14.8.08

O Caso da Intromissão

Sim, eu tenho mania de tentar arrumar a vida das pessoas. É só a criatura dizer que vai comprar um apartamento/financiar um carro/casar/não casar, e eu me lanço sobre ela explicando que é muito mais vantajoso ela alugar um apê, comprar o veículo à vista, não casar se ela acha que não é pra sempre ou casar porque casamento é ótimo.

Adoro fazer isso. Sinto-me competente, generosa e gentil. Acho que estou dividindo com o mundo meus conhecimentos e minha capacidade de análise.

Só que o que eu digo muitas vezes não é o que a pessoa quer ouvir. Ela quer o apartamento para se sentir segura, financiar o carro para não gastar o dinheiro em outras coisas, casar porque para ela não faz diferença, ou não casar porque o casamento dos pais foi péssimo. Ou seja: os meus conselhos são perfeitamente racionais, mas existe um monte de coisas não-racionais nas decisões que as pessoas tomam. O que acaba gerando um monte de decisões meia-boca, mas isso não importa: o que importa é que quem decide é quem vive com a decisão.

Se ao menos eu conseguisse tomar a decisão perfeitamente racional de ficar de boca fechada mais vezes.



Atenção para o dedinho levantado pontuando o conselho.

3 comentários:

delilah disse...

se conselho fosse bom, a gente vendia =)
mas acho que a coisa eh, mesmo que a pessoa na'o tenha concordado com vc, ela pode ter tirado algo bom do conselho, que ela pode usar na decisao final. entao it's not a completely wasted effort.

Anônimo disse...

Pelo menos não é que nem a Susanita... (não, eu não estou pensando em filhinhos)
Dani

Daniela disse...

Lu, PLEASE responde o email que eu te mandei hoje ainda?
Brigadim!