31.12.08

O Caso do Poder da Bolsa

Ganhei de presente de Natal do maridinho uma bolsa comprada em Viena. Ela é de croco vinho envernizado (sim, o crocodilo original devia ser motivo de galhofa de todos os coleguinhas) e é chique com força.

Não sou só eu que acho. Quando estive em BH precisei ir ao Diamond Mall trocar um outro presente de Natal que não serviu. Lá fui eu alegremente com minha bonita bolsa nova. Toda vez que eu parava na frente de uma vitrine para espiar, uma vendedora corria lá de dentro e vinha me abordar na frente da loja perguntando se eu estava interessada em alguma coisa!

Isso não me acontecia antes. A bolsa faz o povo achar que eu sou uma pessoa de posses.

* * *

Update: descobri o segredo do meu sucesso, quer dizer, do sucesso da bolsa. Ela é uma releitura (não é cópia, não!) da Birkin Bag, uma bolsa da marca francesa Hermès caríssima (e por caríssima quero dizer que custa vários mil dólares).

A minha tem duas alças mais compridas (dá pra pôr no ombro) e um zíper para abrir (a aba é só decorativa). Ou seja, é um aperfeiçoamento da original (por uma fração do preço)!

29.12.08

O Caso da Viagem à Suíça, Áustria e Praga

Foi uma delícia. O trem era fantástico, os hotéis eram perto das estações ferroviárias, as cidades eram fofas, os chuveiros eram quentíssimos, os chocolates eram divinos, o vinho da casa era barato, os restaurantes eram legais, a neve era linda, as feiras de Natal eram muitas e os companheiros de viagem eram ótimos.

Curtimos a valer. Pena que acabou.

Nos próximos posts, mais detalhes.
O Leo e eu na frente do Lago Leman, em Genebra, com a "Plume D'Eau" (o jato d'água).



12.12.08

O Caso da Áustria




Será que faz frio na Áustria no outono?

Basta olhar a vista da janela do nosso quarto em Innsbruck para ter uma idéia.



10.12.08

O Caso dos Chocolates Suíços


O Caso da Suíça

Gastamos mais de 24 horas em trânsito (variados vôos e aeroportos) e chegamos à Suíça. É um país bonito, pontual, organizado e... frio!
Ainda bem que temos nossas roupas térmicas, ou íamos morrer congelados. Eu estou igualzinha ao bonequinho Michelin (as temperaturas são tão baixas que não escapei das camadas). E agradeço à Thaís todo dia por ter descoberto a botinha forrada de lã. Não fosse ela e meus pezinhos teriam virado dois blocos de gelo.
Estamos visitando os belos centros históricos da cada cidade e nos entupindo de chocolate. Já comemos fondue, mas ainda não achei o relógio suíço que eu ambicionava. Só vejo nas vitrines peças extorsivas, em torno de trezentos francos suíços (mais ou menos equivalente ao dólar)!
Aliás, tudo por aqui é extorsivo, incluindo a internet nos hotéis. Então, os posts não serão freqüentes!

4.12.08

O Caso do Upgrade

Toda vez que eu viajo para o exterior, ajeito o cabelo com secador, passo batom, ponho uma roupa arrumadinha e vou pegar o avião toda pimpona.

É que meu sonho doirado é overbooking na classe econônima, com vagas na executiva ou na primeira. Aí o pessoal da companhia aérea vai dar aquela olhada em volta para decidir quem ganha o upgrade, me ver e pensar: essa sim, merece passar para a frente do avião.

Nunca aconteceu. Há uns tempos, me contaram que, na verdade, as chances aumentam proporcionalmente a quão mais velhinho e mais doente você é. Ainda não sou velhinha, mas estou andando com cinco remédios variados dentro da bolsa. Será que se eu despejá-los no balcão do check-in, assim como quem não quer nada, eu ganho pontos?

Também posso fazer uma grande produção ao aplicar Sorine e Afrin no nariz, com gemidos de dor e suspiros sentidíssimos. Melhor ainda: vou usar o Sorine antes de me apresentar no balcão, porque o Amoxil e o Loralerg deixaram meu nariz ótimo, mas depois de pingar Sorine fico fungando uns bons cinco minutos, como uma boa doente que se preze.

Se bem que aí eles podem achar que eu estou com um resfriado contagiosíssimo, e vão querer preservar os passageiros da primeira classe, que pagaram cinco vezes mais do que eu pela passagem.

Talvez o melhor seja dizer a verdade: olha, estou com uma sinusite horrível, tomando todos esses remédios, então se vocês pudessem me deixar mais confortável com um upgrade eu agradeceria muito.

Não é um plano sensato?

Exceto que estou viajando com o marido e dois amigos, e é claro que se me derem upgrade por causa de doença vai ser só pra mim, e eu vou ficar lá na frente sozinha com o champanhe que eu não posso tomar enquanto a galera se diverte às pampas lá atrás.

Humpf.

3.12.08

O Caso da Doencinha

*UPDATE 2

Como a cabeça melhorou, mas o nariz continuou chafarizando, e além disso minha mãe ficou preocupada com o anti-inflamatório que o médico do pronto-atendimento receitou (um tal de Celebra, fortíssimo), fui ao meu fiel otorrino de todo o sempre. Ele diagnosticou uma infecção prestes a se revelar, me lascou um antibiótico e um remédio para resolver o chanariz, mais um Sorine para lavar as vias respiratórias, mais umas gotinhas pra pingar uma hora antes do vôo, para a congestão nasal não me provocar uma dor lancinante nos pousos e decolagens.

Até que ele foi meu amigo, porque pensou no meu conforto durante a viagem, mas eu fiquei muito brava, porque:

1) gastei 60 reais nos remédios do outro médico e não vou poder usá-los. Ok, vou poder usar um deles se durante a viagem o nariz incomodar, mas o Celebra não, e vocês sabem que eu detesto gastar dinheiro. Até quando precisa. Imagina em coisas inúteis!

2) vou precisar de uma planilha computadorizada para controlar os remédios, porque tenho que dar um intervalo de 60 minutos entre os dois, e um tem que ser tomado de estômago vazio, e outro junto com os alimentos, e o Sorine é 3 vezes por dia, e a diferença de fuso horário entre nós e a Suíça vai avacalhar tudo.

3) minha primeira semana de viagem vai ser tomada pela preocupação de tomar tudo a tempo e a hora. E não vou poder beber!

Estou tentando ver o lado bom, que é eu ter ficado doente aqui, e não na Europa, mas no presente momento estou com uma fome danada, esperando passar um tempo após o remédio tomado em jejum, e portanto meu humor está amargo.

*UPDATE

Ao invés de melhorar sozinha, como eu queria, fui piorando cada vez mais. Só nesta manhã gastei uma caixa inteira de lenços de papel. Quando a região em torno dos olhos começou a doer fortemente, entreguei as pontas e baixei no pronto-atendimento.

