31.5.05

O Caso dos Cabelos

Voltei ao cabeleireiro mais chique da cidade. Ele é muito antipático e tem uma ajudante repetitiva que faz a maior parte do trabalho. Pelo menos na hora de cortar é ele mesmo!

Perguntei o preço para fazer luzes ou pintar o cabelo. Pelo telefone, a ajudante repetitiva dizia que não tinha jeito de falar, que depende da pessoa, dos cabelos, do volume, do comprimento e aí foi, ad nauseam. Insisti para ela me dar pelo menos uma faixa – de 50 a 1.000 reais, por exemplo. Em vão.

Como sou corajosa, resolvi fazer luzes assim mesmo. Isso porque eu não tinha escutado ainda a história da minha chefe, que foi em um restaurante alemão, ignorou o cardápio, pediu duas cervejas e saiu com uma conta de 36 reais.

Meu único consolo é que eu pedi o cardápio, só que não me deram. No final das contas (literalmente), apresentaram-me uma dolorosa de 100 reais. Ugh!

Isso é preço de BH, não de interior. Mas aí era tarde, meus cabelos já haviam sido diminuídos e cobertos de tinta.

27.5.05

O Caso das Vitaminas

Estou pensando seriamente em começar a tomar vitaminas para complementar a minha alimentação, que se baseia fundamentalmente nas vitaminas do cacau, isto é, chocolate.
Problema 1) minha mãe diz que o corpo não absorve essas vitaminas tão bem quanto absorve as dos alimentos;
Problema 2) aí é que eu nunca mais vou pôr um pedaço de verdura ou de legume na boca mesmo.
Considerando que tomar vitaminas custa mais ou menos 1 real por dia, e meu almoço fica em torno de 2 reais, não sei se vale a pena aumentar os custos alimentares em 50% por causa de umas vitaminas que meu corpo não vai absorver bem mesmo. Sem falar que se deixar de comer toda e qualquer fruta, verdura e legume, vou ter que substituí-las por balinhas, sorvetes, chicletes e similares, o que vai detonar o meu fígado (sim, o meu fígado é sensível. Eu nem bebo: é o excesso de gordura do chocolate).
Conclusão: eu fico muito mais saudável quando não tomo vitaminas!

25.5.05

O Caso do Dia de Férias

Ontem não fiz nada. Absolutamente nada. Nem levar um disquete com fotos no clube que fica do lado de casa. Nem ir na padaria que fica a um quarteirão e meio de casa. Só comi chocolate, naveguei na internet (parece que os arquivos de "Fashion Police" do site do E! não têm fim!) e li um romance ótimo de 500 páginas. Depois naveguei mais na internet e descobri que o romance foi transformado em uma mini-série para tevê americana bem baranga nos anos 80. E quem faz o papel do cara mau é o Hugh Grant! Beeem no início da carreira.
O chato é que a personagem principal, que é ruiva, ruiva, RUIVA, foi interpretada pela Courtney Cox, a Monica de Friends, e ela está MORENA no cartaz do filme.
Uma das coisas que mais me irritam é quando filmam livros e mudam as características físicas dos personagens. Sim, eu compreendo que existe um universo limitado de atores disponíveis, mas cor de olho e de cabelo é fácil de imitar, né? Puh-leaze. Se até a Paris Hilton usa lente de contato azul, pinta o cabelo de louro e faz escova toda vez que lava as melenas, porque os produtores não podem fazer isso com atores que GANHAM para incorporar personagens?

23.5.05

O Caso da Academia

Definitivamente, quem inventou academia foi um masoquista com muito tempo livre nas mãos. Eu quase morro fazendo esteira (que o professor mau coloca numa velocidade muito rápida), quase morro fazendo abdominais e quase morro usando pesos absolutamente ridículos. Não bastasse o sofrimento, o tempo que se perde!!! No mínimo hora e meia. Por enquanto eu estou de férias, mas quando eu voltar a trabalhar quero ver como vai ficar.
A única coisa que me consola é que eu ganhei roupinhas de ginástica lindas da mãe do Leo um tempo atrás e pelo menos não tenho que me preocupar com que roupa eu vou.

