16.11.06

O Caso da Verdade

Eu sempre fui partidária da teoria que, ao conversar com estranhos ou conhecidos poucos, a gente deve concordar com tudo que eles dizem, para ser agradável e não criar polêmica vazia. E, mesmo com amigos, pra quê dar palpite se não pediram sua opinião?
Mas, de uns tempos para cá, ando achando que, se não for pra dizer a verdade – ainda que a concordância seja tão mais agradável – para que se dar a trabalho de conversar?

Pôr em prática essa nova decisão, no entanto, está-se mostrando difícil. Acabei não dizendo a um amigo que NÃO ERA UMA BOA IDÉIA ele alugar um apartamento longérrimo do trabalho. Também me segurei e não disse a uma grávida de três meses que NÃO ERA UMA BOA IDÉIA ela ter tomado um revolucionário preparado multivitamínico que ela mesma estava vendendo.
Talvez seja mais fácil dizer minha opinião antes da pessoa ter feito a coisa não tão brilhante. Porque aí já é tarde demais.

2 comentários:

Camilinha disse...
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Camilinha disse...

Menina, também sofro disso!
Às vezes me sinto uma abelhuda!
E quando encosto minha cabeça no travesseiro, analisando como foi meu dia, me sinto super mal.

Julgo antecipadamente, dou opiniões que não foram pedidas... Enfim, e sabe do que mais eu tenho medo? De destruir sonhos...

E se esse apê do seu amigo for um sonho? É duro, né?

Sempre é para tentar ajudar, afinal, a gente adora aplicar o monte de informação que está no HD individual... Mas é preciso refletir taaaanto...

A gente chega lá, exercitando, exercitando, exercitando...