O médico me lascou um analgésico na veia (que ardeu muito; eu cheguei a pedir pra tirar, porque estava doendo mais do que a cabeça, mas aí melhorou), mandou eu tomar uns comprimidos durante dois ou três dias e usar um spray no nariz (muito aflitivo: odeio líqüidos no meu nariz) até o frasco acabar.

É tanto remédio (labirintite, anti-inflamatório, spray, anticoncepcional, dramin) que vou ter que fazer uma planilha para me organizar.

Mas o importante é que estou me sentindo melhor.

* * *

Como não podia deixar de ser, é véspera de férias e eu estou mal. Arrumei uma alergia que me faz espirrar o tempo todo, e o meu nariz está parecendo um chafariz, como aquela música do Balão Mágico. Os olhos não param de lacrimejar. É a segunda noite que tenho que dormir (muito mal, por sinal) sentada. Um horror.

Sim, eu poderia tomar remédio, mas estou terminando o tratamento da última crise de labiritite e não quero misturar ativos farmacológicos. Amanhã eu tomo a última dose e pronto, posso me entupir de anti-alérgicos.

Isso se eu não me afogar nos meus próprios fluidos até lá.

1.12.08

O Caso da Pré-Mala e o Caso da Carteira

Aproveitamos o fim-de-semana para fazer uma pré-mala, separando tudo que vamos usar na viagem e colocando para lavar o que precisava. Montamos também as bagagens de mão (a minha é uma bolsa; a do Leo, uma mochila) que, como se esperava, ficaram estufadas de tanta coisa (pocket book de qualidade literária duvidosa para ler no vôo e jogar fora; pasta com todas as reservas e o comprovante de seguro para provar à alfândega que somos turistas de verdade e que não queremos ficar por lá; roupas térmicas para vestir quando pousarmos na Europa; gorros, luvas e cachecóis; protetor de ouvido, máscara para os olhos e travesseiro de bordo; escova e pasta de dente; lixa de unha; batom; hidratante; e, claro, chocolates).

Estou frustrada porque não consegui terminar a minha mala. É que os casacos, a meia grossa de lã e a calça preta nova estão em BH. As blusas e cachecóis que vão combinar com a botinha nova, também.

O que quer dizer que ainda vai rolar uma supersessão de experimentação de roupas quando eu chegar lá.

* * *

Eu sou muito certinha para as coisas (meu apelido é “sistema”), mas não é que andei dois meses dirigindo placidamente em Fabri com a carteira de motorista vencidíssima? A cartinha do Detran chegou na casa dos meus pais, eles colocaram no criado-mudo do meu quarto, eu tenho ido pouquíssimo a BH e quando fui nem olhei.

Acho que vou autorizar meus pais a violarem minha correspondência. Isso vai evitar telefones fúnebres do meu pai, que depois de dois meses resolveu abrir a tal cartinha e me ligou dizendo que como a carteira estava vencida há mais de 30 dias eu ter que tirar carteira de novo (pânico total).

A parte boa é que 1) não tem nada disso, é só fazer o exame médico; 2) fui hoje cedo ao Detran de Fabri (dois quarteirões do trabalho), transferiram minha carteira para cá na hora, fiz o exame médico numa clínica daqui na hora do almoço, o Leo foi ao banco pagar a taxa de renovação de carteira e pronto, é só esperar a carteira nova chegar ao meu endereço.

28.11.08

O Caso da Botinha

Olha como é bom viajar com os amigos: a Thaís está indo conosco e tanto procurou que descobriu uma botinha adequada para o inverno europeu – toda forrada de lã, com solado alto e leve e, para completar, bonitinha.

Experimentei e gostei tanto do conforto e do preço (metade do que custaria uma Timberland) que fui correndo comprar uma pra mim, já que a Thaís disse que não se importava. A idéia era transformá-la em preta, mas o moço da Sapataria Rápida disse que não ficava bom pintar camurça. Então ela vai ficar da cor original mesmo (um bege bem clarinho).

O que obriga a uma recomposição da mala. O meu guarda-roupa de viagem era todo em tons frios, mas agora estou pensando em levar umas blusas e um cachecol de cores quentes para combinar com a botinha.

Agora, de onde vão sair essas blusas e esse cachecol é que são elas. Quase verão não é época de comprar peças de inverno. Pensando bem, as minhas irmãs têm um monte de coisas guardadas na casa dos meus pais, e nenhuma das duas estará lá quando eu passar por BH para pegar o avião.

Hohohoho!

Botinha Bull Terrier, modelo Tuareg. Considerando o que existe no mercado, ela é lindíssima, vão por mim.

21.11.08

O Caso dos Mais Casos

Ontem ocorreu a atividade integradora (toda uma manhã disperdiçada!) e eu não gostei. Eu só me interesso quando rolam umas competições, porque aí posso mandar em todo mundo e me contorcer de impaciência quando os colegas não fazem o que eu quero, mas dessa vez a idéia era fortalecer a comunicação e o trabalho em equipe, sendo que eu odeio “trabalhar em equipe” (Até “trabalhar” eu gosto mais do que “trabalhar em equipe”.). Tive que que dar a mão para uma galera e, horror dos horrores, abraçar pessoas.

Nada se salvou. Até o chocolatinho Talento que ganhamos no final estava velho.

* * *

Fui à uma dermatologista estética há umas semanas. Não foi bom.

Os problemas que eu queria que ela resolvesse (olheiras profundas e vasinhos superficiais) ela disse que só melhorariam com laser, a sessões de centenas de reais. Para uso diário ela me receitou um produto La Roche-Posay caríssimo (um tal de Redermic), que após pesquisa se revelou “para rugas profundas e perda de firmeza”. Ok, eu não tenho mais dezesseis anos, mas rugas profundas? Eu mal tenho linhas perto dos olhos!

Acho que vou seguir os conselhos da dermatologista da Irmã Maior, cuja recomendação foi o Roche-Posay Vitamina C, que combate linhas finas e ainda pode ser usado na área dos olhos. A pele da minha irmã mais velha é diferente da minha, mas whatever. Pelo menos o Vitamina C não é grudento como a amostra grátis de Redermic que a derma me deu.

Ah, e tem mais uma: por alguma misteriosíssima e inexplicada razão, a dermatologista não quer que eu use o Redermic debaixo dos olhos e nos vincos (que eu ainda não tenho) entre nariz e boca . São justamente os lugares nos quais ela costuma aplicar Botox! Mera coincidência? É, também acho que não.

* * *

Numa nota mais alegre, cortei o cabelo de novo e ele voltou a seu atraente formato esférico. Eu gosto de mudar o visual, mas acho que terei esse cabelo por um longo tempo. É que eu sempre quis ter um rosto redondo e adorável, e agora tenho uma cabeça redonda! Superengana.

18.11.08

O Caso dos Casos

Sabe quando você descobre uma pessoa parecida com você? Uma pessoa da qual você gosta e com quem se imagina tendo longas e ótimas conversas?

