18.5.05

O Caso das Férias

Finalmente estou me sentindo de férias! O primeiro dia foi gasto na fila do passaporte (seis horas!), o segundo como motorista (levei meu pai na fisioterapia e minha mãe no "comércio", como ela gosta de dizer) e o terceiro, que é hoje, enfrentando de novo a fila da Polícia Federal para pegar o passaporte no mítico guichê 06.
Foi muito legal. Cheguei lá 10 minutos adiantada, porque eles só começam a entregar os passaportes a partir das 9. Já tinha fila! Alguém recolhia as senhas e trazia os passaportes, chamando pelo nome para que a gente conferisse e assinasse. É claro que o primeiro recolhimento de senhas não chegou até mim, então tive que me divertir com o moço cujo passaporte não ficou pronto porque a foto dele "não estava no padrão", embora tivesse sido checada na hora da entrega da senha e na hora da entrega dos documentos; com a moça que usou desavergonhadamente os pais velhinhos para furar a fila; com a madame que ficou fora de si porque o sistema saiu do ar e o passaporte não estava disponível ainda! A atendente tentou consolá-la dizendo que, quando ela voltasse a BH para pegar o avião, ela podia passar ali e pegá-lo, mas a madame insistia que o tempo dela ia estar ocupado comprando euros, comprando dólares!
Mas nessa do sistema ter saído do ar eu me preocupei, porque o meu passaporte também podia não ter ficado pronto. Dei uma sorte danada: ele estava lá, lindo e novo, só esperando a minha assinatura! Rolou até uma emoção quando finalmente coloquei minhas mãozinhas ansiosas nele. My precious, my own!
Aí peguei um ônibus básico para vir parar aqui em Fabri. Por sorte ele tinha ar-condicionado e estava meio vazio, o que me possibilitou vir dormindo em duas poltronas, usando a bolsa como travesseiro. Depois de checar se o passaporte não estava ficando amassado, claro!

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