30.12.07

O Caso do Jet Lag

Chegamos sãos e salvos às terras austrais. Meio grogues, é verdade. O tal do jet-lag existe mesmo: não é lenda urbana! Nos 3 primeiros dias, fomos dormir 7 da noite e acordamos 4 da manhã. Aí a gente olhava o relógio, suspirava e tentava dormir de novo.

Agora já estamos aclimatados. Ontem fomos dormir às 11 da noite!


Os hotéis não têm internet, então está difícil postar. Mas aí vai um foto no glacier Fox, para alegria da galera!

Aproveitando a ocasião, feliz 2008 pra todo mundo!!! Nós passaremos nosso Reveillon na cidade do glaciar, que tem 200 habitantes. 202 com a gente.

21.12.07

O Caso da Promessa

Dei o bolo nos meus leitores em relação à viagem Portugal/Espanha: prometi que ia postar tudo, e no fim não pus uma mísera foto. As razões foram duas: não tive muito tempo durante a viagem, e o Leo disse que se contamos as aventuras no blogue faltam novidades para dar ao vivo para a família e os amigos.

Após meditar profundamente sobre o assunto, cheguei à conclusão que existe um meio-termo razoável entre o contar tudo e o falar nada. Então vai ser assim: sempre que for possível, coloco fotinhas e notícias. Podem bater ponto aqui que mais dia menos dia aparecerão novidades de down under (os americanos usam essa expressão pra se referir à Austrália, mas acho que NZ também está na definição – livremente traduzida como “lá embaixo de tudo”).

E vamo que vamo!

20.12.07

O Caso das Férias Psicológicas

O Leo se mandou para BH na quarta-feira, e eu fico aqui até sexta porque estou trabalhando. Como ele foi de carro e eu irei de trem, fechamos as malas da viagem para NZ na terça à noite e ele levou tudo. O resultado é que psicologicamente já me sinto de férias, mas na prática continuo no lerê nosso de cada dia. Isso quer dizer que o trabalho está se arrastando, que os dias não passam e que parece que esta semana vai durar para sempre.

19.12.07

O Caso do Emocional

Hoje fui a outro médico resolver outro problema e, de novo, ele me falou que é emocional. Mas esse médico não se contentou com isso: ele também insistiu que eu fosse a um psicólogo, indicou um colega de prédio e me lascou o cartãozinho dele.

Fico na dúvida se eles angariam clientes um para o outro ou se realmente minha lataria psíquica está precisando de uns retoques. Já fiz terapia antes e achei ótimo, porque durante uma hora da semana eu podia falar incessantemente sobre meu assunto preferido: eu mesma. Na época, a terapia resolveu os problemas que eu queria resolver, mas eram questões internas. Acho difícil fazer a ligação entre minha queda de cabelos e minha labiritinte com conflitos mal-resolvidos de infância (ou fato similar).

Por outro lado, estou cansada de bater ponto nos mesmos médicos e tomar os mesmos remédios a cada semestre. Talvez o psicólogo ajude. Se não ajudar, pelo menos terei passado umas horas agradáveis falando incessantemente sobre meu assunto preferido.

18.12.07

O Caso do Balanço de Fim-de-Ano

É verdade que de vez em quando eu finjo que faço umas resoluções de ano-novo, mas garanto a vocês que nunca as levo a sério. Acho bizarro decidir o que vai ser feito nos próximos 365 dias. Convenhamos, é tempo pra caramba, e muita coisa pode acontecer.

Entretanto, como achei 2007 um ano pouco produtivo, talvez umas resoluções firmes sejam justamente o que eu esteja precisando.

O problema é que resoluções de ano-novo são geralmente coisas chatíssimas, do tipo parar de fumar, beber menos, gastar menos, arrumar emprego. Um horror. Acho que pessoas naturalmente melancólicas como eu necessitam é de resoluções legais, como comer mais chocolate, gastar mais dinheiro, sair mais, fazer mais amigos, comprar roupas novas, despreocupar do trabalho, dar mais presentes, comemorar mais, tomar mais sorvete, escutar mais música e falar mais eu te amo.

Então tá combinado.

(2008 começa a parecer promissor.)

17.12.07

O Caso do Flight of The Conchords

Ultimamente tudo que provém da Nova Zelândia tem nos interessado. Sendo assim, estamos interessadíssimos em um seriado da HBO chamado The Flight of The Conchords. Trata-se da história de uma banda, formada por dois neo-zelandeses, Bret and Jemaine, que tenta a sorte em Nova York.

