce de leite. Puh-leaze!


13.12.04

Fim-de-semana

Fim-de-semana movimentado. Sexta fomos no único restaurante chique da região para comemorar o aniversário de casamento. É o restaurante do hotel San Diego. Bonitinho, arrumadinho, mas nada de mais. Deixo a Lud fazer os comentários da comida e das bebidas.
Sábado fomos fazer compras de natal em Fabriciano, arrumar o pneu do carro que tava esvaziando por cauda de um prego e mais compras de natal no shopping de Ipatinga. Aproveitamos para almoçar por lá no McDonalds. Acho que tinha mais de dois meses que não comia lá.
Depois do almoço a Lud foi cortar cabelo (mais um caso divertido para ela contar) e eu fiquei em casa me divertindo com o comp. De noite fomos para uma pizzaria encontrar com a Dani e o Marco que estavam visitando a Renata e o Fabio. Da pizzaria para a casa do Fabio onde ficamos até quatro da manha. O apartamento deles está super arrumado. Foi uma noite muito boa e agradável. O mais divertido foi a filhinha deles, a Valentina, querendo comer os besouros mortos.
Domingo, apesar do sono, não consegui dormir mais do que 5 horas. No final da tarde fomos para a casa do Maurício e da Thaís que trabalham com a Lud. Foi muito bom. Comemos muito bem, conversamos muito e jogamos Master, onde tive o prazer de massacrar a todos. Bom que fica registrado aqui: a Lud perdeu no Master para mim!
Outra coisa muito boa de interior: lembro que em BH eu ficava doido para chegarem as férias escolares para o trânsito ficar mais tranqüilo. Aqui começaram as férias e o trânsito não mudou nada. Claro que não iria mudar, não tem trânsito! O máximo que tem de trânsito são os carros de auto-escola que agora treinam no quarteirão lá de casa.

10.12.04

Sem luz

Hoje acabou a luz em nossa casa, bem de manhãzinha. Quer dizer: ficamos presos no décimo andar, sem elevador, e com o portão da garagem, que é elétrico, travado. Mas foi bom: liguei para o serviço para avisar que eu ia chegar atrasada e fiquei sabendo que não tinha luz lá também. Deu até para dar mais uma dormidinha...
Então, reitero o pedido do Leo para presente de Natal: uma lanterna!! Já comprei velas Mariana para quando o apagão é de noite mas, ao contrário do que algumas pessoas pensam, não acho nada romântico ficar andando com velas por aí. A iluminação fica tétrica, não aconchegante, e a cera quente caindo na mão não rola me-es-mo, até porque não sou partidária do sadomasoquismo.
Lud ;)

9.12.04

Aniversário!

Hoje fazemos 6 meses de casamento! Eu estou muito feliz e satisfeita com esses 183 dias. O Leo está se saindo muito bem como maridinho e sempre me dá o último pedaço das coisas gostosas que ele está comendo, o que, segundo um filme que vimos na terça-feira, é a prova de amor definitiva!
As comemorações, entretanto, serão transferidas para amanhã. É que ontem fomos à festa de Natal do serviço, ela durou mais de 5 horas, e nós estamos muito cansadinhos. Sem falar que comemorações feitas na sexta-feira não têm hora para acabar...
Mil beijos, meu amor! Te amo!
Lud ;)

Festas de Natal

Ontem rolou a primeira festa de natal. Se as demais forem no mesmo ritmo, não chego no ano-novo.
Festa-churrascão do serviço da Lud. Fui como o acompanhante da esposa. Foi muito bom. A carne tava boa, a galera animada e muita, muita bebida. Pior que fui bater papo com o delegado e descobri que ele já trabalhou com o Persis (ex-chefão) na Magnesita. Para a galera att que lê o blog e ex-att, acho que todo mundo de informática de Minas deve ter trabalhado com o Persis. Aqui na Acesita a mesma coisa. Os chefes todos que estão aqui hoje também trabalharam com ele.
Mas voltando a festa, tentar acompanhar o moço na cerveja foi fogo. Pior que o homem já tem uma voz normal de quem ta bêbado e a bebida parece não fazer efeito nele. Ainda bem que o local do churrasco foi a uns 50 metros lá de casa. Só assim para conseguirmos voltar.
Pior foi custar a conseguir dormir e quando consigo ser acordado pela monitoração da empresa por causa de um problema de um servidor. O bacana foi ouvir as palavras: "Não era para ligar para você não, mas como o funcionário X não entende do assunto que deu problema e é quem está de plantão, e o funcionário y que entende não foi encontrado ligamos para você. Tem com dar uma mão?". Ligo, sonolento e meio inconsciente para o funcionário que estava trabalhando com o servidor que deu problema para ver se consigo ajudar e o mesmo ficou puto. Mais do que eu. Falou que já estava tudo ok e que era um absurdo me ligarem naquela hora sem que eu estivesse de plantão. Agradeceu minha boa vontade e disse que a coisa não podia ficar assim.
A única coisa boa da experiência é que este funcionário é um dos chefes de sessão. O lado negativo é que demorei mais uma hora e meia para conseguir dormir.
Imaginem o sono que estou hoje. A Lud então parece um zumbi. Além disso, a gente faz seis meses de casamento hoje e resolvemos nos dar de presente uma noite de sono, dormindo cedo e desligando todos os telefones. Ou seja, se quiserem nos dar parabéns (por seis meses? Acho que ninguém vai querer) façam o mesmo antes das nove da noite ou por e-mail ou comments. Aproveitando as comemorações, Marcus, parabéns. De presente que tal uma vaga para voltar a trabalhar comigo?

