22.11.07

O Caso do Blogue

Ontem percebi que este blogue está muito antisséptico, muito politicamente correto, muito vanilla. Como se eu estivesse escrevendo para a minha mãe (ou para a madre superiora). Não tem comentários maldosos, não tem palavras em outra língua, não tem nenhuma das minhas indignações (e como eu fico indignada toda vez que presencio ataques à estética e à lógica – a estética primeiro, observem –, eu fico indignada o tempo todo).

Abaixo a boa-mocice! Abaixo os posts água-com-açúcar!

Próximo post: por que eu odeio a ecologia.

21.11.07

O Caso do Próximo Destino

Nossa próxima viagem será a mais ambiciosa de todas: quase um mês em um lugar a 16 horas de avião (partindo do Rio de Janeiro), no qual se fala uma língua quase ininteligível e se dirige à esquerda.

É a Nova Zelândia!

Tanto a equipe de comunicação (eu) quanto a equipe de transporte (o Leo) ficarão bastante atarefados. Em NZ se fala inglês, mas o sotaque é carregado (vimos um filme neozelandês para treinar e achei difícil de entender). Já o Leo vai ter que se virar para dirigir na mão inglesa, sentado no lado direito do carro.

Acho que os leitores mais espertos já tinham desconfiado. Também, com esse papo de bungee-jumping virtual, túnel de vento, esportes radicais...

13.11.07

O Caso da Ferritina

Então ontem eu voltei ao dermatologista levando o exame de sangue, que por sua vez revelou que minha ferritina continua baixa – 25 –, embora eu tenha tomado um suplemento de ferro por dois meses, terminando no meio de setembro.

Tá explicado por que meu cabelo está caindo igual ao dólar.

O que não está explicado é essa anemia bizarra, já que eu me alimento bem e nem estou tomando chá verde (que o meu dermatologista disse que não tinha nada a ver, por sinal). Mas bem que eu tenho andado fraquinha e cansada de uns tempos pra cá.

O derma receitou de novo o suplemento de ferro sabor chocolate que gruda no dente por quarenta dias.

Vão vê se funciona.

9.11.07

O Caso da Banda

Ontem eu estava em casa à toa vendo uns clipes na tevê e cheguei à conclusão de que, como eu vivo mudando de profissão e de idéia, o jeito é montar uma banda chamada The Quitters e cair na estrada.

8.11.07

O Caso das Empadas

O Leo descobriu mais uma iguaria regional: empadas gigantes do Rei das Empadas, uma loja que fica semi-perto de casa. As empadas de frango com bacon e de queijo são deliciosas, grandes e baratas (1 real a unidade). E eles ainda entregam em casa.

Ontem os colegas de faculdade do Leo falaram que existiam empadas ainda maiores e melhores: as do Sabor da Empada. Essa loja fica mais longe, mas como estávamos impressionadas com a descoberta original, decidimos ir lá conhecer.

Experimentamos três tipos: a de frango e bacon e a de queijo – para comparar – e a de presunto e queijo, porque a primeira vez que encontramos esse recheio.

Resultado final do embate gastronômico: o Rei das Empadas continua imperando. A empada de frango e bacon do Sabor da Empada era até gostosinha, mas as duas outras usavam como queijo uma mistura de requeijão e maisena (é com “s” mesmo – com “z” é marca registrada) suspeitíssima.

Ei, ei, ei, empadas só do Rei!

7.11.07

O Caso dos Cabelos

Meu cabelo voltou a cair – de novo –, fui ao dermatologista – de novo – e ele mandou eu fazer um exame de sangue – de novo –, para ver se a minha ferritina está baixa – de novo.

Não sei o que eu arrumo com essa ferritina que ela nunca está na dosagem correta. Já ingeri comprimidos de ferritina sabor chocolate durante semanas duas vezes. E eu me alimento bem!

O pior é que eu estou torcendo para a ferritina estar baixa mesmo. Porque, se não for isso, o médico vai ter que ficar levantando outras hipóteses pelas quais o meu cabelo está caindo, e até lá eu fico careca.

6.11.07

O Caso da Mudança para a Europa

Volta e meia eu descubro um blogue de brasileiros que moram na Europa e passam os fins-de-semana pipocando entre capitais. Fico toda empolgada e tento convencer o Leo de que é uma ótima idéia nos mudarmos para lá (essa parte é essencial porque ele é o único casal que tem habilidades profissionais que valem fora do país. Eu, com meu direito e comunicação, tô n’água).

Aí o Leo, que é mais sensato (embora talvez menos romântico) responde que na Europa, mesmo se nós dois arrumarmos empregos, vamos ganhar menos – em euros – do que ganhamos aqui e gastaremos mais, porque o custo de vida é mais alto. E que eu gosto tanto da Europa porque vou lá de férias, com tempo livre para passear e dinheiro pra gastar.

Não me convenço, mas me conformo.

Por enquanto.

5.11.07

O Caso de BH

Eu e o Leo acabamos de chegar de um fim-de-semana prolongado frenético em BH. Estamos mais cansados depois do que antes dele. Mas não tem problema, não: chegamos à conclusão que vale a pena a gente se acabar quando vai lá, visitando família/encontrando amigos/indo a festas/testando restaurantes/procurando coisas que não se acha aqui. Dá a sensação de que fomos muito produtivos.

A única coisa ruim é que a gente se diverte tanto que fica com vontade de ir de novo logo.

1.11.07

O Caso das Escolhas

O primeiro – e talvez o mais difícil – passo da viagem é escolher onde ir (e, conseqüentemente, eliminar dos planos diversos outros destinos maravilhosos). Pior do que escolher para si mesmo, entretanto, é escolher para os outros.

Não que me perguntem com tanta freqüência assim. Mas é só um parente/amigo/conhecido anunciar, dentro da minha zona de audição, que pretende ir à Europa e pronto: eu imediatamente me lanço sobre ele, interrogando-o severamente sobre as línguas que domina, as viagens que já fez e as perspectivas que possui. Se aquele é seu primeiro (e talvez último) contato com o Velho Continente, sinto que é minha missão pessoal garantir que a viagem seja perfeita e inesquecível. Se é seu segundo, também.

Por coincidência, amigos diferentes me contaram que estão querendo fazer sua primeira visita à Europa. Ambos pretendem passar pela Itália. Já eu acho que, para uma primeira viagem, a combinação ideal é Londres, Paris, Amsterdã e Bruge. Itália, Portugal e Espanha são legais, mas a cultura é parecida com o Brasil, e o legal da viagem – pelo menos na minha opinião – é conhecer lugares e costumes diferentes aos que a gente está acostumado.

Estou me contendo.