28.2.07

O Caso dos Sapatinhos de Viagem II

Sou a feliz possuidora de um par de tênis All Star.

Eu sei, eu sei: eles são completamente opostos aos sapatos de salto alto e bico fino que passei a usar quando fiz trinta anos. E sim, eles deixam a gente com pés de pato. E sim, os modelos de cano alto são horrendos. Mas o meu All Star:

- é de cano baixo, então é bonitinho;

- é preto, então combina com tudo;

- é confortável (principalmente quando usado com uma palmilha de silicone que vai custar mais caro que ele);

- tem uma costurinha vermelha supersimpática e o tamanho é 33.
Então eu posso até ter pés de pato, mas são pés de um patinho muito delicado e fashion.

27.2.07

O Caso da Páscoa

Falta a Quaresma quase inteira para a Páscoa chegar, mas eu já estou pensando nos ovos que eu vou ganhar e no chocolate que eu vou comer. Passei semanas sem ele, por causa da dieta, mas já faz um tempo que eu o reintroduzi no meu cardápio e voltei a ser a chocólatra de sempre. O problema é que eu não fico satisfeita com só um pouquinho. Ou eu não como nada – e aí até esqueço como é que é e não ligo mais – ou eu como todo dia, e não tem conversa.

Ainda assim tenho tentado lidar com o chocolate de maneira racional e saudável. Até comprei uma caixa de tabletinhos de Talento vermelho – pois avelãs são funcionais, sua gordura é boa, e elas ainda diminuem o índice glicêmico do chocolate. Só que elas impedem que o chocolate derreta na boca. Ficam aqueles pedacinhos espetando a lígua da gente!

Acho que na Páscoa eu vou tirar umas férias dessa bobagem de ser saudável. Aumento minha quota para até 50 g de chocolate por dia, durante uma semana inteira!

Vai ser fantástico.

26.2.07

O Caso da Blusinha

Hoje irei a QUARTA vez a uma loja perto do meu serviço trocar uma blusinha. Espero que seja a última.

Explico: entrei pela primeira vez na loja seduzida pelo anúncio de “promoção” na vitrine (como vocês sabem, “promoção” e “oportunidade” são minhas palavras favoritas). Comprei uma blusinha linda, listrada de azul e branco, com quase 50% de desconto, achando que tinha feito um ótimo negócio. Quando cheguei em casa é que percebi que 1) ela tinha diversas costuras que espetavam; 2) o azul da faixa era diferente do azul das listras.

Voltei à loja no sábado e experimentei praticamente todas as blusas que lá existiam. Fui para casa levando uma frente-única preta-e-branca que custava cinco reais a mais do que a blusinha original.

Chegando em casa, percebi que 1) a frente-única era muito comprida, e 2) a malha era muito vagabunda e não ia resistir a duas lavagens.

Fui mais uma vez à loja e provei de novo todas as blusas que lá existiam. Dessa vez descobri duas camisetinhas básicas de malha que vinham dentro de uma latinha. É verdade que elas custavam dez reais a mais do que a frente única, e o ótimo negócio deixou de sê-lo. Não consegui convencer a vendedora que eu deixava a latinha se ela me desse um desconto, e a tal latinha, apesar de bonita, vem com o nome da marca, que, acreditem ou não, é Dyfteria. Dyfteria! Quando eu for estilista, vou batizar meu negócio de Catapora ou Coqueluche.

Mas eu divago. Voltando ao caso da blusinha: escolhi uma preta e uma verde, porque achei que a vermelha ficava transparente. Chegando em casa... descobri que a verde era transparente também.

Então, hoje volto mais uma vez à loja para trocar a camisetinha verde pela vermelha, que é muito mais bonita. E nunca mais ponho o pé na loja mais mal-iluminada do mundo!

23.2.07

O Caso da Mala Reduzidíssima

Eu disse para o Leo que nas nossas férias de um mês em junho eu ia viajar com uma mala tão pequena que ele não ia nem acreditar, e ele disse que ia esperar pra ver. Eu até que não sou das mais bagulhentas, mas tenho o péssimo hábito de levar roupas para “eventualidades”: biquíni (se surgir uma piscina), quimono (se eu tiver que sair do quarto de pijama), vestido (se aparecer uma festa) e tênis de corrida (se rolar um evento esportivo). Dessa vez não levarei nada para eventualidade alguma, e seja o que deus quiser.

