31.8.05

O Caso das Medidas e Porcentagens

Ok: recebi um relatório impresso do exame físico que fiz na semana passada e tenho que confessar que fui totalmente injusta com a academia. Não é verdade que minhas medidas continuaram absolutamente iguais: eu perdi 1 cm na cintura, 1 em cada coxa e 1 na panturrilha esquerda. E ganhei 0,5 no braço direito, provavelmente por causa do tênis.

É claro que esses dados seriam muito mais impressionantes se o instrutor não tivesse avisado que 1 cm é margem de erro.

* * *
Investigando tabelas de dados na internet, descobri uma coisa fantástica: a quantidade de gordura corporal ideal para mulheres de 20 a 29 anos é 19%, mas de 30 a 39 é 21%. Ou seja: no dia em que eu fizer aniversário, passo automaticamente de “não-ideal” para “ideal”.
Obs 1: no momento, a minha porcentagem é 22%, mas por certo que até abril do ano estarei com 21%.
Obs 2: se eu continuar na academia, em abril do ano que vem vou estar é com uns 15% de gordura corporal. Ou seja, a descoberta fantástica será inútil (*suspiro*).

30.8.05

D. Beth,
Soubemos que você passou por um pequeno contratempo de saúde. Esperamos que você esteja totalmente recuperada e apontamos que não existe tratamento melhor do que passar alguns dias no interior, relaxando. Nossa casa é praticamente um spa! Oferecemos:
- quarto de hóspedes com cama de casal, banheiro privativo, armário, cômoda e aparelho de som;
- vista para as montanhas;
- piscina e sauna (no clube);
- home theatre com muitos filmes novos;
- biblioteca;
- tevê a cabo sem rede Globo (estratégia de diminuição de stress);
- varanda com planta;
- bicicleta ergométrica;
- alimentação saudável (pães integrais e de baixa caloria, requeijão, gelatina e iogurtes light).
E nem é necessário fazer reservas!

29.8.05

O Caso das Aulas de Tênis

Não voltei às aulas com o professor Glebílson (Bill para os íntimos), mas o Leo está me ensinando a jogar tênis.
As primeiras vezes foram terríveis, mas ele persistiu. E não é que eu estou melhorando? Até consigo rebater a bolinha a maior parte do tempo! O que eu nunca consigo é rebater a bolinha com a parte certa da raquete, mas estou trabalhando nisso.
Sharapova, tremei!

26.8.05

O Caso da Gelatina

Gelatina é provavelmente a receita mais fácil do mundo. Minto: a segunda mais fácil. A primeira é fazer gelo.

É verdade que meus dotes culinários se limitam a brigadeiro, licor de chocolate e calda de capuccino. Ainda assim, gelatina é o tipo da coisa que até uma criança dá conta de fazer. Ou daria, se não envolvesse água fervente. Gelatina em pacote, bem dito, porque parece que para conseguir colocá-la no pacote você tem que extraí-la de maneira bem nojenta de ossos de bovinos. Essa parte eu deixo para os especialistas.

Enfim. Estando eu de posse de um pacote de gelatina, a única coisa a fazer era acrescentar água. Eu juro que segui as medidas direitinho: até usei o copo do liquidificar para ter certeza da quantidade.

Mas a triste verdade é que, depois de pronta e gelada, a gelatina ficou com gosto de... nada. Parecia água com consistência, ou gelo cremoso. Absolutamente incongruente com sua violenta cor vermelha e seu aroma de morangos artificiais.

Hipótese 1: a gelatina estava fora do prazo de validade.
Contra-argumento: tínhamos acabado de comprá-la, e gelatina é provavelmente uma daquelas coisas que duram meses depois de estarem vencidas. Tipo iogurte.

Hipótese 2: coloquei o dobro da água necessária. Contra-argumento: a gelatina teria ficado rala e transparente, não teria? Não estava.

Hipótese 3: a vasilha de alumínio no qual a gelatina foi depositada possui propriedades sugadoras de sabor. Contra-argumento: também pus um pouco em uma vasilha de plástico, e ficou tão sem gosto quanto!

Hipótese 4: eu e o Leo perdemos nossas papilas gustativas.

