8.3.07

O Caso do Dia da Mulher

Dizem as más línguas que esse negócio de dia é coisa de minoria (vide o dia do índio e da secretária) e que existir um dia para a mulher significa que todos os outros dias são do homem. A Lya Luft meteu o pau na data no programa da Marília Gabriela, e aproveitou para detonar uma associação de mulheres poderosas (empresárias, médicas) para a qual ela foi dar uma palestra. As mulheres se vestem de rosa da cabeça aos pés quando se reúnem, e a Luft disse que, se fosse uma associação de homens, nem passaria pela cabeça deles se vestir de azul, por exemplo.

Primeiro eu concordei com a Lya. Depois eu fiquei pensando que feminismo quer dizer direitos iguais aos homens, e não fazer tudo igual aos homens. Que se as mulheres querem se vestir de rosa – bem , que se vistam.

Ninguém tem respostas prontas para a condição da mulher, mas, como disse sabiamente minha amiga Lili, isso é porque o feminismo – assim como a democracia, acrescento eu – é muito recente, se o colocarmos numa perspectiva histórica. Não há soluções consolidadas, nem decisões mágicas que agradem a todos.

Eu acho que uma maneira sensata e lógica de enxergar a situação é considerar as pessoas, primeiramente, pessoas. O fato de elas serem homens ou mulheres é somente uma faceta delas, como tantas outras facetas. Partir do pressuposto que fulana dirige mal porque é mulher ou que fulano não sabe cozinhar porque é homem não tem o menor embasamento científico.
Além do mais, a gente nem ganha presente no dia da mulher.

5 comentários:

DaniMarco disse...

Eu ganhei presente - mas não é por causa do dia da mulher, mas pelo aniversário de casamento...

Lud&Leo disse...

O que você ganhou? O quê? O quê?

DaniMarco disse...

Mas que é muito esquisito ganhar cartões da Câmara Municipal falando da "sensibilidade e intuição femininas", isso é.

Anônimo disse...

Ei Lud!!!

Vou protestar pelo presente... quero presente também!! Já que a gente tem esse dia pra nós, tinha que ter presente acompanhando.....

Beijo!!!

Christina

Isa disse...

Dia das mulheres é ridículo. Não é que nem o dia do bombeiro, que você dá parabéns pro cara pela sua vocação, ou pelo que ele teve que batalhar para se tornar bombeiro, ou pelo que ele enfrenta. Eu não escolhi ser mulher, nem tenho que esforçar pra alcançar a mulheridade.
E odeio cartõezinhos preconceituosos que a gente recebe no trabalho, falando que 'nós vencemos pelo amor'. Amor uma ova, eu trabalho e é muito, viu!?
Pena que o cartãozinho caiu justamente atrás do armarinho que é grudado na parede e não se mexe... tsc tsc tsc...