9.2.07

O Caso do Drama da Passagem

Não sei o que eu arrumo, mas eu não consigo marcar uma passagem sem drama e ranger de dentes.

Aliás, eu sei o que eu arrumo, sim: eu não acredito no que o agente de viagens diz, e fico buscando tarifas melhores na internet e pelo telefone das companhias aéreas, atormentando uma grande quantidade de pessoas na minha busca pela passagem mais barata possível.

Talvez o problema é que eu não saiba muito bem onde o “possível” acaba. Que eu tenha fé absoluta na possibilidade de conseguir um vôo por 800 dólares para a Europa na alta temporada. Que eu acredite piamente que os operadores têm preços melhores, sim, só que eles estão escondendo de mim.

Um pouco de ceticismo e pesquisa é bom: conseguimos reduzir o preço da passagem em quase 20% mudando a data em alguns dias. Muito ceticismo e pesquisa é péssimo: quando você decide marcar a passagem, descobre que o último vôo, aquele vôozinho interno e bobo de curta duração, aquele que era a última das suas preocupações porque, afinal, você está fazendo sua reserva com QUATRO MESES de antecedência, não tem passagem disponível a não ser que você esteja disposta a pagar 300 paus por ela.

A culpa é da Varig, claro. A culpa é sempre da Varig.

Um comentário:

DaniMarco disse...

Há drama e ranger de dentes até para passagens grátis: a Varig (sempre ela!) me mandou um e-mail ontem mudando a perna de volta de São Paulo para BH - devido a um "rearranjo no sistema", me tiraram do vôo já confirmado e me jogaram para a noite: vão me deixar de castigo em Guarulhos por quase dez horas. Devem ter acomodado um pagante no meu lugar...