31.5.06

O Caso dos Fichamentos

Ok, confesso: sempre fui caxias. Mas mesmo eu, que adorava dia de pegar boletim, preferia fica à toa a fazer dever de casa e férias a aula.

Então, como todo mundo, eu achava que ia estudar, fazer faculdade, me formar, e aí tava resolvido. Adeus, madrugadas estudando para prova! Tchauzinho, tardes gastas fazendo trabalhos! Até nunca mais, dever de casa!

Ledo engano. Pra começar, eu não fiz uma faculdade só, fiz duas, o que prolongou minha vida estudantil por 4 anos e meio (devia ser 4, mas eu tranquei um semestre pra trabalhar na Disney. Outra história – e outro blogue). Pra continuar, fui fazer um curso preparatório para concursos e descobri que se eu pagasse mais uns reais, o curso virava uma pós-graduação.

O que eu não contava é que, além dos reais a mais, a especialização demanda pilhas de fichamento, provas com 80 questões retiradas de concursos e uma monografia no final do ano.

Olá, madrugadas estudando para prova! Bem-vindas, tardes gastas fazendo trabalho! Aqui de novo, dever de casa?

30.5.06

O Caso dos Bens Materiais

Esse negócio de possuir bens é mais complicado do que se pensa. Porque, vejam bem, você não tem só que possuir: tem que guardar, cuidar, trancar, limpar, fazer seguro e recarregar bateria. E se furtam o bem material você fica danada da vida, mesmo que ele não custe assim tão caro. Principalmente quando te furtam o mesmo bem material pela segunda vez, como aconteceu com o meu celular.

Mas se você é uma pessoa informada, inteligente, culta, você não deixa barato, não. Você sabe que tem direitos. Então, para fazer valê-los, você entra em contato com a companhia aérea, passa uma raiva danada toda vez que liga pra lá, altera a voz com as teleatendentes que não têm nada a ver com isso e espera três semanas feito boba para responderem (negativamente) a sua solicitação.

Aí você pessoa informada, inteligente, culta acessa o seguro-viagem que você fez para essas eventualidades mesmo. Que vai exigir registro de reclamação de furto de bagagem feito na hora, aquele que ninguém faz porque só a gente só percebe que foi furtado depois que abre a mala em casa. Aí você vai sapatear de ódio sobre a cartinha educada que eles vão te enviar falando isso, e nessa lá se vão mais dois meses.

Mas você pessoa informada, inteligente, culta não se abala. Porque você sabe que pode entrar no juizado especial cível e chamar a companhia aérea e a seguradora pro pau.

Você pode até não ganhar nada. Você pode até gastar tempo, dinheiro, paciência e suas poucas horas de folga e levar um "improcedente" pelas fuças. Mas que você vai infernizar a companhia aérea do demo e a seguradora diabólica até não poder mais, ah, isso vai.
(Vocês vêem que os bens materiais têm uma influência muito negativa sobre mim.)

29.5.06

O Caso dos Estabelecimentos Comerciais

Lojas Bahia: péssimo atendimento (cada vendedor dá atenção a dois clientes de uma vez e insiste em que você faça um crediário) e filas imensas (galera pagando as prestações a perder de vista do crediário). Entregam aparelhos de ginástica com atraso, cobertos de poeira, riscados e enferrujados, e com a caixa fechada com uma corda. Quando você vai cancelar a compra, não deixam que você faça isso sem o papelzinho do cartão de crédito, porque é nele que está o “nº da transação”. Quando você explica que perdeu e que eles têm uma cópia, alegam que “já foi para a tesouraria”. Obrigam você a voltar na loja diversas vezes, até que você perde a paciência, liga para o cartão de crédito e pede o nº da transação, e escuta o cartão dizer que quem tem o número é outro fulano, e que só lojista é que pode ligar lá.
Nota: 0

Submarino: diz que os objetos são entregues em 7 sete dias úteis, mas esquece de avisar que a contagem só começa depois que a compra vai para a transportadora e que sábado não é dia útil. Entrega livros do Asterix com as cores erradas e com páginas enrugadas.
Nota: 2
Quando você decide devolver os livros de cores erradas e com páginas enrugadas, manda o carteiro buscar na sua casa no dia seguinte.
Nota: 6

