26.7.07

O Caso do Vestido Infinito e a Vida Real

O vestido infinito foi usado 4 vezes na viagem e ganhou nota 6,5. Ele tem vantagens: não amassa, não mostra sujinhos – já que é preto – e é confortável. A desvantagem é que, já que ele é preto, as diferentes amarrações que fazem o modelo variar praticamente não aparecem. Portanto, levar na mala um pretinho básico ao invés de um vestido infinito faria praticamente o mesmo efeito.

Além disso, o vestido acabou ficando muito longo, então toda vez que eu o colocava achava que estava indo para um baile. Vou mandar cortar um pedaço e talvez a coisa melhore.

Se bem que, pensando bem, numa das vezes em que o usei esfriou e eu consegui transformar o modelo sem mangas no modelo com mangas até os cotovelos (e não pude mais abrir os braços, mas aí já são outros quinhentos).

Acho que vou subir a nota do vestido infinito para 7,5.

25.7.07

O Caso da Megasorte

Embarcamos em BH no dia 16 de junho para fazer a perninha até o Rio pela TAM e de lá para Lisboa pela TAP. Os sistemas das duas companhias aéreas não estão integrados, o que quer dizer que fazer o check-in na TAM não significa nada para a TAP. Aí, como não podia deixar de acontecer, o vôo BH-Rio atrasou quase uma hora.

Chegamos esbaforidos no balcão da TAP, e ainda bem que a gente correu. A aeronave original estava com problema, e havia sido substituída por outra, com 30 lugares a menos. Olha a sorte: havia só mais 5 vagas quando nós 4 fomos fazer o check-in!

Para completar, colocaram meus pais nos excelentes lugares perto da saída de emergência, mas eles pediram para trocar conosco, porque lá é gelado e meu pai estava gripadinho. Vesti duas blusas em cima da que eu já estava usando, peguei emprestado um casaco de minha mãe, enrolei o cobertor nas pernas e tive uma viagem ótima, toda espaçosa.

Mas quem gostou mesmo, já que em toda viagem de avião ele costuma bater os joelhos na cadeira da frente, já que ele tem quase 1,90 de altura, foi o Leo.

24.7.07

O Caso do Alerta do Chá Verde

Interrompemos essa novela para um aviso de utilidade pública: chá verde NÃO deve ser tomado após as refeições.

Sim, o chá verde continua a oitava maravilha do mundo: aumenta as defesas imunológicas, é repleto de antioxidantes. Mas, assim como café, sorvete e chocolate, atrapalha a absorção de ferro pelo organismo.

Portanto, o recomendado é que o chá verde seja tomado:
- pelo menos meia hora antes da refeição que contém ferro
- pelo menos duas horas depois da refeição que contém ferro

Quem me contou foi uma nutricionista, um dia depois de eu ter sido diagnosticada com uma baixa de ferritina que fez meu cabelo cair loucamente. Mas a culpa é minha mesmo, já que tolamente resolvi seguir o exemplo de uma beldade televisiva que disse que toma chá verde depois do almoço para auxiliar a digestão.

Podia se mirar na Madre Teresa de Calcutá ou no Bill Gates, mas não, foi escutar conselho de Solange Frazão.

Só podia dar nisso.

23.7.07

O Caso da Viagem a Espanha e Portugal

Agora a viagem sai, e em capítulos!

Capítulo I: O Caso da Mala Reduzidíssima (e de Outras Nem Tanto)

Sim, eu e o Leo conseguimos embarcar levando:
A) um mala de roupas de tamanho pequeno, do tipo bagagem de mão, tão cheia que não cabia nem mais um alfinete;
B) outra mala pequena, também de rodinhas, que foi como bagagem de mão, com a maleta do laptop (com o dito-cujo) dentro. Sapatos podem ficar para trás, mas o notebook, para acessar internet wireless (ou uí-fí, como dizem os espanhóis), fazer o resumo do dia e anotar as despesas, não.

