31.1.05

Carnaval

Já está tudo planejado para o Carnaval. Minha exigência: um lugar perto, bonito, romântico e em conta. Resposta do Leo: nossa casa!
Realmente, é o único local que preenche todos os requisitos acima. Ficaremos vendo os filmes indicados ao Oscar, lendo livros novos que chegaram pelo correio e indo ao clube. Para não dizer que não saímos da rotina, convidamos várias pessoas para nos visitar. Todas elas terão oportunidade de participar das atividades acima, principalmente se trouxerem doces para a dona da casa. :-)

30.1.05

Master of Master

Ontem eu e o Leo jogamos Master com a Thaís e o Maurício (e nem sugerimos - fomos desafiados, na verdade). 2 partidas, e eu ganhei as 2, mesmo com os outros participantes pondo em prática planos malignos para subir em cima da minha ficha e serem carregados através do assunto Arte.
Da última vez que jogamos em BH, eu também ganhei a última partida, empatada com o Rafa, é verdade. Mas também porque era no método "grita-grita" e isso faz com que as pessoas não fiquem empacadas em Artes. Tudo bem que aí eu também não fico empacada em Esportes, mas eu sei pelos menos 2 repostas desse assunto: por qual escuderia Ayrton Senna corria antes de ir para a Wiliams (é a Lotus) e qual era o apelido do boxeador Ray Leonard (é Sugar Ray).
Que é mais do que muitas pessoas sabem sobre Artes.

28.1.05

Men at Work

Sexta-feira é o que há. Tenho até uma teoria de que quase vale a pena trabalhar só pelo prazer de sair do trabalho às sextas-feiras, sabendo que há 2 dias inteirinhos pela frente para não fazer nada.
Eu disse QUASE.
Porque se trabalhar fosse bom não precisavam te pagar. É ou não é?
Embora seja impossível negar que o trabalho enobrece o homem - e a mulher também. E o dinheirinho no fim do mês é tudo de bom. Além disso, a triste verdade é que a maior parte das pessoas - eu inclusive - ficam muito chatinhas se não tem obrigações. Resultado da nossa herança judaico-cristã "no pain, no gain".
Fora o Leo. Se o Leo tivesse um milhão de reais no banco amanhã ele se aposentava hoje. E, ao contrário de mim, que ia ficar me lamentando da futilidade da vida humana e da efemeridade do eu, ele ia ver filmes, navegar na internet e ler livros de ficção-científica todo dia, o dia todo. E achando bom.

27.1.05

Caderno de Esportes

Eu e Leo temos nos destacado muito nas práticas esportivas locais.
Na terça-feira, fomos para o clubs com uns colegas da Receita. Estraçalhamos o pessoal no totó (fiz vários gols! Vários gols! Com lançamentos insinuantes e traiçoeiros, claro, porque força nas mãos eu não tenho mesmo) e nos viramos bem na sinuca (eu até encaçapei uma bola, o que foi um feito, porque estávamos jogando na mesa das crianças = pano verde roto e a superfície nada lisa).
Ontem fomos à casa de alguns dos mesmos amigos para jogar baralho. Apesar dos meus protestos de que curingão valendo 50 pontos e fazendo canastra limpa é o que há, tive que me contentar com um buraquinho básico quase sem trunfos. Perdemos feio a primeira partida porque, como tudo mundo sabe, a primeira é dos patos (nenhuma ligação com o Marco Antônio, contudo). Aí aceleramos, fomos tirando a diferença de 500 pontos e acabamos o jogo com uma vitória gloriosa.
Alguém aí quer encarar?

