30.11.05

O Caso da Palestra Motivadora 2

Para não falarem que eu nunca faço um post, aqui estou.
Não resisti ao caso de hoje e vim completá-lo. O melhor deste caso do Marco Antônio são as palavras sábias ditas pelo palestrante:
"Se todo mundo fizesse apenas o que gosta, o mundo seria uma b..."
A exceção desta regra deve ser o próprio palestrante. Já pensou? Ganhar para dizer isto para as pessoas? Isso é que é emprego.

O Caso da Palestra Motivadora

Da última vez que me encontrei com o Marco Antônio, ele disse que assistiu a uma palestra muito interessante, na qual finalmente alguém falou algo que prestasse. Segundo o palestrante, a idéia de que devemos construir carreiras baseadas nas coisas que gostamos é uma bobagem, porque não necessariamente temos talento nessas coisas. O que devemos fazer é construir nossas carreiras sobre as coisas que fazemos bem. Essa é que é a garantia do sucesso.

Vejam o Ronaldinho Gaúcho, por exemplo. É possível que a paixão da vida dele seja cantar. Como é provável que ele seja um péssimo cantor (imaginem as ondas sonoras batendo naqueles dentões), se ele se dedicasse à música por certo já teria morrido de fome. Mas como o Ronaldinho Gaúcho faz aquilo no que é bom – jogar futebol –, ele é milionário e mora na Europa.

Fiquei pensando o que é que eu faço bem. É óbvio: o que eu faço bem é estudar. Não é à-toa que eu fiquei 10 anos da faculdade (em 2 cursos diferentes, tá? E me formei em todos eles). Eu sou boa para aprender, decorar, escrever e explicar. Então o que eu tenho que fazer? Maiores e melhores concursos, é claro. Ou um mestrado seguido de doutorado.

Mas a primeira hipótese vai dar muito mais dinheiro.

29.11.05

O Caso da Mousse

Geralmente, o Leo e eu funcionamos como uma ótima equipe. Entretanto, no fim-de-semana, fomos fazer uma mousse de chocolate juntos e entramos em conflito.
A verdade é que tudo dá certo quando usamos nossos diferentes talentos em tarefas diferentes. Mas, quando os dois querem fazer a mesma coisa... sai de baixo.
No caso, o problema foi o fato que temos visões opostas das artes gastronômicas: ele é adepto do “vai na manha”; eu sou partidária do “siga à risca”. Tudo bem que a mãe dele é um gênio culinário, mas isso não quer dizer que ele herdou todo o talento dela. Por outro lado, eu entendo que minha mania de contar cada grama de ingrediente pode ser excruciante para algumas pessoas.
No final das contas, a mousse ficou pronta e ficou boa. As instruções mandavam usar a batedeira em duas velocidades, e como a gente não tem batedeira, batemos na mão e no liquidificador mesmo (idéia do Leo). E, embora tenhamos feito só parte da receita, as quantidades ficaram todas certinhas, porque eu usei o medidor mágico e a calculadora cerebral para garantir. Uma ótima união de forças, certo?
Sim, se descontarmos que eu reclamei que o Leo jogou a embalagem com a receita fora, que ele resmungou porque eu insisti que um grão de chocolate dava diferença no resultado final, que eu protestei contra usar leite desnatado ao invés de integral...

28.11.05

O Caso dos Estudos II

Há algum tempo atrás, uma amiga me disse que você conhece o concursando legítimo pelo cabelo sem corte, unha por fazer, corpinho fora de forma e completo desconhecimento do mundo a seu redor. Na época, não concordei, mas hoje sou forçada a dar o braço a torcer.

Se você estuda a sério, não sobra muito tempo pra mais nada mesmo. Se você trabalha e estuda, nem se fala. E se você trabalha, estuda e tenta se manter saudável... esquece.

Dei-me conta de que a maior parte de minha dificuldade para estudar simplesmente desparece quando eu ingiro uma grande quantidade de açúcar não-saudável. Meu cérebro realmente precisa de glicose pura para trabalhar. Só que, considerando que eu larguei a academia (para ter tempo de estudar!), o açúcar em formato de guloseimas realmente não ajuda a minha beleza.
Aí fica o dilema: devo privilegiar a forma física ou a forma acadêmica?

