19.4.05

O Caso do Papa

Momento histórico neste blogue: hoje vi, ao vivo (pela tevê, mas ao vivo mesmo assim), a posse do novo papa!
Primeiro saiu a fumacinha branca na chaminé. Um pouco depois, todos os sinos da cidade dispararam. Fiquei na expectativa, esperando o papa aparecer na janela. E nada. E nada.
O comentarista explicou que o novo papa ia antes na Sala das Lágrimas, chorar um pouquinho (de felicidade, imagino). Depois, colocar as vestes papais (em tamanhos P, M e G e, suponho, as mesmas desde a Idade Média. Credo). Só então que o cardeal chinelo, quer dizer, chileno, que estava tomando conta da Santa Sé, ia aparecer e falar o clássico "Habemus Papam".
40 minutos depois da primeira fumacinha (o que me deu tempo para sair do Pizzarita, ir para o trabalho, subir até a sala, refletir que a última vez que houbemos papam foi 26 anos atrás, catar a Ana Paula que trabalha comigo, correr para a tevê tela plana de plasma de 50 polegadas - não é ironia não, é verdade - do térreo, sentar e esperar mais uns 10 minutos), finalmente as cortinas se agitaram e o cardeal chinchila, isto é, chileno, deu as caras.
Ao invés de habemus papar logo e acabar com o suspense, ele se dirigiu às dezenas de milhares de pessoas que se acotovelavam no Vaticano para saudá-las em VÁRIAS línguas. BEM lentamente. Nisso eu já estava em clima de final de Copa do Mundo. Duas bandeiras brasileiras na multidão terminaram de incendiar meu espírito cívico. Não tinha como não torcer por um papa brasileiro, ou pelo menos, latino-americano (sendo que argentino não conta. Todo mundo sabe que Deus é brasileiro, então não ia ter diálogo)!
No final, não deu. Ganhou o alemão conservador. Não tenho idéia de quantos católicos existem na Alemanha, principalmente se considerarmos que Martinho Lutero veio de lá, mas tenho certeza que é um número muito inferior ao de católicos brasileiros. Mas, como disse otimisticamente a Ana Paula: "esse aí não dura 15 anos!".
Então, fica lançada a campanha: Roma 2020 - Papa essa, Brasil!

4 comentários:

* Isa * disse...

e ela parou de falar dos móveis! tinha que ser um dia santo, mesmo.
adorei o post, ri a valer e de hoje em diante eu só chamo o Papa Bento 16 (que nome feio) de Papam.

Puff disse...

Led, vou aderir a essa campanha!!! Mas acho que 15 anos é demais!!!
O JP 1 não durou nada!!!
E Bené 16 é melhor!!!

Julio Yoshinari disse...

Não estou querendo matar o Papa, mas eu acho que esse não passa de 7 anos.
Mas, por outro lado, daqui a 15 anos nosso candidato estará perto de uma idade boa para concorrência...
Enquanto isso, em relação ao nosso novo Papam®, vou chamá-lo carinhosamente de Chico. Fala sério, Chico Bento não soa melhor?

DaniMarco disse...

Lud, como vc escreve bem...
Aqui a competição está feia: Chico Bento X Bené. O mais divertido é que o novo Papam achava o João Paulo II um liberal revolucionário... Como diz o Marco, a primeira medida do Chico Bené deve ser ordenar que as mulheres cubram por completo os antebraços e usem veuzinhos...