26.1.05

Futuro

Eu e o Leo pensamos muito no futuro. Uma coisa que a gente decidiu é que, daqui a uns 50 anos, quando nossos pais ficarem velhinhos e começaram a abrir a porta da casa para assaltantes, vamos catar todos, trazer para o interior, e instalá-los em um predinho perto da gente, cada casal em um apartamento no mesmo andar. Aí eles divertem uns aos outros e chamam a ambulância se um ou mais deles tiverem um troço.
Outra coisa que decidimos é que, quando formos velhinhos, vamos ter apelidos igual todo velhinho do interior tem. Eu vou ser a Dona Milica, que é diminutivo de Ludmilica, que é diminutivo de Ludmila. Além disso, Milica lembra milico (militar, pra quem nunca tinha ouvido), e todo mundo sabe que eu sou o sistema mesmo. O maridinho vai ser o Seu Lelé, que é diminutivo de Leo, que é diminutivo de Leonardo, e também porque depois de uns 40 anos vivendo comigo ele não vai bater muito bem da bola não.
Como somos ambiciosos, bolamos apelidos para outras pessoas também: a Dani vai ser a Dona Ieiela, que é um apelido de infância, e o Marco vai ser o Seu Quinho, que é diminutivo de Marquinho, que é diminutivo de Marco etc. Todo mundo vai chamar ele de Seu Quim – e, quando quiserem mostrar respeito, de Seu Joaquim!
A Isa vai ser a Dona Bilica, que é diminutivo de Isabelica, que é diminutivo de Isabela. Nós duas vamos ser a dupla dinâmica do Steel Valley: Bilica & Milica!
Enquanto isso, o Leo já avisou que toda vez que eu ficar emburrada vai me chamar de Dona Milica.

25.1.05

Coluna social

No último findi, brilhou mais forte a estrela da famosa anfitriã Isabela. Acompanhada de seu chouchou Pena, ela convidou os amigos íntimos para uma sofisticada noite de jogos&carnes em seu belo apartamento no Luxemburgo.
Os convidados ficaram encantados com o sofisticado cardápio da fusion cuisine, que uniu o melhor da cozinha americana com o prato forte da culinária argentina: garlic bread e bife de chorizo envuelto en mantequilla.
O ponto alto da noite, contudo, foram os maravilhosos drinques preparados pelas próprias mãos da anfitriã que, como não nós cansamos de repetir, é uma pessoa cheia de simplicidade. Mãos estas, diga-se a propósito, que cintilaram em seu esmalte cor-de-vinho, o último grito da moda em Paris. Impossível a esta colunista que vos fala decidir qual a bebida mais saborosa: seria o sedutor cocktail de strawberry ou o sofisticado drink de ananás?
A noite foi até a madrugada, enquanto anfitriões e convidados disputavam a primazia intelectual em diversões elaboradas e complexas. Esta colunista que vos escreve tem a honra de informar que brilhou como uma estrela, ainda que estivesse entre tantas mentes elevadas e brilhantes.
Neste momento, aproveito para lançar a candidatura de nossa anfitriã ao seleto grupo "Pérolas e Champã", formado pelas mais refinadas socialites da região de Goval. Melhor ainda: sugiro que nossa anfitriã funde e se torne líder de uma posse chamada "Pérolas e Vodka" (pronuncia-se "vodká", não se esqueçam).
Beijos no coração de vocês!

24.1.05

Experiências do fim-de-semana

Como é ser bem-tratado na hora de fazer trocas em lojas chiques:
- a vendedora não te olha feio;
- a vendedora sorri e liga pra outra loja para saber se tem o sapato do seu tamanho;
- a vendedora diz que o sapato vai estar na loja em poucas horas;
- a vendedora se prontifica a te esperar na porta do shopping, com o sapato na mão, para você não ter nem que descer do carro.
Como é ser maltratado na hora de fazer trocas em lojas chiques:
- a vendedora que devia te ajudar some;
- a vendedora que embrulha pacotes gasta horas;
- a vendedora que fez a sua seleção de produtos avisa que a demora se deu porque o sistema disse que tinha na loja um produto que não tinha na loja;
- a vendedora diz que vai te acompanhar para você escolher outro e some;
- a vendedora não se oferece para ignorar os 2 reais - 2 reais!- de diferença que deu entre o produto que não tinha e o que você escolheu;
- a vendedora faz a nota com um garrancho ilegível e a moça do caixa debita 12, não 2, reais do seu cartão;
- a moça do caixa diz que não pode retornar 10 reais em dinheiro para você, o que seria muito mais prático e rápido, mas que tem que estornar o débito e debitar de novo;
- a moça do caixa tenta estornar o débito repetidas vezes, sem sucesso, porque evidentemente débito em conta-corrente é imediato e não pode ser estornado;
- a moça do caixa te dá duas notas horríves de 5 reais.
É por isso que eu voltarei sempre à Le Solier e nunca mais colocarei meus pezinhos, calçados nas minhas novas lindas sapatilhas cor-de-rosa da Le Solier, na La Ville de novo.

