29.2.08

O Caso do Chilique

Eu achava que a convivência com o Leo estava me tornando uma pessoa melhor. Hoje cheguei à conclusão que meu gênio continua ruim como sempre, só que conviver com o Leo elimina a maior parte dos aborrecimentos dessa vida. Essa manhã tive um (caiu maquiagem no tapete branco) e eu bufei, fui lavar o tapete para não manchar, joguei o sabão longe, espirrei água, e guinchei tão indignadamente que o Leo veio ver se tinha acontecido algum acidente.

Ou seja, continuo uma peste. Mas uma peste com poucas oportunidades para se manifestar.

28.2.08

O Caso das Preferências

Gosto muito de passear por blogues alheios. Entretanto, há coisas que me irritam profundamente:

- erros de português;
- palavrões desnecessários;
- deformações da língua do tipo “naum”, “kbeça”;
- letras coloridas;
- diagramação excessiva e confusa;
- posts enigmáticos;
- poesia ruim;
- pseudo-literatura.

Ou seja, é dificílimo achar um blogue que eu goste.

Mas quando acho, que alegria.

27.2.08

O Caso do Seriado Médico

Então estamos vendo House. Como conseguimos os DVDs das primeiras temporadas, estamos numa orgia de episódios. Garanto que a série é muito mais legal quando se acompanha os capítulos: quando eu via só de vez em quando na tevê, não conseguia achar muita graça.

Para quem não sabe, o House é inspirado no Sherlock Holmes. Até o nome tem a ver: segundo um site aê, pronuncia-se o sobrenome do detetive como “Homes”. Daí pra “House” fica fácil (apesar de que por essa lógica deveria ser “Houses”, né?). E o amigo oncologista Wilson é, obviamente, a personificação do meu caro Watson.

House, além de inteligentíssimo, é cínico, sarcástico, amargo e malvado. Eu o adoro.

Quero ser igual a ele quando eu crescer.

26.2.08

O Caso das Ações

Agora todo mundo põe dinheiro em ações. Tem gente que se associa a um homebroker e aplica sozinho; tem os que fazem grupos e deixam uma corretora decidir os investimentos. E volta e meia sai uma capa de revista mostrando um fulano que ficou milionário da noite para o dia.

Só que muita gente não se lembra que o mercado de ações é um sistema fechado. Isto é, para alguém ganhar, alguém tem que perder. E quem vocês acham que vai perder: o profissional do assunto, que fica o dia por conta, ou quem acabou de chegar e checa as cotações no intervalo do almoço?

Eu queria muito um investimento melhor que a renda fixa. Mas ainda acho que ações não são a resposta.

21.2.08

O Caso do Francês

Acho francês a língua mais linda do mundo. Já fiz um ano de aulas e portanto sei o básico, mas é o básico mesmo (o único tempo verbal que eu domino é o presente). Até tentei voltar às aulas, só que aqui no interior tá difícil. Além do mais, estou precisando gastar meu tempo livre é com Direito do Trabalho, não com línguas estrangeiras.

Ainda assim, decidi dar uma turbinada no francês de maneira prática e divertida. Vou assinar uma revista feminina francesa. Custa 48 euros por ano (12 euros é o preço da assinatura, o resto é correio) e vai me expandir meu vocabulário de montão. A idéia é, mesmo ignorando um tanto de palavras, ir lendo alegremente. Depois de ver a mesma palavra duas, três e quatro vezes, a ficha vai acabar caindo e entenderei o que ela significa.

Confesso que pretendo usar o Google para, depois de alguns meses, compreender melhor os tempos verbais. Mas tenho completa fé no meu método. Afinal, os bebês aprendem línguas escutando, não é mesmo? Pois meu sistema é muito superior.

20.2.08

O Caso da Glicose

Sempre achei que a melhor maneira de estudar era mastigando uns chocolates, chupando umas balas ou mascando uns chicletes. Eis que minha teoria tem comprovação científica: descobri que o cérebro se alimenta exclusivamente de glicose. Ora, doce é uma fonte rápida e direta de glicose. Logo, doces e estudos são a combinação ideal.

O problema é que, se os estudos durarem vários meses, o chocolatinho, a balinha e o chicletinho vão se somando e adeus alimentação saudável. Porque, além de serem loucamente calóricos, os doces têm alto índice glicêmico, o que faz com que a fome aumente.

O jeito, como diz minha irmã, é tomar Clight de morango. Só que, como Clight quase não tem calorias, desconfio que a falta de glicose irá prejudicar os estudos...

19.2.08

O Caso da Chuva

De quando em quando, o sol daqui some e no lugar dele aparece uma chuva que começa, pára um pouco e continua. O céu fica fechado o dia inteiro, a temperatura cai e a luminosidade baixa. As ruas empoçam, o cabelo arrepia e as pessoas reclamam.

De fato, um clima desses é de desanimar. Entretanto, nada melhor do que um pouco de tempo ruim para a gente dar valor às coisas boas: casinha acolhedora, sofá macio, caminha gostosa, chá quentinho, um chocolatinho...

É, eu sou uma pessoa de muita sorte.

18.2.08

O Caso da Nova Perspectiva

Até hoje, eu sempre viajei de maneira séria e profissional, indo a todas as atrações, castelos, museus, torres e pontos turísticos em geral, vendo o máximo possível no pouco (sempre é pouco) tempo disponível. E chegando ao hotel no fim do dia cansadésima, louca para tomar banho, botar as pernas pra cima e dormir até o dia seguinte.

Ultimamente tenho pensado se esse jeito de viajar, embora válido, não seja o único possível. Que dá para unir atrações turísticas selecionadíssimas com almoços sossegados e saidinhas à noite. Aí não dá para acordar tão cedo no dia seguinte, nem ser o primeiro na fila da Sainte-Chapelle. Mas dá para descobrir um lado das cidades que a gente não está acostumado a explorar.