25.8.05

O Caso dos Três Meses

Eu confesso: quando entrei na academia, meu plano ficar três meses, tornar-me o clone de alguma dessa atrizitas malhadas, e cair fora. No ano seguinte, voltava e ficava outros três meses, e aí vai.
Só que esse plano era baseado no fato de que, da última vez que fiz academia, alguns anos atrás, em uma época que eu estava mais perto dos vinte e poucos do que dos quase trinta, três meses foram suficiente para me deixar em forma. Simplesmente ignorei que meu metabolismo era mais rápido, que eu fazia não só musculação como também hidroginástica, que ia de ônibus para a faculdade, o que me obrigava a andar altos quarteirões todo dia. E que não tinha essa vida sedentária de pessoa regularmente empregada, sentadinha na frente no computador durante 8 horas diárias.
Bem, faz três meses que estou na academia e me dou conta que agora é que cheguei à porcentagem de gordura no corpo que eu tinha quando comecei a ir na academia naqueles idos tempos.
Então o plano agora é o seguinte: faço mais três meses de academia, torno-me o clone de uma dessas atrizitas malhadas, e caio fora.

24.8.05

O Caso do Exame Físico II

Depois de 12 semanas de choro e ranger de dentes na academia, é hora de fazer a reavaliação física. Difícil de acreditar que já fazem 3 meses que eu me lamento sobre o sofrimento dilacerante da musculação, não é?
Pois é. Fiz outro exame físico ontem e os resultados são:
- perdi 2, 2 kg de gordura e ganhei 1,7 kg de massa magra. Na balança, perdi 400 g. Porque não 500 g, que seria a conta certa? Resposta: não faço a mais vaga idéia.
- minha porcentagem de gordura corporal caiu de 26 para 22. Bom.
- minhas medidas ficaram rigorosamente iguais. Ruim.
Enigma da semana: como é que minhas roupas estão mais largas, se as minhas medidas continuam iguais? Resposta: não faço a mais vaga idéia.
Conclusão da semana: a educação física não é uma ciência exata.

23.8.05

O Caso da Visita

Daninha e Marquinho, estamos querendo visitar vocês antes que viajem! Deixem o Skype ligado hoje à noite que a gente se fala!
(Se vocês deixarem desligado entenderemos que vocês NÃO querem receber visitas. Mas vamos fingir que não percebemos.)

22.8.05

A Temporada de Verão Está Oficialmente Aberta!

É, eu sei que estamos no meio no inverno, mas as coisas em Fabri não são assim, não. Nesse fim-de-semana, fui um tanto de vezes ao clube, joguei tênis, nadei e tostei alegremente no sol. O dermatologista tinha ordenado que eu ficasse bem longe dele (mesmo eu insistindo que sou intrinsecamente morena), mas esse foi o mesmo dermatologista que me receitou o remédio tópico de 80 reais, enquanto na verdade eu tinha anemia, então resolvi ignorá-lo solenemente. É claro que apliquei meu protetor solar fator 30, mas só na parte de cima do corpo, então meus joelhos estão meio vermelhos. Mas isso passa.

Em sintonia com o clima de verão, hoje estou vestida de Isa. É que da última vez que fui à BH eu e ela fizemos um grande feirão de roupas, trocando um tanto de peças que a gente já estava enjoada de usar. O resultado é que estou usando uma blusinha de alça manchada de azul, uma calça jeans desbotada, e pra completar um colar de pedacinhos de madeira. Pouco adequado para o trabalho, e menos adequado ainda para quem vai avisar para a chefe que entrar em greve.

Ela vai achar que eu estou querendo é sair de férias.

19.8.05

O Caso dos 30 Anos

Não sei por que cargas d’água, mas sempre achei que havia uma ligação misteriosa entre o dia do aniversário da pessoa e a idade correspondente. Isto é, se você nasceu no dia 23, quando você fizesse 23 anos sua vida estaria resolvida.
É por isso que aguardo palpitante meu aniversário de 30 anos. Tenho a certeza que, quando eu completar essa idade, encontrarei meu nirvana pessoal.
Se a gente pensar bem, essa teoria não faz o menor sentido, porque se a pessoa faz aniversário no 2º ou 3º dia do mês, seu 2º ou 3º ano de vida representariam “o ponto P” de seus destinos. Além disso, eu passei em um concurso com 27 anos e me casei com 28, e esses anos poderiam muito facilmente ser considerados os momentos-chave da minha vida. Então... nossa, quando eu fizer 30 anos, no mínimo vou escrever o próximo Nobel de literatura!

