31.10.06

O Caso da Amiga Marromeno

Pois é: quando as minhas melhores amigas esqueceram meu aniversário, meti o pau. E, claro, como deus pune os presunçosos, chegou o aniversário da minha melhor amiga Lili e eu... esqueci.

O pior é que anotei na agenda, em letras garrafais. Mas, chegado o dia... me esqueci de olhar a agenda.

Aí, muito envergonhada, resolvi dar parabéns atrasado... por e-mail.

Sim, eu virei uma amiga muito marromeno. Não, eu não tenho desculpas para esse comportamento. Sim, eu tenho que dar um jeito de me emendar.

Feliz aniversário, amigaaaaa!!!

Prometo que isso não vai acontecer mais.

30.10.06

O Caso do Livro do Pi

Li um livro ótimo ontem: “The Life of Pi” (A Vida de Pi), do Yann Martel. Em suma, é a história de um jovem indiano que, após um naufrágio, se vê em um bote salva-vida com uma zebra, um orangotango, uma hiena e um tigre de Bengala muito carnívoro chamado Richard Parker. Pi sobrevive 227 dias em alto-mar até dar na costa do México. Aí ele tem duas versões da história para contar.

O final do livro tem uma reviravolta louca à la “Sexto Sentido”, do M. Night Shyamalan. E bem que ele foi consultado para dirigir a versão no cinema.

26.10.06

O Caso dos Bebês

Ontem vi um programa interessantíssimo mostrando que sim, somos mais inteligentes que nossos pais e avós. O recém-nascido precisa de uma dieta rica em gordura para encapar os neurônios, e também precisa de estimulação constante para garantir a formação das conexões neurológicas. Nas gerações passadas, ninguém sabia disso, e geralmente o pessoal tinha um bocado de filhos, de maneira que era difícil dar a cada um atenção devida. O resultado é que o bebê podia ser um pequeno Einstein, mas, mal-alimentado e mal-estimulado nos primeiros anos de vida, provavelmente não ia conseguir desenvolver uma única teoria física que prestasse.

Em tese, nossa geração alcançou o potencial máximo de desenvolvimento cerebral. Fomos bem-alimentados na primeira infância e submetidos a todo tipo de experiência. A princípio nossos filhos não vão ser assim tão mais espertos que a gente. O que será possível para eles é alcançar o mesmo potencial máximo de desenvolvimento. E aí tudo vai depender da qualidade dos genes que eles herdarem.

O problema é que não há como saber quais genes a gente passa para os bebês. Espero que nossos filhos nasçam com a habilidade do Leo nos esportes e seu senso de direção, assim como meu gosto por literatura e minha facilidade com cores. O que significa que provavelmente vamos ter filhinhos desajeitados que enjoam até no carrinho de bebê, detestam ler e são virtualmente daltônicos.

Se eles tiverem o bom gênio do Leo já tá bom.

24.10.06

O Caso do Natal

Quando eu era criança, há muitos e muitos anos, o natal era o ponto alto do ano. O mês de dezembro todo era pura alegria: eram férias começando, primos vindo para a cidade, montagem da árvore na casa da minha avó, sessões intermináveis para embrulhar presentes. Dois dias antes do natal eu já nem estava dormindo direito; no dia vinte e quatro, minha mãe tinha que forçar a gente a tirar uma sonequinha depois do almoço, senão ninguém agüentava ficar acordado até meia-noite. E olha que na minha família as crianças botavam o sapatinho na janela e ganhavam uns presentes lá pelas dez da noite, porque senão a gente morria de ansiedade.

Os anos passam, a gente cresce, e um belo dia você percebe que o natal é uma festa como outra qualquer. Talvez pior, porque você tem que entrar no amigo oculto, e sempre te dão um presente que não é bem aquele que você tinha pedido; você tenta colaborar com o cardápio do evento e ninguém concorda com suas opiniões; e depois que você casa você quer passar em várias casas pelo menos para dar oi, então você corre muito, come pouco e não consegue terminar as conversas que iniciou.

Acho que estou ficando, além de velha, amarga.

23.10.06

O Caso da Cama

Ok, confesso: nunca fui muito de sair. Mesmo assim, quando nos mudamos para cá, eu e o Leo saímos direto, explorando a noite local. Íamos a restaurantes, pizzarias, barzinhos, churrascarias, e de vez em quando à casa dos amigos novos.