Aí você decide ser amigo dessa pessoa. Você oferece caronas, puxa papos, empresta coisas, conta piadas, presta atenção no que ela fala... e nada!

Não é que ela não goste de você. Não, ela convive socialmente com você numa ótima. Ela simplesmente não está interessada em sua amiga.

Nem o método Karina de fazer amigos e influenciar pessoas (fazer muitas, muitos perguntas) funcionou. Não adianta fazer perguntas quando a pessoa não quer responder!

* * *

Quinta-feira teremos mais um evento integrador aqui no serviço. A idéia é fazer pessoas de todos os departamentos interagirem. Como vocês sabem, odeio ser interagida. Infelizmente não fomos convidados, mas convocados, então não tem jeito de escapar, a não ser com um ataque fulminante de labirintite (uma impossibilidade médica, já que estou tomando remédio para o último até hoje).

Para completar, as duas pessoas que trabalham diretamente comigo não estarão lá. Então, nem um amiguinho para as atividades em dupla eu vou ter. O que significa que vou sobrar, junto com alguma outra pessoa triste sem amiguinhos, e vou ter que fazer atividades com ela.

O pior é que já tem outro evento desses marcado para o ano que vem. Estou seriamente pensando em comandar uma rebelião, combinando com todos os colegas que também não querem ser integrados de ficarmos emburrados o tempo todo.

Talvez assim o chefe capte a mensagem.

17.11.08

O Caso do Trem

Quando sugeri que na viagem de inverno à Áustria e Suíça dispensássemos o carro e fizéssemos tudo de trem, eu estava pensando nos perigos de dirigir na neve, mas também na conforto e na tranqüilidade que teríamos. Sai a preocupação com rotas, saídas e pedágios e entra a comodidade de usar as melhores malhas ferroviárias do mundo, vendo belíssimas paisagens passar pela janelinha. Sem falar que a idéia era comprar um passe, e portanto nem o trabalho de adquirir a passagem antes de cada embarque íamos ter. Moleza, né?
Nem tanto. Primeiro você tem que cavucar a internet para descobrir o que é melhor financeiramente: comprar as passagens separadas ou o passe Eurail. No nosso caso, vamos comprar tíquetes unitários na Suíça e usar o passe na Áustria e na República Tcheca (não, não tem um passe para os três países). Aí você descobre que o melhor site de todos, aquele que tem todas as informações ferroviárias da Europa, é da Alemanha. Sim, tem a versão em inglês, mas de vez em quando ele dá a louca e passa para o alemão. Nisso você já sabe os nomes da cidades às quais quer ir em três línguas, pelo menos (e a versão em alemão é sempre a pior).
Então você compra o passe (tem que ser aqui no Brasil), espera que ele chegue em sua casa, acompanhado de folhetos explicativos, pelo correio e fica sabendo que:
- Você TEM que validar o passe antes de usá-lo! Se não, paga multa!
- Você TEM que escrever o dia em que vai usar o passe antes de entrar no trem! Se não, paga multa!
- Você TEM que escrever o dia em que vai usar o passe certo! Escreveu errado, dançou! Perde o dia! Ou paga multa!
- Você TEM que fazer reserva com antecedência! E paga por isso! Se não fizer, corre o risco de não ter lugar para você no trem! Mas não em todos os trens, só em alguns! E o único lugar que informa se é necessário fazer reserva é... o site alemão!
É verdade que reserva pode ser feita em qualquer estação de trem. Mas será que o atendente vai falar inglês? O meu francês é capenga e o meu alemão, inexistente. Para me garantir, imprimi em um papelzinho “Reserva” em inglês, francês e alemão, e debaixo coloquei as cidades e os horários que quero reservar. Aí descobri que não basta saber a cidade, tem que saber a estação também! É, de volta ao site alemão!
Ou seja: tudo é muito menos tranqüilo e relaxante do que eu imaginava.

13.11.08

O Caso da Dieta Pré-Viagem

É sempre uma boa idéia emagrecer um pouco antes de uma viagem que promete muitas delícias culinárias, já que é muito mais fácil fazer regime tendo pela frente uma meta recompensadora do que quando o passeio acabou e você tem que voltar ao trabalho. No meu caso, entretanto, a dieta tem um caráter mais urgente. Engordei um pouco nas últimas semanas (muita comida e nada de corrida, uma beleza) e agora estou cabendo em minhas calças de viagem sem um milímetro de folga. Problema um: como colocar uma meia de lã muito grossa por baixo de roupas justas? Problema dois: na viagem vou consumir muitos chocolates suíços e fondues de queijo, e aí é que as calças não vão servir mesmo, mesmo sem a meia de lã muito grossa.

As pessoas sensatas que lêem esse blogue devem estar pensando: por que ela simplesmente não compra calças um número maior? Mas aumentar as roupas não resolve o meu problema, pessoas. Eu uso as calças por dentro das botas de montaria, e calças de tamanho maior vão ficar largas na região do joelho, produzindo um visual “bombacha gaúcha”, que, da última vez que chequei, estava longe de ser o último grito da moda. E usar as calças por fora das botas de montaria não tem graça nenhuma.

O jeito é cortar os doces, sorvetes e pães-de-queijo que estavam alegrando tanto o meu dia-a-dia e voltar aos odiosos pães integrais, grãos de soja e saladas de folha. Afe.

12.11.08

O Caso do Trabalho

Ano passado eram seis pessoas fazendo os serviços X, Y e Z. No momento somos duas fazendo os mesmos X, Y e Z. O mais legal é que a pessoa que fazia X foi embora ANTES de me repassar decentemente o esquema. Então agora eu não só tenho uma montanha de serviço, como também não sei fazer pelo menos a metade da montanha de serviço.




Outro ponto alto da situação é que vai vir uma terceira pessoa para ajudar nos serviços X, Y e Z. Só que essa pessoa não sabe nada de X, nem de Y, nem de Z!




Estressada, eu? Imagina.




10.11.08

O Caso do Seguro-Saúde

Toda vez que viajamos para o exterior, compramos diligentemente um seguro de viagem para doenças e acidentes. A idéia é pagar, não usar, e achar bom. Nunca precisamos acioná-lo (minto: em Aruba, tive uma dor de estômago horrível que Pepto-Bismol nenhum - cedido gentilmente pelo hotel - dava jeito. Fui parar no hospital, me lascaram uma injeção, melhorei, e até hoje não sei o que tive. Mas o seguro cobriu a consulta e a espetadela.).


Há algum tempo, quando estávamos indo para a Nova Zelândia, descobrimos que quem tem um cartão de crédito mais metido a besta ganha o seguro de viagem se comprar a passagem com o cartão. Aí fomos investigar como funcionava.


Ah, a novela. Você liga para todos os telefones do site e ninguém sabe nada. Isso quando não duvidam do que você acabou de ler na página deles! E te mandam ligar para outro número. E outro. E mais outro. Aí perdemos a paciência, achamos que se bobear a cobertura não alcançava a Nova Zelândia, compramos diligentemente nosso seguro de viagem Budget (ou "Buguéti", como a moça da agência de viagem aqui gosta de falar) e lá nos fomos.