18.8.05

O Caso do Spam

Spam em e-mails todo mundo conhece. Eu mesma tenho um e-mail que só dou para pessoas selecionadíssimas, nunca coloco em sites ou forneço em pesquisas de opinião, e mesmo assim recebi na semana passada um spam tosco feito em Corel Draw oferecendo balas e pirulitos para festas infantis. E ainda tinha a cara-de-pau de afirmar que EU tinha requisitado as informações ou que meu e-mail havia sido encontrado em uma lista aberta.

Mas os spams-comentários que estão surgindo neste blogue são pra lá de bizarros. Pra começar, são em inglês – por que é que esse povo acha que eu e meus leitores dominamos a língua anglo-saxônica? Pra continuar, são sobre assuntos chatíssimos – alguém aí se interessa por educação infantil e árvores de cedro geneticamente modificadas?

17.8.05

O Caso dos Planos de Viagem

Nossa, como eu gosto de sonhar. Nossa viagem à NY está suspensa por tempo indeterminado, mas mesmo assim volta e meia eu tenho alguma idéia bizarra (e se a gente for 2 semanas antes do Natal?) e vou para internet pesquisar disponibilidade e preços de hotéis. E as vantagens dessa nova data, é claro. NY é uma cidade muito diferente no outono (planejamento inicial), verão (se formos ano que vem) e inverno (última idéia maluca), tanto em termos de atrações quanto de despesas.

No outono, o clima é ótimo, chove pouquíssimo e tem poucos turistas. Em compensação, as tarifas de hotéis estão muito mais altas do que no verão, cujo inconveniente é o calor abafado (30ºC! Mole pra nós de Fabriciano) e as hordas de visitantes. No inverno, os preços são iguais aos do outono, mas a cidade se prepara o Natal (luzes! Árvores! Vitrines! Corais!). O porém é a temperatura, que vai de 6 a –1º C...

A última idéia rocambolesca que tivemos foi trocar Washington (cujos hotéis ficam extorsivos em dezembro) pela cidade mais barata dos States, que é... Orlando! Sim, o plano agora é ficar 1 semana na Disney e 1 semana em Nova York. Parece insensato? Não é! Vejam só: diária de hotel (modesto!) em Washington é 140 dólares. Em Orlando, é 30! Dá para comprar os ingressos para os parques da Disney com a diferença!

Já estamos até sonhando com o leite achocolatado Hershey's...

16.8.05

O Caso da Revista

Nesse fim-de-semana tive oportunidade de ler as duas últimas edições da revista Cláudia, que estavam dando bobeira na casa dos meus pais em BH. E elas só reafirmaram uma suspeita que eu ando tendo: revistas femininas são um desserviço à sociedade.
Em uma delas, a “personalidade do mês” era a filha de uma das princesas de Mônaco. A matéria dizia que a fulana era linda, chique e cheia de personalidade, e que há muitos sites a respeito dela.
Detalhe: a menina tem 18 anos. Eu nunca nem tinha ouvido falar da tal. É uma completa nulidade no cenário político-econômico mundial. Na verdade, ela simplesmente deu sorte de ter nascido em uma família real!
O que tal matéria transmite às mulheres brasileiras? Que, se você não nasceu rica e bonita e princesa, você é uma pobre infeliz. Porque, afinal de contas, a tal da menina é a “personalidade do mês”! Alguém digno de admiração e inveja!
Para completar, uma matéria sem o menor embasamento científico sobre “Sincronicidade: quando as coincidências são mais do que parecem”. É óbvio (para uma pessoa que possua 2 neurônios, pelo menos) que, em um universo repleto de variáveis como o nosso, alguns fatos se relacionarão com outros. O que não significa que existe uma “mão invisível” guiando “o destino” das pessoas!
E olha que a revista, em teoria, é voltada para mulheres informadas e inteligentes.
Poupem-me.

12.8.05

O Caso do Remédio

Tia Lud avisa: leiam atentamente a bula quando estiverem tomando remédios. E, mais importante ainda, obedeçam à bula quando estiverem tomando remédios! Mesmo quando os remédios parecerem muito inocentes, como suplementos de ferro.

Estou tomando comprimidos mastigáveis de ferritina há quase 3 semanas. Ontem eu e o Leo fomos a um churrasquinho de colegas dele e eu, toda tola, pedi uma caipirinha.
Resultado: passei mal, muito mal.

E nem foi culpa minha (muito): é que a bula do remédio dizia que o consumo EXCESSIVO de álcool pode potencializar os efeitos colaterais, como náusea. Uma caipirinha não é consumo EXCESSIVO de álcool, é?

