4.9.08

O Caso da Pista de Corrida

A única vantagem do lugar onde a gente corre é o fato de ser perto de casa. É uma avenida chamada romanticamente de “Beira-rio”, ou mais pragmaticamente de “Sanitária”, ou seja, não é sempre que ela cheira bem. A calçada, embora seja larga para os padrões de Fabriciano (no centro da cidade, só passam duas pessoas pela calçada se uma delas botar o corpo de lado), é decorada por buracos, ondulações e baixo-relevos e ocasionalmente um saco de lixo. A rua é povoada por carros, ônibus e caminhões que passam no talo, além dos trabalhadores da usina em bicicletas que andam pertinho da calçada, aproveitando para dizer gracejos para as moças.

Ontem fui correr sem o Leo e escutei diversas gracinhas. Falei para o marido que quando estou com ele isso não acontece, mesmo que a gente corra separado. Ele respondeu que acontece, sim, só que é depois de que eu passei e portanto eu não escuto. Ele, que vem depois, é que ouve as conversas do tipo “Essa eu pegava etc.”.

O Leo disse para eu ficar satisfeita de fazer sucesso na avenida. Entretanto, considerando o povo esquisito que anda por lá, achei melhor não ficar convencida, não.

A Sanitária é essa avenida ladeada por árvores. De longe assim ela é mais simpática.

2 comentários:

Polly(BH) disse...

Muito legal seus post, seu blog, sempre tem novidade....rsrsrsrsrs
Essa corrida não faz bem só pra você!!!kakakaka
Bjus

Anônimo disse...

Lulu:
Concordo com o Léo, você tem que se sentir lisonjeada com os galanteios masculinos (e, por que não, também de eventuais femininos), tais como: "Você é o ovo que faltava na minha marmita.", "Ae cremosa… Vou te passar no pão e te comer todinha!!"