Junto com essa perspectiva vem chegando a idéia que talvez a primeira das minhas regras sagradas (que eu só desobedeço para Paris), a que não se deve viajar para lugares repetidos, talvez deva ser desconsiderada. Afinal, se você vai explorar a cidade por outro ângulo, porque não voltar lá? Com a vantagem que você já matou os pontos turísticos principais e só vai voltar nos que você amou.

Se é que vai voltar.

14.2.08

O Caso da Fome

Estou no quarto dia de dieta e a fome tá brava. Tanto que tenho usado as 100 calorias que seriam alocadas a guloseimas para consumir comida de verdade. Como me alimento de três em três horas, não chego a ficar fraca, mas que a barriguinha ronca, ronca.

A notícia boa é que já me livrei de um quilo. A notícia ruim é que início de dieta é assim mesmo: a gente perde um monte de água, e o peso diminui que é uma beleza, mas dali a uns dias a coisa estabiliza e passo a eliminar meio quilo por semana, no máximo. O que, se pensarmos bem, é bom, porque é recomendável que as dietas tenham resultado lento e gradual.

Daqui a uns dois meses, volto pra academia, porque dietas detonam massa magra e isso faz o metabolismo cair. Ganhando músculos poderei comer mais e ser mais feliz. Não vai ser agora porque, segundo andei pesquisando, para perder peso você precisa gastar mais calorias do que ingere; para ganhar músculos você precisa ingerir mais calorias do que gasta. Ou seja, levantar peso comendo pouco é um paradoxo.

Além do mais, fazer academia passando fome ninguém merece.

12.2.08

O Caso da Dieta Pós-Viagem

Não tem jeito: é só eu viajar que eu deixo para trás toda a minha filosofia da alimentação saudável e consumo uma quantidade impressionante de sorvete, chocolate e batatas fritas (até agora, o único prato realmente universal). Desse pulo à Nova Zelândia, trago gratíssimas recordaçõs do Mars (um Milkybar com muito caramelo), do sorvete da Lick (sorveteria chique de Queenstown) e do fish and chips (filé de peixe branquinho e sem espinhos e batatinhas, ambos profundamente fritos).

De volta à vida real, o jeito é fazer um regiminho básico para me livrar do excesso de bagagem. Sim, já houve uma época em que eu deixava isso a cargo do meu metabolismo e da comida brasileira, mas nessa época eu estava na casa dos vinte anos e viajava com bem menos freqüência.

Fiz minha primeira dieta no começo do ano passado, mas já me considero uma profissional do assunto: e só baixar o consumo diário para 1.200 calorias (de alimentos muito saudáveis, mas com 100 calorias alocadas para guloseimas, porque também ninguém é de ferro), tomar um monte de chá verde, e dormir com fome durante toda a primeira semana, que eu volto ao peso pré-viagem em menos de dois meses.

O que não é dá é deixar os quilinhos de uma viagem se acumularem até a próxima. Porque se isso acontecer minhas roupas térmicas novas, que são superjustas, não vão servir mais!

7.2.08

O Caso das Rosas na Parede

Eu tenho um monte de gravuras de flores, bem bonitas, que eu resolvi colocar para enfeitar minha sala. De uma lado, só rosas, combinando com o futuro campestre inglês. No outro, flores do campo.

O negócio é que eu não queria gastar muito mandando enquadrar essas figuras, nem sujar minha sala toda fazendo buracos na parede para pendurar os quadros. Solução: colar as gravuras em em um cartão grosso, que funciona como margem e moldura, e grudá-las na parede usando fita adesiva dupla-face.

Eu sei que soa tosco, mas juro que não é. Esse cartão é o material que usam pra fazer passe-partout de quadros. Ele é bonito e tem uns bons três milímetros de espessura. A idéia é do irmão do Leo: ele montou um monte de fotos sobre cartão preto, e ficou atraente e moderno.

Aí toca a fazer simulações. Grudei as figuras em um papel mais largo que elas para ter uma idéia de como vai ficar, botei quatro, cinco e seis na parede, mudei a ordem, mudei a altura, colori o papel pra ver se ficava mais bonito, fiz margem em preto... e nada ficava realmente bom.

O que me salvou é que minha irmã veio me visitar no carnaval e ela viu de cara qual era o problema: as margens estavam muito pequenas. Fizemos uma nova simulação com mega-margens e aí a coisa deu certo!

Não vai ficar baratinho, porque o tal cartão custa caro e a fita adesiva também, mas vai ficar bonitão. E muito higiênico.

1.2.08

O Caso do Kit Inverno

Já viajei para diversos lugares frios, com temperaturas próximas ou abaixo de zero, e sempre me defendi bem. A técnica: camadas e camadas de roupas, duas meias-finas, cachecol tricotado pela vovó do Leo, chapeuzinho de pele da mamãe. Funciona, mas você precisa de vários minutos a mais de manhã para organizar a ordem dos níveis de tecido. E, toda vez que você entra em um ambiente aquecido, precisa de um tempinho para se livrar do excesso de pano.

Portanto, aproveitei a viagem à Nova Zelândia para me profissionalizar no negócio. Finalmente adquiri as famosas roupas de baixo térmicas – blusa de mangas compridas e calça justa que prometem substituir as camadas de camadas. Também adquiri cachecol e luvas de fleece (aquela flanelinha que esquenta pra burro, é leve, fina, e, principalmente, não solta fiapos, como as peças de lã adoram fazer). Some-se a isso as botas de montaria e agora sim, estou equipada.

Falta só a viagem para o lugar frio.