Bem, talvez originalmente não fosse, mas o que eu tomei ontem não era uma caipirinha, era uma caipirona. Veio nesses copos gigantescos de suco, e eu, que nem lembrava das recomendações da bula (porque eu nunca consumo álcool EXCESSIVAMENTE! Bem, talvez no casamento do Ivan, mas isso já é outra história), mandei ver.

Resumo da ópera: é uma experiência que eu NÃO pretendo repetir.

O pior é que, segundo a bula do remédio, depois que a minha ferritina se normalizar (o que deve ser dar em 1 mês e meio) devo continuar tomando os tais comprimidos por uns 2, 3 meses. Só que eu tenho vários eventos festivos nessa janela de 2, 3 meses!

A seco vai ser danado.

11.8.05

O Caso da Toalhinha

Não sei como é na academia de vocês, mas na minha, levar uma toalhinha de rosto
- é necessário;
- é higiênico;
- é indispensável!
como diz um cartazinho grudado na parede. Ignorem a repetição de idéias (necessário E indispensável?!?) e maravilhem-se com o fato de que existe um novo acessório esportivo. Se a Nike soubesse disso, estaria fabricando toalhinhas “Just Dry It” em dois tempos.

O negócio é as pessoas suam horrivelmente nos aparelhos (estamos nos trópicos!) e você tem duas opções: vai até um canto da academia, pega um spray de álcool e um paninho daqueles laranja de tirar pó e limpar pára-brisa de carro, dirige-se até o aparelho e faz uma limpezinha básica (lembrando que o paninho de tirar pó é o mesmo que vááárias pessoas já usaram) ou leva uma toalhinha e a estende sobre o parelho, evitando o contato da sua cútis sedosa com superfícies não muito anti-sépticas.

Quando comecei a ir na academia, assaltei meu armário de itens de enxoval para arranjar toalhas. Eu levava toalhas lindas, gordas, felpudas e chiques. Elas iam ficar mais usadas do que o resto dos conjuntos de banho, porque é usar e lavar, mas fazer o quê, né? Eu continuaria usando essas toalhas eternamente se não fosse o fato de que felpudidade delas fazia com que enchessem o pobre cidadão de fiapos!

No final das contas, fui a um supermercado e comprei toalhas de rosto em promoção, daquelas finas e não muito absorventes, por 4,99. Elas são ideais para a academia! Deixei meus conjuntos de banho em paz e, melhor de tudo, agora possuo toalhas não têm nem fiapos pra soltar!

10.8.05

O Caso do Planejamento Frustrado

Ok: o esquemão de acordar todo dia às 6 da manhã para estudar durou uma semana, se isso. Na sexta-feira passada eu não dei conta de levantar porque tinha saído na quinta; à noite não rolou de compensar as horas perdidas porque, afinal de contas, era sexta-feira; no sábado eu fui a uma palestra de técnicas de memorização e contei como o estudo do dia; no domingo não deu pra estudar porque, afinal de contas, ninguém é de ferro. Na segunda, terça e hoje eu até que acordei de madrugada como planejado, mas o material estava no computador e eu, ao invés de dedicar-me a ele, fiquei indo em blogues e checando e-mails.
(Como diz o William Douglas, essa pessoa não tem um horário flexível: essa pessoa não quer passar em concurso.)
Em suma, estou frustrada com os estudos (ou falta de); cansada por causa do excesso de trabalho (colega em férias); irritada com o tempo que perco na academia (continuo odiando: só vou lá porque minhas costelas estão ficando muito bem definidas). Sinto que minha vida é uma sucessão interminável de obrigações.
Ainda bem que segunda-feira é feriado.

9.8.05

O Caso do Nome

Todos sabem que, quando eu e o Leo tivermos filhos, a primeira dupla de gêmeos se chamará Leomila e Ludnardo, e a seguinte, Ludson e Leoson (observem que o sufixo “son” quer dizer filho).

Salta aos olhos que são todos nomes exclusivos, criados unicamente para nosso particular uso e abuso. Qual não foi minha surpresa, portanto, ao receber o seguinte e-mail encaminhado pela minha irmã Isabela:

Data: 8/5/2005
Assunto: [Controle-l]
Vendo livrosVendo livro de introdução aos Sistemas Digitais (R$25,00)
Fundamentos de Mecânica - Alaor S. Chaves (R$30,00)
Ludson de Xxxxx Xxxx
3º período

Ou seja: algum doido já se apossou do singularíssimo epíteto “Ludson”. E o pior: não foi só de brincadeira, como a gente – algum doido realmente registrou o filho com esse nome!

