23.2.06

O Caso da Arrumação


Ontem tive um ataque de organização e finalmente dei um jeito no quarto de estudo, local da casa que servia para empilhar livros (estudo que é bom, nada). Deixei a mesa limpa, guardando todos os livros na estante. Mas antes disso tive que desocupar a estante. Acho que joguei uns dez quilos de papel fora.

Eu sou muito apegada às coisas. A estante estava cheia de bizarrices inúteis, como uma apostila de Page Maker que serviu para eu passar em uma seleção de estágio no Departamento de Ciência Política da UFMG, quatro pastas de papéis utilizados no programa universitário da Disney, dois bloquinhos do estágio na editora Abril, vários cadernos do primeiro grau com anotações aleatórias...

Me livrei de tudo. Menos das pastas da Disney (fofinhas!) e dos cadernos do primeiro grau.

22.2.06

O Caso da Casa

Uma amiga comentou que está querendo se mudar do apartamento para uma casa, e eu e o Leo nos empolgamos também (o Leo principalmente por causa da possibilidade de ter um cachorro). Passeamos de carro na região próxima ao nosso prédio e descobrimos uma casinha linda, vermelha, com muita madeira e detalhes fofos, como uma bay-window na parte da frente.

Lá fomos nós visitar a casa, bem animados apesar do aluguel extorsivo. Porque se a gente gostasse, quem sabe dava para negociar?

Mas a casinha linda era na verdade um elefante branco. Quatro quartos, cinco salas, mezzanino, muitos banheiros. Dois dos quais não foram finalizados – estão na alvenaria! Não há divisão entre as salas no andar de baixo, e na frente dos quartos do andar de cima ficam duas salas bobas, totalmente abertas. Resultado: além da falta de privacidade, não há quantidade de móveis que dê conta de encher a tal casa!

Nem os moradores atuais conseguiram. Então, além de meio inacabada, a casa está toda meio vazia.

O que nos fez voltarmos para nosso apartamento, que é funcional, bem-dividido, com móveis e banheiros, felizes da vida.

21.2.06

O Caso dos Esquecimentos

Ando muito esquecidinha ultimamente. Primeiro eu perdi um molho de chaves da casa – justamente o da minha irmã, com o chaveiro do Boca RRRRRúniors – e passei o fim-de-semana revirando a casa e quebrando a cabeça imaginando onde eu podia ter deixado. No final, tudo deu certo: estava em cima da minha mesa no serviço.

Isso foi ontem. Hoje eu não consegui achar meu celular na hora de sair de casa. Até voltei no apartamento para procurar e nada.

Fiquei pensando se os celulares do plano empresa do Leo são amaldiçoados ou sublimam sozinhos depois de um tempo, porque o primeiro celular, igualzinho a esse, também sumiu (ou caiu na rua, ou foi furtado. Não se sabe).

Enfim. Cheguei no trabalho e lá estava o celular sumido, em cima da mesa. Conclusão: minha mesa tem um campo magnético que atrai serviço e pequenos objetos.

20.2.06

O Caso dos Casinhos

- a parte de cima do meu piercing desatarraxou sozinha e caiu no mundo. Só fui descobrir na hora do banho. No dia seguinte, sexta-feira, achei a danada no serviço. Depois de deixá-la horas desinfetando, tentei colocar o piercing de volta no domingo. Acreditam que o buraco já tinha começado a fechar? 2 dias e meio sem piercing e o buraco já tinha começado a fechar! Resultado: não consegui colocar o piercing, e agora estou procurando um profissional do assunto que fure meu umbigo de novo. Agora, enquanto ele está semi-aberto. Se fechar tudo eu perco a coragem.

- ontem vi uma maratona de Grey’s Anatomy e achei ótimo. Dei conta da primeira temporada quase toda, que é pequenininha. Só espero que a segunda temporada não seja ridícula e enrolona como a de Lost, um seriado que começou maravilhosamente bem e depois perdeu o rumo, a noção, e as cenas do Sawyer sem camisa.

- terminei as 10 sessões de fisioterapia e tomei o remédio anti-inflamatório de 30 reais, mas meu braço ainda não está bom. Na verdade, acho que está pior do que antes. E a minha coluna começou a doer. Vocês vêem que nem sempre ir ao médico é um bom negócio.

- não vamos viajar no Carnaval porque o Leo tem plantão, mas a gente nunca viaja mesmo, porque não gostamos de lugares lotados, nem de música baiana, nem de hotéis que enfiam a faca com gosto nas diárias de feriado. Mas vai ser bom, porque vou ter a segunda temporada de Grey’s Anatomy e três livros jurídicos novinhos e cheirosos.

