30.3.07

O Caso dos 300

Mensageiro persa: “O rei Xerxes exige que vocês entreguem uma oferenda de terra e água.”
Rei de Esparta (jogando o mensageiro no poço): “Tem bastante terra e água aí embaixo.”

Capitão persa: “Nossa flechas cobrirão o sol!”
Soldado de Esparta: “Ótimo. Combateremos à sombra.”

Rei Xerxes: “Ajoelhe-se e pouparei seu povo.”
Rei de Esparta: “Eu até me ajoelharia, mas esse negócio de massacrar um batalhão inteiro do seu exército hoje de manhã me deu uma câimbra danada na perna.”

Capitão persa: “Entreguem suas armas!”
Voa uma lança das linhas espartanas e perfura o cara.

Sim, as respostas malcriadas são a melhor razão para assistir a “Os 300 de Esparta”.

29.3.07

O Caso dos Lanchinhos de Viagem

Tive uma de minhas ótimas idéias (aquelas que depois de um exame detalhado se revelam retardadas): levar na viagem à Península Ibérica uns lanchinhos gostosos e de baixo índice glicêmico e distribuí-los fartamente entre as principais refeições para não deixar o açúcar no sangue da galera bater no pé durante ou depois de uma sucessão interminável de obras de arte/trezentos degraus até o topo de uma torre de igreja/quilômetros e quilômetros percorridos a pé no centro histórico. O plano é manter todo mundo alimentado e bem-humorado o tempo todo, o que elevará em muito o nível de contentamento da tripulação. Afinal, não há alegria viajora que resista se você está morrendo de fome/sede/calor, e a única coisa que consegue entender no cardápio são os preços de vários dígitos em euro.

Descartei de cara Nutry e biscoitinhos do tipo Club Social porque são enganação: têm muita gordura ou muito carboidrato simples, e praticamente nada de fibra ou vitamina. Descobri que damascos secos e amendoins têm baixo índice glicêmico e um tanto bom de calorias, ideal para fornecer energia na hora daqueles trezentos degraus.

Aí comecei a fazer contas: 30 g de amendoim ou 6 damascos secos... vezes 4 pessoas... vezes 28 dias... Resultado: eu teria que levar na mala mais de 3 quilos de amendoins e quase 700 damascos!



Larguei mão.

28.3.07

O Caso da Comida

Sempre fui enjoada pra comer. Eu era aquela criança magrelinha, esmirrada, que os pais tinham que pedir pelo amor de deus para vir almoçar. Nunca comi tomate. Strogonoff, só fui experimentar depois dos doze anos. Não gostava de verdura, legume, fruta (fora jabuticaba), e da maioria dos doces e salgados também. É um mistério que eu não tenha morrido de desnutrição.

Com a idade, fiquei um pouco menos enjoada. Depois que cresci e pude adquirir minhas próprias refeições, descobri que chocolate, sorvete, pão-de-queijo e pizza são alimentos agradabílissimos.

Agora que fiquei saudável, estou enjoada de novo. É verdade que encaro uns verdes folhosos menos repelentes, consumo uns legumes crus, e acho que diversas frutas – fora jaca. E caju. E mamão – são até gostosinhas. Mas não como mais pão de farinha refinada, bolo, biscoito, salgadinhos fritos e doces em geral (fora o chocolate, é claro). É que essas comidas não são funcionais, e com meu novo paladar desentoxicado de açúcar, nem tão gostosas. Então eu dispenso.

Isso deixa a minha avó, que sempre tem coca-cola, pasteizinhos fritos e torta de abacaxi em casa e gosta de alimentar os netos, desesperada.

PS 1: Isso não quer dizer que na minha festa de aniversário vou só servir água gelada, chá sem açúcar e sanduíches de pão integral com requeijão light. Não, não. Para os convidados vai ter também sorvete de soja.
PS 2: Brincadeirinha!

27.3.07

O Caso dos Pães

Eu como um pão de forma integral metido a besta e mais caro do que os normais. Demorei a me acostumar com o gosto, e ele também tem um tanto de calorias razoável, mas enfim – é carboidrato complexo e tem fibras, certo?

O Leo come um pão de forma light de farinha branca refinada. Como tudo que é feito de farinha branca refinada, ele é delicioso. Cada fatia tem quase metade das calorias do meu, mas enfim – é um produto sem valor nutricional algum, certo?

Errado. Comparei os rótulos e fiquei chocada: o pãozinho bobo do Leo tem quase o dobro de fibras por porção!

Boba sou eu.