Este ano começamos o processo de novo. O Leo ligou, foi transferido um tanto de vezes, e finalmente conseguiu falar no internacional do cartão, que prometeu que mandaria um e-mail com o comprovante do seguro.


A moça do cartão disse que o e-mail chegaria uns três dias antes da viagem. Logo percebemos que isso era a maior furada, porque se ela tivesse anotado mal nosso e-mail ou se alguma coisa errada acontecesse, não ia mais dar tempo de comprar o "Buguéti"!


Então hoje cheguei em casa disposta a gastar horas resolvendo o problema. Nem foi: no primeiro número que eu liguei já me passaram para o internacional, que não conseguiu desenterrar o primeiro pedido, mas que se prontificou a fazer outro. Gastei legal o meu inglês, animada pelo sotaque da atendente. O mais difícil foi soletrar meu nome e o do Leo inteiros (eu tendo a misturar o E ("i") e o I ("ai") na hora do vamovê). Me solidarizei com o Leo, que teve que fazer a mesma coisa no pedido anterior. No fim das contas deu tudo certo: o e-mail chegou minutos depois, com os nossos nomes perfeitamente escritos (graças a deus nenhum deles tem acento).

Estou com a sensação de dever cumprido. E, agora que temos o seguro que o Tratado de Schengen exige, estamos prontos para colocar os pés em solo europeu.

4.11.08

O Caso da Gastronomia

Eu gosto de ir a blogues gastronômicos. Adoro fotos de pratos elaborados. Leio com prazer cardápios chiques. Acho a gastronomia uma área fascinante.

O problema é que, embora eu tenha grande prazer intelectual nessas atividades, acho pouca graça na hora do vamos ver, isto é, de comer. Eu sou (e o Leo também é) enjoada pra burro. Gosto é de batata frita e chocolate. Detesto frutos do mar, ervas exóticas, peixe cru, carnes raras ou champignons. Ou seja: qualquer receita mais refinada me faz torcer o nariz e ficar separando pedacinhos da comida no canto do prato.

É triste. Eu queria muito dar o devido valor ao mundo dos sabores diferentes, mas se dependesse de mim eu ia comer pizza pro resto da vida. Minha sorte é que minha irmã e o marido são gourmets e volta e meia me apresentam umas novidades que até mesmo meu paladar pedestre consegue apreciar, como vinhos bons e queijos franceses.

Depois de refletir profundamente sobre o assunto, decidi não deixar minha falta de sensibilidade alimentar me abater. Descobri a solução, e ela é ótima: vou exercitar a gastronomia na área dos chocolates! Ao invés de ir a restaurantes caros, freqüentarei confeitarias finas! Não é perfeito?





Guloseimas de Pierre Hermé, Paris


Créditos da foto: http://www.praquemquisermevisitar.com/mundoafora_herme.html, um blogue de dar água na boca.

30.10.08

O Caso dos Dois Beijinhos

No lugar onde eu trabalho tem mais ou menos o mesmo número de homens e mulheres. De vez em quando surgem uns eventos institucionais nos quais aparecem chefões e chefonas. A gente aproveita para fazer o meio de campo e perguntar bastante.

A estrutura é bastante informal e dá para abordar todo mundo. Quando eu sou apresentada a uma mulher, a gente se cumprimenta com um aperto de mão e pronto. No entanto, quando é um homem, eles me lascam dois beijinhos. Não tem razão. Afinal, os moços eles não brindam com beijocas.

Sei não, mas isso não é meio sexista?

29.10.08

O Caso dos Dinheiros da Viagem

A Natália (Prazer, Natália!) perguntou nos comentários se a crise não vai afetar a viagem e disse que está aflita. Pode ficar sossegada, Natália: estamos de olho. Você está certa: não vamos usar cartão de crédito, porque a conta pode vir salgada. Estamos atrás de
alternativas.

Primeiro fizemos a rapa nas gavetas da família, implorando por dólares e euros. Deu um dinheirinho bom, mas não o suficiente para cobrir toda a necessidade (estadia + gastos diários). Depois pensamos em apelar para um doleiro. Aí quem ficou aflita fui eu, porque comprar moeda no paralelo sempre me pareceu vagamente ilegal (e é mesmo, embora todo mundo faça e anunciem a taxa na tevê). Sem falar que nunca achei boa idéia ficar carregando cash por aí, com o risco de perda ou furto.

Então nos lembramos de que existe um tal de Visa Travel Money, um cartão que você carrega com os dólares/euros na cotação do dia e usa para sacar dinheiro na moeda local em caixas automáticos Visa no mundo todo. A cotação é pior do que a do doleiro, mas segurança e tranqüilidade não têm preço. Já fizemos o nosso por telefone, com o valor mínimo. Agora vamos ficar de olho no câmbio para colocar mais moeda quando ela estiver mais amigável. Por que dólar? Porque ele está se valorizando em relação ao dinheiro europeu, e a tendência é que os dólares que comprarmos agora comprarão mais euros no futuro.

Também temos a opção de sacar dinheiro lá com o cartão de crédito na função débito. Aí a cotação é a do dia. Essa alternativa só vai ser usada em uma emergência, porque, já que compramos o VTM, o jeito é gastar os dólares embutidos nele. Não adianta ficar economizando dólares comprados a 2,3 reais para gastar dólares mais baratos (se o câmbio cair).

No fim das contas, não vamos precisar dos dinheiros da família. O que é bom, porque moramos no interior e ia dar o maior trabalho repor os dólares e euros emprestados.

28.10.08

O Caso das Arrumações de Mala

Eu monto a minha mala de viagem com alguns meses de antecedência. Isso significa que eu experimento TODAS as roupas que vou levar, para ver se as cores, proporções e volumes combinam entre si. MAIS de uma vez, porque nesse meio tempo costumo comprar peças novas/descobrir roupas no armário/arrumar acessórios emprestados, e aí tenho que checar se a aquisição mais recente compõe um todo harmôrnico com o que já existe. Eu sei, eu sou meio doida e estou muito à toa. Mas eu me divirto.

A última novidade é que mandei pintar de preto minhas botas de montaria. Aí fiquei olhando pra elas e matutando que uma saia preta na altura dos joelhos lhes cairia muito bem. Inconveniente: a meia de lã grossa que eu tinha para usar por baixo era cinza. Experimentei, mas o pedaço de perna cinzenta aparecendo por debaixo da saia não ficou bonito, não. Então tive a idéia de colocar por cima da meia de lã uma meia-fina opaca preta. Deu muito certo. E, como debaixo dessas duas meias ainda vai a roupa térmica, o risco de congelar usando a saia cocota é zero.

Minha outra idéia transformadora foi pegar o gorro preto da Disney que tem na frente uns desenhos coloridos e lascar canetinha preta em cima. O bordado cheguei simplesmente desapareceu. E agora eu tenho um chapéu para usar em Viena!

