29.9.06

O Caso das Eleições

Consideração 1:
O brasileiro é um povo que sonega imposto, que compra recibo, que desobedece aos limites de velocidade e depois tenta subornar o policial para não levar multa. Políticos são brasileiros. Então, como querer que os representantes de um povo desonesto sejam honestos?

Consideração 2:
O brasileiro é um povo que justifica seus erros botando a culpa em cima dos outros. Que diz que não paga imposto porque o dinheiro é desviado pelos políticos. Ora, os políticos desviam dinheiro porque estavam acostumar a agir incorretamente – por exemplo, não pagando impostos.
Consideração 3:
Alguém dê jeito nesse círculo vicioso, pelo amor de deus!

28.9.06

O Caso da Revista

Como andar na moda atualmente:

- faça superposições, muitas superposições. De preferência aleatórias;

- não combine as cores de nada, nunca;

- tenha uma legging preta, daquela que deixam perna fina mais fina e perna grossa mais grossa;

- compre uma saia balonê, de preferência de uma cor que não combine com nada, nunca, tipo laranja-abóbora ou verde-alface;

- saia para passear usando sua saia balonê com sua legging preta;

- complete o visual com sandálias plataforma de verniz com tiras que amarram no tornozelo, POR CIMA da legging.

Pronto, você já pode sair na revista Estilo.

27.9.06

O Caso da Mulher Elegante

Continuo na minha luta diária para ser uma mulher de trinta anos elegante. O diabo é que a cidade aqui não ajuda. Consegui comprar dois pares de sapatos lindíssimos e confortáveis (os dois na casa dos três dígitos, mas sapato bonito, macio e BARATO nem eu consegui descobrir) e estou tentando usá-los, só que choveu horrivelmente na sexta-feira passada e as ruas da cidade, que já são de paralelepídos (sim, daquele tipo que agarra e arranha saltos) estão cobertas de barro, para completar.

Como colocar meus sapatos novos de couro claro e bico extra-fino nessas ruas? Por outro lado, como NÃO usá-los antes que o calor do inferno que faz por aqui no verão chegue para se instalar de vez?

Repito a conclusão a que já cheguei muitos posts atrás: a mulher elegante de verdade só anda de carro com ar-condicionado.

26.9.06

O Caso do Dedo II

Estou com uma mancha escura horrorosa na unha. É lembrancinha do incidente com a porta do carro duas semanas atrás.

O médico tinha falado para eu colocar o dedo na água gelada o dia todo para conter a hemorragia; e, dois dias depois, botar na água morna para o sangue ser absorvido. A primeira parte da recomendação eu cumpri, até porque a água gelada anestesiava o dedo que era uma beleza. Mas, quando chegou na segunda parte, eu tinha feito as unhas e não queria estragar o esmalte. Ó, vaidade.

O resultado é a tal mancha horrorosa que parece que fica mais preta a cada dia. Espero que ela não fique assim para sempre, como prognosticou sombriamente uma amiga.
Nem que o dedo caia.

25.9.06

O Caso dos Presidentes

Quando bloqueiam a internet no seu serviço, e o único site com acesso permitido é o da presidência da república, você descobre as coisas mais fascinantes.

O Brasil já teve 42 presidentes em 50 mandatos (alguns repetiram a dose) desde 1889. Vocês sabiam que TRINTA E SETE deles eram ou advogados ou militares? Exceções, só JK (médico), Collor (jornalista), Itamar Franco (engenheiro), FHC (sociológo) e Lula (metalúrgico). Míseros 11, 9%.

Então eu, que sou advogada, estou com meio caminho andado na direção da presidência.

22.9.06

O Caso do Encontro

Acho que desde a minha lua-de-mel não acesso a internet num cyber café ou similar. Quando eu viajo, boto posts pelo laptop do Leo, que é chique e tecnológico.
Pois bem - eis-me aqui, esperando uma das minhas melhores amigas, que veio de São Paulo só para me ver. Bem, talvez ela tenha vindo de São Paulo E esteja aproveitando para me ver, mas me deixem com as minhas ilusões!
O problema é que o encontro foi combinado por e-mail e a correspondência nunca chegou a ser concluída. E é claro que eu não tenho o número do celular dela, porque o meu aparelho foi furtado e o número dela mudou - não necessariamente nessa ordem.
Mas não tem pó. O lugar é uma fofucho, e tem revistas.
Se ela não chegar em trinta minutos, ou depois de eu ter lido umas três revistas, começo a me preocupar.