26.3.07

O Caso do Livro

Alguém já disse – e acho que foi o Umberto Eco – que existem só 5 ou 6 histórias, o resto é repetição.

Ando achando que é verdade. Depois que você vê um tanto de filmes, lê um tanto de livros, você começa a descobrir os finais, e aí o negócio perde um pouco da graça.

No domingo passado li “A Sombra do Vento”, do Carlos Ruiz Zafón. O livro começa muitíssimo bem na Barcelona dos anos 40, e depois desgringola para um policial e um romance meio óbvios. O escritor é bom e tem tiradas espirituosíssimas, mas a motivação dos personagens é vaga e os personagens femininos são todos unidimensionais.

Mas, enfim, é bem bom. Recomendo.

23.3.07

O Caso do Trabalho

Descoberta empolgante: a palavra “trabalho” vem do latim “tripaliare”, que significa martirizar com um instrumento de tortura, o “tripalium” (que significa “com três paus”).

Que trabalhar pode ser torturante não é novidade para ninguém. Fiquei logo imaginando uma fila de escravos sendo cutucada com tripaliuns por feitores malvados.

Só que aí surge o “paradoxo do ócio”: se para trabalhar a pessoa tem que ser cutucada, QUEM CUTUCA OS CUTUCADORES?

22.3.07

O Caso dos Casos

- O Leo está indo muito bem na faculdade. Já fez várias provas e só tira notão. E como presta atenção e faz anotações, os professores estão ficando fãs dele. Isso quando não acham que ele também é professor.

- Hoje é o terceiro aniversário da minha posse. Da mudança para cá também. Acabo de me tornar uma funcionária pública estável. Cidadã honorária (porque, da turma toda, eu sou a única que gosta da cidade) eu já sou há muito tempo.

- Nosso atual ovo de Páscoa fora de época é o Chokito. Ele é feito de chocolate com flocos de arroz coberto com uma camada de caramelo. Nhão!

- Decidi tratar meus estudos da mesma maneira que tratei a dieta: científica. Já fiz a seleção de bibliografia. Ontem dividi o número de blocos de tempo (2 horas por dia, todo dia, até o fim do ano) pelo número de tópicos do edital. Agora é organizar uma grade de horário com as metas de conteúdo semanais e mensais. Ou seja, não terei como me enganar. Se eu não estiver estudando direitinho, vai saltar à vista na planilha. Infelizmente, acho que estudar vai ser mais difícil do que deixar de comer chocolates. O segundo é omissão, o primeiro é ação. E eu sou meio preguiçosinha.

21.3.07

O Caso das Americanas em Paris

Na internet se encontra de tudo – inclusive discussões interessantíssimas em fóruns de viagem nas quais americanos perguntam como vestir-se em Paris para não ser maltratado pelos locais. Eu nunca fui maltratada pelos locais, mas eu ando de metrô e vou a museu. Já os americanos são um povo rico, cujo programa é freqüentar lojas finas e restaurantes sofisticados.

Nas discussões, há quem responda que a pessoa deve andar chique, sim, ou os parisienses vão torcer o nariz para ela. E tem os que rebatem que o importante é estar confortável para caminhar quilômetros pela cidade, e se os parisienses são enjoados, problema deles. Eu concordava com essa segunda opinião, que me parecia sensata, até descobrir o que é que os americanos consideram “confortável”:

- tamancos de sola de borracha;
- sandálias esportivas do tipo Birkenstock;
- sapatos ortopédicos;
- tênis de ginástica, de preferência brancos e reluzentes;
- calças de moletom;
- casacos de moletom;
- bolsas grandes de tecido;
- pochetes de cintura;
- viseiras.

Nem aqui no Brasil um turista vestido desse jeito vai receber muitos agrados das lojas alinhadas.

Põe essa roupinha e vai na Daslu, vai. E depois quero ver alguém dizer que os franceses é que são esnobes.

20.3.07

O Caso da Oi

Confesso: morro de inveja da Mel Lisboa, que apresenta o programa Oi Mundo Afora na GNT. Sua função é viajar para lugares maravilhosos, apresentar pontos turísticos e entrevistar os profissionais locais. Eu não mataria minha mãe para conseguir esse emprego, mas negociava um rim (meu, não dela).

Dito isso, alguém me explica: como é que ela consegue ser tão ruim? Por favor – ela é atriz. Podia pelo menos fingir que apresenta alguma coisa. Não, não. O que ela faz é desfiar em tom monocórdico, típico de criança de terceira série lendo texto, o material que a produção prepara. Um horror.

