26.9.08

O Caso da Declaração Feminista

Decidi mesmo: não faço mais a unha.

Acho bonito, sim. Mas também acho que é um gasto de tempo e de dinheiro que não acrescenta nada.

Vou manter as unhas curtinhas e limpas e está muito bom.

Homem não tem que fazer a unha. Sim, homens e mulheres são diferentes, mas as diferenças não justificam o domínio de um sexo sobre o outro, ou que as exigências sociais sejam muito maiores para elas do que para eles. Unhas feitas são mais um item da lista “Obrigação de estar bonita”, que é uma maneira de atingir os objetivos passivamente, agradando, ao invés de agir, conquistando.

Se alguém tiver a ousadia de me questionar (porque é o fim, né? Ficar examinando se a outra pessoa fez ou não fez a unha), aproveito para dizer que é meu manifesto feminista e para explicar minhas razões.

Talvez eu até consiga umas adeptas.

25.9.08

O Caso do Cabelo de Mangá

Na minha busca pela simplificação da beleza, decidi voltar ao salão. Eu achava lindo o corte chanel, mas gastava um bocado de tempo e trabalho secando o cabelo com uma escova do tamanho da minha cabeça toda vez que eu lavava. Sem falar que era só dormir ou prender para fazer exercícios que ele amassava e perdia sua bela forma sinóide. Então eu precisava de um corte menos high-maintenance, mas nada da escolha óbvia – cabelo curtinho –, porque agora decidi deixar crescer.

Antes de cortar o cabelo eu costumo fazer uma grande pesquisa na televisão, internet e revistas femininas. Chego ao salão com fotos e descrições envolventes. Dessa vez, no entanto, eu não tinha a menor idéia do que era possível fazer para mudar um corte chanel sem perder comprimento. Só sabia que estava cansada de ficar esquentando a cabeça (literal e figurativamente) para arrumar o dito-cujo.


Minha cabelereira me surpreendeu positivamente. Sim, ela já me deu o corte Javier Bardén, mas dessa vez ela repicou pra lá e pra cá e eu fiquei assim, sem a escova chegar nem perto do meu cabelo:




Quando a gente assistia a Ranma lá em casa, eu me identificava com a irmã do meio que gostava de dinheiro, a Nabiki. Mas estou parecendo mesmo é a Akane.

24.9.08

O Caso do Conflito

Estou em conflito com as exigências sociais sobre a mulher.

Acho um absurdo que eu, além de diversas outras coisas, seja obrigada a ser bonita. Os homens podem ser feios e ninguém liga. As mulheres gastam uma grande quantidade de tempo, dinheiro e energia com maquiagem, produtos de beleza, dieta, exercícios, tratamentos estéticos, roupas e acessórios. Eu sou uma pessoa pouco consumista e, mesmo assim, eu também gasto. Será que já foi feita uma planilha calculando quanto a mais custa ser mulher durante a vida? Aposto que deve dar uma grana violenta – dinheiro que poderia ser usado em viagens, cursos, aposentadoria...

Mas o mais absurdo é que eu me conforme com as exigências sociais e, mesmo que plenamente consciente delas, ainda QUEIRA ser bonita!

Porque a beleza tem suas vantagens. Pessoas bonitas são mais bem atendidas, recebem mais promoções, fazem até mais amigos. O ser humano é atraído pela beleza, isso é fato.

Fico pensando o que aconteceria se eu reduzisse meus cuidados estéticos a um mínimo (mantendo os higiênicos, é claro).

As unhas eu não faço mais.

18.9.08

O Caso da Descoberta

Sim, eu estava desanimada, mal-humorada, irritadiça e abatida.

Até marquei um médico para descobrir o que havia de errado comigo.

Aí descobri a razão: é que eu estava de regime (coisa odiosa, sô).

Sentir fome e não comer doces acaba com a alegria de qualquer um.

O jeito é voltar aos braços do chocolate, né (com moderação).

É um sacrifício, mas é por um bem maior =).

12.9.08

O Caso do Protetor Solar

Eu moro em uma cidade na qual faz sol e calor o ano inteiro. A gente nem tem inverno; tem é um “não-verão”, no qual a temperatura baixa um pouquinho, mas os dias continuam ensolarados.

Como eu sou branquelucha, o dermatologista recomendou que eu evitasse a exposição ao sol e usasse protetor solar todo dia (mesmo eu insistindo com ele que eu sou intrinsecamente morena). Só que os protetores solares costumam ser gordurosinhos, e minha pele é oleosa. Além disso, aqui faz um calor danado, o que não ajuda em nada.