Eu também costumo levar o tanto de roupas que acho adequado para o número de dias de viagem e acabo usando só as minhas preferidas. Dessa vez levarei só essas, e se precisar passo em uma lavanderia.

Outra coisa que vai me ajudar é no destino será verão. Então, os casacões, luvas, meias, gorros e cachecóis, reis do volume na mala, vão ficar em casa.

Estou levando o assunto tão a sério que aproveitei o carnaval para fazer uma simulação. Peguei a menor mala da casa e lasquei lá dentro as roupas que eu e o Leo vamos levar, mais sapatos, pijamas e artigos de toalete. Enquanto eu fazia isso, decidi que era bobagem carregar duas calças jeans e duas bermudas, e tirei uma de cada. No final das contas, coube tudo e ainda sobrou espaço – que será utilizado para os artigos de toalete do Leo, que tem que levar equipamentos para fazer a barba e gerenciar as lentes de contato.

Cheguei a pesar a mala: deu 9 kg e meio. No final das contas, ela deve ficar com uns 12, que ainda assim é um ótimo peso, principalmente considerando que é uma mala só para nós dois!

O Leo ficou impressionadíssimo, mas já avisou que treino é treino e jogo é jogo.

Ele só acredita mesmo na lenda da mala reduzidíssima quando estivermos dentro do avião.

22.2.07

O Caso do Balanço do Feriado

Atividades típicas: darmos várias dormidinhas durante o dia; virmos filmes; lermos livros; assistirmos a meia hora do compacto do desfile das escolas de samba, acharmos todas feias e desligarmos a tevê.

Atividades atípicas: acordarmos cedo para ir correr; fazermos refeições regulares e saudáveis; comermos pouquíssimo chocolate.

Acabo de perceber que eu e o Leo estamos ficando horrivelmente saudáveis e atléticos.

16.2.07

O Caso do Carnaval

Não, dessa vez não vou viajar muitas horas para ir a praias feias tomar chuva na cacunda. Dessa vez vou ficar em casa, quietinha e satisfeita, descansando, encontrando os amigos, planejando atividades para a Grande Viagem do Ano, imaginando maneiras de reduzir ainda mais a mala reduzidíssima, comendo uns chocolates da Lalka que descobri no fundo do armário, correndo muitos minutos seguidos (no domingo passado foram 32!), vendo filmes fofuchos e namorando bastante.

Meu próprio marido, é claro.

15.2.07

O Caso do Fim da Dieta

Minha dieta está na reta final. Nos últimos suspiros. Nos estertores derradeiros. Eu só queria eliminar uns míseros últimos gramas para:

- chegar num número redondo;
- ter uma margem de segurança para não estressar quando voltar a me alimentar normalmente.

Só que faz mais de uma semana que não perco um grama. Nada. Nadica. Aliás, nos últimos dias eu ganhei 100 gramas!
Explicações:

- as rações de M&M enlouqueceram meu organismo;
- dessa vez alcancei um platô de verdade;
- meu corpo chegou no peso ideal e não sai dele nem a pau.

Acho que vou ficar com a última explicação e encerrar a dieta por aqui. Aí provavelmente decidirei entrar na academia, para ficar malhadinha.

Vamos ver o que aborrece mais vocês leitores, o papo de dieta ou o papo de ginástica.

14.2.07

O Caso do Cabelo Bicolor

Estava eu matutando o que fazer com o meu cabelo de duas cores quando ligo a tevê no canal GNT e vejo o programa “Superbonita” alardeando que tem gente que paga para ficar com o cabelo assim.

Fiquem sabendo que a última tendência é ter as raízes de cor diferente das pontas. Cabelo bicolor tá na moda!

Justo agora que eu tinha dado um jeito de me livrar do meu cabeleireiro de três dígitos!
Explico: quando fui lá reclamar que o tonalizante castanho que ele passara em cima das minhas luzes estava saindo (e conseqüentemente meu cabelo estava ficando bicolor) e ele disse que tonalizante era assim mesmo, boba!, e que se eu quisesse algo mais duradouro deveria ter usado tinta (coisa que ele não se deu ao trabalho de me explicar na época), ele me mostrou a cartela de produtos, e fiquei sabendo que ele tinha aplicado a tonalidade tabaco da Alfaparf.

