18.2.08

O Caso da Nova Perspectiva

Até hoje, eu sempre viajei de maneira séria e profissional, indo a todas as atrações, castelos, museus, torres e pontos turísticos em geral, vendo o máximo possível no pouco (sempre é pouco) tempo disponível. E chegando ao hotel no fim do dia cansadésima, louca para tomar banho, botar as pernas pra cima e dormir até o dia seguinte.

Ultimamente tenho pensado se esse jeito de viajar, embora válido, não seja o único possível. Que dá para unir atrações turísticas selecionadíssimas com almoços sossegados e saidinhas à noite. Aí não dá para acordar tão cedo no dia seguinte, nem ser o primeiro na fila da Sainte-Chapelle. Mas dá para descobrir um lado das cidades que a gente não está acostumado a explorar.

Junto com essa perspectiva vem chegando a idéia que talvez a primeira das minhas regras sagradas (que eu só desobedeço para Paris), a que não se deve viajar para lugares repetidos, talvez deva ser desconsiderada. Afinal, se você vai explorar a cidade por outro ângulo, porque não voltar lá? Com a vantagem que você já matou os pontos turísticos principais e só vai voltar nos que você amou.

Se é que vai voltar.

2 comentários:

Daniela disse...

O pessoal do blog do Ricardo Freire estava comentando isso outro dia. A conclusão era que, uma vez que você já tivesse feito os "lerês" - as atrações turísticas obrigatórias - ficava mais fácil curtir os não-lerês, como hotéis legais, restaurantes, morgar em parques, ler em cafés, vendo a vida passar. O pessoal mais velho gostava disso; o pessoal mais novo ainda achava que tinha que bater ponto em todas as atividades. Eu ainda acho que não dá pra perder o museu-igreja-castelo que fez aquela cidade famosa, afinal de contas - mas aquela atração meia estrela pode muito bem ser trocada por um almoço mais relaxado, ou um dia se dar ao luxo de se sentir de férias, e se recusar a fazer o obrigatório. Mas que a gente fica com remorso, ah, fica.

Delilah disse...

Concordo! Concordo!
Vale a pena demais deixar uma tarde ou uma noite para sair, rodar pela cidade a esmo, ir num bar/boate legal, mesmo que pra isso você não possa ir ao museu dos bombeiros.
Acho que finalmente caiu a ficha que eu NÃO vou mesmo conhecer a cidade em tão pouco tempo, então mais vale deixar mais uma coisa de fora e aproveitar a cidade como um morador, não só como turista... =)