26.10.06

O Caso dos Bebês

Ontem vi um programa interessantíssimo mostrando que sim, somos mais inteligentes que nossos pais e avós. O recém-nascido precisa de uma dieta rica em gordura para encapar os neurônios, e também precisa de estimulação constante para garantir a formação das conexões neurológicas. Nas gerações passadas, ninguém sabia disso, e geralmente o pessoal tinha um bocado de filhos, de maneira que era difícil dar a cada um atenção devida. O resultado é que o bebê podia ser um pequeno Einstein, mas, mal-alimentado e mal-estimulado nos primeiros anos de vida, provavelmente não ia conseguir desenvolver uma única teoria física que prestasse.

Em tese, nossa geração alcançou o potencial máximo de desenvolvimento cerebral. Fomos bem-alimentados na primeira infância e submetidos a todo tipo de experiência. A princípio nossos filhos não vão ser assim tão mais espertos que a gente. O que será possível para eles é alcançar o mesmo potencial máximo de desenvolvimento. E aí tudo vai depender da qualidade dos genes que eles herdarem.

O problema é que não há como saber quais genes a gente passa para os bebês. Espero que nossos filhos nasçam com a habilidade do Leo nos esportes e seu senso de direção, assim como meu gosto por literatura e minha facilidade com cores. O que significa que provavelmente vamos ter filhinhos desajeitados que enjoam até no carrinho de bebê, detestam ler e são virtualmente daltônicos.

Se eles tiverem o bom gênio do Leo já tá bom.

3 comentários:

* Isa * disse...

FILHINHOS!
pra quando, hein? quando? quando?

DaniMarco disse...

O pior é eles serem burrinhos, surfistas, e gostarem de esportes radicais, malhação e comida natureba...e nem gostarem de viajar...

* Isa * disse...

ei! o que vc tem contra os esportes radicais?!?!?