8.5.07

O Caso dos Juniores

Me desculpem os Filhos e Netos, mas esse negócio de botar o nome do pai no filho e/ou no neto é de uma baranguice e de uma falta de criatividade indesculpáveis.

O primeiro problema é o estrago que o nome repetido deve fazer na psique da criança, que cresce carregando a carga de ser um xerox do ascendente. O segundo é a confusão que os nomes dobrados criam na família, e que se resolve chamando o infeliz de “Juninho”, “Netinho” e “Filhinho”. Ou seja: no final das contas, batizar o menino de Adelino Barbosa para perpetuar o nome não adiantou nada, porque ele vai ser conhecido como “Júnior” mesmo.

O mais engraçado é que, de maneira geral, os nomes dos Jrs., Filhos e Netos são horrendos. Nunca vi um Carlos Eduardo Oliveira Filho. O que rola são as Guiomares Soares Netas e os Fleudes Matos Júniors.

Talvez isso aconteça porque os donos dos nomes feios querem companhia no clube dos donos de nomes feios. Ou é vingança, sei lá.

O que eu sei é que meus filhos não vão ser Ludmilas, nem Leonardos, nem qualquer combinação dos dois. No máximo uma Laurinha, e olhe lá.

3 comentários:

* Isa * disse...

Mas... e Leomila e Ludnardo?
ps: eu gosto de laurinha =)

Anônimo disse...

Concordo inteiramente. Eu por exemplo tenho o mesmo nome da minha avo paterna que morreu ha muitos anos...
Ana

Luisa disse...

Hahaha!!!!
Concordo em gênero, número e grau...
Com tanto nome por aí, por que repetir o do pai/ avô?!


beijoo