8.12.04

A Semana Até Agora

Pontos baixos:
1) sono;
2) nada de sol (de que adianta ficar sócia do clube se não dá pra freqüentar?);
3) uma quantidade de trabalho inteiramente absurda, e que só tende a aumentar quando metade das pessoas com quem trabalho saírem de férias;
4) muito sono.
Pontos altos:
1) um kg de chocolate ganho no amigo oculto do trabalho;
2) casinha limpa, porque a faxineira/empregada voltou;
3) quase todos os presentes de Natal comprados!;
4) o filme "Before Sunset", continuação do "Before Sunrise" (Antes do Amanhecer).

6.12.04

Goval

Fim-de-semana em Governador Valadares. Saímos sexta depois do serviço mesmo. Era umas sete da noite e já estávamos lá. Bom de ir para Goval é que a estrada é boa, cheio de retas e são só 120 km de porta a porta.
Lá tivemos um fim-de-semana tradicional. Tá certo que desta vez não deu piscina com sauna e churraso. Mas teve muitos filmes, comidas boas, os tradicionais jogos de baralho e muito, muito tempo à toa. Acho que batemos o récorde. Tá certo que a Dani e a Lud foram fazer compras de natal. Mas o Marco e eu conseguimos no sábado e domingo acordar e ficar quase o dia todo de pijamas. Bom demais. Só na tranquilidade, lendo livros,jogando Panzer General (achado pre-histórico na internet) e batendo papo. Acho que o ponto alto do esforço foi pregar um prego na parede para o termômetro e colocar a guirlanda de natal da Dani na porta de entrada. Ah, tivemos que comer os cookies que a Dani fez também. Que sofrimento...
Para não acharem que ficamos só por conta do nada, saímos no sábado para ir num barzinho, considerado por sinal o melhor de Goval, e no domingo fomos almoçar no shopping. Detalhe, quase cinco da tarde.Pena que terminou. Ontem mesmo voltamos. Acho que agora goval só no ano que vem. Tá certo que este ano que vem será lá pelo dia primeiro ou dois de janeiro.
Que venha o ano novo!!!

Leo

3.12.04

O que eu e o Leo queremos de Natal

Querido Papai Noel,
este ano fui uma menina muito boazinha. Aqui vai minha lista de presentes de Natal. Eu quero:
1) saídas de praia em geral (na verdade, saídas de clube, mas dá na mesma);
2) creme autobronzeador (para uniformizar meu bronzeado, já que cada pedaço do corpo está de uma cor);
3) papel para pintar aquarela (custa caríssimo!, tipo 3 reais a folha)
4) um estojo novo e bonito (com lapiseira, caneta e borracha novas e bonitas e de preferência combinando).
O Leo quer:
(ele completa depois!)
1) Lanterna. Aqui no interior a luz acaba com uma frequência incrível. Parece BH antigamente, quando qualquer raio/trovão/garoa/xixi-de-passarinho causava pico de luz ou até mesmo apagão
2) Camisas. Camisas comum, para usar no dia-a-dia. E tamnho grande. Muito grande. Extra-grande. Acho que só o Alexandre e o Ricardo meu irmão conseguem comprar camisa para mim. Deve ser porque os dois tb são grandes e não assustam com o tamanho das camisas.
3) Pagamento do IPVA do carro. Tô pensando em fazer igual rifa. Faço uma rifa de natal no valor de 1,50 (nunca vi, hoje em dia ninguém faz rifa de valores inteiros, como 1 real, 5 reais, 10 reais). Umas 700 rifas paga o IPVA e ainda rola de sortear um fim-de-semana aqui em casa com tudo pago e direito a andar de carro
4)DVDs virgens. Agora tô ficando chique. Em vez de cd virgem igual ano passado quero é DVD virgem. De preferência com caixa de DVD. Já que fui um menino exemplar este ano posso pedir com vontade para o papael-noel.

