15.9.05

O Caso das Botas

Estou olhando melancolicamente para as minhas botas pretas e pensando se, talvez, quem sabe, seja hora de jogá-las fora. O salto está meio comido de um dos lados e o couro, bem, o couro já deixou sua primeira juventude. O problema é que sou muito afeiçoada a elas.
É verdade que eu já comprei outro par (na última loja em promoção que fui), mas estou querendo guardar esse outro para viagens. Acho que não há sapato melhor para viajar do que botas. Elas são confortáveis, quentinhas, protegem da chuva, da neve e do barro, e ainda te deixam razoavelmente elegante. Essas botas novas que eu comprei tem salto anabela, são forradas e um número maior do que o meu, o que permite que sejam usadas com meias grossas e, mesmo assim, não apertam em lugar nenhum. Ok, confesso que o número maior se deve ao fato de que era o único existente na loja, mas, se pensarmos bem, veremos que é uma boa idéia.
E ainda que não seja boa, sem dúvida é melhor do que comprar botas um número MENOR do que o meu, coisa que eu já fiz diversas vezes, por pura teimosia e espírito econômico. Uma delas era de salto baixo e eu consegui domar, mas a outra é de cano alto, salto alto (e fino) e toda vez que eu a uso eu me arrependo amargamente em pouquíssimo tempo.
Agora que eu sou uma profissional empregada, não faço mais esse tipo de economia ridícula. Mas não joguei fora a bota malvada ainda não.
Comprei meu primeiro par de botas nos idos anos 90. Eu fazia Direito, e estava passeando pela Avenida Afonso Pena, quando vi bonitas botinhas em (o que mais podia ser?) liquidação. Meu avô tinha acabado de me dar 20 reais de presente de aniversário (lembrem-se: eram os anos 90, e 20 reais valiam alguma coisa), e se eu juntasse mais 5, podia adquirir um simpático par de botas pretas. Assim dito, melhor feito.
A partir daí, não houve mais salvação.

Um comentário:

isa disse...

bota com salto anabela? are you sure? =)