24.7.06

O Caso das Misses

Quando eu era criança, o Sílvio Santos organizava o concurso de Miss Brasil, sempre roubando para a Miss São Paulo, que costumava ser reta e dentuça. Naquela época, modelo não fazia muito sucesso. Quem era realmente bonita virava Miss.

Mas legal mesmo era o concurso de Miss Universo (embora o nome seja enganoso, porque nunca houve uma representante da lua ou de Beta Centauro. Talvez porque a Miss Vênus provavelmente venceria sempre). Miss Universo era sempre promovido em um lugar exótico e longínquo – tipo Tailândia ou África do Sul –, tinha no mínimo 80 concorrentes e passava na tevê altas madrugadas.

Lá em casa não tinha videocassete, mas a vizinha, que além de tecnológica era boazinha, gravava e me chamava para assistir. O programa durava umas 5 horas, mostrava todas as meninas de traje típico, de maiô, de roupa de gala, em que cada uma era formada, quais as medidas, cor do olho, cor do cabelo, na piscina, passeando, ensaiando... A Miss Brasil nunca ganhava, mas não era por falta de torcida.

Ontem o Leo descobriu que o concurso de Miss Universo ia passar na tevê a cabo. Fui assistir toda animada, mas tive várias decepções.

A primeira é que o concurso foi rápido demais. Durou 2 horas, e metade foi propaganda. Mostraram todo mundo em traje típico em 5 minutos, cortaram 66 moças para ficarem 20 (Miss Brasil entre elas). Mostraram as 20 de maiô, cortaram 10 (e lá se foi Miss Brasil). Mostraram as 10 de roupa de gala, ficaram 5, e das 5 tiraram a vencedora!

Segundo problema: trajes típicos pobrezinhos, coitados. Teve uma Miss que foi de vestidinho branco e deram pra ela uma sombrinha colorida, e o traje típico foi isso (e ela nem dançou frevo nem nada). A Miss Brasil foi de gaúcha. Outra apareceu de acordeom brilhante na cabeça. A dos Estados Unidos foi de jóquei. Patético.

Terceira decepção: roupas de gala pobrezinhas, coitadas. Vestido de Miss tem que ter plumas, paetês, lantejoulas, franjas, bordados e babados. Os desse concurso foram simples, elegantes e de bom-gosto. Um horror.

No final das contas, ganhou a Miss Porto Rico, que parecia a filha do Michael Jackson – nariz inexistente, queixinho pontudo. E vesguinha, ainda por cima.
Ontem à noite perdi mais uma de minhas ilusões de infância: a de que concurso de Miss Universo é algo científico.

4 comentários:

* Isa * disse...

eu tb vi! eu tb vi! =D

Camilinha disse...

Pô, eu tb amava os trajes de gala.
Não acredito que eliminaram a Miss Venezuela, sempre era a mais bonita!

DaniMarco disse...

Aí acabaram com a graça - sem contar com a nossa vantagem, que nada como carnaval no Rio pra fazer brasileira especialista em traje típico...
Beijo!

Anônimo disse...

Lulu, deixa de ser preconceituosa, só porque a Misse era "neguinha" vc está inconformada.

Para mim, as mais bonitas eram a polonesa, a canadense e a islandesa. QUem quiser conferir as fotinhas: http://noticias.uol.com.br/tabloide/album/candidatas_album.jhtm?abrefoto=14

Marco