30.9.05

O Caso do Retorno

Ok, eu confesso: eu odeio academia. É chato, quente, doloroso, cansativo, irritante, repetitivo, demorado e desesperador.
Ontem eu voltei a ela, depois de apenas 2 semanas de folga, e hoje eu estou toda doendo. Meus músculos estão cheios de ácido láctico, e olha que nem deu tempo de fazer todos os aparelhos!
Como disse a minha irmã Isabela, manter-se em forma é como tentar subir uma escada rolante que está descendo: você luta contra a gravidade, contra a natureza, contra o bom-senso e, se bobear, volta à estaca zero em um instante.
Dá vontade de jogar a tolha, não dá?
Mas a verdade é que eu odeio mais gordurinhas localizadas do que odeio academia.
É triste ser mulher.

29.9.05

O Caso dos Primeiros Dias de Férias

Ontem foi um ótimo primeiro dia de férias: fiz absolutamente nada. Dormi até tarde - li - dormi mais - tomei café-da-manhã que na verdade foi o almoço - li mais - naveguei na net - vi tevê - fiz bicicleta lendo revista - fui em um churrasco de aniversário de um amigo do Leo.
Hoje a coisa vai ser diferente: já dormi - li - comi chocolate - dormi mais. Agora vou ligar para a loja demoníaca que não entrega o meu tampo de mesa sem riscadinho; depois irei na academia, almoçarei de verdade com o Leo, emprestarei meu quimono para a Thaís ir numa festa a fantasia e começarei a escrever um livro para ganhar aquele prêmio de literatura.
Nada mal para o segundo dia de férias.

28.9.05

O Caso do Sucesso

Acabo de ler uma matéria na Glamour que diz que as mulheres americanas acham que a melhor definição de sucesso é um bom relacionamento amoroso. Em segundo lugar vêm os filhinhos (olá, Susanita!) e só em terceiro o aspecto profissional.
Isso provavelmente acontece porque os Estados Unidos são a terra das oportunidades. Volta e meia eu leio a notícia de uma pessoa que inventou os esmaltes pastéis e ficou milionária; alguém que criou um novo design de bolsa de mão e ficou milionária; outra que estava fazendo mestrado em Nutrição, foi a aulas de auto-maquiagem e virou uma maquiadora das estrelas milionárias.
Inveja? Nah.

27.9.05

O Caso das Férias (Minhas)

Amanhã entrarei de férias! Estou animadíssima. É como se fossem minhas primeiras férias desde que comecei a trabalhar em março do ano passado. É verdade que teve a lua-de-mel, mas nela a gente mais cansa do que descansa :-). E 10 dias em maio, mas eu os usei para tirar passaporte, ficando horas e horas na fila da Polícia Federal e tendo que voltar lá para buscá-lo, então não valeu.
Já tenho uma programação completa de férias:
1) dormir;
2) escrever um livro para participar do concurso Record (a editora) de literatura brasileira;
3) escrever uma novela para participar do concurso Record (a emissora) de novelas brasileiras;
4) ir na academia todos os dias (para compensar as duas semanas que fiquei sem dar as caras);
5) estudar no livro do Alexandre de Moraes (Constitucional) atualizado que eu comprei. Já estou discordando dele a respeito do sigilo fiscal, mas vou persistir;
6) dormir.
Vamos ver se os 10 dias de férias vão ser suficientes para todas essas atividades.

26.9.05

O Caso das Descobertas de Fim-de-Semana

- Há grande probabilidade de que fogos de artifício atirados de um terreno baldio ateiem fogo no próprio terreno;
- Meu suplemento de ferritina reage com caipirinhas, mas não com champanhe;
- A sonolência gerada por um Dramin inteiro dura umas 6 horas;
- Os novos Confetti com casquinha sabor fruta têm gosto de sabonete.