Os gregos recomendavam mens sana in corpore sano (mente saudável no corpo saudável), mas, como todo mundo sabe, os gregos não tinham emprego. O máximo que eles faziam era participar das olimpíadas e dar umas filosofadas eventuais.

Consta que Sócrates nem banho tomava, mas esse é um sacrifício que eu ainda não estou disposta a fazer.

25.11.05

O Caso do Cinema

Eu e o Leo decidimos assistir à pré-estréia do Harry Potter na sessão maldita, isto é, à meia-noite e um minuto. A idéia parecia ótima até descobrirmos que o filme ia ser dublado. E que, apesar da sessão ser de madrugada em um dia de semana, havia um grande número de pirralhos presentes. Quando eu tinha 12 anos – que é a censura do filme – , meus pais não me deixavam sair tarde “em época de escola”, não!

Enfim. Apagam-se as luzes e a garotada vai ao delírio. No filme errado! A sessão começou com o thrailler de “Crônicas de Nárnia”, não HP. Mas quem se importa?

O som estava péssimo. Apesar de toda a minha boa-vontade, não dava para escutar mais do 20% das falas. Outros 20% dava pra deduzir. E os 60% que sobraram... simplesmente não deu para entender!

A única coisa boa da dublagem tosca é que a pivetada teve que calar a boca.

24.11.05

O Caso do Encontro Integrador II

Ao contrário das minhas perspectivas lúgubres, o encontro integrador foi ótimo! Diverti-me às pampas. Rolaram várias competições com equipes, nas quais pude utilizar meu lado mandão, e diversos enigmas, nos quais pude empregar meu intelecto superior.

A comida estava boa, excetuando-se o episódio do pudim de pão, que se disfarçou de pudim de leite condensado e fez várias pessoas encherem suas cumbuquinhas e depois fazerem cara feia e empurrarem as cumbuquinhas pra lá.

O encontro terminou com uma atividade na qual todo mundo colocava nos outros tirinhas de papel colorido para simbolizar como você as vê. Achei ótimo porque metade das tirinhas que recebi foram azuis, que significa que sou uma pessoa planejadora, organizada, observadora, que dá atenção a detalhes, tem capacidade de síntese e facilidade de administrar.

É isso mesmo. Qualquer pessoa que está acompanhando a saga da viagem há de concordar.

22.11.05

O Caso do Encontro Integrador

Amanhã todo mundo do trabalho vai entrar em um ônibus especialmente contratado e ser alegremente transportado até um hotel-fazenda, onde seremos submetidos a empolgantes dinâmicas de grupo para aumentar a integração entre as pessoas.

Odeio essas coisas. Detesto me integrar com as pessoas. Prefiro ficar quietinha no meu canto, obrigada. Tenho horror das pérolas de auto-ajuda que são inevitavelmente derramadas sobre as vítimas nesses eventos. E como não estou com muita paciência ultimamente, é certo que não vou conseguir evitar os comentários mordazes, o que só vai me fazer parecer mal-humorada e anti-social.

Que é a pura verdade, claro.

Outra coisa legal é que o chefe, que é justamente quem requisitou o dia de integração, não vai. Muito esperto, ele.

A única coisa boa é que, pelo jeito, vai ter muita comida.

21.11.05

O Caso do Concurso

Só pode ser brincadeira.

Como todo mundo sabe, marcamos a viagem de férias para setembro; na véspera de pagarmos, saiu a autorização do concurso. Abortamos a viagem e ficamos esperando o edital.

Como o edital não saía, marcamos e pagamos a viagem. Na segunda-feira da semana seguinte, lá veio o edital, marcando o concurso para o meio da viagem. Cancelamos a viagem (200 dólares de multa) e remarcamos para o Ano-Novo.

Sexta-feira, o que acontece? Cai a medida provisória da Super-Receita, e o concurso, que era para o novo órgão, tem grandes chances de ser modificado. Inclusive a data. Inclusive para a 1ª semana de janeiro.

Deve ser olho-gordo, macumba, sei lá.

18.11.05

O Caso dos Estudos

Acabo de sair da academia para ter mais tempo de estudar. Justo agora que eu estava indo tão bem!, com meus exercícios aeróbicos por fora e tudo mais. Mas a gente tem que ter prioridades, né? Além do mais, é só 1 mês. Acho que não dá pra ficar totalmente fora de forma em 1 mês. Ou dá?