Para conseguir esse milagre da ocupação do espaço, dobrei as camisetas do Leo exatamente na largura da mala, usando uma régua. E estávamos contando que, lá pelo meio da viagem, íamos mandar lavar umas roupinhas num hotel (já tínhamos até o preço: 2 euros por peça). Além disso, eu estava levando o lendário vestido infinito, que deveria se multiplicar em vários modelos.

Isso éramos nós. Já meus pais, que foram exaustivamente avisados que o porta-malas do carro, ao contrário do vestido, não é infinito, apareceram com:
A) uma mala de rodinhas de tamanho razoável;
B) uma mala SEM rodinhas média;
C) uma mochila;
D) uma bolsa de mão GRANDE.

Isso depois de eu proibi-los de levar mais de um casaco de frio e dar uma esvaziada geral no que eles iam levando. (Pensando bem, é provável que eles tenham se rebelado e pego de volta as roupas que eu descartei.)

Um dia depois de começarmos a viagem as bagagens dos meus pais já haviam se multiplicado, com diversos itens transferidos para sacolas e bolsas que vieram escondidos dentro das diabas das malas sem rodinha.

O pior era carregar a malaria até os hotéis, porque fizemos reservas em lugares ótimos, muito centrais, e esse tipo de hotel pequeno geralmente não tem garagem. A gente estacionava o carro em uma garagem pública próxima e lá se ia.

A distância nunca era superior a 500 metros, mas tenta caminhar 500 metros sem saber direito onde você está indo, em rua de pedrinha, com um sol de mais de 35 graus na cacunda, carregando duas malas, tenta. Eu e o Leo íamos todos serelepes na frente com nossas duas malas de rodinha e o maleta do laptop em cima de uma delas, e meus pais ficavam para trás com suas bagagens jurássicas. Aí é claro que o Leo ia lá ajudar, e no final, depois de toda sua alegria perante a realização fática da mala reduzidíssima, ele tinha que se encarregar de bagagens jurássicas.

Em Salamanca consegui convencer meus pais a adquirir duas malas novas – de rodinha, é claro – no Carrefour, pela bagatela de 49 euros. Também falei para eles jogarem as malas antigas (literalmente) fora, mas tenho certeza que eles ignoraram. Aposto que voltaram para o Brasil dentro das novas.

19.7.07

O Caso das Delícias

Estou de volta!

Diverti-me muitíssimo na minha viagem a Portugal, Espanha e Paris e comi mais ainda! É porque estou numa fase de experimentações culinárias. Provei um tanto de pratos inéditos e descobri que a coragem geralmente é recompensada com sabores interessantíssimos.

Aí vai a lista das coisas que eu nunca havia comido antes:

Gazpacho (sopa de tomate fria típica do sul da Espanha. É gostosinha.)

Natilla (sobremesa espanhola parecida com um flã de baunilha. É muito boa, principalmente a versão limão)

Veado (delícia!)

Creme de cogumelo (junto com a carne de veado. Ótimo)

Cordeiro (muito forte; não gostei)

Ponche toledano (rocambole de massa esponja, recheio de trufa, cobertura de marzipã e calda de limão. Divino)

Ponche segoviano (bolo de massa esponja com recheio de creme e cobertura de marzipã. Médio)

Pastel de Belém (empadinha de massa folhada recheada com creme amarelo. Achei meia-boca)

Mont Blanc (merengue coberto de massa de castanha portuguesa. Razoável)

Chocolate-quente branco (provavelmente a bebida mais doce que jamais existiu)

Macaron (um doce francês maravilhoso, macio e crocante ao mesmo tempo)

Sorbet de framboesa (lindo e gostoso)

Sorvete de pétalas de rosa (lindo e com gosto de sabonete)

Raclette (queijo derretido acompanhado de batatinhas e frios. É bom, mas o queijo raclette é meio sem gosto)

Tartiflette (batata, bacon, cebola, tudo coberto com queijo derretido. Nhão!)

É oficial: não sou mais uma pessoa enjoada para comer.