28.8.08

O Caso de Zurique

Zurique, ou Zurich
- é a maior cidade suíça e uma das mais lindas da Europa

- é um centro de finanças internacional
- é dividida pelo rio Limmat

O que vamos fazer lá:

- passear pelos cais da cidade

- conhecer a Cidade Velha

- ir a uma das lojas da famosa Chocolateria Sprüngli (só tem na Suíça). Ela e a Lindt eram a mesma empresa. Separaram-se porque um dos dirigentes ia levando a empresa por um rumo demasiadamente “comercial e popular”.

27.8.08

O Caso do Condicionamento

Descobri que, para melhorar o condicionamento físico e conseguir correr mais, a manha NÃO é sair correndo em desabalada carreira até morrer, como eu vinha fazendo até então. Não, não. A idéia é se exercitar sempre a 70% a 80% da freqüência cardíaca máxima, independentemente da intensidade necessária para chegar até ela. Ou seja, se meu trote mais modesto acelera meu coraçãozinho para cima dessa faixa (porque eu sou muito, muito fracota), então eu devo alternar caminhada e corrida durante as sessões de exercício. Um dia meu sistema cardiovasculatório estará fortalecido e eu conseguirei correr o tempo todo sem estourar o limite.

Pois bem, lá fui eu correr com o monitor cardíaco para manter minha freqüência cardíaca sob controle. Por motivos desconhecidos (radiação solar? Interferência alienígena? Ondas gama?) o freqüencímetro pipocou adoidado, indo de 240 batimentos por minutos (durante a caminhada) para 140 (num momento aleatório) para 88 (bem quanto eu estava dando tudo na corrida) e vice-versa num piscar de olhos. Fiquei muito irritada, porque até então ele era um aparelho confiável, mostrando valores que se alteravam suavemente com a mudança de intensidade do exercício. Ontem ele se comportou de maneira ridícula e traiçoeira, impedindo que eu cumprisse meu programa de condicionamento. Além disso, o band-aid que eu coloquei para proteger o machucado que o próprio monitor cardíaco tinha cavado não adiantou de nada, e a ferida perdeu sua casquinha incipiente. Para completar, meu pé voltou a doer, muito.

Sim, neste momento estou extremamente aborrecida com meu projeto de corrida.

26.8.08

O Caso de Lucerna

Lucerna, Luzern ou Lucerne:
- é exatamente como se imagina que uma cidade suíça seja

- fica ao norte de um lago (o Lago Lucerna)

- tem ruas de pedrinhas, torres, pontes cobertas e fontes

O que vamos fazer lá:

- passear pela Cidade Velha

- visitar o Panorama Bourbaki (é uma pintura circular gigante)

- ir ao Monte Pilatus (se eu vencer meu pavor de teleféricos)

- subir ao platô de Gütsch para apreciar a vista

25.8.08

O Caso das Contusões

No sábado eu e o Leo corremos 48 minutos direto. É um recorde pessoal. Ficamos animadíssimos. O problema é que:


1) a parte interna do meu pé direito começou a doer quando eu piso. Não corri ontem e estou esperando ele melhorar, mas até agora nem sinal de recuperação.


2) usei o monitor de freqüência cardíaca e descobri que, ao invés de estar correndo em 70 a 80% da freqüência cardíaca máxima, o que melhora a capacidade cardiovascular e queima gorduras, estou correndo em 80 a 90%, que é exercício anaeróbico. Ou seja, estou ficando exausta ao invés de me condicionar.


3) a faixa do freqüencímetro arrancou um pedaço da minha pele. Isso quer dizer que, até o machucado sarar, não vou poder usar o monitor para aprender a correr no ritmo adequado.


Em suma, ficarei de molho por uns dias. Até botei o tênis pra lavar.



Update: minha amiga Karina me ensinou a alongar o pé (eu nem sabia que dava para alongar o pé!) e a dor sumiu. Agora é salvar o tênis da lavagem, botar algodão debaixo do band-aid do machucado para protegê-lo, usar o freqüêncímetro por cima da blusa e cair na rua!

