9.8.06

O Caso da Roda da Fortuna

Porque, como dizem os filósofos, tudo na vida é efêmero e o sucesso é uma ilusão. Vejam a Jennifer Aniston, a Rachel de Friends: até algum tempo atrás ela estava em um dos seriados mais assistidos de todos os tempos, ganhava um milhão de dólares por episódio, era casada com o Brad Pitt e foi eleita a mulher mais bonita do mundo mais de uma vez. Aí o seriado acabou, o Brad a trocou pela Angelina, as pessoas estão descobrindo que na verdade ela é meio feiosa e magrela, e que ela só sabe interpretar um papel: a Rachel.

Pra completar, como a única coisa que ela estava fazendo na época em que a Angelina anunciou sua gravidez (no intervalo de várias de várias viagens de benemerência) era um filminho muito meia-boca, o jeito foi arrumar um namorado depressa, para não ficar muito por baixo. Aí tudo que ela conseguiu arranjar foi o Vince Vaughn, um cara grandalhão, cheio de bolsas sob os olhos, que fala muito e alto, de um jeito que eu particularmente acho assustador.

Toda essa introdução foram uns pensamentos que ocorreram enquanto eu assistia ao filme “The Break-up”, que a dupla Vaughniston estava fazendo enquanto a pimpolha do Brad nascia na Namíbia.

É um filme bizarro. Está sendo vendido como comédia, mas todas as ceninhas engraçadas estão no thrailler. O resto é um drama esquisito, do tipo que só Hollywood é capaz de fabricar, na qual pessoas que têm bons empregados, bons amigos e boa casa para morar ficam se descabelando e enchendo o saco dos citados amigos por motivos risíveis. A gente não torce para o casal principal acabar junto, a gente torce para o filme acabar logo. Porque a personagem da Jennifer é uma chata e o personagem do Vince é insuportável.

Minha solução: enxada para os dois.

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