Se essa viagem de fim-de-ano não chegar logo, nenhuma peça do meu guarda-roupa restará intocada.

23.10.08

O Caso da Foto Artística

Como seria bom ilustrar o casamento fofo do Júlio e da Verônica, e também me pediram foto do meu cabelo novo de mangá, vou aproveitar para, como dizia um amigo de Leomatar dois coelhos com uma caixa d’água só.


Adorei essa foto. Ela tá meio embaçada, o enquadramento tá bizarro, e por isso mesmo que ela é legal. É uma foto impressionista, gente.

22.10.08

O Caso de Onde Comprar Roupas Térmicas

Eu digo maravilhas das roupas térmicas que comprei na Nova Zelândia (blusa e calças justinhas para usar por cima da pele feitas de um tecido sintético que promete manter o calor do corpo), e as pessoas me perguntam onde podem arrumar umas iguais.

Para quem não sabe, as roupas térmicas esquentam mesmo e servem para acabar com o “efeito cebola” ou, mais romanticamente, o “efeito tulipa” (sim, a flor vem de um bulbo), que é a técnica de vestir uma pilha de roupas para não congelar quando em lugares realmente frios . Com a roupa térmica é suficiente colocar só mais uma blusa de lã fininha e um casaco por cima (ou seja, nada de usar uma segunda pele de meia fina, uma blusa de algodão, uma blusa de lã, um moletom e depois o casaco, o que tende a gerar uma grande semelhança com o bonequinho Michelin).

Essa é a teoria. Já usei a roupa térmica em um glaciar e fiquei quentinha, mas vou testá-la de verdade quando encarar o outono/inverno europeu em dezembro.

Enquanto isso, descobri uma loja que vende as tais roupas térmicas no Brasil: é a http://www.sadae.com.br/. O nome da linha é “Conforto Thermo Dry” e cada peça custa em torno de 90 reais. O preço é o mesmo na Nova Zelândia (com a diferença que a loja lá estava em promoção e dava 50% de desconto, então os nossos saíram pela metade disso).

Concordo que não é baratinho, mas acho que “não sentir frio” não tem preço. Além disso, você economiza cacunda carregando a mala, que vai mais leve porque você vai ter que levar menos roupa de frio; economiza tempo vestindo e desvestindo camadas; e ganha no quesito elegância, porque o bonequinho Michelin é um fofo, mas Cary Grant he ain’t.

Crédito: http://www.michelin.com/

20.10.08

O Caso do Evento

Lembram que eu estava eu resmungando que meus talentos estavam sendo desperdiçados no trabalho? Pois é: os céus escutaram e resolveram tomar providências. Fui convocada para participar da comissão da festa de comemoração de dez anos do escritório, para escrever e apresentar o histórico do mesmo na celebração e, para completar, ser a cerimonialista do evento.

Estou otimista. Comigo na jogada, a chance da cerimônia ser uma chatice insuportável diminui um bocadito.

15.10.08

O Caso do Casamento

No fim-de-semana fomos padrinhos do casamento fofo do Júlio e da Verônica. Tinha rosas vermelhas colombianas na decoração, espumante rosé com morangos para beber, e eu dancei até na pista estilo aquário (em um espaço separado para a música alta não atrapalhar a conversa, mas com uma grande janela de vidro integrando os ambientes).

Eu e o Leo fomos os primeiros a chegar, levando a noiva do hotel para o local do evento (foi ótimo, porque aí eu a vi antes de todo mundo) e os últimos a sair, levando os noivos do local de evento para o hotel quando a festa acabou (como bons padrinhos que se prezem). E curtimos o tempo todo.

Quando a festa é boa, meu lado camisolão desaparece.

9.10.08

O Caso da Viagem em Perigo

A economia mundial está em crise. O dólar e o euro dispararam e ninguém sabe onde eles vão parar. Por isso, nossa tão cuidadosamente planejada viagem para Suíça, Áustria e Praga está em sério risco. Afinal, não rola de pagar alegremente hotéis e refeições com cartão de crédito para um mês depois descobrir que o euro bateu em 4 reais.

Apesar disso, o Leo está animado. Ele acha que até o começo de dezembro o mercado já se estabilizou e o dólar terá voltado para um precinho mais razoável.

Hoje um casal de amigos, a quem convidamos para ir conosco em uma época em que a passagem estava barata e a cotação, amigável, disse que topa. Por um lado, fico superfeliz de ter a companhia deles. Por outro, e se o euro subir mais ainda, e eles, ao invés da oferecida viagem em conta, terminarem gastando uma fortuna?

7.10.08

O Caso das Decisões

A gente percebe que virou adulto quando enfrenta decisões importantes, do tipo que alteram a vida, e não corre para a mamãe ou o papai para eles palpitarem/ponderarem/decidirem.

Não, a gente corre é pros amigos.

Mas a decisão final é nossa mesmo.

* * *

Ando achando meu trabalho um bocado chato. Estou me sentindo disperdiçada, sem oportunidade de usar meus superpoderes,e isso tem me deixado triste, já que passo oito horas do meu dia no batente.

Hoje uma colega que veio na iniciativa privada me lembrou que, nesses tempos de crise, o povo das empresas particulares está arrancando os cabelos e sofrendo antecipadamente com a possibilidade de demissão. Aposto que esse pessoal não está se preocupando se seus trabalhos são chatos ou não. Estão se preocupando em manterem seus empregos.

Nada como um pouco de perspectiva.

6.10.08

O Caso da Mamma Mia

Ganhamos dois ingressos de cinema do cartão de crédito e eu votei para gastá-los assistindo a Mamma Mia, o musical baseado na obra do ABBA e estrelado pela Meryl Streep. Minha irmã e uma amiga já tinham visto e adorado. A amiga gostou tanto que falou que vai ver a peça na Broadway nas próximas férias! (Ok, talvez não tanto assim. Ela já estava indo para Nova York mesmo.)

O que eu achei? Médio. Estou tão acostumada a ver a Meryl em papéis profundos e sofridos que não consegui ser convencida por sua alegre e dinâmica dona de hotel na Grécia e seu macacão jeans. Acho que ela tem uma carinha triste (digna, mas triste). Além disso, o roteiro resolve vários problemas com soluções sem pé nem cabeça – coisa que me irrita sobremaneira em um filme. Eu sei, eu sei, é ficção, mas sou uma ferrenha defensora da lógica.

Não vou dizer que não me diverti. Mas o que me deixou mais feliz foi não ter gasto dinheiro no ingresso.

3.10.08

O Caso do Cabelo de Mangá 2 + O Caso da Reabilitação Manual

Eu e meu cabelo novo estamos nos dando superbem. O cabelo chanel antigo tinha que ser secado com uma escova gigante e ia se achatando toda vez que eu dormia, o que me obrigava a lavagens e secagens constantes. Com o cabelo novo é o contrário: quanto mais dias passam, mais bonito ele fica. Ao invés de amassar, ele reafirma sua forma arredondada!