23.9.05

O Caso dos Livros

Eu e minha irmã compramos quase 40 livros em inglês bem perto do meu aniversário, que é em abril. Eles chegaram no final de julho e... já terminei de ler todos!
Isso é muito triste. Uma das coisas que eu gostava nos livros em inglês é que eu demorava mais para lê-los do que os em português. Agora eu leio tão rápido quanto.
É verdade que as duas semanas sem academia (e os dois dias de greve) ajudaram. Acabou sobrando muito mais tempo para a diversão.
Agora eu tenho para ler a série “O Guia do Mochileiro das Galáxias”. São legais, mas megafinos. Comecei na quarta e já estou na metade do segundo. Isso porque eu e o Leo vimos filmes ontem e hoje. Ah, e aqui em casa tem também uma coleção épica do Stephen King, que parecia muito promissora, mas que até agora está sem pé nem cabeça. Bem que eu disse pro Leo comprar só o primeiro pra ver se ele gostava...

22.9.05

O Caso da Temperatura

Ontem passei a noite enfrentando ondas de calor e de frio. Acho que meu termostato pessoal quebrou.

Estou muito nova para estar entrando na menopausa, mas aqui faz calor mesmo. E o frio, inexplicável?

Ou eu tive um leve ataque de malária, ou a roupa de cama tem poderes térmicos especiais.

E ela usa seus poderes para o mal.

21.9.05

O Caso da Greve (que furou)

Vocês não vão acreditar, mas a greve, programada para durar até 1º de novembro – no mínimo – já acabou. Ou pelo menos acabou no lugar onde eu trabalho. Um resolveu ir trabalhar, o outro também, e quando se viu, babaus – tava o povo de volta à labuta.

Durou 1 dia e foi a greve mais ridícula que eu já vi na minha vida.

Uma coisa tá decidida: até acabar o estágio probatório, não me preocupo mais com greve. Não leio mais boletim, não vou a reunião, nada. É uma perda de tempo.

E não faço greve com essa turma nunca mais na vida.

20.9.05

O Caso da Greve (Fictícia)

O negócio é o seguinte: eu estou em greve, mas como sou muito paranóica, vou fingir que eu não estou, tá certo? Imagina se lá no futuro, se cortarem meu ponto e quiserem me exonerar, e eu alegar que faltei ao trabalho não por causa da greve, mas porque estava fazendo um retiro espiritual pós-freudiano interior, e no inquérito administrativo descobrirem meu blogue, e no meu blogue estiver escrito: Woo-hoo! Entrei em greve, galera!?
Pois é: não vai ser nada, nada bom.
Então o papo é esse: eu finjo que não estou de greve, e vocês fingem que acreditam.

19.9.05

O Caso das Férias (dos outros)

Minha irmã viajadora ligou no fim-de-semana (e a cobrar!) pra dizer que já tinha chegado nos States e que estava tudo muito bem. Fora o fato de o vôo ter atrasado horrores: com todo mundo sentadinho em seus lugares, o comandante avisa que há um pequeno probleminha na aeronave. Ela e meu cunhado ficaram esperando uma hora até que decidissem que realmente não rolava de usar o avião, e que os passageiros tinham que descer e ser transferidos para outro. O legal é que mandaram a galera que ia embarcar no avião no qual instalaram minha irmã para o portão no qual estava o bichado.

A parte boa é que agora ela já conhece Nova York: passou por dois aeroportos por lá, e até foi levada de um para o outro. Mas ela disse que não deu pra ver nada, nem a Estátua da Liberdade, nem o Ground Zero. Só um campo de beisebol. Mas tá valendo: oficialmente, ela foi a Nova York antes de mim.

Perguntei se ela já tinha experimentado o achocolatado Hershey’s, que é um leite que vem na caixinha igual aos nossos aqui, só que temperado com Hershey’s. O negócio é até grossinho de tão cremoso, e deve ter umas 300 calorias por copo, mas é simplesmente fantástico. Existem outros achocolatados prontos por lá que são gostosinhos, mas nenhum chega aos pés do Hershey’s.

Minha boca encheu d’água só de pensar.

Ah, e ela disse que ainda não.

16.9.05

O Caso das Férias

Ando felicíssima. Resolvi me dar férias da academia por uma semana. Não há coisa melhor do que chegar em casa depois do trabalho e saber que não tenho que colocar uma roupa coloridinha de ginástica e me arrastar até o lugar do sacrifício. Que posso me enrolar no meu quimono vermelho de pseudo-seda, deitar no sofá e assistir a vários capítulos de 24 Horas sem interrupção!

