23.8.06

O Caso das Pessoas

Vocês vêem que as pessoas são mesmo muito diferentes. Quando eu viajo, passo semanas pesquisando e planejando. Leio críticas de hotéis até cair, entro em sites e blogues até saber qual é o preço médio das coisas, levo em consideração a tabela de temperaturas mínimas e máximas, decido nos mínimos detalhes se vou me transportar de carro, trem, ônibus ou metrô e qual o valor de cada passagem (e da gasolina). Saio do Brasil sabendo em que museus e atrações eu quero ir, quanto custam e em que horário eles funcionam; faço planilhas para estimar se é economicamente vantajoso adquirir aqueles cartões de cidades que dão direito à entrada em museus e ao transporte público (o de Bruxelas vale a pena; o de Amsterdam, não); levo diversas espécies monetárias na carteira, na bolsa e escondidas debaixo da roupa, assim como uma estimativa de quanto quero (e posso) gastar.

Minhas melhores amigas estão na Europa. Elas foram no começo do mês. Planejamento? Reservaram hotéis e albergues e iam comprar uma passagem de trem de Veneza a Paris. Programação? O pai de uma delas contou que nas estações de trem costuma ter um posto de turismo com mapas e informações. E lá se foram, lépidas e fagueiras.

E quer saber? Aposto que elas estão se divertindo tanto quanto eu.
Mas que a minha viagem dura um mês a mais (esse mês que eu gasto arrancando os cabelos, infernizando a agente de turismo, arranjando e cancelando reservas, e fazendo uma quantidade inacreditável de contas), isso dura.

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