Comments

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LUD ;)

2.12.04

Almoços

Uma das poucas coisas ruim de se morar no interior é o almoço. Não que o mesmo seja ruim. Pelo contrário. A comida acaba sendo muito boa, estilo bem caseiro. Os problemas são as poucas opções de onde se almoçar e os horários. Eu não posso reclamar tanto do onde porque almoço em um comida a quilo muito bom. Já a Lud almoça nun lugar que dá até medo. Pelo menos eu tenho medo da comida, ou melhor, falta de comida de lá. Mas para compensar ela não tem o meu problema. Como ela é funcionária pública, 12:00 tá saindo para o almoço. Eu, como um pobre trabalhador da iniciativa privada, só posso almoçar quando o serviço deixa, se deixar. Esta semana está sendo um desastre. Todos os dias com exceção de hoje deram problemas sensacionais na Usina. Segunda pensei que eu ia até apanhar da diretoria industrial. Como a rede parou, ninguém vendia, ninguém produzia, ninguém faturava, nenhum caminhão podia sair. E olha que eu nem tinha nada a ver com a história. Só tava lá para ajudar. Resultado: saí do serviço 23:45 e sem almoçar. Terça os problemas continuaram. Almoço 13:00. Quem disse que essa hora tem comida? O pouco que sobrou tá super frio. Quarta mais um dia sem poder almoçar. Tive que me contentar com um misto da cantina. Hoje foi o único dia que deu certo. E ainda tinha queijo pachá. Não sei se fico feliz por ter tido um bom almoço ou triste por lembrar do que perdi nos outros dias. Vamos ver amanhã o que vai dar. Sexta é um dos melhores dias da semana. Torcer para ninguém tropeçar no cabo de energia do rack que onde fica o roteador principal da rede...

LEO :)

1.12.04

Emoção! Aventura! Ação!

Hoje ficamos presos no elevador do prédio! Primeiro a luz piscou, depois ficou tudo escuro e o elevador parou. Por sorte estávamos só nós dois dentro do elevador, pessoas sensatas, calmas e controladas. O Leo logo sacou o celular pra usar a luz do visor, enquanto eu divagava em voz alta que uma lanterna seria muito útil numa hora dessas. Aí a luz voltou e as portas se abriram entre dois andares! Foi muito emocionante. E a falta de espelho no elevador realmente deixou o espaço reduzido (sei que é uma ilusão, mas whatever). O Leo se perguntou em que andar estávamos e eu disse que era o 4ºa, porque eu tinha estado olhando para o marcador. Apertamos o alarme/interfone e, enquanto ninguém atendia, eu nos acalmava dizendo que, caso o elevador caísse, 4 andares eram uma queda pequena, não dava pra machucar seriamente, no máximo quebraríamos as pernas etc. Nisso o porteiro nos escutou e respondeu no interfone que já vinha nos ajudar. Aproveitei para dizer que talvez fosse melhor nos sentarmos no chão caso o elevador despencasse, porque provavelmente o impacto seria menor. A outra opção era dar um pulinho quando estívessemos quase batendo lá embaixo, o que nos deixaria incólumes, segundo uma lenda urbana. Mas é claro que tínhamos visto a pouquíssimo tempo um Myth Busters provando que isso era uma grande bobagem, o que diminuiu em 50% minhas estratégias em caso de desastre. A propósito, mesmo se funcionasse, como é que a gente saberia qual é o momento certo de dar o tal pulinho? Só se tívessemos um altímetro... anyway, o porteiro chegou e abriu a porta do elevador de andar mais baixo, de modo que pudemos pular dali para o chão. Perguntei a ele se o elevador estava desligado mesmo, porque eu destestaria ser partida ao meio se a cabine decidisse se mover enquanto eu estivesse saindo dela. Ele disse que não ia acontecer nada não e eu pulei, não sem antes passar para o porteiro minha bolsa e pãezinhos recém-comprados (rá rá, na verdade eu estava testando o elevador e sua capacidade de detectar movimentos daqueles que tentam escapar dele). Como nada aconteceu, saímos de lá bem alegrinhos, atravessamos o hall, e pegamos o outro elevador.
É, o que vocês esperavam? Nos moramos no 8º andar. E não estávamos no 4º, como eu pensei, mas entre o 1º e o 2º - o que deixaria a queda menos problemática, é bem verdade.
Depois que entramos em casa, o Leo me disse, muito delicadamente, que, quando se está preso em um elevador, discutir as possibilidades dos cabos se romperem não é lá é melhor tópico de conversação.
Bem, em minha defesa tenho a dizer que, embora eu reconheça que minha imaginação seja bastante ágil - e trágica - ela provavelmente faria que eu sobrevivesse ao desastre do Titanic, porque estaria bolando maneiras da abandonar o navio, ao invés de me jogar de voltar só pra ficar com o fracotinho do Leonardo diCaprio. E se alguém não viu ainda o filme, aí, foi mal contar o final, falou?


