29.3.07

O Caso dos Lanchinhos de Viagem

Tive uma de minhas ótimas idéias (aquelas que depois de um exame detalhado se revelam retardadas): levar na viagem à Península Ibérica uns lanchinhos gostosos e de baixo índice glicêmico e distribuí-los fartamente entre as principais refeições para não deixar o açúcar no sangue da galera bater no pé durante ou depois de uma sucessão interminável de obras de arte/trezentos degraus até o topo de uma torre de igreja/quilômetros e quilômetros percorridos a pé no centro histórico. O plano é manter todo mundo alimentado e bem-humorado o tempo todo, o que elevará em muito o nível de contentamento da tripulação. Afinal, não há alegria viajora que resista se você está morrendo de fome/sede/calor, e a única coisa que consegue entender no cardápio são os preços de vários dígitos em euro.

Descartei de cara Nutry e biscoitinhos do tipo Club Social porque são enganação: têm muita gordura ou muito carboidrato simples, e praticamente nada de fibra ou vitamina. Descobri que damascos secos e amendoins têm baixo índice glicêmico e um tanto bom de calorias, ideal para fornecer energia na hora daqueles trezentos degraus.

Aí comecei a fazer contas: 30 g de amendoim ou 6 damascos secos... vezes 4 pessoas... vezes 28 dias... Resultado: eu teria que levar na mala mais de 3 quilos de amendoins e quase 700 damascos!



Larguei mão.

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