25.7.06

O Caso dos Filmes Chineses

Diz o meu cunhado que a China é a próxima superpotência e, portanto, daqui a 20 anos os filmes que dominarão os cinemas serão os filmes chineses.

Isso vai ser um problema. Nada contra os personagens vagamente parecidos (os filmes franceses também são assim) e tudo a favor da fotografia espetacular. O negócio é que eu nunca entendo o roteiro direito. Termina o filme e eu fico “Hã? Acabou? Como assim?”

Acho que os chineses não seguem a estrutura narrativa básica herói+obstáculo+conflito interno+resolução. Nos filmes chineses, o herói sempre se ferra. Ou ele morre envenenado (O Tigre e o Dragão), ou ele escapa de morrer vestindo uma capa amaldiçoada (A Promessa), ou ela morre apunhalada por personagem apaixonado por ela (O Clã das Adagas Voadoras), ou ele simplesmente morre (Herói).

Ou talvez algo se perca na tradução. Eu sempre desconfio que os personagens falam muito mais do que as três ou quatro palavrinhas que aparecem na parte de baixo da tela. Outro problema é que os diálogos dos filmes chineses nunca são objetivos. Antes de ontem mesmo vi uma heroína esfaqueada balbuciar agonizante a seu amado que devia ter ido embora: “Mas por que você voltou?”. E ele respondeu: “Voltei por causa de uma pessoa”. Fala que voltou por ela, pô! A mulher tá morrendo!

Resumindo, não é que eu não goste dos filmes chineses. É que eu não os compreendo.

Um comentário:

DaniMarco disse...

E nada mais parecido com um chinês do que outro chinês. De capa, então! Donde, eu acabo nem entendendo quem é quem, nem o que eles querem...
PS: acho que a mensagem subliminar nos filmes chineses é que o bom e nobre é morrer... Deve ser a falta de espaço...