Aí, quando fui à capital e achei a tinta por uma fração do preço que ele tinha me cobrado, comprei a danada mais que depressa, e já arrumei um salão que vai aplicá-la no meu cabelo por dois dígitos bem baixinhos.

O único problema é que, na empolgação de fazer tanta economia, acabei comprando a tinta errada. Ao invés de levar a tinta tabaco (que é marrom como o meu cabelo), acabei levando a chocolate (que é marrom-avermelhada e portanto provavelmente deixará raízes).
Passo ou não passo?

13.2.07

O Caso da Implicância

Não dá pra ser feliz: você engorda, e suas roupas ficam apertadas; você emagrece, e as pessoas começam a te acusar de estar muito magra.

E nem estou: já pesei menos que agora. Só que, na época, ser magra não estava com nada. Justamente agora, que a esbelteza está na moda, estão tentando me impedir?

Mas estou desconfiada de que parte da culpa da implicância é minha mesmo. Caí na bobagem de continuar usando as mesmas roupas, e é claro que elas ficaram largas - o que dá impressão de criança famélica ou de resgatado de campo de concentração. Preciso desencavar do guarda-roupa uns outfits justésimos, e aí as pessoas vão ver que eu não tenho nada de famélica.

Pelo contrário [risada maquiavélica].

12.2.07

O Caso do Guarda-Roupa de Viagem

Sim, eu sei que tem gente que acha que o importante é estar confortável e à vontade, e que minha preocupação com a roupa a levar em viagens é superficial, irritante e desnecessária. Afinal, quando você viaja você encontra pessoas que não te conhecem e que provavelmente nunca mais vão te ver de novo e, portanto, quem se importa que elas te achem deselegante?
Bem, dá licença – eu me importo. Acho que quem está bem-vestido é mais bem-tratado e mais bem-recebido (a não ser na Disneylândia, mas lá é a terra da fantasia). E desafio a me provarem o contrário!
Vou ilustrar minha tese com um exemplo real: em Amsterdã, o Leo comprou um sobretudo preto. A partir daí:
- um barco de turistas orientais nos confundiu com a realeza;
- os moradores de Brugge perguntavam se ele era inglês;
- na hora de embarcar, a aeromoça queria botá-lo à força na primeira classe (ele teve que recusar para não me deixar para trás).

Acho que não preciso dizer mais nada.

9.2.07

O Caso do Drama da Passagem

Não sei o que eu arrumo, mas eu não consigo marcar uma passagem sem drama e ranger de dentes.

Aliás, eu sei o que eu arrumo, sim: eu não acredito no que o agente de viagens diz, e fico buscando tarifas melhores na internet e pelo telefone das companhias aéreas, atormentando uma grande quantidade de pessoas na minha busca pela passagem mais barata possível.

Talvez o problema é que eu não saiba muito bem onde o “possível” acaba. Que eu tenha fé absoluta na possibilidade de conseguir um vôo por 800 dólares para a Europa na alta temporada. Que eu acredite piamente que os operadores têm preços melhores, sim, só que eles estão escondendo de mim.

Um pouco de ceticismo e pesquisa é bom: conseguimos reduzir o preço da passagem em quase 20% mudando a data em alguns dias. Muito ceticismo e pesquisa é péssimo: quando você decide marcar a passagem, descobre que o último vôo, aquele vôozinho interno e bobo de curta duração, aquele que era a última das suas preocupações porque, afinal, você está fazendo sua reserva com QUATRO MESES de antecedência, não tem passagem disponível a não ser que você esteja disposta a pagar 300 paus por ela.

A culpa é da Varig, claro. A culpa é sempre da Varig.

8.2.07

O Caso dos Sapatinhos de Viagem

Estou programando uma viagem para o exterior em junho. Em conseqüência, o drama dos sapatos de viagem (no mááááximo dois pares, porque eu continuo com ambições de mala reduzidíssima) ressurgiu.