20.5.05

O Caso do Filme

Ontem fomos ver o último episódio (ou o terceiro, conforme o ponto de vista) de Guerra nas Estrelas. Eu queria fazer comentários, mas iam ser todos maldosos, então não os farei, em respeito ao Leo. Ele fez a seguinte comparação: imagine que minha escritora de romances mais preferida de todos os tempos tivesse seus livros transformados em filmes e agora estivessem lançando o último deles! E depois nunca mais!
Até tive palpitações com a idéia. E ia querer matar quem ousasse falar mal deles!
Então, como estou ocupada escalando atores para a versão dos filmes dos meu romances mais preferidos de todos os tempos, abstenho-me das críticas.
* * *
Citação do dia: "Quem diria que Luke Skywalker é filho de Darth Vader!" - Homer Simpson, saindo do cinema em O Retorno de Jedi, diante da fila de trocentas pessoas que ainda não tinham visto o filme.

19.5.05

O Caso dos Bebês (or lack thereof)

Acho que o Leo e eu seremos um casal sem filhos. Daqueles que se diverte fazendo comentários maldosos a respeito de como bebês alheios são feios.
Por outro lado, fico pensando que o herdeiro da nossa riqueza genética vai ser no mínimo um ganhador do Nobel. Ou medalhista olímpico. Ou os dois.
Se formos os pais da próxima Giselle Bündchen, por exemplo, podemos nos aposentar daqui a 16 anos.

18.5.05

O Caso das Férias

Finalmente estou me sentindo de férias! O primeiro dia foi gasto na fila do passaporte (seis horas!), o segundo como motorista (levei meu pai na fisioterapia e minha mãe no "comércio", como ela gosta de dizer) e o terceiro, que é hoje, enfrentando de novo a fila da Polícia Federal para pegar o passaporte no mítico guichê 06.
Foi muito legal. Cheguei lá 10 minutos adiantada, porque eles só começam a entregar os passaportes a partir das 9. Já tinha fila! Alguém recolhia as senhas e trazia os passaportes, chamando pelo nome para que a gente conferisse e assinasse. É claro que o primeiro recolhimento de senhas não chegou até mim, então tive que me divertir com o moço cujo passaporte não ficou pronto porque a foto dele "não estava no padrão", embora tivesse sido checada na hora da entrega da senha e na hora da entrega dos documentos; com a moça que usou desavergonhadamente os pais velhinhos para furar a fila; com a madame que ficou fora de si porque o sistema saiu do ar e o passaporte não estava disponível ainda! A atendente tentou consolá-la dizendo que, quando ela voltasse a BH para pegar o avião, ela podia passar ali e pegá-lo, mas a madame insistia que o tempo dela ia estar ocupado comprando euros, comprando dólares!
Mas nessa do sistema ter saído do ar eu me preocupei, porque o meu passaporte também podia não ter ficado pronto. Dei uma sorte danada: ele estava lá, lindo e novo, só esperando a minha assinatura! Rolou até uma emoção quando finalmente coloquei minhas mãozinhas ansiosas nele. My precious, my own!
Aí peguei um ônibus básico para vir parar aqui em Fabri. Por sorte ele tinha ar-condicionado e estava meio vazio, o que me possibilitou vir dormindo em duas poltronas, usando a bolsa como travesseiro. Depois de checar se o passaporte não estava ficando amassado, claro!

17.5.05

O Caso dos Casos

Updates no caso do licor: depois que ele descongelou, virou bifásico de novo. Mandei ver no mixer de novo. Aí, finalmente, pude experimentá-lo. Valeu a pena: ele é delicioso! E muito, muito espesso. Nem uma pedra de gelo inteira dentro do copinho elimina sua textura aveludada. Acho que ele é feito com chocolate de verdade, igual aos biscoitos de escoteira da Vandinha Addams, que eram feitos com escoteiras de verdade.
* * *
Minha foto do passaporte ficou fantástica. Explico: descobri que nas lojas Retes (olha o merchã!) eles tiram com máquina digital. Além de ficar pronto na hora, eles refazem a foto até você aprovar. Claro que passei um dedo de grossura de maquiagem e fiquei perturbando o fotógrafo até sair do jeito que eu queria.
Chego em casa e mostro para a Isa. Reação: "Ué! Ficou igualzinha à sua foto atual do passaporte!".
E não é que ela tem razão?
* * *
Pedi para minha vovó tricotar um poncho que eu vi na revista para mim. Na loja, ele custa 250 reais. Ontem comprei 4 novelos de lã, na cor exata, e ficou em 11,80. Todos eles! Juntos!
Não é à toa que eu consigo guardar tanto dinheiro.