11.1.05

Nossas Aventuras

Ontem o tsunami quase chegou em Fabriciano. No final da tarde, caiu um chuva de vento tão forte que a água entrava pelas janelas - fechadas! Uma coisa incrível de se ver. Como não podia deixar de ser, a luz acabou, e eu e o Leo tínhamos uma festinha em Ipatinga. Criamos coragem e descemos 10 andares a pé até a garagem, mas o portão estava fechado. Subimos 2 para batermos na porta da síndica - literalmente: a campainha não estava funcionando - e ela desceu conosco para nos ensinar a tirar uns pinos do portão para que ele abrisse manualmente. Tudo isso coroado por um calor insuportável - aqui chove, mas a temperatura não abaixa.
Finalmente dentro do carro e fora da garagem, descobrimos que nossa rota estava impassável, pois uma árvore havia caído no meio da rua. Demos ré cercados por um ônibus e uma caminhote - e a escuridão total. Para completar, o endereço da anfitriã estava em um e-mail no computador - e o computador, obviamente, estava interditado pela falta de luz!
Eu me lembrava do endereço, o Leo se lembrava de algumas indicações, e lá fomos nós, perguntando para simpáticas pessoas na rua onde diabos era a Graciliano Ramos. E até que não foi difícil chegar - o Leo é uma bússola até quando não sabe do caminho...
Lud ;-)

7.1.05

Hoje

Não estou com a menor vontade de trabalhar. A menor. Deve ser porque trabalhei feito uma cavala ontem. E antes de ontem. E antes de antes de ontem. E antes...
Esse negócio de que funcionário público não trabalha é um lenda urbana que te contam pra te convencerem a fazer concurso (não que ela tenha me convencido: eu sou uma pessoa muito cônscia de seus deveres). Funcionário público (os que eu conheço) trabalham como cavalos e no final do ano não tem bônus de produtividade, nem promoção, nem dias de folga como recompensa. O serviço não acaba, tem dias que o sistema está fora do ar e em dezembro tivemos que pagar a faxineira do nosso próprio bolso. E ainda temos que escutar piadinhas sobre como funcionário público não trabalha!
Ah, vão passear.
Obs: só porque eu "não estou com a menor vontade" quer dizer que eu "não vá trabalhar". Não tem esse opção aqui não, galera!

5.1.05

Virose Valentina

Em resposta ao comment do Marco Antonio, o que me atacou foi um distúrbio que batizarei de "Virose Valentina" - mas só porque a aliteração soa bem. E também porque tudo indica que quem levou os vírus malditos para o seio de Goval foi a nossa pequena e adorável Valentine. Que, como vocês lembram, passou bastante mal do dia no Ano-Novo, tadinha.
Sintomas da Virose Valentina: muita náusea, que nem Plasil/Dramin resolvem; depois que você põe tudo pra fora, dor nas costas, nas costelas e principalmente no estômago; mais náusea, porque o seu corpo parece não se importar com o fato de que o sobrecitado estômago está completamente vazio! Mas depois que você se entope de Buscopan e passa umas 36 horas prostrado sobre uma superfície horizontal, balbuciando: "Não! Levem tudo, menos o champã!", você se sente um pouco melhor e enche a cara de pipocas com Coca-Cola (muito digestivo).
Quanto às resoluções de Ano-Novo: se uma delas fosse emagrecer, a Virose Valentina já tinha resolvido. Quanto a ganhar mais dinheiro, é sempre uma boa, mas contabilidade é provavelmente tão chato quanto processo do trabalho, só que tem mais contas. Não tem ninguém aí interessado no valor de vanguarda de etiquetas autocolantes natalinas transformadas em obras de arte pós-modernas com lápis de cor aquareláveis, não?

4.1.05

2005

2005 já tá aí. Ano novo, problemas velhos com os servidores velhos que apresentam os mesmos erros do ano passado. Novidades apenas a passagem de ano em Goval que foi muito boa. Pena que no domingo a Lud começou a passar mal e só hoje que tá razoável. Ontem tava péssima tadinha. Deve ser o super surto de alguma coisa que tá passando aqui na região. Conheço 6 pessoas além da Lud que passaram mal estes dias. E teve dois que foram na noite de ano-novo. Sacanagem
Ainda não pensei em resoluções para o ano. Pelo menos nada que seja realmente interessante e parece novidade. Os tradicionais emagrecer, fazer exercícios, passar mais tempo com a família e estes afins não me seduzem mais. Tô querendo coisas novas. Uma resolução boa que pensei foi que a Lud consiga passar num concurso que dê ainda mais dinheiro. Mas acho que esta não é bem uma resolução minha... Mas quem sabe? Alguém tem alguma dica?