Dormi com o cabelo meio molhado um dia desses e um lado ficou diferente do outro. Eu ia lavar de novo para corrigir, mas fiquei com preguiça e deixei pra lá. Dois dias depois ele estava totalmente recuperado!

Nunca mais quero ter outro corte de cabelo.

* * *

Achei que passar do estado “unhas feitas” para o estado “unhas não-feitas, mas bonitinhas e limpas” ia ser moleza, já que bastava fugir da manicure e pronto.

Ledo engano.

Ocorre que as manicures adoram cortar a pele dos lados das unhas, e quando você deixa de freqüentar as primeiras as segundas crescem de maneira desordenada e caótica e ficam te espetando. As cutículas também decidem te recordar da existência delas. Sem falar que todas as sujeirinhas do mundo resolvem se enfiar debaixo das suas unhas (principalmente porque agora, sem esmalte pra descascar, você pode usá-las como instrumentos e utensílios) e ficam aparecendo.

O jeito é passar por uma transição lenta e gradual até se libertar inteiramente dos efeitos colaterais das unhas feitas.

Passo 1) passar muito hidrantante nas mãos, para deixar peles e cutículas macias;
Passo 2) usar o alicate de maneira muito moderada, eliminando só os excessos;
Passo 3) usar o cortador/tesourinha com intensidade. Unha sem esmalte tem que ser curtinha mesmo.

Resolvido! Depois de umas duas semanas nesse esquema você estará pronta para deixar de fazer as unhas e começar a conquistar o mundo.

1.10.08

O Caso do Fim-de-Semana

Passamos um fim-de-semana de reis em Uberlândia, para onde fomos para o casamento do primo do Leo que é anestesista e conta ótimas histórias médicas de horror. Fomos levados para cima e para baixo de carro pelo noivo, pelo irmão do noivo e pela namorada do irmão do noivo (os quais estou tentando convencer a se mudar para o Canadá ou para a Austrália, já que eles são da área de informática, para que eu possa visitá-los). Todos foram superfofos e se mostraram felizes pela nossa presença, o que compensou a maratona Fabriciano-BH, BH-Uberlândia, Uberlândia-BH e BH-Fabriciano, os atrasos do avião e as horas de estrada.

A cerimônia foi curta, a festa foi chique e os noivos estavam lindos. Em suma, o fim-de-semana foi um sucesso total.

O único problema é que gostamos tanto da cidade e da companhia que agora a gente quer se mudar para Uberlândia.

26.9.08

O Caso da Declaração Feminista

Decidi mesmo: não faço mais a unha.

Acho bonito, sim. Mas também acho que é um gasto de tempo e de dinheiro que não acrescenta nada.

Vou manter as unhas curtinhas e limpas e está muito bom.

Homem não tem que fazer a unha. Sim, homens e mulheres são diferentes, mas as diferenças não justificam o domínio de um sexo sobre o outro, ou que as exigências sociais sejam muito maiores para elas do que para eles. Unhas feitas são mais um item da lista “Obrigação de estar bonita”, que é uma maneira de atingir os objetivos passivamente, agradando, ao invés de agir, conquistando.

Se alguém tiver a ousadia de me questionar (porque é o fim, né? Ficar examinando se a outra pessoa fez ou não fez a unha), aproveito para dizer que é meu manifesto feminista e para explicar minhas razões.

Talvez eu até consiga umas adeptas.

25.9.08

O Caso do Cabelo de Mangá

Na minha busca pela simplificação da beleza, decidi voltar ao salão. Eu achava lindo o corte chanel, mas gastava um bocado de tempo e trabalho secando o cabelo com uma escova do tamanho da minha cabeça toda vez que eu lavava. Sem falar que era só dormir ou prender para fazer exercícios que ele amassava e perdia sua bela forma sinóide. Então eu precisava de um corte menos high-maintenance, mas nada da escolha óbvia – cabelo curtinho –, porque agora decidi deixar crescer.

Antes de cortar o cabelo eu costumo fazer uma grande pesquisa na televisão, internet e revistas femininas. Chego ao salão com fotos e descrições envolventes. Dessa vez, no entanto, eu não tinha a menor idéia do que era possível fazer para mudar um corte chanel sem perder comprimento. Só sabia que estava cansada de ficar esquentando a cabeça (literal e figurativamente) para arrumar o dito-cujo.


Minha cabelereira me surpreendeu positivamente. Sim, ela já me deu o corte Javier Bardén, mas dessa vez ela repicou pra lá e pra cá e eu fiquei assim, sem a escova chegar nem perto do meu cabelo:




Quando a gente assistia a Ranma lá em casa, eu me identificava com a irmã do meio que gostava de dinheiro, a Nabiki. Mas estou parecendo mesmo é a Akane.

24.9.08

O Caso do Conflito

Estou em conflito com as exigências sociais sobre a mulher.

Acho um absurdo que eu, além de diversas outras coisas, seja obrigada a ser bonita. Os homens podem ser feios e ninguém liga. As mulheres gastam uma grande quantidade de tempo, dinheiro e energia com maquiagem, produtos de beleza, dieta, exercícios, tratamentos estéticos, roupas e acessórios. Eu sou uma pessoa pouco consumista e, mesmo assim, eu também gasto. Será que já foi feita uma planilha calculando quanto a mais custa ser mulher durante a vida? Aposto que deve dar uma grana violenta – dinheiro que poderia ser usado em viagens, cursos, aposentadoria...

Mas o mais absurdo é que eu me conforme com as exigências sociais e, mesmo que plenamente consciente delas, ainda QUEIRA ser bonita!

Porque a beleza tem suas vantagens. Pessoas bonitas são mais bem atendidas, recebem mais promoções, fazem até mais amigos. O ser humano é atraído pela beleza, isso é fato.

Fico pensando o que aconteceria se eu reduzisse meus cuidados estéticos a um mínimo (mantendo os higiênicos, é claro).

As unhas eu não faço mais.

18.9.08

O Caso da Descoberta

Sim, eu estava desanimada, mal-humorada, irritadiça e abatida.

Até marquei um médico para descobrir o que havia de errado comigo.

Aí descobri a razão: é que eu estava de regime (coisa odiosa, sô).

Sentir fome e não comer doces acaba com a alegria de qualquer um.

O jeito é voltar aos braços do chocolate, né (com moderação).

É um sacrifício, mas é por um bem maior =).

12.9.08

O Caso do Protetor Solar

Eu moro em uma cidade na qual faz sol e calor o ano inteiro. A gente nem tem inverno; tem é um “não-verão”, no qual a temperatura baixa um pouquinho, mas os dias continuam ensolarados.

Como eu sou branquelucha, o dermatologista recomendou que eu evitasse a exposição ao sol e usasse protetor solar todo dia (mesmo eu insistindo com ele que eu sou intrinsecamente morena). Só que os protetores solares costumam ser gordurosinhos, e minha pele é oleosa. Além disso, aqui faz um calor danado, o que não ajuda em nada.

