24.6.07

O Caso das Férias

Estou de férias do blogue.

Não se preocupem que eu volto já, já.

14.6.07

O Caso do Sapateiro

Descobri um negócio fantástico: o sapateiro.

Você leva pra ele os seus calçados gastos e desbotados, pede para pintar e trocar o salto, paga quinze reais e voilà: um par de sapatos novos.

O que eu levei era lilás e virou preto, mas pretendo ser mais criativa das próximas vezes. Se a gente se distrai, começa com um tanto de sapatos coloridos e alegres termina com todos eles escuros e fúnebres. Tenho é que descobrir quão boa é a cobertura da tinta para sapatos. Duvido que ela consiga transformar sapatos marrom-café em branco-gelo, mas quem sabe chocolate em roxo, oncinha em verde, bege em coral?

Minha próxima vítima será um par caramelo novinho que é sem graça que dói. O plano é deixá-lo vermelho como as botas de Supergirl da minha irmã mais nova. E lembram a bota marrom que foi transformada em preta com ajuda de muita graxa e muque? Também tá na fila.

Com a vantagem de não ir perdendo a cor no meio da viagem e terminar em um degradé suspeitíssimo.

13.6.07

O Caso dos Casais

Outro dia vi na tevê uma psicóloga defendendo a teoria de que único jeito de conservar a paixão nos longos relacionamentos era cada um conservar sua liberdade, inclusive sexual. Fiquei matutando. O problema que eu vejo em casamentos abertos é que, se esposa/marido podem se envolver com outras pessoas, nada impede que elas se apaixonem e abandonem o relacionamento original. E aí, de que adianta ter mantido a paixão?

Vão me dizer que esse risco ocorre até com parceiros fidelíssimos. De fato, até parceiros fidelíssimos podem se sentir atraídos por terceiros. A diferença é que o parceiro fidelíssimo vai evitar as situações que alimentem essa atração, e o casal aberto vai se jogar. O primeiro, que ficou na dele, tem baixíssimas chances de se apaixonar por aquela pessoa que sequer chegou a conhecer direito. O segundo vai se envolver e aí, já viu...

Eu não sei não, mas acho o risco maior que o ganho.

12.6.07

O Caso do Labirinto

Nas asas da faringite e da supergripe, veio um desagradável ataque de labirintite – não muito forte, mas persistente. Aconteceu a mesma coisa no ano passado, só que daquela vez um remedinho leve receitado pelo médico reumatologista (?!?) do pronto-atendimento deu conta. Dessa vez o Labirin não deu nem pra começo de conversa: não fez praticamente nenhum efeito, e ontem o otorrino me lascou quase um mês de Vertizine D, um daqueles remédios cuja bula avisa que você não deve dirigir nem operar veículos pesados.

Como eu não dirijo nem opero veículos pesados, tudo bem. O problema é que a bula também diz que não se deve ingerir álcool durante o tratamento, e eu já estava contando com umas tacinhas de vinho nas férias...

Vou ter que ligar para o médico e negociar.

Fora isso, o Vertizine D é muito bom. Depois de dias meio mareada, estou me sentindo bem. Com um sono, que é um dos efeitos colaterais do remédio, absolutamente incrível, mas fora isso muito bem.

6.6.07

O Caso da Triste Constatação

É: em concursos públicos, ninguém quer saber se você entende de vinhos, se se veste bem, se é um viajante internacional, se é um bom amigo, se fala várias línguas, se se alimenta de maneira saudável, se recita Camões de cor, se está em forma, se tem facilidade com cores, se sabe usar o Google. Não – pra isso eles não ligam a mínima. Eles só querem saber se você domina a matéria da prova, e nem para o fato de sua letra ser bonita dão bola.

Ou seja: em concursos públicos, não importa se você é a Miss Universo ou o Quasímodo, o Pinky ou o Cérebro, se é mais bonito ou mais inteligente que a concorrência. O que importa é saber a maldita matéria da prova!

O que significa que certas pessoas devem se preocupar menos em acompanhar os campeonatos de tênis e mais em estudar Direito do Trabalho.

5.6.07

O Caso do Exame de Sangue

Toda vez que faço exame de sangue é um drama: a pressão cai, o ouvido zumbe, e se eu não me deitar rápido desmaio mesmo.

Acabo de fazer um exame de sangue e nenhuma das alternativas acima ocorreu. Pode ser um ótimo e inesperado efeito colateral da minha nova alimentação saudável, que acaba de completar seis meses. Acho que, como o açúcar no meu sangue anda bem estável, o jejum pré-exame não provocou uma queda absurda da glicose, aquela que deixa as pessoas fraquinhas e trêmulas. Saí do laboratório lépida e fagueira e, apesar das 12 horas sem comer, nem fome eu estava sentindo.

4.6.07

O Caso dos Jogadores de Tênis

Estamos na época do torneio de Roland Garros, o aberto de tênis da França. Passa na tevê a cabo e eu e o Leo acompanhamos. Eu não gostava de assistir a jogos de tênis, porque eu não entendia direito o que estava acontecendo. Depois que o Leo me explicou as regras e eu tive umas aulas, passei a entender não só o jogo mas também o grau de dificuldade dos lances. Fiquei fã.

Eu torço para o Nadal, o espanhol que é um dos melhores jogadores em quadra de saibro de todos os tempos (pelo menos é o que o site dele diz), e o Leo torce para o Federer, o suíço que é um dos melhores jogadores em qualquer tipo de quadra de todos os tempos (pelo menos é o que a imprensa especializada diz). Todos os jogadores de tênis são fregueses do Federer – menos o Nadal.

Eu não tenho nada contra o Federer e até torço para ele de vez em quando, mas o Leo odeia o Nadal com todas as forças. Ele acha o Nadal mascarado, convencido, antipático e feioso. Já eu acho o Nadal animado, dinâmico e persistente.

E gosto das calças capri que ele usa.

1.6.07

O Caso dos Piratas

Na quarta-feira eu fui ver Piratas do Caribe 3 e adorei. O primeiro eu tinha achado legal e o segundo eu detestei, e agora sei a razão que: é porque guardaram todas as idéias boas para o último episódio da trilogia.

* SPOILER* Se você não viu o filme e pretende fazê-lo, não continue lendo!

No final todo mundo se dá bem, menos a personagem da Kiera Knightley, a Elizabeth Swan. Ela se casa com o Legolas e ele, para escapar da morte, vira um pirata amaldiçoado que só vai à terra UM dia a cada DEZ anos.

Se ele tivesse morrido, ela ia chorar, se lamentar, e depois de um ano ou dois descolava outro gatinho e se arranjava com ele. Do jeito que foi, ela não pode arrumar outro hômi, nem ir cuidar da vida, mas tem que ficar esperando o mané bater ponto no porto a cada década. E ela ainda vai envelhecer enquanto ele vive para sempre, jovem e lampeiro.

Em suma: sobrou igual chuchu na janta.