Estou realmente tentada a nunca mais voltar lá. Ou talvez, quem sabe, no inverno do ano que vem. Parece-me muito razoável: todo ano, eu dedico uma estação (a mais fria, porque aqui faz um calor danado e se academia pra mim já é um inferno, imaginem então com a temperatura equivalente) a ajeitar meu corpinho.

No resto do ano, eu me dedico a detoná-lo.

15.9.05

O Caso das Botas

Estou olhando melancolicamente para as minhas botas pretas e pensando se, talvez, quem sabe, seja hora de jogá-las fora. O salto está meio comido de um dos lados e o couro, bem, o couro já deixou sua primeira juventude. O problema é que sou muito afeiçoada a elas.
É verdade que eu já comprei outro par (na última loja em promoção que fui), mas estou querendo guardar esse outro para viagens. Acho que não há sapato melhor para viajar do que botas. Elas são confortáveis, quentinhas, protegem da chuva, da neve e do barro, e ainda te deixam razoavelmente elegante. Essas botas novas que eu comprei tem salto anabela, são forradas e um número maior do que o meu, o que permite que sejam usadas com meias grossas e, mesmo assim, não apertam em lugar nenhum. Ok, confesso que o número maior se deve ao fato de que era o único existente na loja, mas, se pensarmos bem, veremos que é uma boa idéia.
E ainda que não seja boa, sem dúvida é melhor do que comprar botas um número MENOR do que o meu, coisa que eu já fiz diversas vezes, por pura teimosia e espírito econômico. Uma delas era de salto baixo e eu consegui domar, mas a outra é de cano alto, salto alto (e fino) e toda vez que eu a uso eu me arrependo amargamente em pouquíssimo tempo.
Agora que eu sou uma profissional empregada, não faço mais esse tipo de economia ridícula. Mas não joguei fora a bota malvada ainda não.
Comprei meu primeiro par de botas nos idos anos 90. Eu fazia Direito, e estava passeando pela Avenida Afonso Pena, quando vi bonitas botinhas em (o que mais podia ser?) liquidação. Meu avô tinha acabado de me dar 20 reais de presente de aniversário (lembrem-se: eram os anos 90, e 20 reais valiam alguma coisa), e se eu juntasse mais 5, podia adquirir um simpático par de botas pretas. Assim dito, melhor feito.
A partir daí, não houve mais salvação.

14.9.05

O Caso do Tampo da Mesa

Quando o Leo e eu decidimos comprar vários móveis caríssimos para nossa casa (aproveitando a promoção de 25% de desconto), o pessoal da loja nos tratou com todo amor e atenção durante todo o processo. Aí a gente pagou... e a coisa mudou.

Adquirimos uma linda mesa quadrada com tampo de cristal bisotado. O tampo não coube no elevador e teve que ser transportado no muque por 10 andares de escada. Resultado: um quebradinho de um dos lados, quase invisível – mas que eu já percebi, então ele me incomoda grandemente. Infelizmente, não fui eu que recebi a mesa, se não eu teria reclamado na hora, mas conversei com a gerente da loja e ela me garantiu que claro, sem dúvida, uma troca seria efetuada imediatamente.

Estou esperando até hoje. Além da promessa feita ao vivo, já liguei duas vezes para a loja e nas duas vezes ela jurou de pés juntos que estava mandando entregar no mesmo dia. Ainda bem que eu fiquei esperando sentada (no sofá que eu comprei junto com a mesa).

Não bastasse o quebradinho, os carregadores da loja instalaram o tampo sobre o pedestal de madeira igual os narizes deles. As gotas de silicone não estão muito limpas e dá pra ver uns restos de cola nos cilindros de metal no qual o tampo se apóia. Um horror.

Será que eu vou ter que apelar para o Procom?

13.9.05

O Caso da Greve

Primeiro meus colegas de trabalho entraram em greve por aumento e atribuições. Eu não entrei porque estava em estágio probatório. Aí o governo sinalizou que topava negociar. Voltaram da greve. Agora o governo tá fazendo uma proposta bem mixuruca, então é bem possível que o pessoal entre de novo em greve. E eu nisso?
Eu tenho pilhas e pilhas de trabalho para fazer, até porque minha chefe quer mudar as MINHAS atribuições, então tenho que fechar as coisas nas quais estou trabalhando para começar a fazer outras. Além disso, tenho uma novela e um livro para escrever até dia 31 de outubro, para participar de concursos diversos. Até que a greve vinha em boa hora, né?
Mas como eu estou em estágio probatório, só entro em greve se outras pessoas na mesma situação entrarem comigo. A possibilidade de exoneração é mínima, mas e se decidirem me pegar para cristo?