Tentei o Episol em gel, e a impressão que eu tinha é que havia um filme plástico sobre o meu rosto. Mudei para a loção e minha pele passou a brilhar loucamente. Arrisquei até um bloqueador da Clinique, mas o danado também é pegajoso.

Eis então que uma colega de trabalho me apresenta o Roche Posay Fluide Extreme FPS 50. Ele é líqüido, espalha fácil e não tem cheiro. E, o mais importante, simplesmente desaparece na pele! Adeus, aspecto brilhoso irritante!

Minha colega comprou no aeroporto de Salvador por 51 reais. Aqui nestas bandas, ele custa 89. O jeito foi aproveitar que minha irmã viajou para os States e mandar entregar no endereço dela duas unidades por 50 dólares (comprei na Amazon). Barganha.

O único inconveniente do Fluide Extreme é que ele é tão sequinho que não serve como hidratante. Aquele descamadozinho típico de invernos secos continua igualzinho. Isso quer dizer que ele não vai servir para minha viagem de fim de ano, na qual vou pegar temperaturas próximas a zero.

Não tem problema. Aproveito para usar os protetores gordurosinhos.

10.9.08

O Caso de Salzburgo

Salzburgo, ou Salzburg

- é a cidade dourada do Alto Barroco
- é o lugar de nascimento de Mozart
- é onde foi filmado “A Noviça Rebelde”
O que vamos fazer lá:

- ver a vista da Fortaleza Hohensalzburg
- ir a um concerto
- conhecer a parte medieval da cidade
- experimentar Mozartkugeln, “bola do Mozart”, bombom recheado de marzipã de pistache e nougat e coberto de chocolate meio-amargo.

8.9.08

O Caso da Reabilitação Labiríntica

O otorrino mandou fazer um monte de exames, e os resultados foram normais. A estrutura do meu ouvido está ótima. Entretanto, como fico tendo ataques loucos de labirintinte, ele resolveu me receitar fisioterapia para o labirinto.

Não tenho nem idéia de como funciona. Só sei que terei uma sessão por semana durante dois meses. A notícia boa é que o consultório da fisio é na rua da minha casa. A ruim é que não há garantia de que eu jamais tenha um ataque de labirintite de novo. Vou estar apenas diminuindo as chances deles ocorrerem.

No entanto, considerando que a caixa do remédio que eu tomo inteira toda vez que tenho uma crise custa 50 reais, e que a fisioterapia o plano de saúde paga, parece-me que se trata de um bom negócio em termos financeiros. Em termos de bem-estar, também. Diminuir a quantidade de vezes por ano que minha cabeça fica rodando doudamente é uma ótima perspectiva.

Meu objetivo é NÃO ter uma crise de labirintite perto da próxima viagem. O otorrino está tão confiante na reabilitação que disse que até mesmo fazer os exercícios que vou aprender aos primeiros sinais de um ataque é suficiente para contê-lo.

Vamovê.

O labirinto mais bonito do Google Images.

5.9.08

O Caso do Desânimo

Ando meio desanimada ultimamente. Meio sem vontade fazer nada. Trabalho e estudo? Cansaço. Filmes? Preguiça. Tevê a cabo? Nhé. Até ler, que sempre foi minha paixão, não tem me atraído mais. Sim, eu tenho corrido, mas é mais porque já virou hábito.

À noite o Leo vai para a faculdade e eu fico totalmente à toa. O jeito é dormir para o dia seguinte
chegar.

Isso não tá bom, não.

4.9.08

O Caso da Pista de Corrida

A única vantagem do lugar onde a gente corre é o fato de ser perto de casa. É uma avenida chamada romanticamente de “Beira-rio”, ou mais pragmaticamente de “Sanitária”, ou seja, não é sempre que ela cheira bem. A calçada, embora seja larga para os padrões de Fabriciano (no centro da cidade, só passam duas pessoas pela calçada se uma delas botar o corpo de lado), é decorada por buracos, ondulações e baixo-relevos e ocasionalmente um saco de lixo. A rua é povoada por carros, ônibus e caminhões que passam no talo, além dos trabalhadores da usina em bicicletas que andam pertinho da calçada, aproveitando para dizer gracejos para as moças.

Ontem fui correr sem o Leo e escutei diversas gracinhas. Falei para o marido que quando estou com ele isso não acontece, mesmo que a gente corra separado. Ele respondeu que acontece, sim, só que é depois de que eu passei e portanto eu não escuto. Ele, que vem depois, é que ouve as conversas do tipo “Essa eu pegava etc.”.

O Leo disse para eu ficar satisfeita de fazer sucesso na avenida. Entretanto, considerando o povo esquisito que anda por lá, achei melhor não ficar convencida, não.