22.8.08

O Caso de Berna

Berna, ou Bern

- é a capital da Suíça, com 130 mil habitantes

- é uma das cidades mais antigas da Europa
- é Patrimônio Cultural Mundial, por seu núcleo medieval de prédios de arenito
- tem largas ruas medievais, mercados e fontes O que vamos fazer lá:
- ver a torre do relógio
- passar pelo Parlamento
- conhecer a Catedral de São Vicente
- ir à casa onde Einstein vivia ao escrever a Teoria da Relativadade, em 1905
- comer chocolate suíço!

21.8.08

O Caso do Treinamento de Corrida

Continuamos correndo e continuamos animados. Ontem fizemos 37 minutos de corrida direto. A diferença é que o Leo correu cinco quilômetros e eu corri quatro (sim, eu corro muito mais devagar).

Cada dia consigo correr um pouquinho mais. O corpo dói cada vez menos. Isso me deixa feliz da vida.

Há quem recomende correr dia sim, dia não, mas estamos indo todo dia mesmo. Não corremos tanto, e com tanta intensidade, para essa freqüência ser um problema. E eu particularmente acho muito mais fácil incorporar um novo hábito praticando-o diariamente. Chego em casa, troco de roupa e vamos para a rua. Não tem essa de “ah, amanhã eu vou...”.

Tenho uma colega de trabalho atleta. Ela disse que a pessoa só se torna corredora de verdade se a animação durar pelo menos três meses. Então eu e o Leo estamos comprometidos a continuar correndo até no mínimo o meio de novembro. Vamos ver como a gente se comporta até lá.

No começo da semana, decidimos que nossa meta seria chegar ao fim do ano correndo uma hora seguida. Mas estou evoluindo tanto (de 16’ para 24’ para 32’ para quase 40’) que estou achando que alcanço essa meta é no fim do mês (que vem).




"Keep running"

20.8.08

O Caso de Genebra

Genebra, ou Geneva, Genève ou Genf:

- É a segunda maior cidade da Suíça


- É a mais ordeira e serena das cidades européias


- Fica lindamente localizada: às margens de um lago, o Leman, e sob as vistas do Mont Blanc, a montanha mais alta da Europa ocidental



- Fala francês, e mostra a influência gaulesa em seus telhados, sacadas e cafés.


- É uma junção de riqueza, influência e cultura do mundo todo.

O que vamos fazer lá:

- Passear pela Cidade Velha (Vielle Ville), a parte mais antiga da cidade

- Visitar o Palácio das Nações, a sede da ONU na Europa

- Dar um pulo no CERN, o Centro Europeu para Pesquisa Nuclear, o maior laboratório de física de partículas do mundo

- Comer fondue

- Comprar um relógio suíço

19.8.08

O Caso do Atletismo

O Leo calculou que as maratonistas correm os dois últimos quilômetros da prova (isto é, depois de terem corrido 40 quilômetros!) em três minutos e meio cada. Ver tantos atletas correndo lépida e alegremente fez com que eu e o Leo caíssemos na rua para verificar nossa performance esportiva. No domingo marcamos em quanto tempo cada um de nós corre um quilômetro:

Leo: 5’50’’
Lud: 7’40

E isso foi botando os bofes pela boca.

Definitivamente, estamos muito longe dos atletas olímpicos, mas isso não nos desanimou. Ao contrário: estamos dispostíssimos a melhorar nossas marcas. A idéia é visualizar um maratonista toda vez que a gente estiver morrendo na pista. Se pensarmos que eles dão conta de correr 42 quilômetros de uma vez só, dá vergonha não completar nosso próprio circuitinho.

No domingo, andamos cinco quilômetros e corremos dois. Ontem andamos quatro e corremos três. Parece pouco, mas – vão por mim – é um tantão. Eu fico quase roxa de tão vermelha e o corpo todo dói. Mas eu sei que, depois de alguns treinos, o corpo pára de reclamar (tanto no dia quanto no seguinte).