17.2.06

O Caso do Materialismo Histórico

Percebi que os posts andam muito materialistas. Mas não é culpa minha: é culpa da eterna natureza humana. Quanto mais se tem, mais se quer. E para ter mais é necessário mais dinheiro. E para conseguir mais dinheiro é preciso fazer uns bicos por fora ou estudar para passar em outro concurso, o que em suma quer dizer que se trabalha mais e se diverte menos. Ou seja, em teoria você passa a ter mais grana, mais muito menos tempo para aproveitar.

Vocês vêem que a filosofia hippie tinha lá seus méritos.

16.2.06

O Caso dos Descontos

As maravilhosas promoções de Fabri estão acabando comigo (ou com minha conta-corrente, mais exatamente). Na terça-feira caí numa loja afastada de deus, com vestidos de festa nada de mais custando 400 reais, e quase saí correndo, mas aí me mostraram o bazar com a coleção de inverno e descontos de até 70 por cento!

Revirei tudo, e confesso que havia muita coisa feia, mas salvei um sobretudo jeans da Alphorria clássico e lindo custando apenas 40% do preço original!

Não deu para resistir. O dinheiro já tinha acabado com a compra da blusinha milionária, porque assim que eu recebo eu aplico tudo e só deixo poucos dinheiros na conta, mas o povo bonzinho da loja deixou eu dar um cheque para o começo do mês que vem.

Coisa que eu nunca fiz. Minha filosofia é: se você não tem dinheiro para comprar à vista, então você não tem dinheiro para comprar.

Mas o sobretudo era tão lindo que eu decidi ignorar minha própria filosofia e fazer o cheque.

14.2.06

O Caso da Escolha a Contragosto

Como eu fico toda cheia de dedos de levar o leoPod (é um iPod que só o Leo pode usar, a Lud não pode não) para a academia, resolvi arrumar um tocador de MP3 modesto e bobinho que sirva para essas funções menos nobres. Aí o Leo descobriu um que se chama Wolverine, é umas 4 vezes mais barato que o leoPod, cabe 600 músicas e é também gravador. Não passa filme nem foto, mas com esse preço, o que é que vocês queriam?

O problema é que, lendo as minhas revistas americanas, descobri o MP3 player mais fofinho do mundo: o Sony Bean. Ele tem formato de feijão, cor rosa algodão-doce, custa o dobro do preço do Wolverine e faz metade das coisas. Mas é tããão lindo!

Como eu estou numa fase menos pão-dura de minha vida, pensei em trocar o Wolvie (é, eu já estou íntima) pelo Bean. Só que o gravador do Wolvie vai ser uma mão na roda nas aulas de pós-graduação. Gravo tudo e escuto os arquivos depois, até eles serem totalmente dowloadados na minha memória.

Resumo da ópera: a utilidade triunfou sobre a beleza. Mas, depois do próximo concurso que eu passar, compro 4 Sony Beans. Um de cada cor!

13.2.06

O Caso da Blusinha Milionária

Todo mundo sabe que eu sou supereconômica, né? Pois bem. Nesse fim-de-semana, entrei em uma loja chique e cara do shopping (só porque ela estava em megapromoção, claro) e inocentemente perguntei para o moço mais perto quais eram os preços. Porque vocês acham que a loja chique e cara escreve os descontos nas etiquetas das roupas? Não, meus amigos, não! Eles grudam em todas as etiquetas das roupas papeizinhos coloridos, e cada cor significa um preço diferente.

Então. O moço me respondeu que os papeizinhos coloridos queriam dizer 3 parcelas de 10 reais, 3 de 15, 3 de 20 e 3 de 25. 75 reais a peça mais cara? Razoável, penso eu com meus botões. Meio fora da minha faixa de aquisições, mas ainda assim dava para encarar. Afinal, era uma loja chique e cara com roupas de marca.

E lá fui eu alegremente passeando pela loja lotada, com as pessoas se acotovelando atrás das melhores peças com 50% de desconto. Escolhi umas blusinhas, experimentei, não achei a mais bonita de todas do meu tamanho, e para me consolar resolvi levar outras duas, que eu acreditava custarem 60 reais (cada – vocês vêem que eu estava valente). Uma delas era uma batinha turquesa linda, com um acabamento de tira bordada, bem boa para trabalhar.

Qual não foi minha surpresa, meu desapontamento e meu desconsolo quando descobri que a tal batinha – muito boa para trabalhar – custava 120 reais! Fiquei sem fala e sem reação. E nisso o moço catou o cartão pendente dos meus dedos trêmulos e vapt-vupt, era uma vez.

Saí da loja em estado de choque. Pelo menos a outra blusa custava realmente 60 reais.