O problema é que estudar dá uma vontade tremenda de comer doce. O cérebro se alimenta puramente de glicose, então faz total sentido ter muito açúcar disponível no sangue na hora de estudo.

Faz sentido, mas não faz bem para o meu corpinho.

Para completar, o concurso é logo antes do Natal, e o Natal será seguido por uma viagem de 2 semanas aos States, o paraíso da comilança. Ou seja, o 1 mês vira quase 2 em condições extraordinárias de ingestão de calorias.

É verdade que vou poder voltar à academia na semana entre o concurso e o Natal. Será que 5 dias são suficientes para perder os excessos do período de estudos e me preparar para as férias?

17.11.05

O Caso do Mês Interminável

Finalmente está tudo acertado! Estivemos em BH e pegamos todos os vouchers e passagens da viagem. Na verdade, a agente satânica disse que eles só liberam essas coisas 2 dias antes do embarque (o que levou o Leo a perguntar sarcasticamente se ela ia abrir a agência na véspera de Natal para nos atender), mas que, no nosso caso especial, ela ia entregar de uma vez. E ainda mandou levar de graça na nossa casa! Acho que ela estava com tanto medo de eu aparecer lá e encher mais ainda o saco dela que pagou os 3 reais da taxa de entrega com a maior satisfação.

Pois é: agora a parte chata é esperar a viagem chegar! Já pesquisei, já comprei roupa, já fiz a mala (metaforicamente!). Não há mais nada a fazer. O que não deixa de ser bom, porque aí posso me dedicar ao concurso, que vai ser no fim-de-semana anterior ao Natal.

Contabilidade? Estatística? Vocês vêem, vai ser mesmo um mês interminável.

11.11.05

O Caso dos Presentes de Natal

Estou quase acabando de comprar meus presentes de Natal. Sim, sei que estou MUITO adiantada, mas é que não vou ter tempo de comprar todos entre o final de semana 17/18 de dezembro (dias do concurso) e o Natal. E nem é uma boa idéia ficar aflita com isso na véspera das provas.
Uma pessoa mais maldosa diria que a mala feita com tanta antecedência e os presentes de Natal idem não passam de desculpas meia-boca para não estudar.
E até que ela não estaria totalmente errada, não.

10.11.05

O Caso da Mala

Acreditem ou não, a mala para a viagem de Ano-Novo está praticamente pronta. É que eu gosto de fazer as coisas com antecedência.

MUITA antecedência.

Tudo bem que não é uma mala grande. Depois da viagem para São Paulo para tirar o visto, na qual levei um tanto de coisas e acabei usando um terço das roupas, radicalizei. Anunciei para o Leo que vou levar o mesmo tanto de roupas que ele, e pronto. Ele fez uma cara incrédula, mas teve o bom-senso de não fazer objeções em voz alta.

Observem que o Leo é daquelas pessoas que viaja carregando o mínimo necessário e, se puder, menos ainda. Então, trata-se de um grande desafio, principalmente porque eu sou uma daquelas pessoas que acha que toda vez que viaja tem que levar biquíni, para o caso de encontrar uma piscina; vestido chique, para o caso de encontrar uma festa; sapatos variados, para o caso de encontrar... sei lá.

Mas estou contando com:
- o fato de que minhas roupas são menores do que as deles, então vai dar para colocar uma blusinha clandestina aqui e ali;
- o fato de que maquiagem e sapatos NÃO SÃO roupas.

Apesar desses salvaguardas, não estou querendo roubar, juro. Decidi que vou levar só 2 sapatos (vão por mim: é pouco); 5 calças; 5 blusas. E um casaco de frio. E um cachecol. E um gorrinho para a cabeça. E talvez outro cachecol. E a roupa com a qual vou viajar no avião.

Pensei em levar uma roupa especial para o Ano-Novo, mas depois vi que ia ser difícil: vai estar um frio danado, e qualquer roupa desaparece debaixo do casacão; vamos passar a virada do ano no Epcot, e para isso teremos que chegar lá 9 da manhã, porque no Ano-Novo os parques lotam e fecham as portas quando atingem a capacidade máxima, o que acontece bem cedo. Então não rola de passar o dia de vestido de lantejoulas e saltinhos, né? Vou ter que me contentar com uma blusinha de lantejoulas e os saltinhos da bota.