16.5.05

O Caso do Passaporte

Acabo de ficar seis horas - repito, SEIS HORAS - na Polícia Federal de Belo Horizonte para tirar o passaporte. Quer dizer, para entrar com os documentos do passaporte, porque ficar pronto ele só fica daqui a alguns dias.
Fiz de tudo pra ver se o bandido ficava pronto hoje: pedi, chorei, insinuei um parentesco entre a Polícia Federal e a Receita Federal. Nada. Talvez, se não houvesse TREZENTAS pessoas também tentando tirar passaporte no mesmo dia, eu tivesse mais sorte!
Mas vamos começar do começo: você liga lá e uma gravação tosca te informa que são distribuídas senhas de 9 da manhã até 1 da tarde. Confiante, você planeja ir lá pelas 11, para escapar dos apressadinhos de plantão. Como você já tirou a guia na internet, mas ainda não pagou, você liga pra lá de novo cedo para falar com um atendente. Que te avisa, na maior grossura, que não pode pagar no caixa rápido e que lá não tem nenhuma agência não.
Desconfiado, você espera dar 9 da manhã para ligar de novo. Aí uma moça fina te fala que pode pagar em caixa rápido e que tem jeito de pagar lá mesmo. Você fica todo feliz, até descobrir que as senhas começaram a ser distribuídas às 7 e meia da manhã e que são só 250. Aproveitando a boa-vontade, você tenta explicar que mora em outra cidade para ela e fica pior: se você é do Vale do Aço, só pode tirar passaporte em Governador Valadares!
Pra me negarem o visto pros States? Nem morta. Tiro aqui e não abro. Afinal, todos os meus documentos são de BH mesmo. Menos a guia de pagamento, na qual eu inocentemente pus meu endereço de Fabri.
Não tem pó: imprimo outra! Infelizmente, a impressora não concorda. Tem um documento entupindo a fila de impressão. Nem tirar a impressora da tomada nem reiniciar o computador resolveram. Nessa exato momento, 9 horas depois, ele continua lá.
Muito bem. Desesperada por chegar na PF antes que as senhas acabem, levo a guia do jeito que está. Chegando lá, uma fila quilomêtrica - para tirar a senha! No sol! De pé!
Deixo minha mãe na fila e tento descobrir se dá pra falar com alguém e explicar minha situação. Até consegui conversar com o chefe do setor de passaportes, mas ele disse que não dava pra me ajudar, não. E que o Lula tinha assinado um decreto há dois meses, determinando que a turma do Vale do Aço, que estava vindo em peso para BH para tirar o passaporte, só podia fazê-lo em Goval, mesmo!
Em suma: me encalacrei. A minha desculpa pra pedir pressa na expedição do passaporte era morar em outra cidade. Só que a cidade em que eu moro me impede de tirar passaporte em BH!
Resumo da ópera: paguei 2 reais para emitir uma guia com o endereço de BH, fiz a moça do banco estornar o pagamento da guia antiga e transferir para a nova, e encarei QUATRO horas de senha na mão para entregar os documentos que a moça da senha já tinha conferido.
A parte boa é que bati altos papos com uma professora de História que descobri por lá. A parte ruim é que o passaporte só fica pronto na quarta. E a parte pior é que o antigo nem tinha vencido - só tive que tirar outro porque a embaixada americana chata exige um passaporte com 6 meses de validade a partir da data da viagem.
Nem dá vontade de ir nesse país de esquizofrênicos.