Não vou nem comentar como é ridículo ela ir a spas e restaurantes chiques e ainda assim ficar desfilando com uma imensa mochila nas costas – como se algum mochileiro chegasse perto dos lugares que ela freqüenta. Nem da baranguice que é atender o celular no meio do programa, fingindo que está conversando com alguém no Brasil. É o jabá do patrocinador – eu entendo. Mas fiquei em pânico quando ela miou no telefone “me liga mais tarde para a gente conversar mais! É o mesmo número do Brasil!”.

Isso quer dizer que eu posso estar inocentemente ligando para o celular de um amigo que não vejo há tempos e só depois de vários minutos de conversa descobrir que ele está em Timbuktu e cada segundo da ligação custou dez reais.


Não ligo mais pra Oi.

19.3.07

O Caso do Cabelo Novo

Oba! Não sou mais uma mulher de cabelo bicolor.

No sábado fui ao salão para eles aplicarem a tinta que eu comprei em BH. O nome é “louro escuro acaju dourado”. Assustador? Que nada. A cor é um castanho bem fechado com reflexos vermelho-escuro. Sim, os nomes que as companhias de tintura dão a seus produtos também são um mistério para mim.

O Leo achou ótimo. Ele gosta quando fico morena. Eu também achei ótimo, porque a tinta deixa o cabelo brilhante e encorpado.

Vamos ver o que acontece depois de duas lavagens, que é quando a cor realmente se revela.

16.3.07

O Caso do Ovo de Páscoa

O Leo teve a fantástica idéia de comprar um ovo de Páscoa adiantado, porque a Páscoa é o meu feriado preferido (o que eu acho que não surpreende ninguém). Ele trouxe para casa um ovo Serenata de Amor de 250 g. Estava (ou melhor, está, porque metade dele ainda vive) maravilhoso.

Sim, eu sei que ovos de Páscoa custam o dobro do preço do mesmo chocolate em formato de barra. Sim, eu sei que ovos de Páscoa são uma invenção de marketing para fazer a gente comer mais chocolate do que de costume. Ainda assim, o ovo de Páscoa tem uma vantagem imbatível: ele é feito de chocolate novo, novinho, novíssimo. E há sabores de ovo de Páscoa que não existem no resto do ano!

Um exemplo é o próprio Serenata de Amor: chocolate ao leite com pedaços crocantes não sei bem de quê. Uma gostosura.

PS – inspirada pelo ovo de Páscoa fora de época, inventei uma palavra nova: deliciovo (que é um ovo de chocolate delicioso). Utilização: cuidado para não levar uma cotovolada (cotovelada provocada pela ânsia de chegar perto dos deliciovos).

15.3.07

O Caso da Monografia

Foram três meses de descobertas metodológicas, de pesquisa de jurisprudência, de exame de doutrina e de apreciação de leis. Doze semanas de arquivos com material de pesquisa, fichamentos e textos em três computadores diferentes. Noventa dias de investigação, análise, e eventuais momentos de iluminação.



A monografia da pós-graduação está pronta. Agora é só entregar. Mas quem disse que eu tenho coragem de apertar a tecla de “enviar” do e-mail? Tenho certeza que, no milésimo de segundo posterior ao envio, vou ter um insight fantástico que modifica inteiramente as conclusões a que cheguei, ou que esclarece que toda a minha construção teórica está baseada em uma premissa vazia.



A triste verdade é que não tenho muita escolha. O prazo para a entrega termina amanhã.



Pensando bem, isso é bom. Ou vocês acham que o direito pode sobreviver mais um dia sem uma monografia sobre o bem de família em arrolamento no processo fiscal federal?

13.3.07

O Caso da Viagem 2007

Se tem uma coisa que o Leo e eu gostamos é viajar. A gente não sai muito e somos bem pouco consumistas (fora eu com os sapatos, mas acho que é só uma fase. E não se esqueçam de que eles estavam em promoção. Promoção!), mas falou em viajar e não nos importamos em gastar uma grana que muita gente prefere usar trocando o celular, o carro ou a bolsa de grife. Questão de gosto.

Este ano vamos passar um mês conhecendo Portugal e Espanha, com uma passadinha em Paris no final. O que essa viagem tem de inédita é que junto conosco irão meus pais (que são ótimos, menos quando estão juntos. É que um gosta muito de implicar com o outro. Mas quem sabe eles não vêem como eu e o Leo somos um casal feliz e pacífico e se inspiram?).