No ano passado eu conseguia correr (ok, trotar) 32 minutos. Na segunda-feira consegui 24. Aos trancos e barrancos vou chegando lá, auxiliadíssima por um mp3 player e uma lista de músicas de nome “Hip Hop Partaaaay” feita pela minha irmã mais nova para uma festa. Juro para vocês que o Timberland, ops, Timbaland é um ótimo personal trainer.

18.8.08

O Caso da Ginástica Olímpica

Mas que diabos ocorre com os ginastas brasileiros que eles treinam, treinam, fazem bonito nas eliminatórias e, na hora do vamovê, caem sentados, caem de joelhos, pisam fora do tablado e não trazem uma mísera medalha?

Faltou sorte? Faltou maldade? Ou foi o padre agarrador-de-maratonistas-brasileiros que passou por lá e encerou os aparelhos?

Os comentaristas esportivos ficam tentando justificar, dizendo que os brasileiros são novatos em Olimpíadas. Ora bolas, um tanto de calouros da ginástica voltou com a medalha de ouro.
Cá pra nós, acho que os ginastas brasileiros amarelaram.

Sei que é chutar gato morto, mas o Diego Hypólito não é a cara do Sloth dos Goonies?



14.8.08

O Caso da Intromissão

Sim, eu tenho mania de tentar arrumar a vida das pessoas. É só a criatura dizer que vai comprar um apartamento/financiar um carro/casar/não casar, e eu me lanço sobre ela explicando que é muito mais vantajoso ela alugar um apê, comprar o veículo à vista, não casar se ela acha que não é pra sempre ou casar porque casamento é ótimo.

Adoro fazer isso. Sinto-me competente, generosa e gentil. Acho que estou dividindo com o mundo meus conhecimentos e minha capacidade de análise.

Só que o que eu digo muitas vezes não é o que a pessoa quer ouvir. Ela quer o apartamento para se sentir segura, financiar o carro para não gastar o dinheiro em outras coisas, casar porque para ela não faz diferença, ou não casar porque o casamento dos pais foi péssimo. Ou seja: os meus conselhos são perfeitamente racionais, mas existe um monte de coisas não-racionais nas decisões que as pessoas tomam. O que acaba gerando um monte de decisões meia-boca, mas isso não importa: o que importa é que quem decide é quem vive com a decisão.

Se ao menos eu conseguisse tomar a decisão perfeitamente racional de ficar de boca fechada mais vezes.



Atenção para o dedinho levantado pontuando o conselho.

13.8.08

O Caso das Luvas

Eu tenho luvas de couro, que são bonitas e chiques, mas que praticamente inutilizam as mãos, já que você não consegue fechá-las e perde totalmente o tato. E tenho luvas de lã, que são quentinhas, práticas e maleáveis, mas que não são lá muito elegantes (e que tendem a se encherem de bolinhas).

Em Bruxelas eu encontrei a solução para o dilema forma x função: luvas de pelica lindas, de diversas cores, na Galeria St Hubert. O problema é que elas custavam 50 euros e nada no mundo me convenceu que eu devia pagar esse preço por elas (o Leo bem que tentou).

O resultado é que até hoje eu me lembro das luvinhas, sendo que se eu as tivesse comprado já tinha me esquecido dos 50 euros.

12.8.08

O Caso das Olimpíadas

As Olimpíadas de Pequim estão aí e os eventos estão ocorrendo nos horários mais loucos, como sói acontecer sendo o país-sede praticamente antípoda ao Brasil. Resultado: o Leo praticamente não dorme mais. Ele chega da aula à noite e vai direto para frente da tevê. Aí fica até de madrugada. No dia seguinte, tem de acordar cedo para ir à aula de novo.

Ele bem que podia dar umas dormidinhas de tarde, mas o Leo simplesmente não consegue dormir de dia (ao contrário de mim, que durmo em qualquer hora e em qualquer lugar). Então ele só dorme umas horinhas antes de amanhecer, mesmo.

Mas isso não diminui sua animação. Como ele mesmo diz, “Olimpíada é só de quatro em quatro anos”. Então eu durmo cedo, peço para ele me acordar quando chega em casa, e vou corujar na frente da tevê também.

É verdade que lá pelas duas da manhã meus olhos estão fechando. Se houvesse uma modalidade chamada "sono olímpico", juro que eu papava as medalhas todas.