13.5.05

O Caso da Dor II

Como não vai dar para ir à academia hoje à noite, meu plano era acordar de madrugada e me exercitar enquanto o dia nasce.
Acham que rolou? Ha. Mal consegui arrastar meu maltratado corpo para fora da cama às 7 e quinze da manhã para trabalhar, quem dirá às 5 e meia para auto-flagelação.
Acho que fui planejada para desafios intelectuais. Categorias como levantamento de livro e maratona de filmes. Esse negócio de me tornar uma esportista está acabando comigo!
Quando não vou à academia, caminho com o Leo. Aparentemente, ele está se adaptando melhor do que eu à vida atlética. No final da caminhada de ontem ele até quis dar uma corridinha, o esnobe horrível!
Em suma, ontem só meus braços doíam. Hoje minhas pernas doem também.
Preciso de um fim-de-semana de total repouso para ver se me recupero.

12.5.05

O Caso do Casamento

E a Daniela Cicarelli e o Ronaldinho que se separaram? Como assim?!? Eles ficaram casados, tipo, 3 meses?
As pessoas não suportam mais a companhia dos outros? Não dá pra ter relacionamentos, não? Ah, isso é muito esquisito.
No sábado vai fazer 12 anos que o Leo e eu começamos a namorar. Daqui a 5 cinco anos, vou ter ficado com ele metade de minha vida. E essa fração só vai diminuir!
Estou me sentindo muito superior, hoje.
* * *
Ainda não deu para descobrir se o licor belga é bom ou não. Coloquei no congelador, como faço com o Bailey’s, e ele virou pedra. Aí eu não quis descongelar colocando a garrafa debaixo d’água porque ela tem um rótulo de papel tããão bonito... mas tirei da geladeira e se tudo correr bem vou experimentá-lo hoje à noite.
* * *
Fiz a primeira aula na academia ontem. Quase morri. E a professora: “mas você está com a carga mínima!”.
O que mais gostei foi a bicicleta ergométrica magnética, do tamanho de um cavalo. Para subir nela, tenho que pisar no pedal e jogar o corpo para o outro lado. Uma coisa muito eqüestre.
A notícia boa é que estou doendo muito menos do que no dia posterior à aula de tênis. A notícia ruim é devo gastar uma hora e meia para cumprir meu programa atlético. Será que vale a pena acordar cinco e meia da manhã para ficar na academia de 6 às 7 e meia?

11.5.05

O Caso do Exame Físico

Ontem fiz o exame físico na academia. Se valesse alguma coisa, eu não teria sido aprovada.
Meu ombro esquerdo é mais alto que o direito. Meu condicionamento físico é regular (o que só é melhor do que “fraco”). Estou pesando três quilos a mais do que eu pensava (segundo o Leo, é truque de academia e consultório médico). Tenho 23% de gordura corporal. 23%! Considerando que o corpo é 70% água, só sobraram 7% para todos os outros elementos.
Espero que os meus 7% sejam todos de massa cerebral.
Em suma, tenho que eliminar 3,8 kg de gordura para chegar à composição ideal. Não tenho nem idéia de onde vou tirar esses 3,8 kg. Porque, afinal de contas, eu sou magra! Meu índice de massa corporal está pertinho do limite inferior da normalidade!
Aparentemente, é um caso de “por fora, bela viola, por dentro, pão bolorento”. Embora eu pareça magra, na verdade sou composta de praticamente um quarto de gordura. Não é um horror?
Por outro lado, se eu cair em um lago gelado ou for parar na minha proverbial ilha deserta, vou durar muito mais do que essas pessoas chatas cheias de músculos.
A notícia boa é que aumentei meio centímetro. Mais uns exames físicos e chego à um metro e sessenta rapidinho.