TAM: deixa que violem sua bagagem e furtem seu celular e seus cabos do iPod. Quando você reclama, diz que vai abrir um processo a respeito. Gasta três semanas para enviar um e-mail ridículo dizendo que o resultado do processo é que, como você não viu o furto no aeroporto, ela não pode fazer nada a respeito.
Nota: -10

26.5.06

O Caso do Novo Restaurante

Já faz algum tempo que meus colegas de trabalho e eu abandonamos o restaurante Pizzarita (aquele cujas toalhas de mesa era lavadas de mês em mês, se tanto, e de vez um passarinho passava e levava um fio de macarrão) e mudamos para o Expresso.

O Expresso possui muitas vantagens: fica a um quarteirão de distância, então a gente sofre muito menos caminhando com o sol na cacunda na hora do almoço; o preço é melhor (nos últimos meses o Pizzarita andava extorsivo. Você pagava caro para ser maltratado pela dona e ver o passarinho fugir com o fio de macarrão); de vez em quando tem batata frita (bom!); e, ao invés de toalhas de mesas, ele tem jogos americanos (muito mais fáceis de limpar).

Mas nem tudo são flores (ou deditos de frango, uns tubinhos de peito de frango empanado que na Disney eles chamavam de chicken strips e eu chamo de chicken fingers. E não me digam que frango não tem dedo): o lugar é pequeno e apertado, e volta e meia aparecem uns mosquitos que não foram convidados para a refeição.

E arroz brilha tanto que eu posso ver meu próprio reflexo nele.

25.5.06

O Caso das Lições de Viagem

Aprendi algumas lições muito profundas na minha última viagem:

LIÇÃO 1: Devo parar de carregar dezenas de Nutrys dentro da mala como se eu estivesse indo para um lugar assolado pela fome. Eu levo os Nutrys de lá pra cá, mal como um deles no aeroporto do Brasil, e nunca mais nem ponho a mão, porque em viagens a gente quer é experimentar os quitutes locais. Fica aquele peso morto na mala, e o pior: o Leo tenta jogá-los fora, para não ter que carregá-los de volta, e eu aproveito quando ele não está olhando e enfio tudo na mala de novo. Tudo bem, eu acabando consumindo os Nutrys no horário de trabalho, mas esse passeio todo só serve para deixá-los deixa duros e quebradiços e aumentar o peso da bagagem.

LIÇÃO 2: Não é necessário que eu carregue absolutamente todos os sabõezinhos, xampuzinhos, creminhos e touquinhas dos quartos de hotel. Termino com uma pilha gigastesca de miniaturas que nunca mais vou usar mesmo. O pior é ficar acondicionando as milhares de embalagens em saquinhos plásticos, para garantir que eles não vão vazar na mala. No fim das contas, um conjuntinho de cada hotel é mais do que suficiente para guardar de lembrança. A minha ambição, que é ter uma gaveta repleta de toiletries para oferecer aos hóspedes, acaba frustrada por dois fatos: I - faz meses que eu não recebo hóspedes; II - qualquer sabonetinho Dove é de melhor qualidade que esses sabõezinhos de hotel, e não vamos nem falar no xampu - a não ser que eles sejam do Hilton, mas esses eu não dou para hóspede nenhum. Então essa novela toda só serve encher os meus parcos armários com inutilidades e aumentar o peso da bagagem.
LIÇÃO 3: O peso da bagagem é facilmente aumentável.

24.5.06

O Caso do Aparelho de Tortura, er, Ginástica II

Lá fomos eu e o Leo, animados e felizes, prontos para nos tornamos seres muito atléticos e recuperarmos o dinheiro gasto na máquina elíptica (esse é o nome genérico do aparelho de tortura). Afinal, com a grana dava para pagar 10 meses de academia para cada um (sim, é um número impressionante, mas academia aqui no interior é muito, muito barato).

Colocamos um filme na tevê e começamos. No peso mais baixo. Com os apoios para os braços fixos. Assim, para irmos nos acostumando.

O trem é tão puxado que tivemos que fazer em turnos, porque depois de um tempinho a gente tinha que parar para descansar!