A Sanitária é essa avenida ladeada por árvores. De longe assim ela é mais simpática.

3.9.08

O Caso do Método de Corrida

Mudei o esquema: ao invés de correr louca e ininterruptamente, agora eu fico de olho no freqüencímetro (que passou a funcionar depois que tirei o band-aid do machucado e molhei mais a tira) e mantenho meus batimentos cardíacos dentro da zona de condicionamento (70 a 85% da freqüência cardíaca máxima, que no meu caso equivale a 132 a 160 batimentos por minuto). Essa é a manha, segundo o “Guia para começar a correr”, do site Copacana Runnners (http://www.copacabanarunners.net/walk5.html).

É meio complicado fazer isso, porque meu coraçãozinho é muito nervoso. Qualquer corridinha o acelera demais. Aí passo à caminhada vigorosa, e os batimentos despencam. Então volto ao trote feliz. Dali a pouco os batimentos disparam e tenho que andar de novo.

Estou fazendo o controle usando os postes de iluminação. A cada um que passa dou uma olhada no reloginho e adapto a velocidade. Meu objetivo era fazer dois postes de caminhada para cada quatro de corrida, mas meu coração não estava informado e não permitiu. Então foi um poste de caminhada para cada três de corrida, ou dois de caminhada para dois de corrida, assim meio aleatoriamente.

A vantagem do novo método é que ele é muito, muito mais agradável. Para me manter na zona de condicionamento, uso um trotinho bem leve. E volta e meia tenho que caminhar, o que exige menos esforço ainda. Assim, chego ao final do treino me sentindo agradavelmente exigida ao invés de exausta. E provavelmente não vou sentir mais as dorzinhas chatas no pé, no joelho e na panturrilha que estavam me atacando (e que eu ignorava, como boa e estóica corredora que sou).

Em teoria, com o tempo vou precisar de cada vez menos postes de caminhada, até conseguir trotar o tempo todo com os batimentos estáveis.

Quanto tempo será que leva?

2.9.08

O Caso de Innsbruck

- é a capital do Tirol
- é uma das cidades mais bonitas da Europa
- quer dizer “ponte sobre o rio Inn”

O que vamos fazer lá:

- ver o Telhado de Ouro
- passear na Maria-Theresien Strasse

- ir ao Mundo de Cristal da Swarovski

1.9.08

O Caso das Encomendas

Minha irmã mais nova voltou de viagem e finalmente minhas encomendas chegaram às minhas mãozinhas sôfregas. O que eu estou achando mais legal, por enquanto, é um kit de maquiagem Bare Minerals, com duas bases, um queimador, um acabamento e três pincéis.

Nos Estados Unidos, as maquiagens mineirais estão fazendo o maior sucesso. Todas as marcas lançaram as suas, mas a primeira é essa da Bare Escentuals.

A teoria é que os produtos são feitos de minerais (o que quer que isso queira dizer exatamente), sem conservantes ou ceras. Por isso, são em pó e não fazem mal à pele (a propaganda jura que você pode até dormir com eles no rosto), além de proporcionarem uma finalização natural e fresca.

Ontem me diverti pacas experimentando tudo. Tem que aplicar de um jeito especial, que vem explicado no dvd. Você põe um pouquinho do produto na tampa, usa o pincel especial em círculos para absorver tudo, dá uma batidinha pra tirar o excesso e aplica no rosto em movimentos circulares.

A cobertura é de leve para média, boa para usar no dia-a-dia. Para uma cobertura pesada, o recomendado é o pincel kabuki, que ainda não experimentei. A pele fica ótima, sem cara de base, bem natural mesmo.

Se usada com o pincel adequado, a base também funciona como corretivo. Minhas olheiras foram quase eliminadas. Tenho fé que com a prática (e uma camada mais generosa do pó) conseguirei exterminá-las completamente.

O queimador (“Warmth”) dá uma corzinha saudável. Como não sou branca-fantasma como as americanas no meio do inverno, usei como blush e ficou ótimo.

O acabamento (“Mineral Veil”), totalmente sem cor, promete suavizar todo o rosto, eliminando a oleosidade e disfarçando os poros. Não vi a menor diferença antes e depois de aplicá-lo, mas talvez o efeito dele só apareça depois de algum tempo. Um dia destes deixo de usar e vejo o que acontece.

Minha irmã trouxe para mim o kit “Medium”. Ele é um tico de nada mais escuro do que a cor do meu rosto. O lado positivo é que aí ele fica da cor do meu corpo.

O lado negativo da história é que a Bare Escentuals tem um monte de outros produtos mineirais (sombras, blushes, finalizadores) e agora eu quero todos!