23.7.07

O Caso da Viagem a Espanha e Portugal

Agora a viagem sai, e em capítulos!

Capítulo I: O Caso da Mala Reduzidíssima (e de Outras Nem Tanto)

Sim, eu e o Leo conseguimos embarcar levando:
A) um mala de roupas de tamanho pequeno, do tipo bagagem de mão, tão cheia que não cabia nem mais um alfinete;
B) outra mala pequena, também de rodinhas, que foi como bagagem de mão, com a maleta do laptop (com o dito-cujo) dentro. Sapatos podem ficar para trás, mas o notebook, para acessar internet wireless (ou uí-fí, como dizem os espanhóis), fazer o resumo do dia e anotar as despesas, não.

Para conseguir esse milagre da ocupação do espaço, dobrei as camisetas do Leo exatamente na largura da mala, usando uma régua. E estávamos contando que, lá pelo meio da viagem, íamos mandar lavar umas roupinhas num hotel (já tínhamos até o preço: 2 euros por peça). Além disso, eu estava levando o lendário vestido infinito, que deveria se multiplicar em vários modelos.

Isso éramos nós. Já meus pais, que foram exaustivamente avisados que o porta-malas do carro, ao contrário do vestido, não é infinito, apareceram com:
A) uma mala de rodinhas de tamanho razoável;
B) uma mala SEM rodinhas média;
C) uma mochila;
D) uma bolsa de mão GRANDE.

Isso depois de eu proibi-los de levar mais de um casaco de frio e dar uma esvaziada geral no que eles iam levando. (Pensando bem, é provável que eles tenham se rebelado e pego de volta as roupas que eu descartei.)

Um dia depois de começarmos a viagem as bagagens dos meus pais já haviam se multiplicado, com diversos itens transferidos para sacolas e bolsas que vieram escondidos dentro das diabas das malas sem rodinha.

O pior era carregar a malaria até os hotéis, porque fizemos reservas em lugares ótimos, muito centrais, e esse tipo de hotel pequeno geralmente não tem garagem. A gente estacionava o carro em uma garagem pública próxima e lá se ia.

A distância nunca era superior a 500 metros, mas tenta caminhar 500 metros sem saber direito onde você está indo, em rua de pedrinha, com um sol de mais de 35 graus na cacunda, carregando duas malas, tenta. Eu e o Leo íamos todos serelepes na frente com nossas duas malas de rodinha e o maleta do laptop em cima de uma delas, e meus pais ficavam para trás com suas bagagens jurássicas. Aí é claro que o Leo ia lá ajudar, e no final, depois de toda sua alegria perante a realização fática da mala reduzidíssima, ele tinha que se encarregar de bagagens jurássicas.

Em Salamanca consegui convencer meus pais a adquirir duas malas novas – de rodinha, é claro – no Carrefour, pela bagatela de 49 euros. Também falei para eles jogarem as malas antigas (literalmente) fora, mas tenho certeza que eles ignoraram. Aposto que voltaram para o Brasil dentro das novas.

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