26.6.08

O Caso da Bolsa de Lanche

Todo dia eu trago para o trabalho uma garrafa térmica de chá verde, uma maçã e um iogurte. Tento usar embalagens atraentes para fazê-lo, como a sacola do Museu Marítimo de Amsterdam ou de uma livraria em Auckland. Mas todas elas são de plástico e, depois de um tempo, vão amassando e ficando horrorosas. Sem falar que ninguém nota sua procedência chique.

Agora tenho uma bonita bolsa de pano que minha mamãe fez com os retalhos dos tecidos que eu comprei para as almofadas da sala. Eles eram tão lindos – e tão caros – que eu não tive coragem de jogá-los os restinhos fora.

Aliás, os tais tecidos caríssimos renderam para caramba: cinco almofadas para mim, duas capas para os meus pufes, cinco almofadas para minha irmã, e para finalizar a gloriosa bolsa de lanche. Então no final das contas valeu a pena.

23.6.08

O Caso do Labirinto II

Bem que eu tentei lidar com a crise de labirintite durante o fim-de-semana tomando Dramin de oito em oito horas, mas não funcionou: girar ou sacudir a cabeça continua fazendo o mundo rodar. Eu não queria usar o Vertizine D, que é o que o otorrino recomenda, porque ele me deixa lenta e sonolenta durante vinte dias, mas fiquei sem saída. Depois da terceira noite mal-dormida, na qual a cabeça só podia ser movida lentissimamente no travesseiro, sob pena de um ataque de enjôo, cedi e comprei uma caixa do bendito remédio, que custa cinqüenta reais e deve ser tomada toda. Dessa vez estou inclinada a tomar só metade (dez dias) pra ver o que acontece. Afinal, a última vez que o usei foi durante o mês de abril, e isso não impediu que no início de junho eu tivesse outra crise. E ficar vinte dias babando de sono é danado.

20.6.08

O Caso do Labirinto

Arrumei uma amiguinha que anda me visitando com freqüência demais para o meu gosto: a labirintite. É a terceira vez este ano que eu acordo com cabeça rodando.

Na primeira eu estava em Goval e era sábado. Me auto-mediquei com Dramin e Vertizine D, mas mesmo assim a tontura demorou 24 horas para passar. No começo de junho tive outra crise, dessa vez leve. Tomei Dramin e ele foi suficiente para segurar os sintomas. Mesmo assim foi ao otorrino. Segundo ele, Dramin é um sedativo do labirinto, e por isso realmente pode resolver.

Aproveitei que os sintomas tinham passado rapidinho para começar a fazer exames. Já fiz dois auditivos e eles não revelaram nada. Vamos ver se o próximo me ajuda.

Hoje aconteceu de novo. Dessa vez, nem me afligi. Tomei um Dramin e pronto. Agora acabo de fazer a bobagem de baixar a cabeça para ver se a crise passou. Resultado: rodou tudo. O jeito é manter o pescoço duro pelo resto do dia.

19.6.08

O Caso das Roupas

Eu sou muito apegada às coisas, e principalmente às minhas roupinhas. Para jogar uma peça fora é um custo. Só quando não serve mesmo ou está acabada mesmo. Ter saído de moda não é razão suficiente – a moda volta, meus amigos, ela volta!

Nem por isso meu guarda-roupa é superlotado. Sou chatíssima para comprar roupa, acho tudo feio e caro. Pelo menos paciência para experimentar eu tenho.

O resultado disso é que eu possuo roupas de dez anos atrás e as uso alegremente. Tenho também umas pecinhas que herdei de minha mãe – outra que não gosta de jogar nada fora. Essas devem ter 20, 30 anos.

E não, eu não ando fora de moda. Com certa freqüência eu ganho – ou compro, com um pequeno esforço – alguma peça para me atualizar. Acho até que eu ando bem-vestida, mais do que uma galera que eu conheço que só usa calça jeans e blusinha.

16.6.08

O Caso das 1.000

Fiquei uma semana comendo 800 calorias e fazendo uma hora de caminhada todo dia. Foram-se embora 2,3 kg.

Pode-se dizer que a experiência foi um sucesso, mas achei a perda de peso meio perturbadora. Primeiro porque, se eu consigo perder mais de dois quilos em uma semana, também consigo ganhar. Segundo porque um monte de artigos que eu leio na internet diz que perder mais de meio quilo por semana é a receita certa para vaporizar os músculos. Aí o metabolismo cai e qualquer aumento no número de calorias seria suficiente para engordar.

Talvez a coisa não seja assim tão drástica. Sinceramente, não sei. Existem tantos conselhos contraditórios na internet que fica difícil decidir o que seguir. O que eu sei é que no ano passado, na primeira dieta da minha vida, gastei dois meses para perder quatro quilos e meu corpinho ficou ótimo. Tradução: a dieta lenta funciona, embora seja mais difícil de seguir (eu acho).