Tentei o Episol em gel, e a impressão que eu tinha é que havia um filme plástico sobre o meu rosto. Mudei para a loção e minha pele passou a brilhar loucamente. Arrisquei até um bloqueador da Clinique, mas o danado também é pegajoso.

Eis então que uma colega de trabalho me apresenta o Roche Posay Fluide Extreme FPS 50. Ele é líqüido, espalha fácil e não tem cheiro. E, o mais importante, simplesmente desaparece na pele! Adeus, aspecto brilhoso irritante!

Minha colega comprou no aeroporto de Salvador por 51 reais. Aqui nestas bandas, ele custa 89. O jeito foi aproveitar que minha irmã viajou para os States e mandar entregar no endereço dela duas unidades por 50 dólares (comprei na Amazon). Barganha.

O único inconveniente do Fluide Extreme é que ele é tão sequinho que não serve como hidratante. Aquele descamadozinho típico de invernos secos continua igualzinho. Isso quer dizer que ele não vai servir para minha viagem de fim de ano, na qual vou pegar temperaturas próximas a zero.

Não tem problema. Aproveito para usar os protetores gordurosinhos.

10.9.08

O Caso de Salzburgo

Salzburgo, ou Salzburg

- é a cidade dourada do Alto Barroco
- é o lugar de nascimento de Mozart
- é onde foi filmado “A Noviça Rebelde”
O que vamos fazer lá:

- ver a vista da Fortaleza Hohensalzburg
- ir a um concerto
- conhecer a parte medieval da cidade
- experimentar Mozartkugeln, “bola do Mozart”, bombom recheado de marzipã de pistache e nougat e coberto de chocolate meio-amargo.

8.9.08

O Caso da Reabilitação Labiríntica

O otorrino mandou fazer um monte de exames, e os resultados foram normais. A estrutura do meu ouvido está ótima. Entretanto, como fico tendo ataques loucos de labirintinte, ele resolveu me receitar fisioterapia para o labirinto.

Não tenho nem idéia de como funciona. Só sei que terei uma sessão por semana durante dois meses. A notícia boa é que o consultório da fisio é na rua da minha casa. A ruim é que não há garantia de que eu jamais tenha um ataque de labirintite de novo. Vou estar apenas diminuindo as chances deles ocorrerem.

No entanto, considerando que a caixa do remédio que eu tomo inteira toda vez que tenho uma crise custa 50 reais, e que a fisioterapia o plano de saúde paga, parece-me que se trata de um bom negócio em termos financeiros. Em termos de bem-estar, também. Diminuir a quantidade de vezes por ano que minha cabeça fica rodando doudamente é uma ótima perspectiva.

Meu objetivo é NÃO ter uma crise de labirintite perto da próxima viagem. O otorrino está tão confiante na reabilitação que disse que até mesmo fazer os exercícios que vou aprender aos primeiros sinais de um ataque é suficiente para contê-lo.

Vamovê.

O labirinto mais bonito do Google Images.

5.9.08

O Caso do Desânimo

Ando meio desanimada ultimamente. Meio sem vontade fazer nada. Trabalho e estudo? Cansaço. Filmes? Preguiça. Tevê a cabo? Nhé. Até ler, que sempre foi minha paixão, não tem me atraído mais. Sim, eu tenho corrido, mas é mais porque já virou hábito.

À noite o Leo vai para a faculdade e eu fico totalmente à toa. O jeito é dormir para o dia seguinte
chegar.

Isso não tá bom, não.

4.9.08

O Caso da Pista de Corrida

A única vantagem do lugar onde a gente corre é o fato de ser perto de casa. É uma avenida chamada romanticamente de “Beira-rio”, ou mais pragmaticamente de “Sanitária”, ou seja, não é sempre que ela cheira bem. A calçada, embora seja larga para os padrões de Fabriciano (no centro da cidade, só passam duas pessoas pela calçada se uma delas botar o corpo de lado), é decorada por buracos, ondulações e baixo-relevos e ocasionalmente um saco de lixo. A rua é povoada por carros, ônibus e caminhões que passam no talo, além dos trabalhadores da usina em bicicletas que andam pertinho da calçada, aproveitando para dizer gracejos para as moças.

Ontem fui correr sem o Leo e escutei diversas gracinhas. Falei para o marido que quando estou com ele isso não acontece, mesmo que a gente corra separado. Ele respondeu que acontece, sim, só que é depois de que eu passei e portanto eu não escuto. Ele, que vem depois, é que ouve as conversas do tipo “Essa eu pegava etc.”.

O Leo disse para eu ficar satisfeita de fazer sucesso na avenida. Entretanto, considerando o povo esquisito que anda por lá, achei melhor não ficar convencida, não.

A Sanitária é essa avenida ladeada por árvores. De longe assim ela é mais simpática.

3.9.08

O Caso do Método de Corrida

Mudei o esquema: ao invés de correr louca e ininterruptamente, agora eu fico de olho no freqüencímetro (que passou a funcionar depois que tirei o band-aid do machucado e molhei mais a tira) e mantenho meus batimentos cardíacos dentro da zona de condicionamento (70 a 85% da freqüência cardíaca máxima, que no meu caso equivale a 132 a 160 batimentos por minuto). Essa é a manha, segundo o “Guia para começar a correr”, do site Copacana Runnners (http://www.copacabanarunners.net/walk5.html).

É meio complicado fazer isso, porque meu coraçãozinho é muito nervoso. Qualquer corridinha o acelera demais. Aí passo à caminhada vigorosa, e os batimentos despencam. Então volto ao trote feliz. Dali a pouco os batimentos disparam e tenho que andar de novo.

Estou fazendo o controle usando os postes de iluminação. A cada um que passa dou uma olhada no reloginho e adapto a velocidade. Meu objetivo era fazer dois postes de caminhada para cada quatro de corrida, mas meu coração não estava informado e não permitiu. Então foi um poste de caminhada para cada três de corrida, ou dois de caminhada para dois de corrida, assim meio aleatoriamente.

A vantagem do novo método é que ele é muito, muito mais agradável. Para me manter na zona de condicionamento, uso um trotinho bem leve. E volta e meia tenho que caminhar, o que exige menos esforço ainda. Assim, chego ao final do treino me sentindo agradavelmente exigida ao invés de exausta. E provavelmente não vou sentir mais as dorzinhas chatas no pé, no joelho e na panturrilha que estavam me atacando (e que eu ignorava, como boa e estóica corredora que sou).

Em teoria, com o tempo vou precisar de cada vez menos postes de caminhada, até conseguir trotar o tempo todo com os batimentos estáveis.

Quanto tempo será que leva?

