18.1.06

O Caso do Dan Brown

No ano passado, ganhei O Código Da Vinci e li bufando e revirando os olhos. Achei os enigmas ridículos e todos copiados de O Pêndulo de Foucault (Umberto Eco) e O Último Teorema de Fermat (Simon Singh). Já sabia o que ia acontecer a capítulos de distância. E fiquei danada com o final, porque tudo fica na mesma.

Pois bem. Na viagem, comprei Angels & Demons no WalMart para distrair o Leo enquanto eu fazia compras. É o primeiro livro com o protagonista d’O Código Da Vinci. Eu li depois que a gente chegou, e não é que achei bom?

É verdade que eu prometi ao Leo que não ia bufar em parte alguma, mas não teve jeito de evitar no começo do livro. O personagem principal é professor de simbologia em Harvard (ou Hahvahd, com o sotaque bostoniano apropriado, como eu li numa camiseta na viagem) e não sabe as coisas mais ridículas, como o que é um acelerador de partículas. Mas depois o negócio engrena e a coisa fica interessante.

Um dos fatos que me agradaram no livro é que ele fala de um tanto de coisas que eu não sabia (gosto de leituras que instruem e divertem). Outra é que adivinhei quem era o vilão secreto antes de chegar na metade da história. Não é óbvio, não: é que eu gosto de identificar padrões narrativos e o padrão narrativo do Dan Brown apontava para esse personagem como uma lanterna acesa num brinquedo no escuro da Disney.

Ontem comecei a ler Ponto de Impacto, do mesmo autor, que o Leo ganhou de Natal. Não tem nada a ver com símbolos, nem com o personagem principal dos outros dois livros. E é bem legal. Principalmente porque eu também já desconfiava o que ia acontecer. Estou no meio do livro, mas algumas revelações já foram feitas e eu estava certíssima.

Estou achando que eu leio os livros do Dan Brown não para saber o que acontece no final, mas para confirmar o que eu já sabia.

Um comentário:

isa disse...

dan brown sucks! =)