A partir de hoje, então, vou aumentar meu número de calorias para 1.000 (para não assustar o organismo) e, na semana que vem, parto para 1.200. Devagar e sempre é a meta.

Mas que esse início dramático foi ótimo, foi. As roupinhas que estavam apertadas não estão mais.

O que nos faz concluir que talvez um bom meio-termo entre os dois métodos seja começar a dieta com uma semana de 800 calorias, para ver resultados rápidos e animar, e depois seguir um esquema menos radical.

13.6.08

O Caso das 800

A dieta das 800 calorias está sendo um sucesso total. Vejo vendo resultados diários na balança, e nem estou sofrendo tanto. Acho mais fácil cortar totalmente o doce do que comer só uns farelinhos.

Dito isso, a irmã recomendadora da dieta disse que ela não faz mais do que duas semanas dela. Que perde três, três quilos e meio em duas semanas e pára. E, realmente, não é mole agüentar muito tempo nessa dieta tão espartana.

O problema (sempre tem um problema) é a ambição. Ora, se eu perco três quilos em duas semanas, porque não continuar por mais duas semanas, perder seis e encerrar o expediente? Ao invés de ficar perdendo meio quilo por semana como qualquer pessoa sã, gastando três meses no total etc. etc.

Estou muito tentada a fazer o experimento. Porque vocês sabem, eu adoro uma idéia retardada.

12.6.08

O Caso dos Livritos

Com um mês e meio e dois meses de atraso, respectivamente, os dois pacotes de livros baratinhos e gentilmente usados em inglês que compramos finalmente chegaram. Acho que eles estavam entalados na alfândega por causa da greve dos auditores da Receita Federal.

Estou felicíssima. São mais de vinte volumes, entre ficção-científica e romance. Uma overdose para quem estava numa seca de leitura tão grande que andava lendo até correspondência de banco.

Fico feliz também porque estava com medo das encomendas nunca chegarem e eu desistir de comprar no betterword.com, perdendo assim uma ótima fonte de livros variados e em conta.

11.6.08

O Caso das Calorias Diárias

Então lá estava eu, fazendo pachorrentamente uma dieta de 1.200 calorias e perdendo peso bem devagar, quando minha irmã mais nova me atropelou, comendo 800 calorias por dia e acelerando loucamente o processo.

Eu sei, eu sou uma grande defensora do limite mínimo de 1.200 calorias, mas ando matutando. Esse limite é o que os artigos de internet recomendam para americanos grandes e gordos. Eu sou magra e pequetita.

Minha preocupação era a possibilidade entrar em starvation mode e desacelerar o metabolismo, além de perder muita massa magra. Minha irmã fez a pesquisa pra mim e esclareceu o esquema: você só entra em starvation mode se come menos de metade do número de calorias necessários para manter seu consumo metabólico em repouso, que é o que você precisa simplesmente para viver. O meu fica em torno de 1.300 calorias. Então, enquanto eu estiver comendo mais do que 650 calorias, estou bem.

Comecei o novo método segunda-feira e está funcionando: depois de três semanas de oba-oba, perdi em dois dias os gramas a mais que eu tinha recuperado. Suponho que a partir de agora as perdas sejam menos drásticas, mas ainda assim animadoras.

O povo diz que peso perdido rápido é ganho de volta rapidamente também – o que obviamente não queremos. Acho que a manha, depois de se chegar ao peso desejado, é passar das 800
calorias diárias para 1.000, depois 1.200, e assim vai.

Nada de encerrar o regime e fazer uma grande orgia alimentar.

10.6.08

O Caso do Sem-graça

Quando a gente está de dieta, a vida fica muito menos divertida e romântica. Acabam os jantares, as idas à churrascaria, aquela taça de vinho à noite, os chocolates que o Leo gosta de me dar. Não há mais pratos especiais no fim-de-semana, nem a diversão que é prepará-los. São findas as aventuras de experimentar uma nova empada, um outro sabor de milk-shake, a pastelaria que acaba de abrir.

No lugar de todas essas delícias, passamos muitas horas de calor e desconforto caminhando e correndo. Arrumamos dores nos pés, nos joelhos e nas costas. Bufamos e transpiramos e nos avermelhamos.

Ainda bem que a gente reveza entre uma fase e outra.

9.6.08

O Caso dos Quatro Anos

Hoje eu e o Leo fazemos quatro anos de casamento (religioso). Ontem foi o civil, devidamente comemorado com Bailey’s.

Fizemos uma lista das conquistas desses quatro anos e decidimos traçar metas para os próximos quatro. Não tivemos nenhuma idéia inovadora e brilhante – só reafirmamos os planos que já tínhamos.

A quem interessar possa, deixamos para decidir sobre o baby depois que o Leo passar em um concurso. E resolvemos que as viagens dos próximos quatro anos têm de ser ainda melhores do que as que já foram.

Vai ser difícil. Mas vamos dar o sangue.