Eu nem ia confessar para o Leo a minha extravagância, mas como ele faz o controle de todas as nossas despesas em uma bonita planilha, ele ia acabar descobrindo mesmo. Então contei. Resultado: ele se divertindo a valer com pérolas do tipo “essa blusa deve ser bordada a ouro, né?” e “ainda bem que eu comprei bastante comida hoje, porque se você continuar desse jeito vamos passar fome, hein?”, entre risadinhas.

10.2.06

O Caso do Dan Brown II

Ontem eu li “Fortaleza Digital”. Conclusão: quando o Dan Brown resolveu se tornar um escritor, foi porque tinha caído nas mãos dele o “Grande Guia Para Escrever Best-Sellers De Qualidade Literária Duvidosa”, e ele segue a receitinha sem mudar uma vírgula.

Se você também quer se tornar um autor milionário, aí vai o “Grande Guia Para Escrever Best-Sellers De Qualidade Literária Duvidosa”:

- inicie o livro com uma cena empolgante, i.e., uma morte terrível e misteriosa;

- crie um personagem principal com credenciais de inteligência (professor universitário, por exemplo), mas burro o suficiente para que o americano médio se identifique com ele (ele não pode saber o que é NSA ou CERN);

- faça outro personagem de sexo oposto ao principal, para que um romance tosco e constrangedor se desenvolva;

- use um assunto empolgante como pano de fundo (criptografia, arte, vida extraterrestre), mas de maneira superficial e pouco esclarecedora. Distorça os fatos para eles se adequarem à sua narrativa;

- tempere o livro com reviravoltas, mas vá deixando pistas gritantes por toda narrativa, de maneira que qualquer leitor moderadamente inteligente já sabe o que vai acontecer com cinco páginas de antecedência.

8.2.06

O Caso dos Descontos

Uma das coisas que eu gosto aqui da região é que, quando as lojas fazem liqüidação, elas fazem liqüidação para valer. 50% de desconto, gente! Os preços caem pela metade!

Sim, eu sei que existe um inconveniente em liqüidações: as peças são sempre da estação passada. Mas como aqui em Fabri só tem uma estação, o verão, isso não é problema!

4.2.06

O Caso da Pós

Acho que concurso vicia mesmo. Ou pelo menos vicia pessoas como eu, que não usam drogas pesadas (a não ser que se considere que o meu livro atualizado de civil, que tem quase mil páginas e é uma droga, seja uma delas).

Pois é. Depois da pancada na prova de Auditor da Receita Federal (se eu tivesse feito para o Rio de Janeiro e feito mais um mísero ponto em Contabilidade, eu passava! Eu passava!), resolvi encarar e levar essa porcaria a sério. Porque depois que você passa em um concurso você fica mal-acostumado e quer passar em todos! E como passei no de TRF há 2 anos (atenção: é cargo de nível SUPERIOR, viram? Tem uma lei tramitando no Senado que deve mudar o nome de técnico para analista da receita federal, aí as pessoas vão me respeitar mais) já estou precisando de outra dose de adrenalina de aprovação.

Com isso em mente, hoje acordei às 6 da manhã e me abalei até um cursinho em Ipatinga para assistir a duas primeiras aulas diferentes. É um curso de ensino a distância, o que quer dizer que você fica vendo os professores no telão, mas tudo bem. Pelo menos a aula não fica sendo interrompida por aqueles alunos malas!

As aulas foram surpreendentemente boas. E eu descobri que, se fizer o extensivo de Direito do Trabalho que dura um ano, posso pagar uns reais a mais, fazer uns fichamentos, umas provas, uma monografia, e aí o curso vira uma especialização!

O que é uma coisa fantástica. Primeiro porque pós-graduação, mesmo lato sensu, dá uns pontinhos na prova de título de concurso. E segundo porque, quando você faz cursinho e não passa logo no primeiro concurso, fica arrasado, achando que jogou fora todas aquelas horas de estudo etc etc. Nesse caso, não vou sentir que disperdicei todas aquelas horas de estudo : terei um canudo para me consolar!

Nossa, isso soou meio pornográfico.

3.2.06

O Caso da Bolha Gigante

Ontem saí correndo de casa para trabalhar e caí na besteira de colocar aquele sapato bonitinho mas ordinário do qual já reclamei aqui. Resultado: 10 minutos de caminhada e ganhei um tendão de Aquiles parte carne viva, parte bolhas decorativas. Duas são pequenas, mas a mais à esquerda, que ficou mais submetida à costura do sapato, é gigantesca. Do tamanho de uma unha da mão, juro.

O que me salvou é que eu vim com minha sacolinha de apetrechos para fisioterapia e nela tinha um par de chinelinhos.