Vamos fazer um roteiro circular de carro: chegando de avião em Lisboa no meio de junho, descendo para Évora, passando pelo sul da Espanha, subindo para Madrid, passando por Toledo, chegando a Porto, descendo por Coimbra, Batalha e Sintra para alcançar Lisboa de novo. De lá, avião até Paris.
Se alguém conhece a Península Ibérica (eu acho que a Ana conhece!) e tem dicas e/ou sugestões a dar, favor manifestar-se!

12.3.07

O Caso do Comentário

O Anônimo deixou no último post um comentário a respeito de como este blogue tinha se tornado fútil e superficial.

Reação nº 1: e este blogue NÃO foi fútil e superficial quando, mesmo?

Reação nº 2: olha, ele me chamou de inteligente! Obrigada!

Reação nº 3: oba! Polêmica! O número de acessos vai aumentar!

De qualquer maneira, espero que o amiguinho não se despeça deste blogue para sempre, como ameaçou. Ou ele vai perder os posts (com fotos!) sobre a viagem a Portugal e Espanha que farei com minha mala reduzidíssima, meus sapatinhos de viagem e meu corpinho pós-dieta!

9.3.07

O Caso da Madame

Agora finalmente eu posso ser uma mulher elegante: o Leo está me deixando no trabalho, buscando do trabalho, e ainda me levando para almoçar. Isso significa que eu posso usar sapatos lindíssimos, muito pouco práticos, que não vou estragar nem o pé nem o salto nos paralelepípedos nas ruas.

Minhas duas últimas aquisições foram:

- um modelo de onça com salto altíssimo, fivelinha bem baixa na frente (os americanos chamam de Mary Jane) e bico redondo;

- um peep toe de couro preto e salto doze (minha mãe tinha um igual, de verniz, que eu sempre ambicionei mas nunca pude usar, porque o pé dela é um número menor do que o meu).

Percebo que eu já fui uma pessoa de sapatos simples e sensatos, mas que ultimamente não acho coisa melhor do que um modelo diferente e legal. Espio com mal-disfarçada piedade pessoas que usam sapatos caretas e chinelinhas rasteiras.

Aposto que elas olham meus saltos e também têm pena de mim.

8.3.07

O Caso do Dia da Mulher

Dizem as más línguas que esse negócio de dia é coisa de minoria (vide o dia do índio e da secretária) e que existir um dia para a mulher significa que todos os outros dias são do homem. A Lya Luft meteu o pau na data no programa da Marília Gabriela, e aproveitou para detonar uma associação de mulheres poderosas (empresárias, médicas) para a qual ela foi dar uma palestra. As mulheres se vestem de rosa da cabeça aos pés quando se reúnem, e a Luft disse que, se fosse uma associação de homens, nem passaria pela cabeça deles se vestir de azul, por exemplo.

Primeiro eu concordei com a Lya. Depois eu fiquei pensando que feminismo quer dizer direitos iguais aos homens, e não fazer tudo igual aos homens. Que se as mulheres querem se vestir de rosa – bem , que se vistam.

Ninguém tem respostas prontas para a condição da mulher, mas, como disse sabiamente minha amiga Lili, isso é porque o feminismo – assim como a democracia, acrescento eu – é muito recente, se o colocarmos numa perspectiva histórica. Não há soluções consolidadas, nem decisões mágicas que agradem a todos.

Eu acho que uma maneira sensata e lógica de enxergar a situação é considerar as pessoas, primeiramente, pessoas. O fato de elas serem homens ou mulheres é somente uma faceta delas, como tantas outras facetas. Partir do pressuposto que fulana dirige mal porque é mulher ou que fulano não sabe cozinhar porque é homem não tem o menor embasamento científico.
Além do mais, a gente nem ganha presente no dia da mulher.

7.3.07

O Caso da Correria

Então é isso: eu e o Leo estamos na maior ralação. Ele está fazendo dois períodos em um semestre só, indo à faculdade de manhã e à noite. De tarde ele estuda. Eu trabalho o dia inteiro e estou no sprint final da monografia. Nos intervalos a gente faz dieta, exercício e prepara a viagem do meio do ano. Ufa!

E o esquemão deve continuar por algum tempo. O Leo vai ficar nesse ritmo até se formar. Eu vou entregar a monografia na próxima sexta-feira e pegar sério nos estudos para concurso toda noite.

Em suma, 2007 e 2008 serão anos de muita dedicação acadêmica (com umas viagenzinhas ao exterior no meio para alegrar).

Vai ser ótimo!