Vocês hão de convir que 5 calças e 5 blusas é uma mala mínima, já que é uma viagem de quase 2 semanas. Mas tem lavador e secador de roupas no hotel, então estou tranqüila.

Ah, e um biquíni.

9.11.05

O Caso do Até que Enfim

Não estou nem acreditando: o Leo acaba de transferir os dinheiros exigidos pela agência de turismo! Confirmado: vamos viajar logo depois do Natal e passaremos o Ano-Novo nos States!

Depois de muito choro e ranger de dentes, deu tudo certo: a cotação do dólar-turismo da agência baixou de 2,32 para 2,28; as taxas de embarque, que tinham pulado de 150 para 200 dólares de maneira algo misteriosa, voltaram a seu devido lugar; vamos comprar travelers cheques na agência que é do lado da nossa casa, eles estão demorando a chegar e enquanto isso o dólar cai, cai, cai!

Agora eu posso relaxar e me dedicar aos estudos para o concurso, que pra começo de conversa foi o motivo da mudança da data da viagem.

Faltam 40 dias. Alguém aí se habilita a aprender Economia, Finanças Públicas, Comércio Internacional, Matemática Financeira, Estatística, Contabilidade nesse prazo? E isso porque eu estou considerando que Direito Internacional Público eu já devo saber um pouco, Direito Constitucional, Administrativo e Tributário eu só vou ter que dar uma olhadinha, Português e Inglês tá dominado e Informática eu vou entregar pra Deus!

8.11.05

O Caso das Fotografias

O Leo comentou um dia desses que estou sempre com as mesmas roupas nos nossos álbuns de fotos de viagem. E não é que ele tem razão? É que as viagens grandes, que merecem álbuns, geralmente são aquelas nas quais vamos para lugares diferentes – e frios. Então, não importa o que você está usando por baixo: por fora, tudo que se vê é o casacão – preto – e cachecol – vermelho.

É verdade que eu aposentei o casaco preto antigo, herdado da Dani e muitíssimo útil enquanto durou, e comprei um novo. Mas o novo também é preto! E ganhei cachecóis lindos de cores diferentes da minha tia Bebel, só que eles são de lã acrílica e soltam fiapos! Casacos pretos e fiapos brancos resultam em uma triste figura. Então continuo usando o cachecol vermelho que a avó do Leo emprestou quando fomos a Paris e depois deu de presente.

Pois bem: dessa vez - embora não esteja nada realmente acertado ainda: a agente de viagens diabólica disse que vai passar as reivindicações do post anterior para o gerente e me dá uma resposta hoje – há de ser diferente. Hei de dar um jeito de sair nas fotos com outras roupas, ainda que eu tenha que desafiar o frio e tirar o casaco a cada flash!

7.11.05

O Caso da Viagem MDLXXXIII

E não é que parece que a viagem sai? No final da tarde de sexta-feira, a agente de viagens demoníaca mandou o orçamento e a confirmação do Holiday Inn. Que, apesar de eu ter esnobado no post anterior, parece ajeitadinho. Pelo menos o pessoal do TripAdvisor, um site fantástico com milhares de reviews, acha.

Agora a briga vai ser na questão dos acertos de conta. O contrato que eu assinei determina que, em caso de desistência da viagem, posso usar os dinheiros que já paguei para a agência para uma nova viagem deles. Só que eu comentei isso com a agente do demo na semana passada e ela disse que era só a parte terrestre. A parte aérea eu ia ter que pagar de novo e ser reembolsada depois. Bem, o contrato não diz nada disso, não!

Outra é que, quando acertamos a viagem, o dólar turismo estava a 2,36. Hoje está a 2,31. Logo, os reais que paguei hoje compram mais dólares. E pode ter certeza que eu quero a diferença.

O terceiro ponto é que a agência dá 4% de descontos nas compras à vista. Meu dinheiro já está com eles. Logo, sobre o preço desse novo pacote tem que incidir os 4% de desconto!

E o quarto problema é que, em e-mails diversos que recebi da agência, um dizia que o reembolso da passagem seria no valor de 599 dólares. O mais recente, 560. Interroguei a agente satânica e ela disse que “a companhia aérea faz uma média” e que “eu só vou saber o valor certo na época do reembolso.” Isso é resposta de gente séria?