O agente dos personagens cumula o cargo com o de cônsul da Nova Zelândia. A piada interna é que existem tão poucos neo-zelandeses no mundo que cada um deles tem de ter mais de uma função.

No meio dos episódios, Bret e Jemaine saem cantando e dançando músicas de sua autoria. Hilário. Uma canção de amor, por exemplo, vai mais ou menos assim: “Você é tão bonita/ com certeza a garota mais bonita do bar/e na rua, dependendo da rua/você é com certeza uma das três garotas mais bonitas do lugar/Você é tão bonita/que podia ser modelo durante parte do dia/não o suficiente para largar o emprego/mas durante parte do dia, ah, durante parte do dia você podia.”

Aproveito pra prestar bastante atenção no sotaque dos personagens. O “e” deles é praticamente um “i”. “Bret” vira “Brit”, “dead” vira “did”.

Já sei como conseguir ovos mexidos no café-da-manhã. É só pedir “iggs”.

14.12.07

O Caso da Dieta Pré-Viagem

Completei um mês de dieta. Perdi dois quilos e trezentos gramas e já estou cabendo nas roupas justas de novo. Ninguém precisa se preocupar: a minha alimentação é supersaudável, com cinco porções diárias de frutas e verduras, cereais integrais, derivados do leite, arroz, feijão e carne vermelha. Eu nem passo (muita) fome – só vontade. E nem é tanta vontade, porque volta e meia eu como um chocolatinho. Pequetito.

Quando estou me alimentando direito é que percebo como a gente come muito mais do que precisa. E como é difícil recusar comida quando te oferecem e você não quer. As pessoas ficam perplexas. Insistem. Como assim, você não vai aceitar este pedaço de pizza gigante/essa coxinha gordurosa/mais um prato de feijoada?

E ai de mim se eu falar que estou de dieta. As pessoas se sentem imediatamente ultrajadas. E dizem: “mas você não precisa de fazer regime, você é magra!”. O que dá vontade de responder: “Vocês não estão entendendo – eu sou magra porque eu faço dieta!”

Talvez a solução seja mentir que meu colesterol é alto e pronto.

13.12.07

O Caso da Labirintite

Agora virou moda: é só chegar perto de uma viagem que eu tenho um ataque de labirintite. O de ontem foi feio: acordei às 5 da manhã com o quarto rodando loucamente. Tentei ficar de pé, sentada, deitada, tomei Labirin, tomei Dramin, e às 6 e meia fui parar no pronto-atendimento do hospital porque não estava mais me agüentando de náusea. O médico me pôs no soro com uma ampola de Dramin na veia, e aí eu melhorei. No fim do dia bati na porta do meu otorrino, que me receitou o Vertizine D de sempre durante 20 dias e, perguntado se eu poderia pelo menos EXPERIMENTAR os famosos vinhos brancos da Nova Zelândia durante o tratamento, respondeu que, em pequenas doses, o vinho teria o mesmo efeito do remédio, mas que “a diferença entre remédio e veneno é a dosagem”. No fim das contas, consegui arrancar dele a informação de que a pior conseqüência da mistura seria outro ataque de labirintite - morrer dela eu não ia. Works for me.

Ambos os médicos acham que a causa da labirintite é emocional. O Leo tem certeza.

11.12.07

O Caso do Chá de Cadeira

Íamos ficar 6 horas de bobeira no Galeão entre um vôo e outro e eu já não estava achando bom. Agora o vôo BH-Rio mudou para mais cedo ainda e vamos ficar 7 horas e meia de bobeira no Galeão.

Pensei em passar o vôo para mais tarde e ficar apenas 4 horas e meia de bobeira no Galeão. Entretanto, várias pessoas (inclusive a agente de viagens) acharam arriscado. Vamos viajar no dia 23, os aeroportos devem estar lotados, e no fim de ano sempre chove. O jeito é ir no vôo mais cedo mesmo.

Uma amiga sugeriu que gastássemos o tempo extra deixando as malas no guarda-volumes do aeroporto, pegando um táxi e indo passear no Rio. Mas, como boa mineira desconfiada, acho muito arriscado. Afinal, todo mineiro sabe que o Rio é um lugar muito perigoso, e que pra te assaltarem e levarem seu passaporte não custa nada. Isso se o próprio taxista não te seqüestrar.

Assim sendo, acho que lerei pelo menos um dos três livros de qualidade literária duvidosa que estou levando para os vôos e que experimentarei todos, absolutamente todos os perfumes do free shop.