10.5.05

O Caso do Licor

Ganhei um licor muito chique, muito belga, de aniversário. Ficamos esperando uma ocasião especial para abri-lo. Quando a ocasião chegou, pegamos copinhos especiais, tiramos o lacre com todo cuidado e...
O licor não queria sair da garrafa.
Por um momento, achamos que a garrafa estivesse vazia. Sacudimos a fulaninha com energia, e eis que algo parece se movimentar lá dentro. Sacudimos mais ainda e escutamos um barulhinho líquido. Cheios de entusiasmo, viramos a garrafa no copinho e...
Nada.
Aí virou ponto de honra. Arrancamos a peça de plástico que fica na boca da garrafa, diminuindo a abertura para que o licor saia em pequenas doses. Como não saía nenhuma dose, concluímos que a tal peça era desnecessária. Damos pancadas enérgicas no fundo da garrafa e, finalmente...
Cai uma bola de creme dentro do copinho.
Ué, mas não era licor?
Por algum motivo misterioso, os ingredientes da bebida se separaram. Ao invés de um lindo e uniforme licor, temos bolotas de creme e um líquido transparente cor de chocolate.
Com mais umas pancadinhas, extraímos da garrafa mais um tanto do licor bifásico. Tentamos homogeneizar a mistura, mas não obtivemos sucesso. Jogamos até uma pedra de gelo no copinho pra ver se a água, solvente universal, dava jeito na situação.
Não deu.
Diante de tal cenário, só há uma coisa a fazer: apelar para o liquidificador!
Mas não naquele dia, porque a faxineira só vem duas vezes por semana e eu queria deixar para ela lavar.
O Leo lembrou que temos um mixer, muito mais fácil de limpar. Então, ontem, joguei o licor carésimo no mixer, com mais entusiasmo do que esperança. Para minha surpresa, em 3 segundos as lâminas do aparelho deram jeito na secessão dos ingredientes, transformando-os em uma linda bebida cremosa!
Vamos ver se a cremosidade dura até amanhã.

9.5.05

O Caso dos Exercícios

Eu e o Leo estamos muito saudáveis. Caminhamos no sábado e no domingo. E vou falar uma coisa: Fabri parece plana, mas na verdade é composta de muitos morros malvados. Como a idéia é não diminuir o ritmo, chego no alto das subidas bufando como uma locomotiva.
Parece que o povo aqui não tem o hábito de caminhar, não. Talvez porque todo mundo ande a pé (ou “a pés”, como brinca um colega, porque afinal de contas usa-se os dois pés) e de bicicleta pra cima e pra baixo, o que sem dúvida elimina muitas calorias. E com o calor que faz por estas bandas, nem dá vontade de comer.
Mas justiça seja feita: o tempo está colaborando conosco. O friozinho continua. Aí até dá pra encarar as caminhadas. Porque subir morros com um sol de 40 graus castigando a cacunda não dá, não...

6.5.05

O Caso da Gripe

Pra variar, estou gripada de novo. Não tem jeito: é só eu começar a ficar feliz com meu perfeito estado de saúde que alguma coisa desarranja.
Acho que a culpa é do Leo, que tomou vacina contra gripe mas não me passou os anticorpos como prometido.
* * *
Olha que bacana: celular novo vem com o volume da ligação no nível mais baixo. Aí você liga, não escuta nada, fica andando na sala pra ver se pega melhor, grita, desiste, xinga o celular, resmunga que a recepção é uma porcaria, até alguém te avisar que dá pra aumentar o volume, sim.
Por que não vem de fábrica com o volume médio?
* * *
Quando estou doente, fico louca de vontade de comer chocolate. Acho que é o meu corpo avisando que precisa de energia, muita energia, para lutar contra vírus, bactérias & cia. O problema é que, com o nariz entupido, não dá pra sentir muito o gosto, né? Resultado: quando fico saudável de novo, fico louca de vontade de comer chocolate, só pra lembrar o gosto que tem.

5.5.05

O Caso do Gato

A Verônica e o Júlio estão de nenê novo: um minúsculo gatinho meio siamês (salvo engano) que tem o hábito de se aboletar nos ombros alheios (o que faz com que o Júlio o chame carinhosamente de papagato - uma variação felina de papagaio, pra quem não entendeu).
Mas o nenê meio siamês, meio ave ainda não tem nome. O pai quer que seja Sméagol (Gólum para os íntimos); a mãe quer que seja Gandalf (já que o pelo é meio cinzento).
Como sou muito boa para batizar rebentos alheios, logo sugeri uma combinação dos nomes dos progenitores, como Vúlio ou Jurônica. Mas não ficou bom (alguns nomes simplesmente não funcionam bem juntos. São incapazes de gerar pérolas como Leomila e Ludnardo).
Então vou abrir uma enquete: como deve ser batizado o filhote de bigodes da Verônica e do Júlio?
1- Glebilson (Bill pros chegados);
2- Sugestões, por favor!