E não fiquem achando que nós somos muito moles, não: o Leo nada centenas de metros na piscina do clube numa boa. E eu... bem, eu fazia bicicleta ergométrica todo dia.

O mais engraçado é que os primeiros 30 segundos dá pra fazer sem problema. É até gostosinho. Aí, de repente, do nada, fica dificílimo, seus músculos ardem, seu coração dispara, e você começa a lutar para respirar.

Estou achando que tem alguma coisa errada. Que parece que o orbitrack está no nível mais fácil, mas só parece. Que na verdade esquecemos de encaixar ou soltar alguma coisa e na verdade ele está no nível hiper-ultra-mega pesado para campeões.

Só pode ser.

23.5.06

O Caso do Aparelho de Tortura, er, Ginástica

Ontem cheguei em casa do serviço e saí correndo para caminhar, porque eu não estava mais agüentando a vida sedentária. Trotei quatro enérgicas voltas de sete minutos e meio, dei-me por satisfeita e voltei para casa, encontrando o Leo que já estava chegando.

Subimos, conversamos, arrumamos o lanche e, quando eu estava indo do quarto de estudos para a cozinha, quase caí em cima de uma caixa gigante que estava na área. O aparelho de ginástica que nós compramos para substituir a bicicleta ergométrica tinha chegado durante a tarde e eu percebi!

Ele se chama orbitrack e, em teoria, simula o movimento de subir escadas. Como ele tem hastes para os braços, parece que você está esquiando, mas infelizmente o calor local impede que eu me sinta em Saint-Moritz.

Fiz cinco minutos e quase morri. O pior é que o medidor de batimentos cardíacos do aparelho não concordou: minha freqüência não passou de míseros 110 batimentos por minuto.

Então é porque eu estou fraquinha mesmo.
Essa é a foto de um orbitrack. Quando estivemos em Amsterdam, não fomos ao Museu da Tortura, mas tenho certeza que esse equipamento está lá, no local de honra.

22.5.06

O Caso da Perdidinha

Como eu já falei aqui, eu e o Leo formamos uma ótima equipe. A viagem funcionou assim: o Leo ficou encarregado da localização, e eu, da comunicação. Ótima divisão de trabalho, porque o Leo é uma bússola humana (enquanto eu me perco indo da sala para o quarto), e eu gosto de falar como uma taramela, além de dominar o inglês, o portunhol e meia dúzia de palavras em francês.

Tudo ia maravilhosamente bem até que eu fui obrigada a ler mapas enquanto o Leo dirigia. Sair de Amsterdam até que foi fácil, porque eu usei meus poderes comunicatícios para perguntar para o motorista de táxi que nos levou à locadora de carros qual era a melhor saída, mas chegando em Haia... descobrir o hotel foi um parto.

Demos voltas e voltas sem conseguir entrar na rua do o hotel. O Leo lia as placas das ruas e perguntava se elas apareciam no mapa, e eu não achava nada. Acabamos conseguindo chegar quando eu desci do carro e fui perguntar onde diabos ficava o tal o hotel.

Depois o Leo pegou o mapa e morreu de rir, porque as ruas todas que ele tinha falado estavam lá. Mas nem me abalei, porque a gente tinha chegado, não tinha?

Pois é. Dali a três dias pegamos a estrada de novo para ir ao Kinderdijk, o patrimônio histórico mundial que tem 19 moinhos originais em funcionamento. Para chegar lá, tínhamos que circular Roterdam e sair na A12.

Então. Pegamos a saída da A12 bem felizes e lá nos fomos. E andamos. E andamos. E andamos. Do lado da estrada, víamos galpões, guindastes e depósitos, mas como Roterdam é o maior porto da Europa, estávamos tranqüilos. O Leo olhava o nome das placas que indicavam cidades do lado da estrada e perguntava se elas estavam no mapa, e eu não achava nenhuma, mas tudo bem – não tinha acontecido a mesma coisa em Haia?

Os depósitos iam ficando cada vez mais gigantes e a estrada, mais deserta. A A12 virou N12 – e eu disse: liga não, Leo, é a mesma coisa!

