21.7.05

O Caso do Vestido

Fomos convidados para ser padrinhos de casamento em pleno julho. Beleuza. O Leo vai de terno, como sempre, e estará bem abrigado. Quanto a mim, decidi que não ia passar frio de jeito nenhum (longo histórico de congelar em festas usando vestidos lindos e frescos) e me dirigi à única loja que eu conhecia capaz de produzir roupas quentes e elegantes.

Cheguei lá firme: quero um vestido que me proteja do frio. A moça me sugeriu mangas compridas, estolas de rendas, capinhas fechadas no pescoço – essas coisas que fazem com que você pareça ter uns quarenta e cinco anos. A mais. Recusei, recusei e recusei. Aí a moça passou a me mostrar vestidos mais decotados. Me animei. Dali para o vestido lindo e fresco, foi um passo.

É lógico que eu fiz adaptações para o inverno. Ao invés de musseline, tecido de verão, escolhi cetim (muito quente, não é? Aposto que todo mundo tem jaquetas de cetim). Contei que ia usar uma estola de pele emprestada de mamã (só que no dia eu não lembrava que a tal estola era mais uma gola). E meia fina, é claro (todo mundo sabe que os esquimós só sobrevivem no Ártico porque usam meia fina).

Mas, apesar de todas essas modificações para o inverno, o vestido continua lindo... e fresco. Não tem mangas. Tem é um decote gigantesco nas costas e outro pouco menor na frente. A tal estola mal cobre nuca e ombros.

Em suma: serei uma madrinha linda... e congelada.

2 comentários:

Anônimo disse...

BETH DISSE

E O CASACO DE PELE, ONDE FICA NESTA HORA????

* Isa * disse...

Da próxima vez, procura um vestido com aquela gola japonesa... eu acho lindo e pelo menos livra a gente dos decotes from hell =)