20.9.06

O Caso do Curso

Estou fazendo um curso em BH a trabalho e só volto no sábado. O melhor de tudo é que a ida e a volta são de avião. Tudo bem que o avião é meio teco-teco, e faz tanto barulho que você se pergunta se não entrou por engano na turbina, mas os caramelos que eles servem na decolagem são muito bons.
Estou me divertindo às pampas no comércio local. Tenho uma hora e meia de almoço, e gasto toda ela entrando e saindo de lojas, shoppings e galerias. Devo ser a cliente que as vendedoras mais odeiam: entro toda simpática e bem-vestida (afinal, eu estou fazendo um curso a trabalho!), reviro a loja toda, experimento um tanto de coisa, e aí digo que o verde-musgo/roxo-beterraba/vermelho-tomate da roupa me deixam amarela e vou embora. E nem faço por mal: é que eu sou enjoada mesmo.
Ontem finalmente descobri uma loja que eu gostei. É a Gregory, e as roupas são todas fofoluchas e distintas. Só que ainda não chegou o dia em que eu vou dar 155 reais numa camisa.
Quem sabe depois do próximo concurso.

14.9.06

O Caso dos Novos Cabelos Novos

Cansei das minhas luzes e resolvi apagá-las.

Voltei ao salão metido a besta no qual as adquiri. O cabeleireiro queria continuar fazendo as luzes, só que escuras, para ir uniformizando a cor aos poucos.

Desconfiada que se tratava de um plano para continuar me cobrando três dígitos, eu disse a ele que preferia pintar o cabelo todo logo de uma vez. Aí tive uma das minhas idéias brilhantes: ao invés de passar tinta marrom, usar um tonalizante um tom mais claro, para as luzes aparecerem sutilmente por baixo.

Então agora eu estou morena como deus me fez, só que ao invés de ter o cabelo marrom- acinzentado, ele é marrom-dourado com luzes aparecendo (se você souber que elas existem e prestar muita atenção).

Na hora da conta, a surpresa de sempre: os habituais três dígitos.

Não volto mais lá.

13.9.06

O Caso do Dedinho

Em mais uma espetacular prova da minha falta de coordenação motora, consegui prender o dedo na porta do carro ontem, quando o Leo me deixava no serviço.

Doeu tanto que a pressão baixou e eu chorei igual criança. Coloquei gelo por meia hora, mas continuou doendo horrores . Aí não agüentei e chamei o Leo.

Você sabe que está adulta e independente quando você se machuca ou fica doente mas não liga para sua mãe. Não, não. Você corre para o hospital.

Estou ficando figurinha carimbada no pronto-atendimento do hospital que fica perto da minha casa. Nesses dois anos e meio que me mudei para esta cidade, baixei lá por causa de um vírus galopante, uma rinite, uma crise de labirintite e agora o dedo.

O médico mandou tirar uma radiografia, verificou que o osso estava intacto, me passou um daqueles remédios cuja bula diz que você não deve dirigir nem operar máquinas pesadas, e falou para eu passar o dia com o dedo dentro de um copo de água com gelo e com o braço para cima.

No final do dia o remédio fez efeito, o dedo passou a doer só um pouquinho e o hematoma, que agora está ocupando quase metade da unha, parou de crescer.

Ainda bem. O médico disse que, se ele aumentasse muito, ia ser necessário fazer um furo na unha e drenar.

Urgha!

11.9.06

O Caso dos Exercícios Nocivos

No sábado fui ao clube nadar e fiquei muito enjoada. Acho que é porque tenho que ficar tirando a cabeça da água para respirar.

O que levou o Leo a concluir que eu não sirvo para atividades atléticas mesmo, porque elas diminuem meu bem-estar físico, ao invés de aumentá-lo. Vejam só: comecei a jogar tênis e arrumei uma tendinite. Fui aprender a fazer cambalhotas na água e tive náuseas. Decidi andar de bicicleta e só consegui na menorzinha de todas. Achei que natação era a solução, já que é um exercício sem impacto, e deu no que deu.

O Leo acha que eu só posso fazer atividades controladas, do tipo bicicleta ergométrica ou no máximo academia. E que eu devo me dedicar aos empreendimentos intelectuais, já que esse é o meu forte.
Estou arrasada.

8.9.06

O Caso dos Pássaros

Hoje cheguei no serviço e fui saudada por três andorinhas voando loucamente dentro da sala. Apaguei todas as lâmpadas e abri todas as janelas, para ver se elas voavam para a luz. A mais espertinha entendeu a dica e se mandou na hora. As outras duas continuaram esvoaçando pela sala e insistindo em bater as cabecinhas nos vidros, num exercício de futilidade.

Uma das andorinhas ficou escondida num canto baixo, tentando inutilmente bicar seu caminho para a liberdade. Precisei de uns cinco minutos e dois processos (um para colocar por debaixo dela, outro para não deixar que ela escorresse para os lados, como ela insistia em fazer) para botar a danada pra fora.