De repente, num momento de iluminação, virei o mapa e descobri que estávamos indo para o lado errado! Mais 10 quilômetros e a gente caía no mar. Aí é que eu entendi as placas “Europort” que volta e meia apareciam. Ao invés de irmos para a região central da Holanda, tínhamos dado a volta inteira em Roterdam e saído para o outro lado, na direção do mar. Estávamos 40 quilômetros fora da rota!
Não foi um de meus melhores momentos, confesso.

19.5.06

O Caso das Roupinhas

Continuando na minha campanha “30 anos”, no sábado aproveitei que eu estava em BH e saí com minha mãe para comprar roupas na “capitar”. Fui a umas quatro lojas, achei tudo feio e caro, e finalmente caí na loja mais legal de todas, nas quais as coisas eram bonitas e só medianamente caras. O bom de sair com minha mãe para fazer compras é que ela explora a loja toda enquanto eu estou no provador, e traz tudo de interessante na minha mãozinha.

Pois bem. Comprei uma calça, três blusas, um obi e saí de lá me achando vestida para o outono/inverno. Eu costumo misturar umas peças novas com as roupas que eu já tenho – e eu tenho muitas roupas, porque eu nunca jogo nada fora – e pronto, tá resolvido.

Como toque final, descobri uma bolsa dourada bonita e baratésima numa loja sensacional. Estou até achando o povo lava dinheiro lá. Mas whatever, o importante é que eu estou na moda.

E estou mesmo. Já me falaram: “nossa, a Rebeca da Belíssima tem uma bolsa igual à sua!” e “a Júlia da novela das oito também uma faixa assim!”. E eu, que nem vejo novela e não tenho a mais vaga idéia do que as pessoas estão falando, fico me achando.

* * *
Respostas atrasadas aos comentários passados:
Ana: Eu tenho 28 anos e visto-me como se tivesse 18!!!! E acho que quando tiver 30 ou 40 vou continuar a vertir-me da mesma maneira. Nao estou a imaginar-me vestida "como uma senhora" porque nao tem nada a ver comigo. Vai ser bonito quando eu chegar a velha... ninguem me vai levar a sério!!!

Ana, entendo perfeitamente. Eu sofro (ou sofria) da mesma enfermidade. Mas como fiquei cansada de me perguntarem: “que faculdade você faz?” e “você tem namoradinho?”, resolvi mudar. Quem sabe o que acontecerá com você quando fizer trinta? Mantenha-nos informados!
PS: Adoro o português de Açores da Ana. Eu queria falar assim!
Anonymous: Seria esta uma frase real ou tem um certo sentido pejorativo? Ludmila, você é religiosa, ou segue alguma filosofia? Achei muito cômico! =D Boa semana.
Anonymous, juro que não estou usando a frase "Isso não estava nos planos de Jesus para mim!" pejorativamente; é só para brincar mesmo. Quanto a mim, não sou nada religiosa – estou mais para sou agnóstica. Prefiro ter a ciência como religião... Mas depois de tantas pesquisas científicas mostrando que as pessoas que tem uma fé recuperam-se melhor de doenças e sentem-se menos sozinhas no mundo, estou pensando seriamente em adotar uma... =)

18.5.06

O Caso da Dieta do Tipo Sangüíneo

Como eu adoro uma novidade, arrumei o livro acima emprestado. E olha que já não é tão novidade assim, porque eu me lembro de ter escutado algo a respeito a algum tempo. Mas enfim.

Juro que me esforcei para levar o livro a sério. Porém, vejam bem, o autor é um médico naturopata. Vitrola? É, eu também fiquei com cara de interrogação. Mas logo descobri do que se tratava: médico naturopata é o cara que se formou em medicina natural. E o autor do livro foi da primeira turma de medicina natural da primeira faculdade de medicina natural dos Estados Unidos! Então tá então.

O argumento do moço é que dietas que são para todo mundo não funcionam, porque cada um é cada um. Então, para resolver esse problema, ele apresenta a dieta do tipo sangüíneo, que são tipos quatro de dieta para todo mundo!

A idéia é que, se você adotar os alimentos adequados, vai viver mais, com mais qualidade, e ficar menos doente. E acabar esbelto, também, porque seu metabolismo vai ficar jóia. Só que, como os alimentos adequados são todos do tipo saudável, é claro que qualquer um emagrece!