Desconfiada de que ele não seja o único, resolvi averiguar. Para meu completo pasmo, uma procura Google revelou 425 resultados em português para Ludson! E 12 resultadas em português para Leoson!

Nem ouso pesquisar Leomila e Ludnardo.

8.8.05

O Caso das Aulas de Tênis

Depois de muito choro e ranger de dentes, convenci o Leo a me ensinar a jogar tênis. Ele andava dizendo que o fato de ter feito alguns anos de tênis quando era criança não o qualificava para instruir ninguém, mas depois que ele viu que eu não ia entrar mesmo na aula e que ele não ia ter ninguém com quem jogar, ele se resignou.
Ele é um ótimo professor: tem a maior paciência com as bolas que eu mando pra tudo quanto é lado (quando acerto) e repete dezenas de vezes as instruções de posicionamento. Com a maior cara boa.
O problema é que minhas habilidades atléticas realmente deixam a desejar. Eu sou esforçada, mas não tenho o menor controle sobre meu corpo. Provavelmente, na época em que eu tinha 8 anos e lia dois livros por dia, eu devia ter guardado um tempinho para o desenvolvimento físico.
Agora é tarde.
(As pessoas que lêem esse blogue e não me conhecem devem imaginar que sou vagemente semelhante a um ET: um corpinho mirrado e raquítico coroado por uma cabeça enorme, eternamente inclinada pelo peso do cérebro.
Estão enganadas.)

5.8.05

O Caso da Irmã que Não Lê E-mails

Minha irmã mais velha é assim: ela não lê e-mails.
Até um tempo atrás, a desculpa é que ela não tinha computador em casa. E o computador no trabalho? Ah, nesse o acesso à internet era ruim.

E por qual razão não tinha ela um computador em casa? É porque o pai do marido dela havia prometido dar um computador para o marido dela, mas o marido dela não conseguia decidir que computador ele queria. O pai do marido dela chegou a ligar para o MEU marido pedindo pelo amor de deus para ele comprar um computador para o marido dela, mas o marido dela não deixou.

Quase um ano mais tarde, eles finalmente adquiriram um computador. Aí a desculpa é que o marido dela fica agarrado ao computador como um alien, então ela nunca consegue chegar perto da máquina. Só que eu sei muito bem que o marido dela toma banhos longuíssimos, o que quer dizer que o comp fica pelo menos uma hora por dia disponível.

Pra completar, os dois arrumaram uma conta AOL totalmente lixenta. Se eu mando um e-mail pra ela hoje e ligo à noite, ela ainda não recebeu. Lá pela quarta-feira, chega um e-mail dela falando do domingo. Ou seja: todos os e-mails que ela recebe ou emite ficam numa quarentena bizarra antes de chegarem a seus destinos.

E tudo isso porque eles moram numa cidade longe de todo mundo, e quem quer falar com eles tem que fazer interurbanos caríssimos! Imagina se morassem perto, então? Nem telefone eles iam ter!

Enfim. Quero saber se ela vai ou não para BH no dia dos pais. Mandei um e-mail no sábado passado.

Aguardo resposta.

4.8.05

O Caso da Saída

Ontem o Leo foi direto do trabalho para a casa de um amigo jogar X-Box. E vocês sabem: quando o gato sai de casa, os ratos fazem a festa, né?

Eu tinha prometido ir à academia e estudar, mas já que o Leo não estava à vista, fiquei foi bem à toa. Meu lanche se constituiu de uma vasilha inteira de pipocas e uns 10 boletes (um primo pobre da BigBol, aquela bala com chiclete dentro). E único livro que chegou perto das minhas mãos foi um belo romance em inglês.

Até aí, eu estava toda orgulhosa de mim mesma: afinal, eu não sou uma daquelas esposas grudentas que não deixam o marido nem respirar sem a devida autorização. Ele estava se divertindo, e eu também. Mas deu 8 e meia, 9, 9 e meia da noite, e comecei a me preocupar com a falta de notícias. Afinal, o Leo sai do trabalho às 5 e meia!

Mas agüentei firme. Já pensou o vexame, ele lá com os amigos, bem feliz, e a mulé ligando, para saber o que ele estava fazendo? Credo!
* * *
Dani e Ana, vocês tiraram o romance da coisa. Prefiro imaginar meu bisavô como um visionário a frente de seu tempo que veio para o Novo Mundo em busca de aventuras!