No meu destino, vai ser verão, e portanto botas, meus calçados preferidos para passeios, porque são confortáveis E elegantes, estão descartadas. A segunda opção, tênis, que são confortáveis mas não elegantes, também, porque embora um tênis preto meio escondido sob uma calça comprida até que engane, tênis com bermuda e saia é o horror.

Já me sugeriram sandálias, mas eu torci o nariz. Primeiro porque não conheço nenhuma que não estraçalhe os pés se você é obrigado a caminhar com elas durante horas. Segundo porque, se houver alguma, provavelmente ela terá tiras largas e salto grosso – em suma, será horrenda.

Estou vagamente atraída pelos sapatênis, e considerando um All Star preto de cano baixo. Ele não é lá muito bonito, e faz com que a gente pareça ter pés de pato, mas pelo menos ele é fashion.
Se alguém tiver sugestões, favor se manifestar, rápido!!

7.2.07

O Caso das Modas

Lembro-me muitíssimo bem de ter reclamado com minha amiga Lili, no ano passado, que eu não entendia a nova moda das bermudas. E a Lili me respondeu que ela, ao contrário, estava adorando.
Pois é: agora eu sou a orgulhosa proprietária de duas bermudas que eu uso para trabalhar e passear. E eu também adoro.
Diga-se de passagem que as peças em questão não são shortinhos bufantes super-crescidos, nem bermudas ciclistas mega-justas e curtas. Não, não. São bermudas de tecido encorpado e corte reto que chegam abaixo dos joelhos. Elas são mais frescas do que calças e tão compostas quanto.
A verdade é que eu tenho uma relação conflituosa com a moda. Toda vez que vejo um lançamento, torço o nariz. Aí, umas semanas depois, após eu ter visto a novidade em diversas cores, modelos e variações, começo a me acostumar. Ás vezes até gosto. E de vez em quando até compro.
Mas tem coisa que não dá para engolir. A revista Estilo do mês passado trouxe um especial sobre macacões. Ah, os macacões. Difíceis de vestir, difíceis de combinar, difíceis de assentarem bem. Fáceis de lembrar que você os usou uns dias atrás. Escondem a cintura, achatam o peito, realçam os quadris.
Espero permanecer imune aos macacões.
É só a minha amiga Lili não falar que ela está adorando.

6.2.07

O Caso da Sobremesa

Meu cardápio ganhou uma novidade: rações de M&M.

Mas não fiquem achando que estou falando de meio pacote, não. Cada ração corresponde a 12 confeitos de chocolate.

Se você comer um por um, até que dura bastante.

5.2.07

O Caso do Vestido

No último final de semana, fui procurar um vestido para ir ao baile de formatura do meu pai (a segunda; sim, na minha família nós gostamos de uma faculdadezinha) e descobri que o vestido que eu usei na minha primeira formatura servia perfeitamente.

O vestido estava praticamente novo, embora tenha sido feito para um evento que ocorreu nove anos atrás. É que ele é um tomara-que-caia prata e, portanto, não pôde ser usado nem em casamentos e festas de quinze anos (a cor não deixa), nem em ocasiões mais modestas (o modelo não deixa).

A conclusão é que é possível, sim, manter o mesmo peso durante a vida. É só comer menos. Ou, pensando bem, talvez o truque seja simplesmente não comer mais. O que é bem difícil depois que a gente casa, e fica achando que tem direito ao mesmo tanto de guloseimas do que o marido da gente, que tem trinta centímetros a mais de altura...

1.2.07

O Caso do Filme

Ontem vimos um filme fofinho: O Amor Não Tira Férias. É com a Kate Winslet, o Jude Law, a Cameron Diaz e o Jack Black. É um daqueles longas em que todos os personagens são bonitos, todas as casas são maravilhosas, todos os diálogos são interessantes e tudo se resolve no final.
Impressionante como um filme fofinho deixa a gente feliz.

* * *

Sim, eu gostei do filme, mas

- sempre acho crianças em filmes algo constrangedor. Hollywood tem uma batelada de pirralhos feios e sem talento que ela adora escalar. Devem ser todos filhos de produtores (todos menos o garoto de “O Sexto Sentido”).

- Cameron Diaz não me convenceu muito no papel da mulher viciada em trabalho com problemas de relacionamento. Ela tinha que ser mais feia. Ou melhor atriz.