12.1.06

O Caso da Viagem – Dia 01

26 de dezembro, 2ª feira. Acordamos no dia depois do natal cedíssimo. Afinal, eu ainda tinha que fechar as malas, lavar o cabelo (para viajar bonitinha. Coisas de Lud) e o Leo queria passar na casa dele.
A parte das malas foi fácil porque, conforme prometido, eu fui superbásica e levei só meia-dúzia de roupinhas. Difícil foi recusar as mil ofertas da minha mãe, que queria que eu levasse itens como cachecóis verdes e vermelhos ou casacos de pele.
No final das contas, tanta praticidade acabou se virando contra nós: os únicos remédios que carreguei na mala foram Dramin e Neosaldina, e lá pelo meio da viagem pegamos um dor de garganta e um resfriado horrorosos. Culpa da minha mãe, que ficou mandando a gente levar Fornegin. E como toda a vez que a gente desobedece mãe coisas ruins acontecem...
Tomei meu Draminzinho uma hora antes de entrar no carro para ir a Confins, mas não teve jeito: tive que mexer nuns papéis no começo do translado e enjoei o resto todo. Fiquei pensando que os vôos iam ser horrorosos e que eu ia morrer no meio da viagem , mas não é que foi tudo tranqüilo?
Como íamos tomar chá de aeroporto (BH-Rio, Rio-Miami, Miami-Tampa), o Leo sugeriu que a gente comprasse uns livros na livraria do aeroporto. É lógico que eu fiquei numa pão-duragem danada, porque os livros lá são bem mais caros e a gente tinha ganho livros de natal (que esquecemos de levar), mas acabei me conformando. Dinheiro a gente tem é para gastar nas horas de necessidade, né?
Foi uma ótima decisão. Comprei “Breve História de Quase Tudo”, um livro legalíssimo de divulgação científica que conta como diversas descobertas (como a criação do universo, o peso da Terra e a existência dos dinossauros) foram feitas, e decidi que quero ser cientista quando crescer.
Eu e o Leo costumamos fazer disputas bizarras para o tempo passar rápido, e a competição da viagem foi “quem vê mais celebridades?”. É um jogo com regras complexas, e que inclui a definição de celebridade (o lateral-esquerdo do Flecha Verde de Pará de Minas vale?) e o que fazer se só um dos dois reconhece uma delas (não vale, porque pode ser invenção).
Achei que ia ser uma disputa acirrada porque, afinal, íamos viajar pelo Galeão (estrelas globais!) e passar o fim de ano em Orlando (meca das estrelas globais!). E logo no primeiro vôo, não é que o Leo me vê... o Wando?
É, ele mesmo, autor da obra-prima fonográfica “Ui-Wando de Amor”. Quando o Leo me contou, na saída do avião, não acreditei, até porque o Leo não parava de rir. E, como não vi o fulano, me recusei a considerá-lo na competição.
Pois bem: estava eu lá na minha, esperando minha mala surgir na esteira do Galeão, quando... não é que o Wando me aparece em pessoa? E ainda tentando pegar nossa mala?
O Leo recuperou a mala e ganhou um tapinha do ombro do Wando. E eu fiquei arrasada. Era o Wando mesmo, gente!
Mas tudo bem. 1 a zero para o Leo, mas só no momento. Com certeza eu ainda ia tomar a dianteira, até porque tenho uma memória boa para rostos. Sem falar que aeroportos são ótimos lugares para ver celebridades. E que a Disney é um lugar melhor ainda para ver celebridades!
Pois é: acreditem ou não, mas nem uma mísera celebridade foi avistada durante todo o restante a viagem. Nenhuma, nenhuminha, nem o lateral-esquerdo do Flecha Verde de Pará de Minas. Resultado: vitória maiúscula do Leo. Com o Wando. Com o Wando!

2 comentários:

Anônimo disse...

Só para não "passar batido", registre-se que:
1- É Fonergin, meu remédio do coração, digo, de estimação (pois é da garganta);
2- "Vitória maiúscula" é expressão cuja marca registrada é minha, normalmente empregada nas vitórias (MAIÚSCULAS) do Mengão, principalmente sobre o Galo Mineiro. Neste ano de 2006, temeroso das derrotas maiúsculas, o Galinho refugiou-se na Segundona...tsc, tsc..

* Isa * disse...

VOCE ENCONTROU COM O WANDOOOOOOOOO! O WANDOOOOOOOOOO! NAO EH POSSIVEL! NAO ACREDITO! TB QUEROOOOOOOOOOOO! =)