2.9.08

O Caso de Innsbruck

- é a capital do Tirol
- é uma das cidades mais bonitas da Europa
- quer dizer “ponte sobre o rio Inn”

O que vamos fazer lá:

- ver o Telhado de Ouro
- passear na Maria-Theresien Strasse

- ir ao Mundo de Cristal da Swarovski

1.9.08

O Caso das Encomendas

Minha irmã mais nova voltou de viagem e finalmente minhas encomendas chegaram às minhas mãozinhas sôfregas. O que eu estou achando mais legal, por enquanto, é um kit de maquiagem Bare Minerals, com duas bases, um queimador, um acabamento e três pincéis.

Nos Estados Unidos, as maquiagens mineirais estão fazendo o maior sucesso. Todas as marcas lançaram as suas, mas a primeira é essa da Bare Escentuals.

A teoria é que os produtos são feitos de minerais (o que quer que isso queira dizer exatamente), sem conservantes ou ceras. Por isso, são em pó e não fazem mal à pele (a propaganda jura que você pode até dormir com eles no rosto), além de proporcionarem uma finalização natural e fresca.

Ontem me diverti pacas experimentando tudo. Tem que aplicar de um jeito especial, que vem explicado no dvd. Você põe um pouquinho do produto na tampa, usa o pincel especial em círculos para absorver tudo, dá uma batidinha pra tirar o excesso e aplica no rosto em movimentos circulares.

A cobertura é de leve para média, boa para usar no dia-a-dia. Para uma cobertura pesada, o recomendado é o pincel kabuki, que ainda não experimentei. A pele fica ótima, sem cara de base, bem natural mesmo.

Se usada com o pincel adequado, a base também funciona como corretivo. Minhas olheiras foram quase eliminadas. Tenho fé que com a prática (e uma camada mais generosa do pó) conseguirei exterminá-las completamente.

O queimador (“Warmth”) dá uma corzinha saudável. Como não sou branca-fantasma como as americanas no meio do inverno, usei como blush e ficou ótimo.

O acabamento (“Mineral Veil”), totalmente sem cor, promete suavizar todo o rosto, eliminando a oleosidade e disfarçando os poros. Não vi a menor diferença antes e depois de aplicá-lo, mas talvez o efeito dele só apareça depois de algum tempo. Um dia destes deixo de usar e vejo o que acontece.

Minha irmã trouxe para mim o kit “Medium”. Ele é um tico de nada mais escuro do que a cor do meu rosto. O lado positivo é que aí ele fica da cor do meu corpo.

O lado negativo da história é que a Bare Escentuals tem um monte de outros produtos mineirais (sombras, blushes, finalizadores) e agora eu quero todos!

28.8.08

O Caso de Zurique

Zurique, ou Zurich
- é a maior cidade suíça e uma das mais lindas da Europa

- é um centro de finanças internacional
- é dividida pelo rio Limmat

O que vamos fazer lá:

- passear pelos cais da cidade

- conhecer a Cidade Velha

- ir a uma das lojas da famosa Chocolateria Sprüngli (só tem na Suíça). Ela e a Lindt eram a mesma empresa. Separaram-se porque um dos dirigentes ia levando a empresa por um rumo demasiadamente “comercial e popular”.

27.8.08

O Caso do Condicionamento

Descobri que, para melhorar o condicionamento físico e conseguir correr mais, a manha NÃO é sair correndo em desabalada carreira até morrer, como eu vinha fazendo até então. Não, não. A idéia é se exercitar sempre a 70% a 80% da freqüência cardíaca máxima, independentemente da intensidade necessária para chegar até ela. Ou seja, se meu trote mais modesto acelera meu coraçãozinho para cima dessa faixa (porque eu sou muito, muito fracota), então eu devo alternar caminhada e corrida durante as sessões de exercício. Um dia meu sistema cardiovasculatório estará fortalecido e eu conseguirei correr o tempo todo sem estourar o limite.

Pois bem, lá fui eu correr com o monitor cardíaco para manter minha freqüência cardíaca sob controle. Por motivos desconhecidos (radiação solar? Interferência alienígena? Ondas gama?) o freqüencímetro pipocou adoidado, indo de 240 batimentos por minutos (durante a caminhada) para 140 (num momento aleatório) para 88 (bem quanto eu estava dando tudo na corrida) e vice-versa num piscar de olhos. Fiquei muito irritada, porque até então ele era um aparelho confiável, mostrando valores que se alteravam suavemente com a mudança de intensidade do exercício. Ontem ele se comportou de maneira ridícula e traiçoeira, impedindo que eu cumprisse meu programa de condicionamento. Além disso, o band-aid que eu coloquei para proteger o machucado que o próprio monitor cardíaco tinha cavado não adiantou de nada, e a ferida perdeu sua casquinha incipiente. Para completar, meu pé voltou a doer, muito.

Sim, neste momento estou extremamente aborrecida com meu projeto de corrida.

26.8.08

O Caso de Lucerna

Lucerna, Luzern ou Lucerne:
- é exatamente como se imagina que uma cidade suíça seja

- fica ao norte de um lago (o Lago Lucerna)

- tem ruas de pedrinhas, torres, pontes cobertas e fontes

O que vamos fazer lá:

- passear pela Cidade Velha

- visitar o Panorama Bourbaki (é uma pintura circular gigante)

- ir ao Monte Pilatus (se eu vencer meu pavor de teleféricos)

- subir ao platô de Gütsch para apreciar a vista

25.8.08

O Caso das Contusões

No sábado eu e o Leo corremos 48 minutos direto. É um recorde pessoal. Ficamos animadíssimos. O problema é que:


1) a parte interna do meu pé direito começou a doer quando eu piso. Não corri ontem e estou esperando ele melhorar, mas até agora nem sinal de recuperação.


2) usei o monitor de freqüência cardíaca e descobri que, ao invés de estar correndo em 70 a 80% da freqüência cardíaca máxima, o que melhora a capacidade cardiovascular e queima gorduras, estou correndo em 80 a 90%, que é exercício anaeróbico. Ou seja, estou ficando exausta ao invés de me condicionar.


3) a faixa do freqüencímetro arrancou um pedaço da minha pele. Isso quer dizer que, até o machucado sarar, não vou poder usar o monitor para aprender a correr no ritmo adequado.


Em suma, ficarei de molho por uns dias. Até botei o tênis pra lavar.



Update: minha amiga Karina me ensinou a alongar o pé (eu nem sabia que dava para alongar o pé!) e a dor sumiu. Agora é salvar o tênis da lavagem, botar algodão debaixo do band-aid do machucado para protegê-lo, usar o freqüêncímetro por cima da blusa e cair na rua!

22.8.08

O Caso de Berna

Berna, ou Bern

- é a capital da Suíça, com 130 mil habitantes

- é uma das cidades mais antigas da Europa
- é Patrimônio Cultural Mundial, por seu núcleo medieval de prédios de arenito
- tem largas ruas medievais, mercados e fontes O que vamos fazer lá:
- ver a torre do relógio
- passar pelo Parlamento
- conhecer a Catedral de São Vicente
- ir à casa onde Einstein vivia ao escrever a Teoria da Relativadade, em 1905
- comer chocolate suíço!