4.5.06

O Caso da Mulher de Recursos

Eu realmente acho que tenho meus momentos de gênio. Além de transformar a bota marrom em preta com ajuda de um pouco de graxa (que foi saindo durante a viagem, de forma que no final elas eram mais marrons do que pretas, mas aí eu já estava tão turbinada de chocolate belga, sorvete de caramelo e cerveja de framboesa que nem liguei), reformei meu próprio sobretudo preto 12 horas antes do embarque.

Porque, vejam bem, eu sou uma nulidade em assuntos domésticos. Minha mãe costumava dizer a respeito, com um longo suspiro desolado, que “tinha tanta dó do Leo! Quando vocês se casarem, como é que vai ser?”, ao que eu respondia, “mãe, eu sou uma intelectual. Eu vou trabalhar com o meu cérebro e pagar alguém para fazer os serviços domésticos!”. O que não a convencia, mas foi o que aconteceu, no final das contas.

Mas voltando ao sobretudo: ele estava largo, e não havia a menor chance de comprar algo parecido em Belo Horizonte (esse veio de Bariloche). Então, cheguei a brilhante conclusão que, se eu pregasse três botões iguais aos que já existiam meio palmo mais para a esquerda, fechando mais o casaco, ele ia ficar ótimo!

E ficou. O que nos leva ao segundo ponto das minhas discussões com minha mãe: “mãe, se eu precisar de fazer algum serviço doméstico, eu descubro como!”
E descobri. O avesso do sobretudo não ficou bonito, mas a parte de fora está chuchu.

2 comentários:

Anônimo disse...

Eu sabia que todos esses cursos que vc fez não iam ser à toa! Como diria a mãe: que minina prendada!

Dani

Anônimo disse...

Eu penso igualzinho a vc!! Juntando-se a isso minha nulidade pra cozinha TAMBÉM!!!

Beijo,


Christina