Depois que eu comecei a fazer a pós, entretanto, tudo mudou. Não quero mais sair, não quero mais ver amigos, quero só ficar em casa descansando, vendo filmes e lendo livros não-jurídicos. De preferência na cama. Enrolada nos lençóis. E de pijama.

Ontem eu iniciei um processo interessantíssimo de fusão com a cama, mas ele foi interrompido pela necessidade de almoçar. Uma pena.

O melhor de tudo é que, quando me convidam para um evento ao qual eu não estou com a menor vontade de ir, posso fazer cara de sacrificada e dizer que não dá porque tenho que estudar. Embora, na verdade, esteja planejando passar a noite toda na minha caminha querida, junto a um empolgante romance em inglês.
Uma hora as pessoas vão começar a perguntar que diabo de concurso é esse, que eu tanto estudo e não faço.
Mas até lá, tô na boa.

20.10.06

O Caso do Teste de Inglês

A empresa do Leo resolveu submeter os funcionários a um teste de inglês chamado Toeic, que é um primo do Toefl e serve "para medir as habilidades diárias de comunicação de pessoas que trabalham em um ambiente internacional".
O Leo trabalha em um ambiente internacional e eu nem sabia. Pois então: o Leo abafou no teste. Fechou a parte de listening e fez 90% da parte de leitura.
O povo da empresa ficou pasmo com tanta habilidade. Perguntaram para ele que curso de inglês ele tinha feito. Ao que ele respondeu: nenhum, só aqueles aulas de inglês no colégio. E é verdade. O inglês do Leo foi absorvido de livros, revistas, internet e, principalmente, tevê a cabo. Ou seja: ele é um gênio lingüístico!
Já perguntei se eu posso delegar a ele tarefas de comunicação em viagens. Mas, modestamente, o gênio lingüístico disse que acha que o transporte e a localização ainda são seus pontos fortes.

18.10.06

O Caso da Viagem do Feriado Com Mais Detalhes


Pois é: como eu disse, meu biquíni estava meio desbotado e era rosa, e rosa nem está muito na moda, né? Então eu fui à uma loja e mandei descer. O horário de fechamento chegou, passou e eu lá. No fim das contas, comprei um maiô com estampa de camuflagem, com as costas de fora e tomara-que-caia, saído diretamente de um clipe da Beyoncé. Para combinar, adquiri também um par de havaianas brancas, e quinze minutos depois cheguei à conclusão que elas eram falsificadas, porque as tiras eram de um material diferente do solado; aí mandei um e-mail para a Alpargatas e eles pediram para eu enviar fotos, para eles avaliarem, mas eu não fiz isso até hoje, então provavelmente os falsificadores continuarão impunes por aí. Na quarta-feira 11 saímos de casa às 6 horas da tarde rumo a Goval. A idéia era sair da cidade às 5, mas o Leo ficou agarrado no trabalho, então atrasamos, menina, um horror! Como sempre gastamos mais de 1 hora na estrada, mas na chegada o Leo pegou um caminho alternativo mais próximo e economizamos uns minutos. Uns 6, eu acho. Chegando à casa da Dani, o Leo ficou brincando no computador com um simulador de vôo enquanto eu e ela passávamos no supermercado e íamos buscar o meu cunhado. Quando chegamos, os calzones encomendados para o lanche (sabores calabresa, bacon e frango) já tinha chegado. O de bacon tinha um pedacinho de bacon em cima dele, e o de calabresa, um pedacinho de calabresa, mas o de frango não tinha identificador algum!

Será que esse nível de detalhe tá bom?

O Caso da Viagem do Feriado Com Mais Detalhes


Pois é: como eu disse, meu biquíni estava meio desbotado e era rosa, e rosa nem está muito na moda, né? Então eu fui à uma loja e mandei descer. O horário de fechamento chegou, passou e eu lá. No fim das contas, comprei um maiô com estampa de camuflagem, com as costas de fora e tomara-que-caia, saído diretamente de um clipe da Beyoncé. Para combinar, adquiri também um par de havaianas brancas, e quinze minutos depois cheguei à conclusão que elas eram falsificadas, porque as tiras eram de um material diferente do solado; aí mandei um e-mail para a Alpargatas e eles pediram para eu enviar fotos, para eles avaliarem, mas eu não fiz isso até hoje, então provavelmente os falsificadores continuarão impunes por aí. Na quarta-feira 11 saímos de casa às 6 horas da tarde rumo a Goval. A idéia era sair da cidade às 5, mas o Leo ficou agarrado no trabalho, então atrasamos, menina, um horror! Como sempre gastamos mais de 1 hora na estrada, mas na chegada o Leo pegou um caminho alternativo mais próximo e economizamos uns minutos. Uns 6, eu acho. Chegando à casa da Dani, o Leo ficou brincando no computador com um simulador de vôo enquanto eu e ela passávamos no supermercado e íamos buscar o meu cunhado. Quando chegamos, os calzones encomendados para o lanche (sabores calabresa, bacon e frango) já tinha chegado. O de bacon tinha um pedacinho de bacon em cima dele, e o de calabresa, um pedacinho de calabresa, mas o de frango não tinha identificador algum!