10.12.07

O Caso do Caderninho

Toda vez que eu viajo para fora compro um caderno pequetito para anotar dicas e lembretes. Ele fica morando dentro da bolsa, junto com uma caneta, e carrega a lista dos endereços, encomendas e presentes, sendo especialmente útil para registrar preços de free shops diferentes.

Ultimamente tenho comprado mini-agendas ao invés de caderninhos. A vantagem é que as dicas relativas a cada cidade ficam no dia em que estaremos nelas. E sobram muitos meses para as anotações sobre as comprinhas!

Nesse fim-de-semana comprei uma mini-agenda 2008 (mini mesmo: é quase do tamanho da palma da mão), de capa preta, bonitinha, boa mesmo. Seu único defeito é que não tinha marcador. Então eu mesma criei dois, usando fitas pretas fininhas que extraí de uma blusinha e guardei. Porque, meus amigos, quem guarda tem!

7.12.07

O Caso da Mala Reduzidíssima (mais um)

Eis-me mais uma vez perante o dilema da mala reduzidíssima. Estou botando fé que dessa vez não vai ser tão difícil. Primeiro porque a Nova Zelândia me parece um país esportivo. Segundo porque acabei de comprar o vestidinho preto perfeito, que pode ser usado tanto para sair à noite quanto para almoçar de dia.

O dilema é se levo sapatos de salto para a tal da saída à noite ou uso minhas botas de montaria mesmo. Que são lindas e confortáveis, mas ocupam um espaço danado na mala, e portanto devem ir nos pés. O que não sei é se é sábio encarar três vôos (de uma, três e treze horas, respectivamente) usando botas de montaria. Ok, eu sei - não é sábio, mas eu fico tão feliz quando eu estou elegante.

É claro que eu corro o risco de ser obrigada a tirá-las a cada detetor de metais. Mas aí dá uma emoção.

6.12.07

O Caso da Frustração

Todo mundo já sabe que sou possuidora de uma pão-durice legendária. Ainda assim, de vez em quando me convenço a investir rico dinheirinho em bens caros, “de marca”, acreditando piamente que receberei em troca possessões de qualidade superior.

Por isso mesmo, fico muitíssimo frustrada quando tais bens não correspondem à expectativa. Primeiro foram os óculos escuros que, usados mais do que dez minutos seguidos, deixavam depressões nas maçãs do rosto. Depois foram as botinhas de trekking que me fizeram retornar à loja diversas vezes (incomodava, troquei por uma maior e incomodava, troquei por um tênis e meus dedinhos formigavam. Aí passei o abacaxi para o meu pai).

Só falta eu conseguir o upgrade para a classe executiva que estou planejando e as azafatas das Aerolineas Argentinas me maltratarem.

5.12.07

O Caso da Mudança

Ando superboazinha e amigável ultimamente. Sorrio para as pessoas, sou simpática, e é até perigoso eu arrumar mais uns amigos no processo. O problema é que temo grandemente que meu lado sarcástico e mau esteja desaparecendo. Um dia desses fiquei olhando uma pessoa que estava trabalhando usando uma vestimenta que era igualzinha a uma camisola sexy, e ao invés de externar o pensamento, só suspirei. Ouvi outra contando o tanto de dinheiro que gasta em roupas, e nem tive que fazer força para não comentar “Mas não tá adiantando muito, né?”.

Com toda essa boa-vontade na terra dos homens, arrumei uma nova amiga que é muito boazinha e feliz (sinceramente boazinha e felizmente, não forçadamente boazinha e feliz como eu). O resultado é um círculo vicioso: ando mais tolerante ainda.

A coisa tá feia pro meu lado.

4.12.07

O Caso dos Preparativos

A viagem à Nova Zelândia se aproxima. Tá tudo certinho, menos os últimos detalhes do que fazer quando estivermos lá. Geralmente eu faço uma lista de atividades hora a hora, para que não percamos nem um minuto do escasso e precioso tempo que temos em terras estrangeiras, mas estou achando que NZ acata uma programação mais light. Até porque é um país novíssimo, mais jovem do que o Brasil, e que portanto não oferece castelos/fortalezas/catedrais imperdíveis a cada esquina.

Enquanto o dia de embarcar não chega, embarcamos nós numa dieta pré-viagem. A idéia é da Isa, e eu a acho ótima: emagrecer não depois, mas antes de viajar. Aí você fica liberado para comer de tudo nas férias, sem se preocupar. E não precisa fazer dieta quando volta para casa – convenhamos, poucas coisas são mais deprimentes do que retornar ao trabalho passando fome, ainda mais com o armário cheio de chocolates suíços comprados no free shop.