12.9.05

O Caso da Academia XXV

Não estou mais suportando ir à academia. Fico contando os segundos para a aula acabar e eu poder ir para casa. A vontade que eu tenho é de nunca mais voltar.
No sábado fiquei o tempo todo com esse espírito. A cada exercício que eu fazia, eu dizia internamente: “Tchau, aparelho do demo! Até nunca mais!” e saí de lá felicíssima.
O problema é que minhas costelas estão ficando tão bem torneadas...! E, segundo todas as revistas que eu li, quando se chega aos trinta anos o metabolismo vai só ladeira abaixo. O único jeito de combater a queda é aumentando a quantidade de massa magra, isto é, músculos. Sem falar que eu já estou na academia há quatro meses, o que quer dizer que sei como tudo funciona e que minha rotina está organizada.
Mas é tããão chato!
Andei pensando em algumas mudanças que podem ajudar:
1) largar a esteira e a bicicleta, que gastam 40 minutos, e fazer só os aparelhos, que gastam outros 40 minutos. Magicamente, o tempo que perco na academia se reduz à metade!; OU
2) passar a ir 2 vezes por semana ao invés de 3. Magicamente, os dias que vou à academia se reduzem em 33%!; OU
3) ambas as alternativas!
E aí, ao invés de perder 40 minutos de minha vida 3 vezes por semana, passo a nadar no clube, caminhar com o Leo (mesmo contra a vontade dele) e fazer bicicleta ergométrica em casa.
E a jogar tênis. Só que acho que tênis não conta como atividade aeróbica.

9.9.05

O Caso do Aniversário

Hoje eu e o Leo fazemos 15 meses de casamento! 450 dias de casamento! 10.800 horas de casamento! 648.000 minutos de casamento! 38.880.000 segundos de casamento!

You get the point.

8.9.05

O Caso do Feriado

Feriado no meio da semana é tudo de bom. É lógico que tem aqueles que torcem o nariz, preferindo os feriados nas segundas e sextas, ou pelo menos nas terças e quintas, já que sempre existe a palpitante possibilidade de um emendão, mas esses são os chatos.
Primeiro porque a longa semana de cinco dias vira duas semanas de dois dias, com um fim-de-semana de um dia no meio. Segundo porque se o feriado caiu na quarta este ano, isso quer dizer que cairá na quinta no ano quem vem, ou na sexta, se o ano que vem for bissexto. Ou seja, é uma win-win situation.
Além disso, feriados no meio da semana despertam nas pessoas uma irresistível vontade de festejar, o que sempre se traduz em uma reunião na terça-feira à noite (que, magicamente, se transformou numa sexta) e outra no feriado em si.
O único problema de todas essas diversões é que você sai do feriado mais cansado do que se tivesse trabalhado.

6.9.05

O Caso dos Gêneros

Na minha humilde opinião, toda vez que uma revista feminina – ou masculina, porque hoje em dia existem as Vips e as Ums, que são iguais à Nova até no número de mulheres pouco vestidas, só que se levam menos a sério – publicam uma daquelas matérias ridículas do tipo “mulheres são de Vênus, homens são de Marte”, ela fazem um grande desserviço à população. Porque insistem em generalizar o ingeneralizável.

Antes de serem portadores de cromossomos XX e XY, mulheres e homens são pessoas, portadoras de todos os outros cromossomos também. As semelhanças são muito maiores do que as diferenças.

Quando uma matéria diz mulher é assim, homem é assado, ela está estabelecendo estereótipos e dificultando a comunicação entre as pessoas. Não existe o menor embasamento científico nas conclusões às quais as revistas chegam, até porque elas adoram fazer pesquisas com duzentas fulanos que moram na cidade de São Paulo e esticar as conclusões para o resto do país e do mundo. Isso sem falar de uma certa revista que pega matérias americanas, traduz os nomes dos entrevistados (de “Mary” e “Paul” para “Ana Lúcia” e “Rodrigo”) e as publica com a maior tranqüilidade.