11.8.08

O Caso das Solas Novas

Levei minhas botas de montaria à Sapataria Rápida para trocar o solado original – liso e escorreguento – por um de borracha. Saí de lá meio desorientada (o sapateiro arrancou a sola original na minha frente, experiência da qual acho que nunca me recuperarei), mas quando voltei as botas estavam prontas e lindas.

As novas solas são ótimas. São muito mais grossas e macias do que as anteriores e, portanto, muito mais confortáveis. Sem falar que a colega que é autoridade em sapatos de neve disse que a borracha, além de anti-derrapante, vai proteger melhor meus pezinhos do frio.

A dúvida que resta é a seguinte: devo mandar pintar minhas botas, que são marrom-escuro, de preto, para combinar com meus casacos pretos de inverno? O sapateiro disse que por 25 reais dá jeito nela, garantindo que a tinta cobre até o zíper.

Com certeza pintar é uma solução melhor do que passar uma grossa camada graxa preta, o que fiz daquela vez em que eu viajei para Holanda e Bélgica (na hora a cor até muda, mas com o tempo a graxa vai saindo e a bota fica num degradê engraçadíssimo).

Por outro lado, o marrom-escuro da bota é escuro mesmo. Acho que até engana como preto e...

Confesso, estou pão-durando os 25 reais.

7.8.08

O Caso dos Cristais

Nunca tive nenhum interesse especial em cristais Swarovski. Isso até eu descobrir que a fábrica fica em Innsbruck, Áustria, e que nela tem uma superexibição chamada “Mundos de Cristal”. Parece legal, o guia de viagem Frommer’s dá três estrelas, e além disso a maior loja do mundo fica lá.

Passei horas divertidíssimas navegando no site Swarovski (http://www.swarovski.com/), me horrorizando com os preços (qualquer colarzinho custa 100 euros) e descobrindo peças lindas. Fiquei louca para comprar um pingente. A minha cunhada tem um coração em cristal vermelho que eu acho fofo.
Mas eu não quero ser repetitiva, e além disso cristal transparente é mais fácil de combinar. Então estou de olho neste aqui:

Esse floco de neve não é um pingente, é um enfeite de Natal. Mas, se ele for pequetito, acho que vai funcionar muito bem.

6.8.08

Fire (exclamation mark) Fire (exclamation mark) Fire (exclamation mark)

Ontem estávamos eu e o Leo placidamente assistindo à tevê lá pelas cinco e pouco da tarde quando escutamos uma gritaria do lado de fora. Dali a pouco alguém toca o interfone. O Leo vai antender e volta dizendo que tocaram em todos os andares. A gritaria continua, o interfone toca de novo, insistentemente, e dessa vez falam lá de baixo que o prédio está pegando fogo. Corremos para a janela e, de fato, tem uma fumaceira preta horrorosa saindo de um andar baixo. O povo que está se aglomerando na rua vê a gente lá no oitavo andar e grita: “Desce! Desce!”. Aí me assustei de verdade, porque se o povo está gritando “Desce!” é porque a coisa deve estar muito feia (pra falar a verdade, imaginei metade do prédio em chamas).

Calço os tênis num instante, cato minha bolsa, e eu e o Leo saímos do apartamento. Já tem fumaça no hall do nosso andar. Os elevadores não estão funcionando. Começamos a descer as escadas, com o Leo (que ficou calmo o tempo todo) na frente. Descemos uns quatro andares e a fumaça foi ficando tão grossa que não ava para continuar. Voltamos.

Chegando em casa, o Leo coloca toalhas molhadas no pé das portas, busca o extintor de incêndio, enche baldes d’água e leva garrafas d’água para o quarto de hóspedes, que é o mais distante do foco de fumaça, enquanto eu ligo para o 190 (que diz que o carro dos bombeiro está a caminho e que é pra gente ficar quietinho), retorço as mãos (metaforicamente) e coloco uma roupa de mangas e calças compridas.

