2.3.07

O Caso dos Sapatos Enganadores

Mais uma vez caí na esparrela do sapato confortável. Comprei um sapato de bico redondo e saltinho grosso achando que ia ser a maior vantagem; ontem fui trabalhar a pé (800 metros!) e ele detonou meus pezinhos em vários lugares.

Minha desculpa para ter caído no conto do vigário, isto é, do sapato, é que eu tinha outro da mesma marca e de modelo parecido que era agradabilíssimo de usar. Mas eu devia ter desconfiado. Na loja, o sapato enganador não era dos mais confortáveis. Iludida, achei que ele precisava apenas de ser amaciado.

Meu pé é que foi.

O que mais me deixa danada é que o sapato em questão não é nenhuma maravilha. Feio ele não é, mas sua cor caramelo e seu salto reduzido estão longe de impressionar os passantes. O que ele perdia no quesito magnificência ele tinha que compensar com o quesito conforto.

Porque arrebentar o pé por um sapato fantástico é uma coisa – como dizem as parisienses, “é preciso sofrer para ser bela”. Arrebentar o pé por um sapato meia-boca, aí já é desaforo.

Um comentário:

DaniMarco disse...

E eu tinha tanta esperança naqueles sapatos...