29.11.04

A Gaveta Trancada 2

Agora temos umA Gaveta Trancada! Foi o Leo que arrumou tudinho: descobriu e instalou a fechadura, mandou fazer cópia das chaves e até colocou a chave no meu chaveiro. Falando em chaveiros: o meu está se transformando numa criatura disforme, cheio de chaves pra tudo quanto é lado, ligadas por anéis e clipes de forma aleatória. Praticamente uma instalação. Acho que quando eu for parar numa ilha deserta e tiver que reconstruir a civilização a partir do conteúdo da minha bolsa, o suprimento de metal já está garantido.

Não pode elogiar...

... que estraga. Minha faxineira/empregada, a quem teci copiosos elogios há pouquíssimos posts, não deu as caras, nem notícias. Uma vez que passei o fim-de-semana sujando alegre e vigorosamente todas as louças e talheres da casa, esperando que ela estivesse aqui na segunda para lavá-los, encontro-me na triste situação de comer cereal em taças, ou pôr as mãos à obra, isto é, ao detergente. Pelo menos cheguei antes do Leo em casa, o que quer dizer que rola de dar às coisas uma mínima aparência de ordem enquanto ele se escraviza no trabalho tentando fazer uma rede possuída pelo demo funcionar.

As belezas da vida de casados: sugeri ao Leo, com a melhor e mais generosa das intenções, que a gente fizesse um budget para as despesas de Natal e fim de ano, incluindo presentes. Ele respondeu que não era uma boa idéia, porque provavelmente eu ia querer dar presentes de 10 reais para todo mundo. Fiquei indignada e injustiçada, porque a minha proposta era um valor muitas e muitas vezes superior a 10 reais. A conversa terminou com mais algumas referências à minha, hã, sensatez econômica (para não dizer pão-durismo), e eu tive que explicar a ele que, agora que eu ganho dinheiro, estou revendo meus conceitos. Mas o marido da gente não devia perceber essas coisas sem a gente ter que contar?

27.11.04

Finalmente estou em minha casinha de novo. Estive na "capitar" durante uma semana inteira, fazendo um curso, e numa correria louca. Enquanto isso, o Leo pegava uma gripe brava, evidentemente causada pela tristeza provocada por minha ausência. Agora ele está devidamente medicado e praticamente recuperado.
Aventuras da semana:
1) minha mãe me deu uma planta assassina, cheia de folhas longas, cortantes e mortíferas. Coube ao Leo carregá-la e instalá-la na varanda, e o resultado é que ele está com vários cortes, inclusive no nariz.
2) ofendi todas as pessoas do curso comparando-as com meu pai e minha mãe. Tudo bem que eu era a mais nova (longe) ali, mas acho que forcei a mão.
3) acho que estou me recuperando da minha pão-durice aguda: comprei livros pela internet (que chegarão em 12 semanas: é claaaro que escolhi a postagem mais barata) e roupinhas para mim e para o Leo.

A Gaveta Trancada

A Gaveta Trancada é uma instituição na minha antiga casa (i.e., na casa dos meus pais). Passaportes, dinheiros, travelers' checks e outros itens valiosos (como meus dentes-de-leite) ficavam guardados na sobredita Gaveta. Sempre achei que A Gaveta Trancada era sensata e prática, até que eu precisasse de algo que estava lá dentro (cartão de crédito? dólares? meus dentes-de-leite? Não me lembro) com urgência e ambos os portadores das chaves (papá e mamã) estivessem fora de casa. Essa ocasião arrancou muitas gargalhadas do Leo, que sempre foi da opinião que A Gaveta Trancada era uma grande bobagem (até ele perder 200 dólares que sobraram de uma viagem, mas essa já é outra história).
Pois bem: tenho minha própria casa e não tenho umA Gaveta Trancada (por enquanto: estamos trabalhando nisso). Resultado: minha bolsa de mão é o lugar onde guardo coisas preciosas como meus cheques e minha carteira de funcionária pública federal com seu reluzente brasão (nenhum dente-de-leite por enquanto). Conseqüência: minha bolsa de mão pesa uma tonelada e se eu for furtada estou perdida.
Por outro lado, se eu for parar numa ilha deserta posso recriar a civilização a partir dela.

Empregadas? Melhor não tê-las...

... mas se não as temos, como sabê-lo?
Apesar da mãe de um de meus amigos afirmar categoricamente que os cristais ganhos no casamento não durarão um mês "se botar na mão da empregada", parece que o Leo e eu tiramos a sorte grande nesse departamento: arrumamos uma moça que não só é muito eficiente como ainda tem senso estético! Ela distribui as almofadas de maneira graciosa pela sala, coloca na cama a colcha que combina com a roupa de cama, e guarda as roupas - devidamente passadas - dentro do guarda-roupa!
Se minha mãe souber disso, ela tem um chilique!