27.8.08

O Caso do Condicionamento

Descobri que, para melhorar o condicionamento físico e conseguir correr mais, a manha NÃO é sair correndo em desabalada carreira até morrer, como eu vinha fazendo até então. Não, não. A idéia é se exercitar sempre a 70% a 80% da freqüência cardíaca máxima, independentemente da intensidade necessária para chegar até ela. Ou seja, se meu trote mais modesto acelera meu coraçãozinho para cima dessa faixa (porque eu sou muito, muito fracota), então eu devo alternar caminhada e corrida durante as sessões de exercício. Um dia meu sistema cardiovasculatório estará fortalecido e eu conseguirei correr o tempo todo sem estourar o limite.

Pois bem, lá fui eu correr com o monitor cardíaco para manter minha freqüência cardíaca sob controle. Por motivos desconhecidos (radiação solar? Interferência alienígena? Ondas gama?) o freqüencímetro pipocou adoidado, indo de 240 batimentos por minutos (durante a caminhada) para 140 (num momento aleatório) para 88 (bem quanto eu estava dando tudo na corrida) e vice-versa num piscar de olhos. Fiquei muito irritada, porque até então ele era um aparelho confiável, mostrando valores que se alteravam suavemente com a mudança de intensidade do exercício. Ontem ele se comportou de maneira ridícula e traiçoeira, impedindo que eu cumprisse meu programa de condicionamento. Além disso, o band-aid que eu coloquei para proteger o machucado que o próprio monitor cardíaco tinha cavado não adiantou de nada, e a ferida perdeu sua casquinha incipiente. Para completar, meu pé voltou a doer, muito.

Sim, neste momento estou extremamente aborrecida com meu projeto de corrida.

2 comentários:

Anônimo disse...

Lulu:
Que vcs estavam correndo errado já dava p/ perceber há tempos...
Quanto ao comportamento louco do freqüencímetro, tente as seguintes soluções, nesta ordem:
a) aperte BEEEM a faixa torácica (é para apertar *mesmo*, se não fica folgada e não funciona direito com a pilha mais fraca);
b) se continuar sem funcionar, molhe os contatos da faixa antes de colocá-la sobre a pele (a faixa tem que ter contato com a pele, não com algum tecido);
c) troque a bateria (mais provável).

Boas corridas.

Camilinha disse...

Concordo com o amigo de cima. E, dependendo de onde vc colocou o curativo, ele pode interferir seriamente no funcionamento do frequencímetro. Além disso, se não estiver bem ajustado ao corpo, podem acontecer 2 coisas: 1) ele te machuca (como aconteceu); 2) ele não entra em contato com o seu suor, não conseguindo medir porque não está molhado. O truque do dedinho de cuspe é nojento, mas funciona.

A bateria acho que é o menos provável, exceto se o seu frequencímetro tem, pelo menos, uns 4 anos... Mas não custa checar, né?