6.6.08

O Caso das Ambições Consumistas

Como indivídua inserida no complexo capitalista, tenho lá minhas vontades de possuir bens materiais que custam muito mais caro do que realmente valem. Esses bens simbolizam para mim (e para o mundo inteiro, espera-se) glamour e elegância. Adquiri-los me transformará, portanto, em uma pessoa chique e sofisticada.

No momento atual, minhas ambições são:

- um lindo lenço de seda Hermès (a partir de 265 euros)

- uma linda bolsa Chanel (a partir de 1.200 dólares).

O problema é que

1) minha pão-durice legendária me impossibilita de gastar tanto dinheiro em coisas tão fúteis;

2) moro no interior. Desconfio que, se alguém reconhecer a elegância e o glamour dos meus bens, será simplesmente para perguntar em que barraquinha da Feira Hippie eu os comprei.

O Caso da Pausa na Dieta

Esta semana foi uma festa de brigadeiros, sorvete e chocolate (adorei!).

No fim-de-semana a mãe do Leo vem nos visitar e vai acabar rolando uma comilança.

Então a dieta está na tecla Pause. Segunda-feira aperto o Play de novo!

3.6.08

O Caso das Boas Coisas da Vida

A internet é uma perdição. Antes dela, a gente só desconfiava que o mundo era lindo, cheio de hotéis fofos e restaurantes deliciosos. As únicas fontes eram ocasionais revistas de turismo e um ou outro programa de tevê.

Hoje em dia, qualquer destino é desvendado em maravilhosas fotos coloridas na tela do computador. E você ainda encontra comentários, críticas, elogios e reclamações sobre o bed&breakfast mais escondido ao café mais obscuro.

O que dá muita, muita, muita vontade de viajar. E o pior: viajar bem. Ficando em hotéis legais e conhecendo restaurantes bacanas.

* * *

Sim, porque existem várias maneiras de viajar.

Super-básica: você vai de mochila nas costas, fica em albergues e come sanduíches feitos com provisões que você comprou no mercado.

Básica : você fica em um hotel de rede longe do centro mas perto do metrô, tem dinheiro para comprar uns souvenirs e o sanduíche que você come é comprado num McDo ou num café.

Peso médio: você escolhe hotéis muitíssimo bem-localizados mas sem luxo, tem recursos para fazer passeio de barco no canal ou assistir ao show típico, e arrisca restaurantes recomendados pelo Guia Michelin (da categoria “em conta”).

Peso pesado: você fica em hotéis luxuosos, compra em lojas de grife e vai a restaurantes três estrelas Michelin.

A vantagem desse sistema é que uma viagem a um mesmo destino (digamos, Paris) será uma experiência diferente toda vez que se mudar de classe (o que permite que eu continue retornando a Paris).

Por outro lado, embora eu ambicione chegar à última categoria, não sei se terei coragem, mesmo se um dia eu tiver dinheiro, de me promover a ela. Porque uma verdadeira viagem peso pesado custa três vezes mais que uma viagem peso médio. O que significa que você poderia ter feito três viagens ao invés de uma!

Talvez a solução seja fazer um mix das duas: viagenzinha peso médio, com um hotel mais legal nas últimas noites, restaurantes estrelados aqui e ali, e uma comprinha chique (um lencinho Hermès!Uma bolsinha Chanel!) para guardar de lembrança.

* * *

Eu e o Leo tivemos essa idéia há meses, mas o Ricardo Freire a colocou em execução primeiro: viajar pela Europa alugando apartamentos em várias capitais. Em http://viajeaqui.abril.com.br/indices/conteudo/blog/viaje-na-viagem.shtml . Como diz meu cunhado, “Imperdível” (com ênfase no “d”).

* * *

Eu quero muito muito fazer um bonito blogue de viagens, com fotos fofas e comentários pertinentes, mas está faltando... disposição. E o Blogger também não me ajuda.

2.6.08

O Caso dos Gêmeos

De repente, um monte de celebridades passou a ter gêmeos. Primeiro foi a Julia Roberts. Depois foram McDreamy de Gray’s Anatomy e a Bree de Desperate Housewifes. Seguiram a onda Jennifer Lopez e, por fim, até a Angelina Jolie. No Brasil, tem o Gugu, a Fátima Bernardes (trigêmeos) e a Fernanda Lima.

Será que ninguém antes prestava atenção aos filhos das estrelas ou esse povo todo deu pra fazer inseminação artificial? A chance de múltiplos na fertilização in vitro é grande, porque os médicos costumam implantar mais de um óvulo fecundado para aumentar as chances de um deles “pegar”.

Considerando que ninguém desse povo é muito novinho, faz sentido. Se você é uma celebridade, as regras das pessoas normais não se aplicam. Você quer ficar grávida e é agora, não daqui a não sei quantos meses, quando acontecer ou se acontecer.

Eu particularmente acho que ter gêmeos deve ser ótimo. Como eu tenho um par de tios gêmeos fraternos, acredito que tenho grandes chances.