4.5.05

O Caso da Dor

Meu corpo nada em ácido lático. Hoje as dores musculares estão piores ainda. Nem Buscopan adiantou.
Em compensação, parece que meu cabelo parou de cair.
* * *
Mais detalhes divertidos da aula de tênis: o professor (o nome é Glebilson! Glebilson! Mas Bill para os íntimos) achou que eu estava sem graça por não ser tão habilidosa quanto meus irritantes colegas iniciantes, e se ofereceu para me colocar em outra turma, na qual só tem um casal. Segundo ele, todos os dois têm problema de coordenação e a mulher tem uns 45 anos. Pra não dizer 50. Pra não dizer 60.
Psicologia não é o forte do Bill.
* * *
O pior é que eu vou ligar pra ele hoje, dizendo que não vou fazer aula porque estou toda dolorida, e ele não vai acreditar, aposto. E vai ficar contando para todos os futuros alunos: “Uma vez veio aqui uma moça que não conseguia nem acertar a bolinha com a raquete, coitada. Aí ela inventou que não ia voltar porque os músculos ficaram doendo depois de uma mísera aulinha de 40 minutos. Podia ter arranjado uma desculpa melhor, né?”
O único ponto positivo que eu consigo enxergar nessa situação é que eu não me chamo Glebilson.

3.5.05

O Caso do Tênis

Em suma: a Shaparova não precisa começar a se preocupar ainda. Sobrevivi à aula de tênis, mas meu corpo todo dói. O braço direito mal dá conta de mover o mouse.
Como eu desconfiava, minha coordenação motora não é lá essas coisas. A parte boa é que queimei muitas calorias correndo atrás da bolinha. A parte ruim é que usei músculos que eu nem sabia que tinha correndo atrás da bolinha. E eles estão protestando! Muito!
Cheguei em casa e o Leo, esnobe horrível que é, ficou fazendo truques acrobáticos com a raquete e a bola. Mas me consolou se oferecendo para entrar em minha aula de iniciantes para esmagar meus dois colegas, que são muito superiores a mim.
Decidi que, ao invés de entrar no tênis, vou entrar na academia, para fortalecer esses músculos desconhecidos. Depois de uns meses, volto para o tênis. Porque tênis é tããão divertido!
E a roupinha é linda.
* * *
Fiz aniversário no sábado e NEM UMA das minhas duas melhores amigas se lembrou de mim. Não rolou nem um mísero comment – quem dirá um telefonema. E elas não têm desculpa de ter esquecido: a irmã de uma delas faz aniversário no mesmo dia, e perguntei para a outra onde se compravam brigadeiros gostosos uns dias antes!
Cê sai de BH e é nisso que dá.

2.5.05

O Caso do Frio

Está fazendo frio nesta cidade! Inacreditável! Estou usando não somente uma, mas duas blusas de manga comprida. Quanto você pagaria por isso? Não diga ainda! O frio em Fabriciano vem com um lindo céu azul e um sol faiscante! Nada de dias cobertos e depressivos!
Tudo bem que as duas blusas de manga comprida não são de lã nem nada, que as mangas são três quartos, e que estou esperando a tarde para ver se o friozinho realmente agüenta horas e horas de sol direto. Mas estou felicíssima com esse começo de outono!
* * *
Noticiário esportivo: hoje farei minha primeiríssima aula de tênis. Será um momento decisivo: vou descobrir se tenho a mínima coordenação olho-mão e força para rebater a bolinha para o outro lado da rede. Pretendo começar minha falta de fôlego com um ótimo posicionamento em quadra e minha falta de habilidade com excesso de persistência.
Amanhã eu conto se a Shaparova deve começar a se preocupar.