6.8.08

Fire (exclamation mark) Fire (exclamation mark) Fire (exclamation mark)

Ontem estávamos eu e o Leo placidamente assistindo à tevê lá pelas cinco e pouco da tarde quando escutamos uma gritaria do lado de fora. Dali a pouco alguém toca o interfone. O Leo vai antender e volta dizendo que tocaram em todos os andares. A gritaria continua, o interfone toca de novo, insistentemente, e dessa vez falam lá de baixo que o prédio está pegando fogo. Corremos para a janela e, de fato, tem uma fumaceira preta horrorosa saindo de um andar baixo. O povo que está se aglomerando na rua vê a gente lá no oitavo andar e grita: “Desce! Desce!”. Aí me assustei de verdade, porque se o povo está gritando “Desce!” é porque a coisa deve estar muito feia (pra falar a verdade, imaginei metade do prédio em chamas).

Calço os tênis num instante, cato minha bolsa, e eu e o Leo saímos do apartamento. Já tem fumaça no hall do nosso andar. Os elevadores não estão funcionando. Começamos a descer as escadas, com o Leo (que ficou calmo o tempo todo) na frente. Descemos uns quatro andares e a fumaça foi ficando tão grossa que não ava para continuar. Voltamos.

Chegando em casa, o Leo coloca toalhas molhadas no pé das portas, busca o extintor de incêndio, enche baldes d’água e leva garrafas d’água para o quarto de hóspedes, que é o mais distante do foco de fumaça, enquanto eu ligo para o 190 (que diz que o carro dos bombeiro está a caminho e que é pra gente ficar quietinho), retorço as mãos (metaforicamente) e coloco uma roupa de mangas e calças compridas.

Ficamos na janela da área de serviço espiando a rua. Dali a pouco chegam dois carros de bombeiro, o que me deixa bem mais calma. Aí descobrimos vizinhos na janela do andar de baixo. Eles nos contam que foi um carro que pegou fogo. Me acalmo mais ainda, porque um carro na garagem não pode fazer muito estrago.

O foco de fumaça acaba, o que quer dizer que os bombeiros eliminaram o incêndio. Ainda assim, o prédio está cheio de fumaça. Um lado das tolhas que colocamos nas portas ficou preto.
O esposo da vizinha de baixo aparece na rua voltando do trabalho, e dali a alguns minutos ele está em seu apartamento. Ele diz que a fumaça está pior nos andares de cima do que nos debaixo. Um policial também aparece na janela do vizinho. No seu radinho, ele fala que está tudo tranqüilo.

Como os bombeiros não mandaram evacuar o prédio nem nada, concluo que está tudo resolvido. Respiro profundamente, aliviada, e dou um grande abraço no Leo.

No fim das contas, ficamos sabendo que o carro de uma das moradoras do prédio pegou fogo na garagem. Ela havia acabado de estacionar, viu o fogo, e pediu socorro na hora. Veio uma turma ajudar, mas não conseguiram dominar o fogo. Só os bombeiros deram conta.

Foto do jornal "Diário do Aço".

Objetivamente, em nenhum momento estivemos realmente em perigo. Mas não foi uma experiência agradável, não.

2 comentários:

Daniela disse...

Ufa! Ainda bem que não foi nada. Me deu uma dó ver a entrada da sua garagem tomada pelas chamas =( O Leo é que pode ser nomeado bombeiro honorário!

Thiago Hoerlle disse...

Oxe!
Quando vi no Blog da Isa eu achei que tinha sido só uma fumacinha e muito exagero.
Mas o carro virou uma bola de fogo!!!! Putz!
Agitada a vida no vale do aço ein. =)
To mudando prai semana que vem. Será que vou ter aventuras como essa? heheheheeh
Parabéns pela manobra de brigada de incêndio. =)

Hoerlle