31.1.08

O Caso dos Albergues

Toda vez que viajo, fico em hotéis. Com a ajuda do ótimo site www.tripadvisor.com , Leo e eu pesquisamos à exaustão as melhores opções custo/benefício em hotéis bem-localizados. Às vezes pagamos um pouco mais para ter um luxinho (como ficar no Hilton à sombra da Catedral em Antuérpia); às vezes caímos na armadilha de reservar acomodações na capital com o mesmo preço das acomodações no interior, e aí acabamos em hotéis piorzinhos (como em Lisboa, Madrid e Wellington). Mas mesmo os hotéis menos memoráveis têm as vantagens da limpeza, segurança e privacidade.

Ainda assim, ando intrigada com a idéia dos albergues. Minha irmã vai passar o Carnaval na Europa e vai ficar em albergues pagando 20 euros a noite. A passagem também não saiu tão cara, porque é baixa temporada. O que me fez pensar se, talvez, não fosse o caso de fazer mais viagens gastando menos.

Na Nova Zelândia, vimos famílias inteiras ficando em albergues, cada um com sua própria mochila e mala de mão (até a filhinha de 5 anos). Na Europa a gente sabe que o povo viaja muito e fica nos hostels sem frescura. Será que estou perdendo alguma coisa ao ignorar os albergues?

Sugeri ao Leo que a gente experimentasse o hostel-way-of-life na próxima viagem. Ele geralmente é aberto a novas idéias, mas, dessa vez, morreu de rir. Disse que eu vou estressar total. Que vou ficar aflita com o banheiro comunitário, com a falta de cofre para guardar o passaporte, com o barulho causado pelos hóspedes festeiros. Que eu não tenho o menor perfil de alberguista.

Vou ter que esperar minha irmã voltar de viagem para decidir a discussão.

Um comentário:

Daniela disse...

Eu definitivamente já passei da idade de banheiro no corredor. E eu concordo com o Leo: vc ia estressar. Mas agora existem uns hostais com quartos privativos, cobrando um pouco mais (ainda assim, muito mais barato). Quem sabe?
PS: eu sempre acho que poderia viajar mais barato até me apaixonar pelos hotéis charmosos...