1.7.08

O Caso do Fim da Terapia

Larguei a terapia. A psicanalista disse que não me dava alta, e que a minha resistência era subconsciente e vinha justamente de termos chegado a um ponto importante, mas nem liguei. Estava achando chato, improdutivo e caro. Eu tinha a impressão que ficava sempre discutindo os mesmos assuntos, comigo me auto-analisando e ela fazendo pouquíssimos comentários. Além disso, com o argumento de que ela usava o tempo lógico, e não o cronológico, as sessões iam ficando cada vez mais curtas, até o dia em que quase uma hora de atraso no horário produziu uma consulta de quinze minutas. Fora que tivemos um desentendimento a respeito de recibos que gerou um aumento de 50% no valor da sessão. Péssimo.

Mesmo com esses probleminhas, achei muito válido. Aprendi lições importantíssimas:

1) parar de tentar arrumar a vida dos outros e focar na minha. As pessoas só podem ser ajudadas quando estão prontas pra isso; além disso, mesmo se seguirem os meus conselhos, nunca vão ficar devidamente agradecidas, pois afinal foram elas que agiram para melhorar.

2) deixar de achar que meus pais, que implicam um com o outro de maneira odiosa desde sempre, vão mudar. Essa é a dinâmica que funciona pra eles há trinta anos e, portanto, eu é que devo parar de me incomodar.

3) ser perfeccionista é imobilizante. Melhor largar mão.

4) deixar fluir!

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