5.7.05

O Caso do Fantasma da Ópera (Dia 2)

Depois de mais alguns movimentos ginásticos (porque colocar meia fina dentro do cubículo que circunda o vaso sanitário deve ser a prova de admissão do Cirque du Soleil), partimos felizes de táxi para O Fantasma da Ópera.
O ingresso é caro, mas o musical é um barato (trocadilho infame, mas eu não resisti). Basicamente, é um triângulo amoroso entre uma cantora lírica, um visconde e um gênio deformado que é arquiteto, químico, compositor e barítono. Sacaram?
É claro que eu e a Dani ficamos torcendo para o segundo, que usava uma capa preta e uma meia-máscara papa fina. E ainda tinha lustrosos cabelos pretos, que a gente só descobre que é uma peruquinha no último ato, quando ela é arrancada e se revela que o fantasma, com seus cabelinhos brancos arrepiados, é a cara do Doc Brown de De Volta para o Futuro.
Mas eu divago. Christine é a cantora lírica bobinha, que fica órfã adolescente. O pai violinista lhe prometera que, quando morresse, lhe enviaria o Anjo da Música, para ensiná-la a cantar maravilhosamente. Quando ela consegue um emprego no coro da Ópera Populaire, o Fantasma da Ópera (o gênio deformado que é arquiteto, químico, compositor e barítono e que mora escondido na construção desde que fugiu do circo, muitos anos atrás), se apaixona loucamente por ela e começa a conversar, escondido, com a moça (além de arquiteto, químico, compositor e barítono, ele também é ventríloquo) e dar-lhe aulas de canto, apresentando-se como o Anjo da Música.
A moça, que como já explicamos é uma bobinha, fica completamente dominada pelo Anjo. Quando ela está pronta para se apresentar, ele afugenta a prima-dona do teatro e Christine consegue o papel. Mas aí (the plot thickens!) o Visconde de Chagny, um coleguinha de infância conhecido na Inglaterra (a Europa é um ovo. Detalhe: Christine e seu papai morto são suecos), a vê e também se apaixona loucamente por ela.
O resto da história só acontece porque Christine não decide a vida: ela fica noiva do Visconde, mas não quer abandonar o teatro; é levada às profundezas da Ópera pelo Fantasma, arranca a máscara dele (a boba! De máscara e peruquinha ele era mó galã) e mesmo assim não foge com o Visconde.
No fim das contas, o Fantasma elimina mais alguns personagens insignificantes e rapta Christine. O Visconde vai atrás, o Fantasma ameaça matá-lo caso Christine não se case com ele, e aí vai a novela mexicana. Christine, que não é tão boba quanto parece (se escapar dessa enrascada ela pode virar uma viscondessa!), diz para o Fantasma que ele não está mais sozinho e dá um beijo nele, e milagrosamente ele fica bonzinho e diz para os dois irem embora e os deixarem em paz.
O que nos leva a concluir que Christine beijava horrivelmente mal.
Ok, o roteiro é fraquinho, mas as músicas são fantásticas (até hoje eu estou cantarolando), os cantores são excelentes e os cenários, espetaculares. As versões em português da música ficaram ótimas. Um único problema: tem horas que, mesmo em português, não dá pra entender uma palavra do que o povo tá cantando!

3 comentários:

* Isa * disse...

aaaaaaaaaah que lindo! a cristine é uma boba mesmo... isso eu já tinha percebido do filme, no qual aliás ela canta mal.
as músicas foram traduzidas? vcs viram FdO dublado????? eeeeca!

Lud&Leo disse...

Não é dublado! Se a peça está sendo produzida no Brasil, é claro que as músicas têm que ser em português! Igual desenho da Disney, boba! E ficou óóótimo. Tão bom quantos os desenhos da Disney. "O Faaaaaantasma da Ópera estáááá/ deeentro de mim..." (O Leo acho essa parte meio pornográfica, mas deixa pra lá).

Lud&Leo disse...

Não é dublado! Se a peça está sendo produzida no Brasil, é claro que as músicas têm que ser em português! Igual desenho da Disney, boba! E ficou óóótimo. Tão bom quantos os desenhos da Disney. "O Faaaaaantasma da Ópera estáááá/ deeentro de mim..." (O Leo acho essa parte meio pornográfica, mas deixa pra lá).