Ficamos na janela da área de serviço espiando a rua. Dali a pouco chegam dois carros de bombeiro, o que me deixa bem mais calma. Aí descobrimos vizinhos na janela do andar de baixo. Eles nos contam que foi um carro que pegou fogo. Me acalmo mais ainda, porque um carro na garagem não pode fazer muito estrago.

O foco de fumaça acaba, o que quer dizer que os bombeiros eliminaram o incêndio. Ainda assim, o prédio está cheio de fumaça. Um lado das tolhas que colocamos nas portas ficou preto.
O esposo da vizinha de baixo aparece na rua voltando do trabalho, e dali a alguns minutos ele está em seu apartamento. Ele diz que a fumaça está pior nos andares de cima do que nos debaixo. Um policial também aparece na janela do vizinho. No seu radinho, ele fala que está tudo tranqüilo.

Como os bombeiros não mandaram evacuar o prédio nem nada, concluo que está tudo resolvido. Respiro profundamente, aliviada, e dou um grande abraço no Leo.

No fim das contas, ficamos sabendo que o carro de uma das moradoras do prédio pegou fogo na garagem. Ela havia acabado de estacionar, viu o fogo, e pediu socorro na hora. Veio uma turma ajudar, mas não conseguiram dominar o fogo. Só os bombeiros deram conta.

Foto do jornal "Diário do Aço".

Objetivamente, em nenhum momento estivemos realmente em perigo. Mas não foi uma experiência agradável, não.

5.8.08

O Caso da (Im)paciência

Eu sempre gostei muito de livros e filmes, mas ultimamente não tido muita paciência. Ando achando os roteiros batidos e os personagens repetitivos. Aí largo sem dó. Antes eu ainda fazia uma leitura dinâmica ou avançava a imagem para ver como ia terminar. Hoje nem isso.

A verdade é que quase tudo está parecendo variação sobre o mesmo tema. Não dizem que só existem sete histórias? Pois é, parece que é verdade.

Em suma: sem livros e filmes, não sei mais o que fazer com meu tempo livre. Será que devo arrumar um trabalho manual?

4.8.08

O Caso dos Blogues de Viagem

Eu sempre quis ter um blogue oficial de viagens, com muitas dicas, dados e fotos, mas nunca tive tempo para fazê-lo durante as viagens (e sempre tive preguiça de fazê-los depois delas).

Ultimamente, tenho ido a muitos blogues de viagem úteis e legais. Então, finalmente resolvi fazer a minha parte e jogar na rede as informações que eu tenho.

Cada viagem vai ser um blogue, para simplificar a vida de quem lê (e de quem faz também). Comecei com a viagem a Holanda e Bélgica e o link está ali, à direita no alto. Um dia ela estará completa e ainda teremos Disney, Portugal, Espanha, Paris e Nova Zelândia, além de Suíça, Áustria e Praga (que ainda vai acontecer).

Espero dar uma mão para quem quer conhecer esses destinos.

1.8.08

O Caso do Chá Chique

Sempre achei que infusões em geral tinham gosto de água suja, mas depois que me tornei adepta do chá verde, passei a imaginar que eu havia me enganado e que na verdade existia um mundo de sabores à minha espera. Assim como há os enófilos, eu me tornaria uma connoisseur de chás, experimentando buquês e dando notas a aromas. Assim, imaginem quão grande foi minha decepção ao comprar um caixa de chás sortidos no mercado e descobrir que todos tinham gosto de água de batata.

A esperança renasceu quando minha irmã mais nova me trouxe de Londres chás ingleses legítimos. Coisa de profissional, pensei. E fiquei esperando uma ocasião especial para experimentá-los.

A descrição na caixinha elegante prometia: “chás selecionados do Ceilão e da Índia, aromatizados com essência de bergamota”. Segui as instruções à risca. Fervi a água e deixei o saquinho por exatos três minutos. Deitei o chá numa linda xícara com estampa de rosas estilo inglês e tchan, tchan, tchan, tchan....

Água de batata com aroma de bergamota. (Desculpa aê, Isa.)

Pelo lado positivo, o chá inglês me tirou toda e qualquer fome. Vou usar tudo da próxima vez que estiver de dieta.