Será que esse nível de detalhe tá bom?

17.10.06

O Caso da Viagem do Feriado

Estrada. Quilômetros. Parada. Planícies. Palmeiras. Areia. Pousada. Chuva. Frio. Sinuca. Mau-jeito no ombro. Tênis. Peixe frito. Caipvodka. Piscina. Música baiana. Forró. Passeio na praia. Mais chuva.

Enquanto isso, o moço de sunga verde dançava, dançava.

11.10.06

O Caso dos Blogueiros Picaretas

Eu não dou conta desse povo que faz um blogue todo legal e bonitinho, daqueles que você cria o hábito de freqüentar, e de repente, do nada, param de postar. Durante dias. Semanas.

Aliás, nem sei o que é pior: os que param de vez ou os hebdomadários. É, aqueles que postam uma vez a cada quinze dias.

E depois, quando você praticamente se esqueceu deles, eles vão e deixam um recado para você, de maneira que você lembra que eles existem e volta a ir aos blogues deles. E quando você chega lá, não tem nenhuma notícia impactante do tipo “acabo de voltar do exterior” ou “casei, mudei e nem te convidei” ou “fui abduzida!”. Não, não. Geralmente é um post do tipo “tenho observado com muita atenção a velocidade com a qual minhas unhas crescem” ou “estou tendo uma crise de soluços”.

Pois bem: eu ia fazer um post bastante picante sobre a minha última ida ao salão e a depilação da Flávia Alessandra na última edição de Playboy, mas, em protesto, calo-me.
Ou melhor: estou tendo uma crise de soluços.

10.10.06

O Caso da Pregui

Quando comecei a fazer pós-graduação aos sábados, no começo do ano, eu acordava com a maior empolgação, arrumava minha pastinha, pegava minha carona, gastava meia hora para chegar, e assistia a 9 horas de aula sem piscar, gravando tudo. E ainda torcia o nariz para um povo que ia a uma aula sim, uma aula não, e sempre saía mais cedo.

Corta para o final do ano. Aos sábados, eu acordo de muita má-vontade, me arrasto até o carro, mastigo chiclete o tempo todo para não dormir, deixo o gravador em casa porque não tenho mais paciência de escutar as aulas de novo, racho fora quando começam as perguntas de fim de aula, e quando marcam uma aula extra para um domingo, eu não vou MEESMO.

Demorou um pouco, mas fui vencida.

9.10.06

O Caso da Praia II

Na sexta-feira fui comprar umas roupinhas para A Grande Viagem à Praia. Como eu tinha pouco tempo, vini, vidi, vici, isto é, fui, experimentei e comprei.

Ó arrependimento Quando cheguei em casa, percebi que a bermuda branca (ajustada, dois dedos acima do joelho) era meio transparente e a blusinha vermelha (com lavagem estonada e desenhos) era uma regressão aos meus tempos de faculdade de comunicação, época em que eu fazia a linha skatista-intelectual (Meu consolo é que pelo menos eu não fazia a linha hippie que não toma banho.).

Então, hoje, na hora do almoço, além de camelar atrás de um biquíni bonito e confortável (porque enfrentar ondas ajeitando o biquíni ninguém merece), ainda tenho que voltar à loja de roupas e trocar as que eu comprei por alguma coisa diferente (isto é, uma bermuda não-transparente e uma blusinha bem náutica).

6.10.06

O Caso da Praia

Faz muito, muito tempo que eu não vou à praia. Coisa assim de cinco anos. Se não me engano, ela é composta de uma imensa massa de água salgada que arde o olho e outra imensa massa de areia que gruda na pele. E de cheiro de peixe. Mas, salvo engano, praia também é um troço muito divertido, onde você pode andar de short o dia inteiro e não precisa pentear o cabelo.