Se bem que, se isso fosse verdade, ele não teria se instalado em Arantina, uma cidade do tamanho de um ovo no sul de Minas Gerais.
* * *
Júlio, aposto que nós somos primos!!! Devia ser tudo parente, o pessoal de Celorico de Basto e de Trás-os-Montes.

3.8.05

O Caso dos Estudos

Vocês se lembram daquela propaganda de banco na qual a Débora Bloch, vestida de mãe, dizia para o filho Luís Fernando: “Esse banco mima você demais, Carlos Alberto!”?
Pois bem: nessa época de estudos, estou me sentindo igual ao Carlos Alberto, só que quem me mima não é o banco, é o Leo. Ele prepara o café-da-manhã, vai no supermercado sozinho para eu poder estudar, acorda às 6 da manhã junto comigo para dar apoio moral, aprende matemática financeira para me ensinar...
Desse jeito eu vou ter que dividir meu novo salário com ele!
* * *
O único método do Leo que não funciona é cantar “Good Morning! Good Morning!” para mim às 6 de madrugada. Eu levanto contrariada, de olhos embaçados, e me arrasto até o quarto de estudos para terminar de despertar em cima do livro. Ele acorda todo serelepe, pula da cama, e fica tentando me animar. Aí eu tenho que me esforçar, pensar e responder! Ah, não!
* * *
Na verdade, meu bisavô português não veio de Trás-os-Montes: veio de Celorico de Basto, distrito de Braga. Mas o Júlio confirmou nos comentários que um bocado de gente veio de Trás-os-Montes. Será que a peste negra grassou por lá, ou foi apenas uma agência de turismo mal-intencionada?

2.8.05

O Caso dos Comentários

Sim, eu recebo visitas de pessoas de Portugal (vejam comentário do post abaixo)! Não estou internacional? A propósito, já contei a minha saga para conseguir a cidadania portuguesa? Sendo que meu bisavô Rodrigo era português de Trás-dos-Montes? E como depois de conseguir milhares de documentos complicados, incluindo a certidão de nascimento do bisa pela internet, a fulana do consulado disse que havia uma pequena diferença entre as certidões e era melhor eu largar mão?

Mas eu divago. Respondendo à pergunta do meu público português, estou estudando para o concurso público de Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil, que me proporcionará um salário líqüido 4/5 maior do que o atual. A autorização já saiu, o que quer dizer que o concurso provavelmente será daqui a 3 meses, durante os quais eu estudarei como uma louca quando não estiver trabalhando (8 horas por dia), ou almoçando (1 hora por dia), ou na academia (1 hora e meia 3 vezes por semana). Eu adoraria largar a academia pela nobre causa dos estudos, mas o William Douglas, o papa dos concursos, afirma que não podemos abandonar os exercícios físicos.

Diacho.

1.8.05

O Caso dos Estudos

Fiz um quadro de horários de estudo totalmente megalomaníaco, no qual eu estudaria 4 horas e meia às segundas, quartas e sextas, 3 horas às terças e quintas, e o dia todo nos sábados e domingos.
Já estava aflita só de olhar para ele, quando o Leo veio em meu socorro: ele fez outro quadro de horários no qual eu estudo 1 hora e meia todas os dias, e 3 horas nos fins-de-semana.
Parece contraprodutivo, eu reconheço. Só que não é: saber que eu “tenho” que estudar somente 1 hora e meia por dia me deixa muito mais feliz e animada, e muito mais disposta a estudar. O que passar de 1 hora e meia é lucro (que, segundo o Leo, eu posso usar para compensar com outros dias de estudo!).
Resolvi acordar mais cedo e estudar a tal hora e meia logo no início do dia, com a cabeça fresca e descansada. Isso significa que vou para a cama mais cedo, para acordar de madrugada, mas também significa que, quando eu chegar em casa do trabalho, não terei que esquentar a cabeça com os estudos!
Comecei hoje e está dando muito certo. Desse jeito, conseguirei continuar estudando por muito tempo, como recomenda o William Douglas, o papa dos concursos e meu ídolo pessoal.
Que, por sinal, diria que eu não devo dizer “eu tenho que estudar”, mas sim “eu quero estudar”. Neurolingüística pura. Na minha língua, isso significa "picaretagem pura", mas se funcionou para o William, há de funcionar para mim também.