Pois bem: outro dia uma outra revista prometia responder a dez dúvidas cruciais [mode ironia: on] como “o que a paternidade significa para eles” e “por que eles não demonstram seus sentimentos”. E sabe como eram as respostas? Dez homens foram chamados para escreverem textinhos a respeito. Não, não eram dez respostas para cada pergunta, não (o que pelo menos garantiria uma certa diversidade de pensamento): cada um respondia a uma única pergunta.

E o pior não é que tem gente que paga pra ler essas coisas. É que tem gente que acredita nessas coisas!

5.9.05

O Caso da Falta de Assunto

Não tenho a menor idéia sobre o que escrever hoje.
Té amanhã.

2.9.05

O Caso do Chocolate

Acabo de me dar conta de uma coisa bizarra: ontem e antes de ontem eu não comi chocolate. Como assim?!? Chocolate faz parte da minha vida. Eu SEMPRE como chocolate.

Bem, pensando melhor, talvez esse SEMPRE não esteja correto. Ele até que é bem recente.

Explico: desde criança eu sou alucinada por chocolate, mas minha mãe era partidária da alimentação saudável. Conseqüência: guloseimas eram racionadas lá em casa (O que me faz lembrar de um mês de férias no sítio no qual, após as refeições, eu e minha irmã tínhamos direito a ganhar dois Bis. Vocês têm idéia do que sejam dois Bis em termos de chocolate? É praticamente nada! Naquela época, eu desenvolvi uma tecnologia de ponta para destacar as camadas do Bis, de modo que elas pudessem ser apreciadas uma a uma. Mas eu divago).

Depois que comecei a namorar com o Leo, meu consumo de chocolate aumentou. Toda vez que a gente se encontrava, ela trazia um chocolate, fato que sem dúvida foi preponderante na conquista. E com o Leo não tem pão-durice: os chocolates dos quais estamos falando eram grandes e gordos. Isso quando não eram barras ou caixas de bombons. O Leo não é do tipo “dois Bis”, não.

Agora que eu MORO com o Leo, ele se encarrega de manter o estoque de chocolates lá em casa sempre cheio. Ou seja: eu como chocolate todo dia. A vida não é bela?

Ontem e antes de ontem eu não comi. Deve ser porque eu ando tão cansada, com o Leo tirando o meu couro no tênis e os exercícios novos na academia, que eu até esqueci.

Ou então eu fui abduzida e nem percebi.

1.9.05

O Caso das Aulas de Tênis II

Como eu já expliquei, o Leo está me ensinando a jogar tênis. São 4 sessões por semana: segunda, quarta, sábado e domingo. Nas terças e quintas eu vou para a academia e na sexta – dá um tempo, né?
Ontem ele disse que se a gente continuar nesse ritmo, daqui a um mês vai ser quase divertido jogar comigo.
Estou muito orgulhosa de mim mesma.
* * *
No clube, há duas quadras: uma de saibro e uma de concreto. Na de concreto os meninos jogam futebol e tem uma cesta de basquete, mas dá pra colocar uma rede de tênis e bater uma bolinha. Isso porque a de saibro está geralmente ocupada por nosso amigo Glebílson e seus pupilos.
O problema é que as placas de concreto aparentemente foram instaladas sem o menor respeito pela dilatação natural dos materiais, porque em vários pontos elas ficam levantadas, fazendo que a bolinha quique das maneiras mais bizarras.
Ah, e também tem uma rachadura em um dos lados da quadra. A construção é meia-boca mesmo, ou aconteceu um terremoto aqui na região e nem ficamos sabendo.
* * *
No sábado e no domingo a gente acaba jogando de dia, mas o calor já deu as caras por aqui e a sensação é que estamos no meio do deserto. Nos dias de semana jogamos à noite, que é quando temos tempo, e aí é muito melhor.
E antes que digam: se está calor, pulem na piscina!, já aviso que o calor chegou por aqui, mas não o suficiente para aquecer a água dos ambientes. Da última vez que mergulhei, a temperatura do meu corpo caiu uns 10 graus em 30 segundos e eu saí da piscina congelada.