6.3.07

O Caso das Lições da Dieta

Aproveitando a deixa da Lílian, que deixou nos comentários um pedido de dicas, vou registrar aqui o que aprendi nos últimos três meses:

- a fazer dieta, faça-o cientificamente. Saiba que um quilo equivale a 7.000 calorias. Se você cortar 250 calorias do seu cardápio diário e perder outras 250 por meio de exercício, perderá 1 quilo por semana.

- para aplicar esse método, você tem que saber direitinho as calorias do que come e o quanto gasta se exercitando. Geralmente as pessoas acham que uma caminhadinha queima quinhentas calorias e um sundae com calda de chocolate adiciona duzentas. Depois não emagrecem e não sabem por quê. A internet é cheia de listas de calorias e eu tenho a planilha mágica, que eu posso mandar pra quem quiser.

- o que nos leva à conclusão que sim, você pode continuar comendo o que gosta, porque nessa fase o importante é o número de calorias, mas aí provavelmente passará fome, porque geralmente gostamos de coisas gordurosas e açucaradas. Quando se faz restrição de calorias, o jeito é procurar alimentos menos calóricos, e eles acabam sendo os mais saudáveis. É 2 por 1: além de perder peso você fica com a saúde em dia.

- o básico: faça várias refeições por dia; sempre tome café-da-manhã; expurgue seus armários dos doces, biscoitos, salgadinhos e afins. Deixe só uma de suas comidas preferidas, em quantidades reduzidas, para, de vez em quando, comer um pedacinho (dentro da sua cota diária de calorias!).

- encare a realidade: quando se faz dieta se passa vontade e fome. Não fique achando que o sacrifício vai ser uma loucura insuportável, mas também não acredite que seus novos hábitos alimentares serão a coisas mais fácil do mundo. Se você está comendo menos do que comia antes (tanto em volume quanto em calorias), é claro que vai sentir fome. Abrace a fome. Não é ela que manda em você, é você que manda nela.

- vá experimentando o que funciona pra você. Eu descobri que chá (sem açúcar, porque senão não vale!) tira a minha vontade comer doce. E o verde ainda acelera o metabolismo.
Em suma:
- Não é difícil perder peso. É só se exercitar muito e comer pouco.
- O difícil é se exercitar muito e comer pouco.

5.3.07

O Caso da Manutenção

Perdi quatro quilos e encerrei a dieta. Jóia. Agora estou na chatíssima fase da manutenção, tentando descobrir quanto devo comer e me exercitar para manter o peso mais ou menos estável.
Consumo uns chocolatinhos e o peso sobe muito. Volto ao número de calorias da dieta e o peso cai muito. É o ponto de equilíbrio, cadê?
Já percebi que as variações de peso são maiores do que o número de calorias ingeridas ou cortadas, porque aparentemente o metabolismo é uma porcaria de um processo complexo e intrincado. Carboidratos retém três vezes seu peso em água. Fibras diminuem a absorção de gorduras. Alimentos de alto índice glicêmico disparam a produção de insulina.
E durma-se com um barulho desses.

2.3.07

O Caso dos Sapatos Enganadores

Mais uma vez caí na esparrela do sapato confortável. Comprei um sapato de bico redondo e saltinho grosso achando que ia ser a maior vantagem; ontem fui trabalhar a pé (800 metros!) e ele detonou meus pezinhos em vários lugares.

Minha desculpa para ter caído no conto do vigário, isto é, do sapato, é que eu tinha outro da mesma marca e de modelo parecido que era agradabilíssimo de usar. Mas eu devia ter desconfiado. Na loja, o sapato enganador não era dos mais confortáveis. Iludida, achei que ele precisava apenas de ser amaciado.

Meu pé é que foi.

O que mais me deixa danada é que o sapato em questão não é nenhuma maravilha. Feio ele não é, mas sua cor caramelo e seu salto reduzido estão longe de impressionar os passantes. O que ele perdia no quesito magnificência ele tinha que compensar com o quesito conforto.

Porque arrebentar o pé por um sapato fantástico é uma coisa – como dizem as parisienses, “é preciso sofrer para ser bela”. Arrebentar o pé por um sapato meia-boca, aí já é desaforo.

1.3.07

O Caso da Alta Indagação

O que as pessoas fazem depois que realizam seus sonhos? Depois que tiram carteira, viajam para o exterior, casam e arrumam emprego?
Alternativa A) separam, pedem demissão, arrumam muitos pontos na carteira para perdê-la, casam de novo e procuram um novo emprego?
Alternativa B) passam as horas livres comendo Ruffles e vendo tevê a cabo?
Alternativa C) nenhuma das acima?