3.9.08

O Caso do Método de Corrida

Mudei o esquema: ao invés de correr louca e ininterruptamente, agora eu fico de olho no freqüencímetro (que passou a funcionar depois que tirei o band-aid do machucado e molhei mais a tira) e mantenho meus batimentos cardíacos dentro da zona de condicionamento (70 a 85% da freqüência cardíaca máxima, que no meu caso equivale a 132 a 160 batimentos por minuto). Essa é a manha, segundo o “Guia para começar a correr”, do site Copacana Runnners (http://www.copacabanarunners.net/walk5.html).

É meio complicado fazer isso, porque meu coraçãozinho é muito nervoso. Qualquer corridinha o acelera demais. Aí passo à caminhada vigorosa, e os batimentos despencam. Então volto ao trote feliz. Dali a pouco os batimentos disparam e tenho que andar de novo.

Estou fazendo o controle usando os postes de iluminação. A cada um que passa dou uma olhada no reloginho e adapto a velocidade. Meu objetivo era fazer dois postes de caminhada para cada quatro de corrida, mas meu coração não estava informado e não permitiu. Então foi um poste de caminhada para cada três de corrida, ou dois de caminhada para dois de corrida, assim meio aleatoriamente.

A vantagem do novo método é que ele é muito, muito mais agradável. Para me manter na zona de condicionamento, uso um trotinho bem leve. E volta e meia tenho que caminhar, o que exige menos esforço ainda. Assim, chego ao final do treino me sentindo agradavelmente exigida ao invés de exausta. E provavelmente não vou sentir mais as dorzinhas chatas no pé, no joelho e na panturrilha que estavam me atacando (e que eu ignorava, como boa e estóica corredora que sou).

Em teoria, com o tempo vou precisar de cada vez menos postes de caminhada, até conseguir trotar o tempo todo com os batimentos estáveis.

Quanto tempo será que leva?

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