A única pessoa que gostou desse livro é o Leo, porque o sangue dele é tipo O e a dieta recomendada inclui carne, muita carne. Eu detestei a minha: tipo A, que deve evitar carnes e laticínios e comer folha, muita folha, junto com tofu. E também deve eliminar exercícios vigorosos, preferindo ioga e meditação.
Ai, meus sais!

17.5.06

O Caso do Armário Minúsculo

Quando eu morava com meus pais, eu tinha um quarto gigantesco com cinco portas de armário. Gigantes.

Depois que me casei e mudei, tive que me conformar com três portinhas de armário, sendo que cada uma é praticamente metade daquelas a que eu estava acostumada. E sendo que uma delas é de prateleiras e duas prateleiras são usadas para guardar roupa de cama. E isso porque o Leo é bonzinho e usa o armário do outro quarto.

É muito difícil espremer minhas roupinhas no armário minúsculo. Mas ele realmente apresenta uma grande vantagem: toda vez que eu compro/ganho uma roupa, uma das velhas sai, porque senão a nova não cabe.

Então o armário está me curando da minha síndrome do guarda tudo. Porque vocês sabem, eu sou muito apegada às coisas. Então eu ainda tenho calças de dez anos atrás, bermudas da época da faculdade de direito, blusinhas do tempo do onça. Que eu ainda uso de vez em quando!
Mas com o armário microscópico, não tem negócio. Para entrar uma, outra tem de partir.

Resultado: as antiguidades estão perdendo terreno com uma velocidade espantosa.

A moda agradece.

16.5.06

O Caso da Estante

Lembram-se dos bonitos móveis Todeschinni? Pois é. Depois de devolvermos as mãos francesas inúteis na loja e ganharmos 75 reais de crédito (dinheiro vivo, nem pensar), surgiu outro porém: descobrimos que a estante era horrivelmente profunda e alta, e os livros que a gente punha ficavam perdidos em todo aquele espaço, coitados.

Mas o Leo logo arranjou uma solução: colocar coisas na frente dos livros. Então agora nossa estante contém itens como uma ovelhinha de Bariloche, um navio que ganhamos de presente e um gatinho sentado numa poltrona. Com a última viagem, entraram na dança um globo terrestre vindo de Amsterdam, uma armadura em escala reduzida comprada em Brugge e um tamanquinho holandês de cerâmica de Delft.

Para completar, na última ida a BH eu trouxe um bonequinho do Mickey clássico com uma cabeça que balança de cá pra lá igual aqueles cachorrinhos de camelô, e que eu comprei com 40% desconto na época em que eu trabalhava na Disney.

Então o quarto do computador ficou sendo o lugar das lembranças de viagem. De Paris temos o mousepad da Monalisa. Só ficou faltando um souvenir de Aruba!

Acho que a gente devia voltar lá para arrumar um.

15.5.06

O Caso da Descoberta

Descobri uma coisa ótima e vou usar sempre: sempre que algo der errado, olhe longamente para o infinito e diga

- Não era o plano de Jesus para mim.

Comecei a usar de brincadeira, porque achei muito engraçado, mas estou descobrindo que é bizarramente reconfortante. O aparelho de ginástica chegou detonado? Não era o plano de Jesus para mim fazer ginástica. Perdi a inscrição no concurso? Não era o plano de Jesus para mim ser auditora do trabalho.

Às vezes fica mais difícil, quando como você gasta oitenta reais em material para o concurso cuja inscrição você perdeu. Mas aí você usa a criatividade: não era o plano de Jesus para mim economizar esses oitenta reais. Porque eram os oitenta reais... do diabo!

E durma Jesus com um barulho desses.

12.5.06

O Caso da Decisão

Decidi que, agora que tenho trinta anos, não posso mais andar por aí vestida como uma pivete. Nem como uma menina de vinte.

Revirei meu guarda-roupa e mandei descer um tanto de saias-secretária e calças de tecido. Não dá para continuar trabalhando de calça jeans. A minha chefe usa, mas ela é chefe.

E tem outra: não quero ser aquela pessoa que começa a se vestir melhor só depois de passar num concurso importante. Aí todo mundo fica achando que você mudou, que está metida etc. etc. Não vai ser verdade, porque eu já sou metida.