Se tudo der certo, irei à praia no próximo feriado. Eu e meu bloqueador solar 30, porque mais de um dermatologista já me avisou que a morenidão intrínseca que eu alego possuir não é nada mais que uma ilusão. Mas não tem problema: chapinhar na água salgada já deve me deixar satisfeita.

O problema é que meus biquínis todos são da época que eu ainda ia à praia. Hoje em dia eu vou ao clube com meu maiô atlético, no qual eu nado vigorosamente (e fico enjoada).
Acho que vou comprar um biquíni novo. O que é que está na moda? Bolinha, listrinha, florzinha ou todas as opções acima?

5.10.06

O Caso do Cabelo do Herói

Estava eu assistindo ao programa mais inútil de todos os tempos (“Os ... Mais Sexies”, sendo que os pontinhos podem ser substituídos por “personalidades louras”, “cantores de hip-hop” ou “mocinhos de seriado”), da rede de televisão mais inútil de todos os tempo (o canal “E!ntertainment”, cuja produção inteira se resume a edições de imagens de celebridades e comentários hilários – mas não de propósito – sobre os mesmos), quando um comentário do Leo me levou a uma revelação.

O programa era “Os Atores de Ação Mais Sexies”; o Leo chegou no meio do programa, assistiu um pouco e perguntou se o tema era “Os Morenos Mais Sexies”. Aí me dei conta de que praticamente todos os heróis têm cabelo escuro.

O Super-homem tem cabelo preto. O Batman tem cabelo preto. O Homem-Aranha tem cabelo castanho. A Mulher-Maravilha tem cabelo preto. O Neo de Matrix – e a Trinity também! – tem cabelo preto. O Wolverine tem cabelo preto!

Porque cabelo escuro, vejam bem, demonstra determinação, firmeza de caráter e pouca frescura. Você quer que um lourinho venha te salvar? Então fica esperando. Os heróis louros – os poucos que existem – são absolutamente paia:

- O Thor. A arma do cara é um martelo. E uns preguinhos, não vai não?

- O Anjo dos X-Men. Seu único poder é voar com aquelas asas penuginosas.
- O Aquaman. O cara fala com os golfinhos (!!!).

Então é isso. Agora que sou morena de novo, não quero mais ser presidenta. Vou partir pra carreira de herói.

4.10.06

O Caso dos Casamentos Múltiplos

Ontem assisti ao primeiro capítulo do seriado “Amor Imenso”, produzido pelo Tom Hanks e exibido pela HBO. É sobre uma grande família: um marido, três esposas e sete filhos, todos morando num complexo de casinhas grudadas. Eles são vagamente mórmons e moram em Salt Lake City. O seriado não é bom nem ruim, mas eu estou com preguiça de ver os capítulos seguintes, então não esperem novidades a respeito por aqui.

Meu ponto é: como é que uma pessoa em sã consciência arruma mais de um cônjuge? Na boa, eu mal dou conta de um único marido, quem dirá de mais de um. E o moço do seriado ainda é dono de uma loja em expansão, o quer dizer que ele trabalha muitas horas por dia. Não é à toa que no final do capítulo ele já estava apelando para o viagra.

3.10.06

O Caso da Bicicletinha Nova

Estou felicíssima. A bicicleta ergométrica finalmente chegou. Foi ontem, bem na hora em que eu punha o pé no prédio e o serviço de entregas se preparava para puxar o carro.

Ela é ótima. Tem visor com várias funções, freqüencímetro, apoio para revista e, melhor de tudo – não faz barulho! É inacreditável. A bicicleta antiga era megabaescandalosa, e o orbitrek era praticamente uma orquestra de ruídos metálicos. A bicicleta nova é magnética e virtualmente não emite sons.

Acho que vou fazer uma bonita planilha de treinamento, com objetivos periódicos. Aí eu garanto que estou melhorando minha capacidade cardiovascular. Porque a bicicleta nova é tão silenciosa, e tão confortável, que se bobear eu passo meia hora lendo revista, vendo tevê, ouvindo música, e pedalar com energia mesmo, nada.

2.10.06

O Caso das Eleições II

Bem, depois que Fernando Collor, Paulo Maluf e ACM Neto foram eleitos, o que é que eu posso dizer?

Só isso: cada povo tem o governo que merece!