8.9.06

O Caso dos Pássaros

Hoje cheguei no serviço e fui saudada por três andorinhas voando loucamente dentro da sala. Apaguei todas as lâmpadas e abri todas as janelas, para ver se elas voavam para a luz. A mais espertinha entendeu a dica e se mandou na hora. As outras duas continuaram esvoaçando pela sala e insistindo em bater as cabecinhas nos vidros, num exercício de futilidade.

Uma das andorinhas ficou escondida num canto baixo, tentando inutilmente bicar seu caminho para a liberdade. Precisei de uns cinco minutos e dois processos (um para colocar por debaixo dela, outro para não deixar que ela escorresse para os lados, como ela insistia em fazer) para botar a danada pra fora.

A última andorinha outra voou pra cá, voou pra lá e pousou em lugares altos, fora do alcance dos meus processos. Andar pela sala balançando os braços e abanando papéis que nem uma louca para tentar conduzi-la para a área das janelas não adiantou lhufas. Aí, do nada, ela deu uma embicada no vôo e conseguiu escapar.

Não sei como três andorinhas entraram na minha sala. Tudo indica que elas aproveitaram que a espuma que circunda o aparelho de ar-condicionado saiu do lugar devido aos fortes ventos do feriado para dar uma espiadinha no meu local de trabalho. O engraçado é que elas conseguiram entrar, mas não conseguiram sair por onde vieram.
Não é à toa que “cérebro de passarinho” não é elogio.

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