11.5.06

O Caso dos Estudos

Os estudo realmente sugam toda a criatividade da gente. Daqui a pouco eu vou ter que começar a falar dos princípios probatórios no processo do trabalho só para ter assunto e a audiência do blogue vai cair horrivelmente.

Mas fala sério: ninguém merece trabalhar oito horas por dia fazendo coisas chatas e ainda ter que passar os fins-de-semana assistindo a aulas de direito. E gastar as noites fazendo fichamentos e estudando sobre as últimas tendências da nova lei de execução e seus reflexos na área trabalhista.

O Leo acha que eu estou mal-humorada porque voltamos de uma viagem fantástica e a realidade do dia-a-dia realmente sofre em comparação.

EU acho que eu estou mal-humorada porque deu para fazer frio nessa cidade, então nem posso mais usar minhas recém-adquiridas habilidades natatórias na piscina do clube. E porque furtaram meu celular pela segunda vez e ninguém se responsabiliza. E porque entregaram o aparelho de ginástica que compramos em péssimas condições, e cancelar o pagamento está sendo uma novela daquelas mexicanas.

Tá bom ou quer mais?

9.5.06

O Caso da Casa

Nossa casinha tá uma bagunça. Lembram o vazamento de água quente que gerou uma bolha gigante? Pois é, veio um pintor arrumar o estrago, que foi grande e em dois quartos. No primeiro dia ele passou massa. No segundo dia ele ia pintar mas teve de passar massa de novo. No terceiro dia... vamos ver o que vai acontecer.

O problema é que o pintor só pode vir quando a minha faxineira está em casa, e isso torna o processo muito lento. E o resultado é que os móveis dos dois cômodos estão empilhados em um terceiro cômodo há uma semana, e isso me incomoda muito, principalmente agora que estamos nos livrando de todas as coisas inúteis para deixar a casinha arrumada. Dei a bicicleta ergométrica, doei um sonzinho encostado para uma instituição beneficente, vou mandar uma mesa e quatro cadeiras embora...

Para completar o quadro, meu humor não está dos melhores, porque tive aula da pós no sábado E no domingo de manhã E à tarde. E não faço exercícios desde o episódio das escadas, porque não tive tempo, nem bicicletinha ergométrica.

Ai, a falta que ela me faz.

8.5.06

O Caso da Ergométrica

O instrutor da academia já tinha falado que minha bicicletinha ergométrica não estava ajudando em nada, já que meu condicionamento físico estava só no “regular”, embora eu pedalasse quase todo dia. Na hora eu fiquei indignada, mas lentamente fui me convencendo que ele tinha razão.

Tendo me convencido, resolvi tomar uma medida drástica: dar a bicicleta para outra pessoa, porque se não eu ia continuar usando, lendo minhas revistas e vendo tevê ao mesmo tempo, e me acreditando superatlética.

Foram buscar a bicicleta e eu me despedi dela com dor no coração. Acho que faz uns dez anos que eu a possuo (ou possuía). O lado bom é que a sala ficou bem mais bonita, porque, afinal, bicicleta ergométrica não é adorno decorativo.

No dia mesmo comprovei que a bicicleta realmente não estava fazendo mais efeito. Para não ficar sem me exercitar, o que me deixa de mau-humor, resolvi subir e descer energicamente as escadas do meu prédio.

Em cinco minutos eu já estava bufando. Em dez eu parei porque me coração estava batendo loucamente e eu estava me desmanchando de calor.

O que comprova que subir e descer escadas é um ótimo exercício, mas que talvez eu não esteja preparada para ele.

Amanhã vou tentar uma enérgica caminhada.

5.5.06

O Caso do(s) Celular(es) Furtado(s)

É, definitivamente eu e celular realmente não combinamos. Pela segunda vez meu celular foi furtado, dessa vez no vôo Guarulhos-Confins. A mala chegou violada, sem o celular que estava lá dentro e, pior, sem os cabos do leoPod. O aparelho está em outro lugar e, portanto, ficou a salvo, mas, quando ele terminar de descarregar, acabou!