Para completar, a agente do mal ficou de me enviar os valores todos para o acerto (porque ela tá ACHANDO que eu vou pagar de novo a passagem e as taxas) assim que o mercado abrisse hoje (por causa da cotação do dólar turismo). O mercado abriu às 10. São quase meio-dia.

Pode ser ou tá difícil?

4.11.05

O Caso da Ressurreição Milagrosa

(Como se alguma ressurreição não fosse milagrosa, mas vamos lá.)

Ontem perdemos a paciência e cancelamos a viagem. Isso porque a nossa querida agente de viagem, por motivos só conhecidos por aquela cabecinha, quis nos empurrar o pacote de Ano-Novo em um hotel chamado Holiday Inn (não pode ser boa coisa!) por módicos 600 dólares a mais. Por cabeça.

Aí liguei de novo para a mesma agência, conversei com outra pessoa, e pedi todas as informações do pacote de Ano-Novo. Eu e o Leo descobrimos que podíamos voar pela American Airlines (milhas Smiles!) e ficar em um Hilton (Será que a Paris vai estar lá?) pelo mesmo preço da viagem que a gente já tinha acertado (e pago!).

Pois bem: acabo de falar com nossa querida agente de viagens. Ela disse que... vai verificar a disponibilidade. Vocês vêem: o problema dela é que ela não tem agilidade. Eu tenho que saber se tem ou não tem vaga para chorar lágrimas de sangue com a minha chefe e reorganizar as minhas férias, avacalhando as programações de todos os colegas no processo.

3.11.05

O Caso do Pacote de Viagem

Como já deu pra perceber, nossa agente de viagens NÃO é muito esperta (aliás, se alguém descobrir - ou for - um agente de viagens competente e com iniciativa, me avise, por favor). Ela ficou de me passar as informações que eu pedi na terça-feira, só que não deu notícia, e ontem foi feriado. O problema é que temos que decidir se vamos cancelar ou modificar a viagem hoje, porque amanhã termina o prazo para comunicarmos a decisão à agência e recebermos a parte terrestre de volta sem multa (já que os 100 dólares de multa da passagem emitida vamos ter que pagar mesmo).

O mais engraçado é que, enquanto eu amaldiçoava a moça, o Leo recebeu um e-mail da mesma agência de turismo oferecendo um pacote de Ano-Novo na Disney MAIS BARATO do que a nossa viagem original!

Vai entender.

Então a nossa estratégia agora é: se ela não passar as informações que a gente quer dentro de 6 horas, cancelamos e optamos pelo novo pacote.

E ela que se vire pra arrumar a bagunça.

1.11.05

O Caso da Viagem Natimorta

Como você sabem, a gente ia viajar em setembro; saiu a autorização do concurso, desistimos; o edital estava demorando demais; marcamos pra dezembro e pagamos; na segunda-feira da semana seguinte, saiu o edital, marcando a prova bem para o meio da viagem.

Tudo indica que essa viagem está fadada à destruição, mas eu não desisto. Investiguei com a agente de viagens se dava para a gente passar o Ano-Novo lá. Aí daria pra ver as decorações de Natal (por dois dias!, mas tudo bem) e não dizer que a gente não viajou durante o ano de 2005.

Resposta: sim, dá – e estas são as novas e extorsivas tarifas de hospedagem: 300 dólares A MAIS pra ficar no hotel simplesinho; 600 dólares A MAIS para continuar no hotel da Disney. Por cabeça! Isso porque virada de ano é altíssima temporada. E em alguns hotéis é assim: se você entra no último dia da alta temporada, azar o seu: você paga a tarifa de alta temporada até o final da estadia, ainda que quase toda ela seja na baixa.

Mas a agente de viagens não contava com minha astúcia: pedi para ela calcular quanto fica para a gente passar a noite dos dias 30 e 31 no hotel mais barato que ela tiver (e por barato, entenda-se 40 dólares a diária. Pelo quarto!); e, no dia 1º de janeiro, que já é “value season”, nos mudarmos para o hotel da Disney!

Se bobear, ela vai até ter que devolver dinheiro.

O que o Leo diz que não vai acontecer nem se o inferno congelar.