A última andorinha outra voou pra cá, voou pra lá e pousou em lugares altos, fora do alcance dos meus processos. Andar pela sala balançando os braços e abanando papéis que nem uma louca para tentar conduzi-la para a área das janelas não adiantou lhufas. Aí, do nada, ela deu uma embicada no vôo e conseguiu escapar.

Não sei como três andorinhas entraram na minha sala. Tudo indica que elas aproveitaram que a espuma que circunda o aparelho de ar-condicionado saiu do lugar devido aos fortes ventos do feriado para dar uma espiadinha no meu local de trabalho. O engraçado é que elas conseguiram entrar, mas não conseguiram sair por onde vieram.
Não é à toa que “cérebro de passarinho” não é elogio.

6.9.06

O Caso do Frete

Sempre achei que lojas na internet eram modernas, práticas e legais, mas elas estão começando a me irritar.

Caso 1) Submarino. Recebem a mercadoria com defeito (+), te dão um vale no valor da mercadoria ao invés de devolver o dinheiro como determina o Código de Defesa do Consumidor (-), e quando você usa o vale para comprar outra mercadoria, descobre que você não tem direito ao frete grátis, porque o frete grátis não é para o bico de quem usa vale (- - -).

Caso 2) Americanas. Tem lista de casamento mal-arrumada e confusa (-), tem coragem de cobra o frete, embora provavelmente deixem os presentes se empilharem antes de entregá-los (- -) e aí quando você vai à página inicial você descobre exatamente o produto que você comprou para o seu amigo casadoiro com frete grátis (- - -).

5.9.06

O Caso dos Exercícios (ou Falta de)

Exercícios não são o que Jesus quer para mim. Recebemos um e-mail da Submarino dizendo que eles não têm mais orbitreks, então é pra gente escolher outra coisa. E, justamente porque eu estava animada a nadar, começou a chover por aqui e pelo jeito não vai parar mais.

Resolvemos escolher uma bicicleta ergométrica, que é o que cabe na sala. Aí, surpresa: o prazo de entrega é 20 dias.

Jesus quer que eu fique gorduchinha, gorduchinha.

4.9.06

O Caso da Piscina

Aproveitei que ontem o sol estava brilhando e fui ao clube para encerrar quase dois meses sem atividade física causados pelo defeito no orbitrek que eu comprei pela internet, pela doação da bicicleta ergométrica e pela falta de condições de caminhar aqui perto de casa.

Depois de passar um protetor solar no rosto e outro no corpo, pôr o maiô, prender o cabelo, colocar a faixa que impede a franja de cair no olho e tomar uma chuveirada para encharcar o cabelo de água doce e impedir o efeito maléfico do cloro, me joguei na piscina com toda a animação.

A água estava tão gelada que o meu coração quase congelou. Mas, depois de chapinhar energicamente por muitos minutos, juro que a temperatura ficou agradável.

Ontem eu tentei nadar mais devagar, porque a velocidade que eu estava desenvolvendo no começo do ano me deixava sem fôlego em pouquíssimo tempo. Não que essa velocidade fosse lá grande coisa – a minha capacidade aeróbica é que é fraquinha mesmo.

Deu certo. Nadei quase meia hora.

Depois fiquei tonta por ter feito esforço demais.

1.9.06

O Caso do Celular

Meu celular foi furtado no aeroporto. A companhia aérea, que não será nomeada – ok, foi a TAM – se recusou a tomar providências, porque a violação da mala só foi descoberta após termos deixado o aeroporto. Fui à delegacia fazer o BO, mas ele acabou com o número de nota fiscal da conta do celular, porque o atendente da operadora, que deverá permanecer anônima – ok, foi a Telemig – disse que o número na segunda via da conta tirada na internet era o da nota fiscal do aparelho.

Diante de tantos obstáculos, desisti de entrar no Juizado Especial, porque eu ia me aborrecer mais do que aborrecer a empresa. Ok, na verdade é porque a diaba da TAM lacrou a mala no check-in, e a gente só percebeu que o lacre tinha sumido em casa. Então para o juiz achar que nós faltamos com o dever de vigilância sobre a bagagem não custava nada.

O último capítulo dessa novela é que não posso cancelar a conta do celular furtado, porque ele estava em comodato. O que eu posso fazer é continuar a pagar 17 reais por mês (que é o valor-base da mensalidade) até o contrato acabar (em outubro de 2007); ou pagar 215 reais para a operadora para ressarci-la do custo do celular e só aí cancelar a conta.

Ou então (como descobri depois de muito atormentar a Telemig) posso pedir um outro chip (16 reais), enfiar em qualquer celular GSM, e continuar com o contrato até outubro de 2007, mas aí fazendo ligações, claro.

Alguém aí tem um celular GSM bem baratinho, tipo o Nokia 1108 ou o Nokia 1110, gentilmente usado, para vender em suaves prestações?