Fiquei borbulhando de ódio, mas depois passou. Depois da reclamação oficial na TAM, da consulta ao seguro-viagem e do boletim de ocorrência (com policiais tão toscos que se não fosse uma delegacia eu tinha saído correndo, de medo. E gastamos uma hora e meia para preencher um BO eletrônico, porque o moço que estava operando o computador era tão ruim de serviço que parecia que nunca tinha usado o programa!).

A preguiça agora é arrumar outro celular. Quero um de 1 real, de cartão. Existe? Eu uso pouco mesmo, e até agora celular bonitinho e novinho só me deu dor de cabeça. Quando eu tinha o meu 5120 ninguém o cobiçava.

4.5.06

O Caso da Mulher de Recursos

Eu realmente acho que tenho meus momentos de gênio. Além de transformar a bota marrom em preta com ajuda de um pouco de graxa (que foi saindo durante a viagem, de forma que no final elas eram mais marrons do que pretas, mas aí eu já estava tão turbinada de chocolate belga, sorvete de caramelo e cerveja de framboesa que nem liguei), reformei meu próprio sobretudo preto 12 horas antes do embarque.

Porque, vejam bem, eu sou uma nulidade em assuntos domésticos. Minha mãe costumava dizer a respeito, com um longo suspiro desolado, que “tinha tanta dó do Leo! Quando vocês se casarem, como é que vai ser?”, ao que eu respondia, “mãe, eu sou uma intelectual. Eu vou trabalhar com o meu cérebro e pagar alguém para fazer os serviços domésticos!”. O que não a convencia, mas foi o que aconteceu, no final das contas.

Mas voltando ao sobretudo: ele estava largo, e não havia a menor chance de comprar algo parecido em Belo Horizonte (esse veio de Bariloche). Então, cheguei a brilhante conclusão que, se eu pregasse três botões iguais aos que já existiam meio palmo mais para a esquerda, fechando mais o casaco, ele ia ficar ótimo!

E ficou. O que nos leva ao segundo ponto das minhas discussões com minha mãe: “mãe, se eu precisar de fazer algum serviço doméstico, eu descubro como!”
E descobri. O avesso do sobretudo não ficou bonito, mas a parte de fora está chuchu.

3.5.06

O Caso das Tulipas

Não tinha tulipas abertas pelo Keukenhof, só nas estufas, mas eu que sou uma menina esperta interroguei sem pena dois pobres funcionários e cheguei às seguintes respostas:

- Sim, geralmente há tulipas no Keukenhof nesta época do ano (metade de abril);
- Não, elas não abriram porque está fazendo um frio atípico.

Quer dizer, os campos de tulipa estavam lá, só que elas ainda não havia desabrochado (urgha).

Também consegui arrancar dos funcionários que as tulipas abrem quando o termômetro bate em 15º C. Então, pelo resto da viagem fiquei vigiando o clima da região. Porque ir à Holanda e não ver tulipas, ora! É como ir a Roma e não ver o papam.

Mas vocês vêem, faz total sentido que as tulipas abram quando o clima esquenta. Porque, à medida que a temperatura passava dos 7 para os 10, 11 e 12 graus, eu passei usar menos camadas de roupa (que inicialmente eram cinco). E o Leo, que romanticamente comparava eu e minhas camadas a um bulbo (a cebola da qual nasce a tulipa), disse que as tulipas provavelmente estavam fazendo igualzinho.


Ele estava certíssimo.

2.5.06

O Caso das Best Friends Ever!


Chego em casa e dali a pouco o interfone toca... é uma entrega de flores!

E de quem podia ser, a não ser das minhas melhores amigas? Com um cartãozinho megafofo?

Amigas, adoro vocês!!!

O Caso das So-Called Friends

Eu tenho duas melhores amigas. Tudo bem, elas moram em BH e São Paulo, e eu moro em Fabri há dois anos, mas nós somos melhores amigas, entende?

Neste domingo eu fiz aniversário e não rolou nem um telefonema. Nem um e-mailzinho. Nem um desses cartões barangos de internet feitos para quem não quer ter trabalho. Sendo que eu havia mandado um e-mail para as duas na QUARTA-FEIRA convidando para a minha festinha!

À qual elas não foram, claro (senão eu não estaria aqui reclamando).

Então eu devo:
Opção A: arrumar melhores amigas melhores?
Opção B: ser a melhor melhor amiga e deixar passar batido?